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sábado, 5 de setembro de 2015

“O LÍDER DIANTE DA CHEGADA DA MORTE”





ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA

Departamento de Educação Cristã
Escola Bíblica Dominical



O LÍDER DIANTE DA CHEGADA DA MORTE


Texto Áureo:

Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.”.
(2 Timóteo 4. 7)


Verdade Prática:

A morte do crente não é o fim, mas a passagem para a glória eterna, na presença de Deus.


Leitura Bíblica em Classe

2 Timóteo 4. 6 – 17



Objetivo Geral: - Desenvolver uma consciência bíblica a respeito da chegada da morte.


Objetivos Específicos: -

1.    Mostrar que, para o crente, a chegada da morte não traz desespero.

2.    Explicar o sentimento de abandono do apóstolo Paulo.

3.    Conscientizar o aluno da certeza da presença de Cristo nas aflições.


Introdução: -   Numa sociedade materialista, evita-se falar sobre assuntos negativos. No entanto, a morte é um fenômeno real que se abate sobre os seres humanos de todas as idades, classes sociais e religiões. Afinal de contas, quem pensa em morrer? Há alguma virtude na morte? Nos dias atuais, o desespero vem tomando conta das pessoas, até mesmo das que professam a fé cristã. É uma pena que alguns púlpitos não estejam preocupados em preparar as suas ovelhas, através das Sagradas Escrituras, para enfrentar essa realidade que pode chegar a qualquer família, sem avisá-la ou pedir-lhe licença.

Por isso, nessa lição, demonstraremos que Deus se preocupa com a fragilidade e vicissitude humanas, principalmente quando se trata de um tema tão laborioso e delicado.


CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES


¨      O QUE É A MORTE

1)     Conceito. - Não é tarefa fácil definir a morte. Como fenômeno natural, ela é discutida na ciência, na religião e faz parte de debates cotidianos, pois atinge a todos (Sl 89.48; Ec 8.8). Anteriormente definida como parada cardíaca e respiratória, o consenso médico atual a define como cessamento clínico, cerebral ou cardíaco irreversível do corpo humano. No entanto, a definição mais popular do fenômeno é a “interrupção da atividade elétrica no cérebro como um todo”. A constatação de que a pessoa entrou em óbito é o ponto de partida para a permissão, ou não, pela família, de doar órgãos.


2)   O que as Escrituras dizem?  - “O salário do pecado é a morte” (Rm 6.23). Deus não criou o homem e a mulher para morrer. O Senhor não planejou tal realidade para o ser humano. Mas, conforme descrito em Romanos 6.23, a morte é consequência da queda (Gn 3.1-24). O pecado roubou, em parte, a vida eterna da humanidade. Assim, a Bíblia demonstra que a morte é a consequência inevitável do pecado, e realça esse fato como a separação entre “alma” e “corpo” (Gn 35.18).


3) É a separação da alma do corpo.  - A base bíblica para esse entendimento está em Gênesis 35.18, quando da morte de Raquel: “E aconteceu que, saindo-se lhe a alma (porque morreu)”. Tiago, o irmão do Senhor, corrobora esse pensamento quando ensina: “Porque, assim como o corpo sem o espírito [alma] está morto, assim também a fé sem obras é morta” (2.26). Teologicamente e, segundo as Escrituras, podemos afirmar que a separação da “alma” do “corpo” estabelece o fenômeno natural e também espiritual que denominamos morte. Mas, o que acontece com a alma após a separação do corpo? Há vida após a morte? São indagações que podemos fazer.


¨    A VIDA APÓS A MORTE


1)   O que diz o Antigo Testamento. - “Morrendo o homem, porventura, tornará a viver?” (Jó 14. 14a). Essa é uma pergunta de interesse perene para todos os seres humanos. Indagações como: “Há vida após a morte?”, “Existe consciência noutra vida?” são questões existenciais não muito resolvidas até mesmo para alguns teólogos. Entretanto, as Escrituras têm as respostas a essas perguntas.

a)       Sheol. - Em Salmos 16.10 e 49.14,15, o termo hebraico é “sheol”. Essa palavra aparece ao longo de todo o Antigo Testamento. É traduzido por “inferno” e “sepultura”. Tais expressões denotam a ideia de imortalidade da alma e a esperança de se estar diante de Deus após a experiência da morte. Tal expectativa representa o âmago das expressões do salmista.

b)   A esperança da ressurreição.  - O patriarca Jó, após muito padecer, expressou-se confiantemente: “E depois que o meu corpo estiver destruído e sem carne, verei a Deus” (19.26 cf. vv.23-25,27).

