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sábado, 14 de novembro de 2015

“RECONCILIAÇÃO, JUSTIFICAÇÃO E REGENERAÇÃO”


Lição 07                                                                                                         RJ, 15/11/2015




ADMEP –

Assembleia de Deus Ministério Estudando a Palavra

EBD – Escola Bíblica Dominical

Departamento de Educação Cristã




                     Tema:

RECONCILIAÇÃO, JUSTIFICAÇÃO

E REGENERAÇÃO



                                            Texto Áureo


 “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3.16)


Texto Bíblico Básico

(2 Coríntios 5.18 -20; Romanos 5.1,2,8,9; 1 Pedro 1.3)


OBJETIVOS


ü   Compreender: Os significados bíblicos de reconciliação; justificação e regeneração;

ü   Saber: Quais são as diferenças e as semelhanças observadas entre esses três aspectos doutrinários;

ü   Conhecer: A importância para a fé e para vida cristã desses três conceitos teológicos.


Introdução: -  Sobre a reconciliação, John Stott, no livro A Cruz de Cristo, citou Peter O’Brien (missiólogo e teólogo australiano), que afirmou: A pressuposição é que a unidade e a harmonia do cosmo sofreriam um deslocamento considerável, até mesmo uma ruptura, requerendo assim a reconciliação.

O teólogo cristão, Eduardo Joiner (sec. 19), a respeito da justificação, disse que se trata de um termo legal, composto por três diferentes palavras: justo, ficar, e ação. Justo quer dizer reto, ou em conformidade com a lei. Desta forma, entende-se por justificação o ato por meio do qual alguém se torna justo perante a lei.

A regeneração, por sua vez, é a obra que o Espirito Santo opera na vida do cristão, por meio da qual ele experimenta uma mudança que engloba todo o seu ser.



I.  RECONCILIAÇÃO

Imagine dois amigos que têm uma briga ou argumento. O bom relacionamento que eles tinham agora está tenso ao ponto de chegar bem perto de um rompimento. Eles pararam de falar um com o outro; a comunicação está muito estranha. Os amigos gradualmente se tornam como estranhos um ao outro. Essa separação só pode ser revertida por reconciliação. Reconciliar é restaurar a amizade ou harmonia. Quando velhos amigos resolvem suas diferenças e restauram seu relacionamento, a reconciliação ocorreu.


2 Coríntios 5:18-19 declara: “Ora, tudo provém de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por meio de Cristo e nos deu o ministério da reconciliação, a saber, que Deus estava em Cristo reconciliando consigo o mundo, não imputando aos homens as suas transgressões, e nos confiou a palavra da reconciliação.


A Bíblia diz que Cristo nos reconciliou com Deus (Romanos 5:10; 2 Coríntios 5:18; Colossenses 1:20-21). O fato de que precisávamos de reconciliação significa que nosso relacionamento com Deus estava quebrado. Já que Deus é santo, a culpa era toda nossa. Nosso pecado nos separou de Deus. Romanos 5:10 diz que éramos inimigos de Deus: “Porque, se nós, quando inimigos, fomos reconciliados com Deus mediante a morte do seu Filho, muito mais, estando já reconciliados, seremos salvos pela sua vida.”


Quando Cristo morreu na cruz, Ele satisfez o julgamento de Deus e tornou possível que os inimigos de Deus fizessem as pazes com Ele. Nossa “reconciliação” com Deus, então, envolve o exercício de Sua graça e o perdão de nosso pecado. O resultado do sacrifício de Jesus é que o nosso relacionamento mudou de inimizade para amizade.


“Já não vos chamo servos.... Mas tenho-vos chamado amigos” (João 15:15). Reconciliação Cristã é uma verdade gloriosa! Éramos inimigos de Deus, mas agora somos Seus amigos. Estávamos em um estado de condenação por causa de nossos pecados, mas agora somos perdoados. Estávamos em uma situação de guerra com Deus, mas agora temos paz que ultrapassa todo o entendimento (Filipenses 4:7). “Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Romanos 5:1).


1.1   A reconciliação: autoria e iniciativa de Deus
Quando o homem pecou, levantou-se uma barreira entre ele e Deus, surgindo uma inimizade entre os dois. Deus se ira com o pecado e o homem, com sua consciência manchada, tem medo e até ódio do seu próprio Criador. Mas Deus provou o Seu amor para conosco, mandando Seu Filho para tomar nosso lugar e morrer como nosso divino substituto, sofrendo aquilo que nós deveríamos sofrer (Romanos 5:7-9). Deus fez tudo isso para acabar com a inimizade entre Ele e o homem, “fazendo as pazes”. Isto se chama “reconciliação” (Romanos 5:10; II Coríntios 5:18-21; Colossenses 1:20-23; Efésios 2:11-18).
   
