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sábado, 14 de novembro de 2015

“RECONCILIAÇÃO, JUSTIFICAÇÃO E REGENERAÇÃO”



Lição 07                                                                                 15/11/2015


ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA

Departamento de Educação Cristã
Escola Bíblica Dominical


“RECONCILIAÇÃO, JUSTIFICAÇÃO
E REGENERAÇÃO”


  
Texto Áureo:

Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
João 3.16.



Leitura Bíblica em Classe

II Coríntios 5. 18 – 20; Romanos 5. 1, 2, 8, 9; I Pedro 1.3.




OBJETIVOS: -

Ao término do estudo bíblico, o aluno deverá ser capaz de:

§    Compreender os significados bíblicos de reconciliação, justificação e regeneração;

§    Saber quais são as diferenças e as semelhanças observadas entre esses três aspectos doutrinários;

§    Conhecer a importância para a fé e para vida cristã desses três conceitos teológicos.



ORIENTAÇÕES PEDAGÓGICAS

1.             ReconciliaçãoIndica existência prévia de hostilidade. No sentido teológico, quer dizer a restauração da raça humana diante de Deus, por intermédio da propiciação feita por Jesus Cristo na Cruz.

2.       JustificaçãoQuando falamos em justificação de um pecador diante de Deus, queremos dizer que o pecador é perdoado e absorvido gratuitamente apenas em virtude da morte expiatória de Jesus e unicamente sob a condição da fé.

3.      Reconciliação (ou Novo Nascimento) – É identificada nas Escrituras por expressões como nascer de novo, vivificar, participar da natureza divina, nova criatura, etc. na justificação, Deus faz uma obra para nós, ao passo que, na regeneração, Ele opera uma obra em nós (Adaptação de: JOINER, Central gospel, 2004, p. 269, 270, 342, 393).



Introdução: -   Nesta lição, estudaremos mais três temas Centrais da Fé Cristã: Reconciliação, Justificação e Regeneração. Veja a importância de cada um desses atos Redentores:

§    Reconciliação traz o sentido de reparar um relacionamento partido, de reconstruir a amizade que sofreu uma interrupção.

§    Justificação é Deus declarar justo o transgressor que crê em Jesus.

§    Regeneração é a mudança de condição: de Servo do pecado, para filho de Deus.


I.       RECONCILIAÇÃO

Reconciliação traz o sentido de reparar um relacionamento partido, de reconstruir a amizade que sofreu uma interrupção.

A partir deste pressuposto, pode-se afirmar que a reconciliação, no contexto bíblico, implica tomar a convivência rompida e torná-la novamente válida e funcional, pela ação de Cristo (Rm 5. 10). 


1.1.   A Reconciliação: autoria e iniciativa de Deus. (II Co 5. 18). Tudo isso provém de Deus”.  Deus toma a inciativa da redenção; (Rm 5. 8; Jo 3. 16), mantendo-a e levando-a a cabo esse “ministério da reconciliação”. Desde o Éden, o homem perdeu sua comunhão com Deus e se afastou dEle (Gn 3). Mas através de Jesus Cristo novamente podemos, se quisermos ter de volta a nossa comunhão com o Criador.


1.1.1)   - Reconciliação: A visão Paulina: Paulo, revela-nos claramente que Deus é o autor da reconciliação. Dois pontos sobressaem nestes versículos. Assegurando que o Senhor tomou a iniciativa da reconciliação, e que Ele o fez por intermédio de Cristo. (II Co 5. 18) Diz Paulo: “Deus [...] nos reconciliou consigo mesmo”. Por causa da propiciação de Cristo – e de ter satisfeito às exigências do Pai – Deus agora pode voltar-se para nós. Deus nos faz novas criaturas em Cristo e concede-nos o ministério da reconciliação, uma palavra que significa mudança de um relacionamento de inimizade para um relacionamento amistoso, pacífico.

A palavra da reconciliação que nos foi confiada consiste em pregarmos o evangelho, contando às pessoas Que Deus deseja restaurá-la a um relacionamento correto com Ele (Rm 5. 8).


1.2.   A reconciliação e o amor de Deus. -  a reconciliação foi gerada e trazido à luz sob o amor do Pai. (João 3. 16). Trata-se de um amor incompreensível, que extrapola qualquer racionalidade. Nosso Pai Celestial se caracteriza por sua generosidade para com seus Filhos. O evangelho é a expressão da generosidade de Deus em dar-se ao mundo. Essa generosidade é recíproca entre Deus Pai e Deus Filho. O Senhor concluiu o processo de reconciliação na Cruz; porém, ainda assim, é preciso que as pessoas se arrependam. (Mt 3. 8, creiam (Mc 16. 16; Atos 16.31) e sejam, dessa forma, reconciliadas com Ele.


1.3.   - A reconciliação é paz com Deus. – Há dois termos neotestamentários que nos fazem compreender que a reconciliação remonta à paz com Deus, a saber: adoção e acesso.

1.3.1.       Reconciliação é adoção: - (Gl 4.4, 5; Rm 8. 15; Ef 1. 5; (Jo 1.12 “poder” ou “direito”).

§    Filho” = huios (salienta o caráter, a dignidade filhos).

§    Teknon (salienta a geração no ventre).