O salmista expressou-se a esse respeito da seguinte forma: “Quanto a mim, feita a justiça, verei a tua face; quando despertar, ficarei satisfeito ao ver a tua semelhança” (17.15 cf. 16.9-11).

Os profetas Isaías e Daniel expõem a esperança da ressurreição como um encontro irreversível com Deus (Is 26.19; Dn 12.2). Esses textos realçam a doutrina da esperança na ressurreição do corpo em glória e denotam, inclusive, a alegria do crente em se encontrar com o seu Deus após a morte.

Logo, podemos afirmar categoricamente que o Antigo Testamento, respalda, inclusive com riqueza de detalhes, que há vida e consciência após a morte.


2)   O que diz o Novo Testamento. - A base bíblica neotestamentária da existência de vida consciente após a morte e a imortalidade da alma está fundamentada exatamente na pessoa de Jesus de Nazaré. Ele foi quem trouxe luz, vida e imortalidade ao homem que crê. As evidências são abundantes (Mt 10.28, Lc 23.43, Jo 11.25, 26; 14. 3; 2 Co 5.1). Essas porções bíblicas ensinam claramente a sobrevivência da alma humana fora do corpo, seja a do crente ou a do não crente, após a morte. Não obstante, a redenção do corpo e a alegre comunhão eterna com Deus são resultados da plena e bem-aventurada ressurreição e transformação do corpo corruptível em incorruptível (1 Co 15. 1-58; 1 Ts 4.16; Fp 3.21).

Definitivamente, e segundo as Escrituras, o dom da vida para os cristãos não é uma existência finita, mas uma linda história de comunhão com o Deus eterno. Foi Ele quem implantou em nós, através de Cristo Jesus, nosso Senhor, a sua graça salvadora enquanto estivermos em nossa peregrinação terrena.


¨    MORTE, O INÍCIO DA VIDA ETERNA

1)   Esperança, apesar do luto. - É natural que a experiência da separação de um ente querido traga dor, angústia, tristeza e saudade. O luto chega de forma inesperada na vida de qualquer pessoa. Mas a promessa do Mestre de Nazaré ainda sobrepõe-se a qualquer vicissitude existencial: “[...] quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” (Jo 11.25).

2)   A morte de Cristo e a certeza da vida eterna. - O Pai entregou seu Filho em favor da humanidade, e assim o fez simplesmente por amor (Jo 3.16). Esse ato amoroso proporcionou a possibilidade de escaparmos do juízo divino pelo sangue precioso derramado por Cristo Jesus. Isso leva-nos a refletir que sem a morte de Jesus não haveria ressurreição. Logo, não haveria pregação do Evangelho nem salvação. O apóstolo Paulo tinha a convicção de que a Cruz de Cristo é o âmago do Evangelho (1 Co 1.17), do novo nascimento e da vida eterna. Hoje só amamos o Senhor porque Ele nos amou primeiro (1 Jo 4.19). Por isso, pela sua morte, e morte de cruz temos, nEle, a vida eterna.


3)   A morte: - O desfrutar da vida eterna. O fenômeno da morte é para o crente a prova da fé vigorosa revelada em sua vida terrena. Essa fé manifesta-se numa consciência de vitória apesar de a morte mostrar-se como uma aparente derrota. O apóstolo Pedro lembra dessa fé quando exorta-nos: “[...] alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis” (1 Pe 4.13).