Isso tudo significa que Deus agora se encontra inteiramente disposto a perdoar e a receber qualquer pecador rebelde que esteja disposto a chegar-se arrependido, dependendo de Cristo para obter o seu perdão.
    

A Reconciliação portanto tem dois aspectos: do lado divino, Deus já está reconciliado com os homens pela morte de Cristo. Do lado humano, resta apenas o homem se reconciliar, isto é, aceitar este perdão oferecido!

Mais uma vez constatamos o amor e a grande misericórdia de Deus em providenciar, Ele mesmo, tudo para a nossa salvação.


Antes da Reconciliação
Bênçãos Decorrentes da Reconciliação
Referências
Ruina
Salvação
Rm 5.8,9
Pecado
Justiça
Rm 5.12,15,18, 21
Morte
Vida Eterna
Rm 5.12,16,17,21
Separação de Deus
Relacionamento com Deus
Rm 5. 11,19
Desobediência
Obediência
Rm 5. 12,19
Morte do Corpo e da Alma
Corpo Incorruptível, vida Eterna
1 Co 15. 42-52


II.   JUSTIFICAÇÃO 

É a mudança de posição externa e legal do pecador diante de Deus: de condenado para justificado.  Pela justificação passamos a pertencer aos justos.  Justificação é o tempo passado de nossa salvação, mas sempre presente em nossa vida espiritual.


2.1. Justificação – Significado e uso

               
O vocábulo justificação traduz a palavra grega dikaios, que não significa que alguém é justo ou reto, e, sim, que alguém é declarado justo ou reto. 

É o ato judicial de Deus, em que Ele declara reto ou justo o pecador, como se jamais ele houvesse pecado, removendo ou anulando a condição do pecado, e restaurando o homem perante Deus (Jo 3.17,18; 5.24; Rm 1.17; 8.1,2,30).


2.2. Justificação por meio da fé

Na carta aos Romanos o apostolo Paulo desenvolve a ideia de como o homem pode tornar-se justo aos olhos de Deus. E, do princípio ao fim, concluiu que a justificação não é pelas obras, e, sim, pela fé (Rm 1.17; 3.28).

2.3. Os Efeitos pela Justificação pela fé

O primeiro deles é que por meio dela fomos resgatados da maldição da Lei, que afirma que é maldito de Deus todo aquele que não cumpre perfeitamente todos os Seus mandamentos; por conseguinte, somos livrados também da ira de Deus contra o pecado.
Enquanto o homem não é justificado, Deus permanece em guerra com ele. Mas, uma vez justificado, a guerra termina, porque é reconciliado com Deus por meio de Jesus, de maneira que se diz que agora desfruta de paz com Ele, em vez de se encontrar sujeito à Sua ira que se manifestaria certamente no dia do juízo, sujeitando-o a uma condenação eterna.
Por meio da justificação o cristão passa a participar da graça do evangelho, na qual estará firmemente seguro por causa da obra perfeita de redenção que foi feita em seu favor por Jesus.
Isto significa, que ainda que venha a decair da graça, pela prática de pecados eventuais, esta queda nunca será numa forma final e definitiva, porque foi transformado em filho de Deus, por meio da justificação.

É a justificação que abre também para nós a esperança firme e segura de que participaremos da glória de Deus, como Paulo afirma no verso 2.
Mas, os efeitos da justificação não param por aí, porque uma vez sendo transformados em filhos de Deus, passamos a contar com a assistência da graça, a qual nos fortalece e ampara nas tribulações, pelas quais a nossa fé é colocada à prova, para que possamos crescer.
De maneira que isto não é motivo de tristeza, mas para se dar glória a Deus, porque prova que de fato nos tornamos Seus filhos, e que agora estamos sendo aperfeiçoados por Ele através das tribulações, para que aprendamos a perseverança, a experiência e a esperança.

III.  REGENERAÇÃO


É a mudança de condição do pecador: de servo do pecado para filho de Deus.  A regeneração é tão seria diante de Deus, que a Bíblia chama-a de “batismo em Jesus” (1 Co 12.13; Gl 3.27; Rm6.3).  Trata – se de um ato interior, dentro do indivíduo, abrangendo também todo o seu ser.  É novo nascimento (Jo 3.5).  Mediante a regeneração somos chamados “filhos de Deus” (Gn 2.7; Jo 20.22; 15.5).


3.1.  A regeneração é obra de Deus


A verdade da condição sem esperança do homem implica que esse renascimento ou regeneração2 não pode ser estabelecido por alguma obra do homem ou pelo poder da vontade do homem. Essa impossibilidade já está implícita no termo renascimento ou regeneração. Assim como nenhum homem pode ser a causa eficiente do seu nascimento natural da carne, tampouco pode ser a causa eficiente do seu segundo nascimento ou concepção espiritual. O homem não pode renovar a si mesmo.


