sábado, 7 de fevereiro de 2015

PAPA QUER MULHERES NA ESFERA PÚBLICA E EM LOCAIS DE «IMPORTANTE DECISÃO»

CULTURA: PAPA QUER MULHERES NA ESFERA PÚBLICA E EM LOCAIS DE «IMPORTANTE DECISÃO»

 07 de Fevereiro de 2015, às 12:58





«Este é um desafio que não pode ser adiado», pediu Francisco no final da Assembleia plenário do Conselho Pontifício da Cultura

Cidade do Vaticano, 07 fev 2015 (Ecclesia) – O Papa Francisco pediu esta manhã aos participantes na Assembleia plenária do Conselho Pontifício da Cultura uma presença “efetiva das mulheres em todos os âmbitos da esfera pública” e em locais de “importantes decisões”.
"Encorajar e promover a presença efetiva das mulheres em todos os âmbitos da esfera pública, no mundo do trabalho e nos lugares onde se devem adotar importantes decisões, mantendo ao mesmo tempo a sua presença e atenção preferencial na família”, afirmou o Papa na audiência aos participantes da Assembleia plenária do Conselho Pontifício da Cultura, que hoje se conclui no Vaticano, sob o tema «A Cultura feminina: igualdade e diferença».
Francisco afirmou-se “convicto” da urgência de criar espaços às mulheres na vida da Igreja, “de as acolher, tendo em conta a mudança específica e sensibilidade cultural e social”.
“Todas as instituições, incluindo a comunidade eclesial, são chamados a garantir a liberdade de escolha para as mulheres, para que eles tenham a capacidade de assumir a responsabilidade de uma vida familiar harmoniosa, nas esferas social e na eclesial”.
O Papa pediu “critérios e novas modalidades” para que as mulheres não se sintam hóspedes mas “plenas participantes dos vários âmbitos da vida social e eclesial”.
“É desejável a presença feminina de mais extensa e incisiva na comunidade, para que possamos ver muitas mulheres envolvidas nestas responsabilidades pastorais, no acompanhamento das pessoas, famílias e grupos, bem como na reflexão teológica”.
“Este é um desafio que não pode ser adiado”, destacou, sublinhando que “a Igreja é mulher”.
A subordinação social aos homens, a “paridade simples aplicada mecanicamente, de uma igualdade absoluta” são, segundo Francisco, métodos do passado.
Assiste-se hoje a “um novo paradigma da reciprocidade e equivalência na diferença”.
“A relação homem e mulher deve reconhecer que ambos são necessários porque possuem uma natureza idêntica, explicitada de uma maneira própria. A um, é necessário o outro, e vice-versa, de modo a cumprir realmente a plenitude da pessoa”.
Foi enaltecido o papel “insubstituível” das mulheres na família, pelas qualidade de “delicadeza, sensibilidade peculiar e ternura, que é abundante na alma feminina” e que “representam não só uma verdadeira força para a vida das famílias, para a irradiação de um clima de paz e harmonia, mas também uma realidade sem a que a vocação humana seria inviável” ao mesmo tempo que realizam um trabalho de educação da fé, em atividades pastorais, na formação escolar, mas também nas estruturas sociais, culturais e económicas.
“Vós mulheres sabeis incarnar a misericórdia de Deus, o rosto terno, a sua misericórdia que se traduz mais em dar tempo do que ocupar espaços, em acolher ao contrário de excluir”.
Francisco lamentou ainda a existência de formas de escravidão, de mercantilização, de mutilação reduzindo-as a “um puro objeto de venda nos vários mercados”, lembrando a “situação dolorosa” que as mulheres vivem ao ser “obrigadas a viver à margem da sociedade e vítimas de uma cultura de desperdício”.
LS

Fonte: - http://www.agencia.ecclesia.pt/noticias/vaticano/cultura-papa-quer-mulheres-na-esfera-publica-e-em-locais-de-importante-decisao/

Talvez assim as igrejas Evangélicas aceitem mulheres pastoras...

ALEMANHA ENTRA EM CHOQUE COM O PAPA


ALEMANHA ENTRA EM CHOQUE COM O PAPA SOBRE DISCIPLINA DE CRIANÇAS


Julio Severo (com a Associated Press)



A Alemanha na sexta-feira (6) rejeitou como “inaceitáveis” os comentários do papa de que é correto bater nos filhos para discipliná-los, enquanto for mantida a dignidade deles.