§    Adoção de filhos” = huiothesia (de huios = filhos, e thesis = posição).

§    O que era “adoção de filho” na antiga Grécia Neotestamentária. Nada tinha com filiação, e sim com posição.

§    Adoção” (gr. huiothesia, significando colocando em posição de filhos.)

§    Deus só efetua a adoção de quem já é seu filho!

§    A adoção de filhos tem ainda um lado futuro: Rm 8. 23 (que se refere à nossa inteira conformação com Jesus Cristo (I João 3. 2).


1.3.2.     Reconciliação é acesso: - O acesso a Deus (gr. prosagoge) é outra benção que a reconciliação proporciona. O termo remete à ideia de comunhão ativa e prática com Deus, que Seus filhos, agora reconciliados, podem usufruir (particularmente em oração). Temos acesso ao Pai, por intermédio do filho e mediante o Espírito Santo, o que acaba tornando-se uma experiência com toda a Trindade.


II.       JUSTIFICAÇÃO

A compreensão apropriada do termo justificação é essencial para o contexto da fé cristã. Sem ela (a justificação), o Cristianismo não existiria como realidade redentiva.

§    Justificar é Deus declarar justo o transgressor que crê em Jesus (Rm 4. 3 – 5; 8. 33).

§    Justificação é mais do quer perdão, porque:

1.       O perdão remove a condenação do pecado; e

2.       A justificação nos declara justos, isto é, como se nunca tivéssemos pecado.

3.       Somente Deus pode perdoar e também justificar. O homem nunca pode fazer isso, ele pode relativamente perdoar, mas não justificar.


2.1.   Justificação – significado e uso. – O conceito de justificação não foi elaborado por Paulo, mas, sim, por Jesus, que declarou que o publicano (e não o fariseu) desceu justificado para a sua casa (Lc 18. 14).  O pecador crente é justificado, isto é, tratado como justo por causa de Cristo, “que não conheceu pecado”, que levou os pecados desse pecador para a cruz, sendo feito “pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (II Co 5. 21).


2.2.   Justificação por meio da fé: -

§    A origem da justificação: -  a graça de Deus, Rm 3. 24.

§    A base da justificação:  - o sangue de Jesus, Rm 5. 9.

§    O meio da justificação: - a , (Rm 3. 28), e diante dos homens, pelas obras (Tg 2. 24).

A justificação, por meio da , diz respeito à total inaptidão de o homem empreender qualquer ação no sentido de fazer-se justo por si só (Rm 5. 1).



III.       REGENERAÇÃO

Regeneração. É a mudança de condição:  de servo do pecado, para filho de Deus.

§    A regeneração é tão séria diante de Deus, que a Bíblia chama-a de “batismo em Jesus”, I Co 12. 13; Gl 3. 27; Rm 6. 3.


§    É um ato interior, dentro do indivíduo.

§    É um termo ligado à família: gerar.

§    É o Novo Nascimento (João 3. 5).

§    Mediante a regeneração somos declarados filhos de Deus.

§    O lado externo da regeneração: a conversão (isto é, aquilo que o mundo vê). É a regeneração que causa a conversão.

§    Regeneração é causa.

§    Conversão é efeito.


3.1. – A regeneração é obra de Deus: - Na regeneração, o homem não tem um papel destacado; pelo contrário, sua atitude é passiva diante da ação divina (Tg 1. 18).

A soberania de Deus na regeneração é destacada pelo profeta Ezequiel, cuja predição mostrou que, no futuro, haveria um tempo e que o eterno concederia uma nova vida espiritual ao Seu povo (Ez 36. 26, 27a).


3.2.         A natureza da regeneração: - O mecanismo que ocorre na ressurreição é um tanto misterioso.  O que sabemos, com certeza, é que estávamos espiritualmente mortos em ofensas e pecados, conforme disse Paulo, na carta que escreveu aos Efésios (2.1). Então, o Senhor, ao ver a nossa condição – Ele que é abundante em misericórdia e amor -, vivificou-nos juntamente com Cristo (Ef 2. 4, 5).



Conclusão: - Muito mais que doutrinas bíblicas, a reconciliação, a justificação e regeneração são aspectos interligados do grande milagre operado no ser humano: a salvação.

Essa tríade teológica constitui-se na maior demonstração do afeto divino, pois Aquele que nos amou primeiro (I João 4. 19) ofereceu Seu único Filho para nos dar vida.

Glória, pois, ao Senhor dos céus e da terra, que nos reconciliou com ele, em Cristo, fazendo-nos justos; e que reconstituiu, dia a dia, os pedaços que nos são arrancados pelo pecado, promovendo no ser uma contínua e ininterrupta regeneração por intermédio do Espírito Santo.


    

    Aula Elaborada pela,
 Pastora, MARIA VALDA

           Pastora da ADMEP


Que possamos ser a cada dia agradecidos, por tão grande Salvação!




Bibliografia:
§  Revista Bíblicas – A Igreja e o seu Testemunho
§  O Novo Comentário Bíblico O Novo Testamento – Ed. Gospel.
§  Bíblia de Estudo NVI - Editora Vida.
§  Bíblia de Estudo com Anotações de Dr. C. I. Scofield. Editora S.B.B.
§  Comentário Bíblico Popular – Novo Testamento – Editora Mundo Cristão.

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