Para o crente a morte não é o fim, mas o início de uma extraordinária e plena vida com Cristo. É a certeza de que o seu “aguilhão” foi retirado de uma vez por todas, selando o passaporte oficial para a vida eterna em Jesus (1 Co 15. 55; Os 13.14). Um dia nosso corpo será plenamente arrebatado do poder da morte (Rm 8.11; 1 Ts 4.16,17).

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Tecnicamente a morte é o cessamento clínico, cerebral e cardíaco irreversível do organismo. Biblicamente, porém, é a separação entre o corpo e a alma.


I. A CONSCIÊNCIA DA MORTE NÃO TRAZ DESESPERO   AO CRENTE FIEL.


1)   Seriedade diante da morte. - Não se pode negar que a morte é um duro golpe quando ocorre por medidas violentas e isso era comum nos tempos apostólicos como nos dias de hoje.

Claro que há uma diferença enorme, morrer por confessar a Cristo e morrer vítima da violência urbana.

De qualquer maneira, todos nós temos consciência que um dia iremos e o mais importante é ter a certeza que tivemos uma vida honrada. A ninguém causamos qualquer dano.

Lendo todas as declarações do apóstolo, sabemos o quanto esse momento representava para ele, pelo que declarou: “O viver é Cristo e o morrer é ganho”, (Fl. 1:21) - Sejamos fieis!


2)    A certeza da missão cumprida. - “Combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé”. (2 Tm 4. 7).

Que missão cumprimos hoje? Somos mais inteligentes que eles, que padeceram pela causa do Mestre?

Vivemos na era do “refri” e da pizza, comemos, nos empanturramos e adoramos ir ao culto de domingo para pregar para crentes, ouvir o coro da igreja ou dele participar. Morremos por obesidade e suas consequências.

Particularmente, há muitos nobres, que dedicam suas vidas a construir outras, evangelizar, ganhar vidas para o reino de Deus, mas,não é a regra geral.

Se quisermos de fato combater o bom combate não poderá ser de tristeza por que o time da nossa preferência foi rebaixado.

Cada uma deve saber que combate quer ter sabendo que Deus dará o galardão aos que forem fieis. Coroas nos esperam.
Veja as Coroas:
1) - A Coroa da Vitória - I Co 9. 25;
2) - A Coroa de Gozo - I Ts 2. 19; Fp 4. 1;
3) - A Coroa da Justiça, 2 Tm 4. 7,8;
4) - A Coroa da Vida - Ap 2. 10; Tg 1. 12;
5) - A Coroa de Glória - I Pe 5. 2 - 4. - Paulo sabia disto.

  
II.       O SENTIMENTO DE ABANDONO

1)  O clamor de Paulo na solidão. - A solidão é um sentimento que apavora. Não sei como se pode viver sem amigos e não sei por que muitos não conseguem fazer amigos.

Os escritos de Paulo mostravam o quando ele valorizava uma amizade sincera vista em Timóteo, Filemom e outros.

Filemom – “Escrevi-te confiado na tua obediência...”, “prepara-me também pousada”.

Timóteo – “Desejando muito ver-te lembrando-me das tuas lágrimas para me encher de gozo”. (2 Tm 1. 4).  Na velhice somos ainda mais carentes de ter bons amigos. Que o Senhor nos dê muitos amigos.
  
2)    A serenidade dos últimos dias. - Os momentos finais da vida de Paulo, trouxe para nós o conhecimento da sua inquietação e das necessidades comuns a todo ser.
Traz a minha televisão, o meu notebook... O meu Celular. Os elementos de convivência eram outros e Paulo queria duas coisas:

§    A capa para encarar o inverno;
§    Os livros para ter a sua mente ocupada na prisão. (v. 13).

Paulo nunca escondeu as suas limitações como homem. “Miserável homem que sou...” Rm 7:24.

A minha pergunta é; com tantas evidências de que o Evangelho não faz de nós um super homem, qual é o motivo de muitos se colocarem diante do povo de Deus como perfeitos, duros, capazes e acima de todas as fraquezas?

Reconhecer fraquezas e limitações diante do povo mostra-lhes como somos iguais na área da vida e isto dá mais credibilidade aos ouvintes.
  