 


Francisco fez os comentários nesta semana durante sua audiência geral semanal, que foi dedicada ao papel dos pais na família.
Francisco resumiu as características de um bom pai: um homem que perdoa, mas tem condições de “corrigir com firmeza” enquanto não desanima a criança.

“Certa vez, ouvi um pai numa reunião de casais dizer ‘Às vezes tenho de dar umas palmadas em meus filhos, mas nunca na face a fim de não humilhá-los,’” disse Francisco.

“Que bonito!” comentou Francisco. “Ele sabe o sentido de dignidade! Ele tem de puni-los, mas faz isso com justiça e vai em frente.”

Verena Herb, porta-voz do Ministério das Famílias na Alemanha, disse aos jornalistas na sexta que “não dá para existir palmada com dignidade,” e comparando disciplina de crianças com violência, ela acrescentou, “toda forma de violência contra crianças é completamente inaceitável.”
Completamente inaceitável é o que o governo alemão faz.

Os pais alemães que dão educação escolar em casa ou disciplinam fisicamente os filhos podem perder a guarda deles. Em contraste com sua dureza com os pais, a Alemanha é extraordinariamente complacente com a má conduta, nas crianças e nos adultos. Enquanto a Alemanha estava condenando o papa por mostrar apoio à disciplina de crianças, o Comitê Judaico Americano estava criticando um tribunal alemão por concluir que dois muçulmanos que cometeram um ataque de bomba incendiária numa sinagoga em julho do ano passado não eram antissemitas.

Complacência para com a conduta criminal. Crueldade para pais que cumprem seus deveres de família. Esse é o jeito da ONU na Alemanha.

O fato é que uma insanidade leva à outra. Na Alemanha, castigo físico de crianças é crime. Ao que tudo indica, cometer ataque a bomba numa sinagoga não é crime e nem mesmo antissemita na Alemanha. Os muçulmanos terroristas que cometeram o ataque de bomba incendiária na sinagoga foram sentenciados a realizar 200 horas de serviço comunitário.

Complacência para muçulmanos terroristas, e nenhuma complacência para o papa e para os pais.

Não só a Alemanha tem sido dura com o Vaticano sobre disciplina de crianças, mas a ONU também.

No ano passado, o comitê de direitos humanos da ONU “recomendou” que a Santa Sé introduzisse uma emenda em suas próprias leis para proibir especificamente o castigo físico de crianças, inclusive dentro da família.

Em sua resposta escrita, o Vaticano argumentou que de forma alguma promove castigo físico, que o termo “castigo” nem mesmo é usado no ensino católico e que de acordo com o ensino católico, os pais “têm de ter condições de corrigir a ação imprópria de seus filhos impondo certas consequências razoáveis para tal conduta, levando em consideração a capacidade da criança compreender as consequências como corretivas.”

Todas as nações que são signatárias da Convenção da ONU sobre os Direitos das Crianças (CDC) são obrigadas a revogar suas leis que permitem que os pais disciplinem fisicamente os filhos. Pelo fato de que o Vaticano é um dos signatários, não se sabe se o papa conseguirá continuar apoiando os pais e seu direito de disciplinar seus filhos.

Uns 39 países signatários da CDC proíbem o castigo físico em todos os ambientes, inclusive pelos pais no lar. Essas nações abrangem desde a Suécia e Alemanha até o Brasil, que proibiu a disciplina física depois de um acordo envolvendo o governo de Dilma Rousseff, Xuxa e a Frente Parlamentar Evangélica no ano passado. Até a Argentina socialista, a pátria do papa, proíbe todo castigo físico de crianças, inclusive no lar.

Nos Estados Unidos, que é a única grande nação cristã que, por pressão de grupos evangélicos pró-família, não ratificou a CDC, os pais podem legalmente disciplinar fisicamente os filhos enquanto a força usada for razoável.

Com informações da Associated Press.
Versão em inglês deste artigo: Germany Clashes with Pope over Child Discipline
Leitura recomendada:

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quarta-feira, 4 de fevereiro de 2015

MOSTRE GRATIDÃO AS PESSOAS QUE LHE FAZ FELIZ

UMA MANEIRA SIMPLES DE FAZER MAIS AMIGOS, CONFIRMADA PELA CIÊNCIA


 como fazer amigos



Não é de hoje que pais do mundo todo insistem em colocar na cabeça dos seus filhos que é importante se lembrar das palavrinhas mágicas “com licença”, “por favor” e “obrigado”. Agora, a ciência provou que isso é mesmo importante. Um estudo liderado pela Universidade de Nova Gales do Sul, na Austrália, demonstrou pela primeira vez que agradecer a um novo conhecido pela sua ajuda os torna mais propensos a procurar uma relação social permanente com você.