Isso está implícito também na condição natural do homem. Quando ele ama as trevas e não a luz (João 3:19), ele certamente não fará nenhuma tentativa de vir para a luz. Antes, ele evitará, desprezará e odiará a luz. Quando por natureza está em tal condição que não pode ouvir a palavra de Cristo, por sua própria surdez ele está certamente excluído de todas as influências externas que poderiam induzi-lo a entrar no reino de Deus. Quando a mentalidade da carne, com a qual o homem nasce por natureza, é sempre inimizade contra Deus, de forma que ele não pode se submeter à lei de Deus, sim, não pode se sujeitar a essa lei (Rm. 8:5-7), é claro que seu coração estará fechado contra a influência do amor de Deus em Cristo Jesus. Para o homem natural não existe nenhuma esperança de melhora ou reforma no caminho da educação, no caminho de um exemplo melhor, ou no caminho de exercer-se na disciplina da virtude externa. Dessa forma, ele nunca entrará no reino de Deus.


Mas Deus, que é riquíssimo em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossas ofensas, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele e nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus (Ef. 2:4-6).


O que é impossível para os homens é possível para Deus (Lucas 18:27). Ele é capaz de criar no homem um coração puro e renovar nele um espírito reto (Sl. 51:10). Ele é capaz de circuncidar o coração do seu povo e sua semente, para que amem o Senhor Deus deles com toda a sua existência e vida (Dt. 30:6). Ele é capaz e está disposto a dar-lhes um coração para conhecerem ao Senhor; eles então serão o seu povo, e ele será o Deus deles. Eles se voltarão para ele de todo o coração (Jr. 24:7).

Ele está disposto a dar-lhes um coração e colocar um espírito novo dentro deles. Ele tirará o coração de pedra deles e lhes dará um coração de carne, para que possam andar nos seus estatutos e guardar as suas ordenanças.


3.2.  A natureza da regeneração


A regeneração é o ato divino que concede ao penitente que crê uma vida nova e mais elevada mediante união pessoal com Cristo. O Novo Testamento assim descreve a regeneração:
(a) Nascimento. Deus o pai é quem "gerou", e o crente é "nascido" de Deus (1 João 5:1), "nascido do Espírito" (João 3:8), "nascido do alto" (João 3:3,7). Esses termos referem-se ao ato da graça criadora que faz do crente um filho de Deus.

(b) Purificação. Deus nos salvou pela "lavagem" (literalmente, lavatório ou banho) da regeneração". (Tito 3:5.) A alma foi lavada completamente das imundícias da vida de outrora, recebendo novidade de vida, experiência simbolicamente expressa no ato de batismo.  

(c) Vivificação. Somos salvos não somente pela "lavagem da regeneração", nas também pela "renovação do Espírito Santo" (Tito 3:5; Col. 3:10; Rom. 12:2; Ef. 4:23; Sal. 51:10). A essência da regeneração é uma nova vida concedida por Deus Pai, mediante Jesus Cristo e pela operação do Espírito Santo.

(d) Criação. Aquele que criou o homem no princípio e soprou em suas narinas o fôlego de vida, o recria pela operação do seu Espírito Santo. (2 Cor. 5:17; Ef. 2:10; Gl 6:15; Ef 4:24; vide Gên. 2:7.) O resultado prático é uma transformação radical da pessoa em sua natureza, seu caráter, desejos e propósitos.

 (e) Ressurreição. (Rom. 6:4,5; Col. 2:13; 3:1; Ef 2:5, 6.) Como Deus vivificou o barro inanimado e o fez vivo para com o mundo físico, assim ele vivifica a alma em seus pecados e a faz viva para as realidades do mundo espiritual. Esse ato de ressurreição espiritual é simbolizado pelo batismo nas águas. A regeneração é "a grande mudança que Deus opera na alma quando a vivifica; quando ele a levanta da morte do pecado para a vida de justiça"



CONCLUSÃO - Muito mais que doutrinas bíblicas, a reconciliação, a justificação e a regeneração são aspectos interligados do grande milagre operado no ser humano:  a salvação.

Essa tríade teológica constitui-se na maior demonstração do afeto divino, pois Aquele que nos amou primeiro ofereceu Seu único Filho para nos dar vida.

Gloria, pois, ao Senhor dos céus e da terra, que nos reconciliou com Ele, em Cristo, fazendo-nos justo; e que reconstituiu, dia a dia, os pedaços que nos são arrancados pelo pecado, promovendo no ser uma continua e ininterrupta regeneração por intermédio do Espirito Santo.



                                     Aula Elaborada pela Diaconisa:
                                      Cintia Santiago da Silva

                                       Professora da ADMEP






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