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sexta-feira, 14 de abril de 2017

A LETRA QUE MATA E OS ASSASSINOS DA LETRA




O qual nos fez também capazes de serem ministros de um novo testamento, não da letra, mas do espírito; porque a letra mata e o espírito vivifica. (II Coríntios 3: 6)





A Letra Mata, mas o Espírito vivifica (2º Coríntios 3:6)


A realidade é que existe a letra que mata e os assassinos da letra.
   
Vamos começar por aqueles que matam a letra, ou seja, pessoas que interpretam erroneamente as Escrituras, afirmando que o estudo teológico é terrivelmente prejudicial à fé, ao ponto de matá-la; marginalizam a Teologia, criticam os eruditos e seguem indiferentes ao aprofundamento do conhecimento formal.

O academicismo prepotente ou a formalidade atrelada à religiosidade são algumas silhuetas aparentemente ortodoxas que negam o Espírito e que podem matar a fé, porém, o texto de 2 Co 3:6 falas de algo bem diferente.


Por que alguns são assassinos da letra?

Há várias justificativas para o assassinato da letra, dentre as quais destacamos as principais:


O estudo teológico é censurado pelos preguiçosos, por aqueles que tentam justificar sua acomodação educacional e sua ignorância (burrice) atacando a Teologia e os estudiosos das Escrituras Sagradas.

O estudo teológico é censurado pelos ignorantes espirituais, que desprezam o saber por associá-lo a uma classe social superior incompatível com a fé cristã;

O estudo teológico é censurado pelos espiritualizastes, por aqueles que vivem com os pés e a cabeça nas nuvens e que apresentam sempre uma resposta espiritual, dizendo que Deus revela, fala, dá a palavra, para tudo ao seu redor;

O estudo teológico é censurado porque ele incomoda, torna-se inconveniente para os manipuladores da Bíblia. Quanto menos conhecimento as pessoas possuírem, mais facilmente serão controladas. É um comportamento assumido pelos ditadores eclesiásticos e pelas seitas, nas quais o líder se encarrega de pensar pelos adeptos e implanta um método sutil de controle total. (Só aqui Deus dá a palavra) Quanta mentira.

 Antes de qualquer outro argumento sobre a importância do estudo teológico é preciso lembrar que as doutrinas cristãs sobreviveram ao tempo e chegaram até nós, porque teólogos comprometidos com a fé, estudaram e preservaram a verdade.

Uma das buscas mais profundas do homem é a da verdade. Mas essa busca não pode trilhar por um caminho relativo porque, no mundo inteiro, avoluma-se a multiforme apresentação do engano revestido de trapos da verdade. Bilhões vivem sob o engano e a maioria jaz inconsciente do estado espiritual em que se encontra.

Às vezes, a diferença entre o verdadeiro e o similar é muito sutil, quase imperceptível.

A verdade é uma só, nada mais, nada menos; ao contrário da verdade, a mentira apresenta-se sedutora sob multiformes: do engano aberto ao engodo oculto, da mentira acadêmica às crendices populares. De todos os níveis do engano, o que consegue adentrar pelos portais da igreja, mesclado com resquícios da verdade, é o que pode trazer maiores prejuízos à fé cristã.

Há dezenas de seitas pseudocristão espalhadas por todo o planeta, disseminando inverdades teológicas para todos os gostos. Há também um aglomerado de doutrinas “novas”, perigosas e insustentáveis pela Teologia Clássica; primeiro porque não foram anunciadas pelos os pais da igreja; segundo porque, não apresentam historicidade eclesiástica e, por fim, porque são doutrinas que não têm fundamentação bíblica.

Diante de tudo isso, perguntamos: O que seria da igreja sem a presença de homens comprometidos com o estudo teológico e a preservação da verdade? Qual seria o futuro de uma igreja cheia de assassinos da letra?

A Bíblia é a verdade absoluta, mas é a Teologia que nos auxilia na retenção do conhecimento dessa verdade. A Teologia é a expressão da verdade única e absoluta, revelada na Bíblia Sagrada e o estudante de Teologia, além de conhecer com maior intimidade a revelação divina, tem a oportunidade de tornar-se um guardião da verdade, um apologista da fé. Se o estudo teológico é um instrumento indispensável para a preservação da doutrina dos apóstolos e saúde espiritual da igreja e se o texto bíblico de 2 Co 3;6 não fundamenta, em qualquer instância, a rejeição aos estudos teológicos, o que significa “ a letra mata”? Se não é a Teologia, o que é que mata?