3)    Preocupações finais com o discípulo. - Se eu tivesse tido um Alexandre latoeiro na minha vida, contaria isto ao meu sucessor, mas, jamais daria uma relação de todos os que me importunaram de alguma forma. O ser humano mesmo sendo problemático não deve necessariamente ser um ímpio.

O ímpio é sempre inteligente, sabe onde morder e Deus não aceita sua presença na adoração.  Salmo 50:16 “Mas ao ímpio diz Deus: Que fazes tu em recitar os meus estatutos e em tomar a minha aliança na tua boca.”.

As vezes o ímpio não é importunado por que via de regra é pessoa bem posicionada no meio da igreja e quando é daqueles que tem posses e gosta de fazer presença, fica mais difícil ainda.

SINOPSE DO TÓPICO (II)

No final do seu ministério, estando preso, o apóstolo Paulo sentiu-se sozinho, abandonado pelos seus pares.


        III. A CERTEZA DA PRESENÇA DE CRISTO


1)    Sozinho perante o tribunal dos homensNada mais duro para o obreiro que sentir-se sozinho e às vezes isto acontece com qualquer um.

No caso de Paulo, o momento foi muito sério, pois, estava sendo entregue a Corte Romana, sendo julgado e qualquer presença de amigos seria um conforto para ele.

A postura do apóstolo não foi de reclamar e até nisso nos deixou um grande legado, pois, há pessoas que quando se sentem só, resolve falar mau do ministério e dos seus pastores.

Há pastores que são desleixados e interesseiros, só reconhece amigos quando estes estão em evidência; se por saúde ou por idade se afastam, os tais simplesmente os abandonam no ostracismo.

2)       Sentindo a presença de Cristo. - Tudo e todos podem falhar, mas, uma vida sincera aproxima Deus cada vez mais e nessa hora, a sua consolação basta para qualquer um de nós. Paulo se sentiu consolado. Pode haver maior consolação que esta? - Façamos para os outros aquilo que queremos que eles nos façam.

3)  Palavras e saudações finais. - “Fiquei livre da boca do leão”. (v. 17). Certamente Paulo se referia a parte da história que o levaria a Roma.  Quando apela para o direito de cidadania romana, além de evitar ser entregue aos judeus, o possibilita pregar aos gentios em Roma. (Atos 22:27), sem perder a consciência de que a sua vida estava chegando ao fim.

O Senhor me livrará de toda má obra” (II Tm 4:18) completa o pensamento anterior com relação ao que tinha para fazer em Roma.

Que preciosa lição, com este capítulo usado pelo comentarista Elinaldo Renovato, fomos abençoados. Lição para muito tempo ainda.

Tudo o que lemos na lição bíblica deste trimestre, até aqui e teremos ainda até o final, nos leva a pensar em Paulo com o mais profundo respeito pelo que ele representou para todos nós com seus escritos que certamente foram validados pelo Senhor.

Tudo quanto foi escrito para o nosso ensino foi escrito.  Rm. 15:4.

SINOPSE DO TÓPICO (III)

Sozinho, Paulo se dirigiu ao tribunal para ser julgado, mas com a plena convicção de que a presença de Cristo estava com Ele.


Conclusão: - Precisamos ter consciência de que a nossa vida é semelhante à flor da erva. Ela se esvai rapidamente. Todavia, tenhamos em mente que o “viver é Cristo e o morrer é lucro”. Portanto, não se prenda às questões passageiras e efêmeras. Na peregrinação existencial, preencha sua mente com o Evangelho.

Assim, ao final de sua vida poderá jubiloso, entoar o que o apóstolo Paulo declarou no final da sua carreira: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (2 Tm 4.7,8). Em Cristo, tenha paz e esperança, porque Ele é a ressurreição e a vida. – Amém.


Bibliografia:
Fonte:
http://www.ubeblogs.net/2015/08/ebd-lc-10-o-lider-diante-da-chegada-da.html
Revista Bíblicas – A Igreja e o seu Testemunho
Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD.


 Lição Elaborada pela Professora,
Pastora, Maria Valda
Pastora da ADMEP

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