A Letra Mata

O que mata não é o estudo e o conhecimento do significado espiritual das Escrituras, mas exatamente o contrário. A falta de entendimento espiritual das Escrituras Sagradas é que faz com que o homem não creia em Jesus para ter a vida eterna (João 5:39-40). Jesus disse que a vivificação espiritual é feita através de suas palavras, que “São Espírito e Vida” (Jo 6:63).  De acordo com 2 Co 3:6, o que mata então? A observância da Lei de Moisés, em seus ritos e cerimônias, como um fim em si mesma. A letra é uma referência à Lei que foi entregue ao povo hebreu por Moisés, e que não tinha poder de conceder vida; escrita com tinta em tábuas de pedra (Gl 3:12), especificando juízos sobre os não cumpridores da Lei: "Maldito aquele que não confirmar as palavras desta lei, não as cumprindo. E todo o povo dirá: Amém" (Dt 27:26).  O pecador conhece a Lei, a letra, mas não tem poder para guardá-la; sua carne é fraca e logo transgredi essa Lei. O resultado dessa transgressão é morte e condenação. A lei mostra a condição depravada do pecador, mas não lhe dá poder para ser transformado em um homem de natureza santa.   A Bíblia quando declara que "a letra mata", está dizendo que a lei tem a missão de condenar apenas, não pode dar vida. A escrita da lei revela o quanto somos maus e pecadores. A lei apenas mostra ao homem a sua incapacidade de agradar a Deus, dessa forma a „letra‟, o mesmo que „Lei‟, mata. Mesmo que se busque cumprir rigorosamente a lei, ela não tem o poder de dar vida. Quem tropeçar em um só mandamento, torna-se culpado de todos! (Tg 2:10). No contexto de 2 Co 3:6 e noutras passagens do Novo Testamento, Paulo, o apóstolo, mostra a superioridade da Nova Aliança diante da antiga, vivida pelos os judeus.

Mas agora temos sido libertados da lei, tendo morrido para aquilo em que estávamos retidos; para que sirvamos em novidade de espírito, e não na velhice da letra. (Rm 7:6)

Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte. (Rm 8:2)

Esta é a aliança que farei com eles depois daqueles dias, diz o Senhor: Porei as minhas leis em seus corações, E as escreverei em seus entendimentos; acrescenta: (Hb 10:16)

O reino da Antiga Aliança foi limitado em termos de pessoas e de território, à nação de Israel. Quando Deus revelou a Lei no monte Sinai, ele disse: “Assim falarás à casa de Jacó e anunciarás aos filhos de Israel.... Vós me sereis reino de sacerdotes e nação santa. São estas as palavras que falarás aos filhos de Israel” (Ex 19:3,6). Mas o reino da Nova Aliança não é limitado por um território geográfico e também não se limita a uma raça ou etnia. Trata-se de um reino espiritual e universal (1 Pe 2:5). Jesus tem “toda a autoridade. . . no céu e na terra” e mandou os apóstolos fazerem discípulos de todas as nações (Mt 28:18-20).  Paulo demonstra que os cristãos eram a carta de Cristo (2 Co 3:3), ministrada pelos apóstolos e escrita com o Espírito do Deus vivo. Ele destaca que os cristãos, na condição de cartas, não foram redigidos com tinta, antes, com o Espírito Santo. Não em tábuas de pedras, mas em seus corações (2 Co 3:3). 


Conclusão

O que mata não é o estudo e o conhecimento da Palavra de Deus gravada no coração daqueles que creem. O que mata é a ignorância espiritual e intelectual (Jumentice) de permanecer na caducidade da Antiga Aliança, negando a Lei do Espírito que entra no coração do pecador e o vivifica, regenera e dá a vida. A Lei do Espírito que confere o elemento que a letra da lei não podia prover - o desejo e o poder de cumprir o mandamento de Deus.

   
Autor do original:  BenneDen

  Compilado e revisado por Oseias de Lima Vieira 


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