 



“Dizer ‘obrigado’ passa um sinal valioso que você é alguém com quem poderia ser formado um relacionamento de alta qualidade”, diz Lisa Williams, psicóloga da instituição, que conduziu a pesquisa com Monica Bartlett, da Universidade de Gonzaga, nos EUA.

O estudo, publicado no periódico “Emotion”, envolveu 70 universitários que davam conselhos a um jovem estudante. Alguns desses conselheiros recebiam agradecimentos por sua ajuda.




A pesquisa foi desenhada para testar uma teoria proposta há dois anos que explica os benefícios da gratidão aos indivíduos e à sociedade. A teoria do “encontrar, lembrar e vincular” sugere que a gratidão ajuda as pessoas a desenvolver novas relações (encontrar), construir sobre as relações existentes (lembrar) e manter ambas (vincular).





O estudo incidiu sobre o primeiro aspecto da teoria – encontrar. Universitários, pensando que estavam orientando estudantes do ensino médio, tiveram que comentar as redações que eles fizeram para tentarem entrar na universidade. Em resposta, todos os mentores receberam um recado escrito à mão por seus supostos pupilos. Em aproximadamente metade dos casos, a nota incluía uma expressão de gratidão: “Muito obrigado por todo o tempo e esforço que dedicou ao fazer isso por mim!”.



Os estudantes universitários que receberam os recados com os agradecimento foram mais propensos a fornecer seus dados para contato – tais como o seu número de telefone ou endereço de e-mail – para o aprendiz do que os outros. Os pupilos gratos também foram classificados como tendo personalidades significativamente mais amigáveis.






Talvez surpreendentemente, este tipo de experiência não tinha sido feita antes. “Nossos resultados representam a primeira evidência conhecida de que a expressão da gratidão facilita o início de novas relações entre pessoas anteriormente não familiarizadas”, afirma Williams. “Com mais pessoas se comunicando por redes sociais, como Facebook e Twitter, seria interessante saber se apenas observar alguém expressar gratidão aumenta o desejo de outra pessoa de formar uma relação com aquele indivíduo”, especula. 






Fonte: http://hypescience.com/uma-maneira-simples-de-fazer-mais-amigos-confirmada-pela-ciencia


É PECADO BEBER VINHO?






Sou abstêmio convicto, motivado especialmente por caso de alcoolismo na família e por compreender o dano social causado pelo consumo de bebidas alcoólicas. Portanto, este texto não pretende ser uma apologia a nada, exceto talvez ao equilíbrio bíblico, tendo em conta a advertência: “Nada acrescentareis à palavra que vos mando, nem diminuireis dela, para que guardeis os mandamentos do SENHOR, vosso Deus, que eu vos mando” (Dt 4:2). A obediência aos mandamentos começa por não ficar aquém nem ir além de onde a própria Bíblia vai.






Fiz uma busca rápida por vinho no Novo Testamento e a encontrei em cerca de 30 versículos. Algumas palavras importantes são estudadas a seguir.








OINOS


Esta palavra aparece 33 vezes em 25 versículos (em alguns versículos ocorre repetidamente), e é traduzida “vinho” em todas as ocorrências pela Revista e Atualizada. Que vinho [oinos] contém álcool fica claro na seguinte passagem: “E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito” (Ef 5:18). A Septuaginta usa oinos para traduzir os hebraicos yayin, chemer, ieqev, sove, asis, shekar, shemer e tirosh, indistintamente.

Quanto ao vinho usado na última ceia, não é dito de que tipo era, visto que a palavra vinho não ocorre nesse contexto. De qualquer forma, as igrejas apostólicas celebravam a ceia com vinho inebriante, pois é dito que “ao comerdes, cada um toma, antecipadamente, a sua própria ceia; e há quem tenha fome, ao passo que há também quem se embriague 1Co 11:21. Note que em suas repreensões à forma desordenada na qual a igreja corintiana celebrava a ceia do Senhor, Paulo não inclui o tipo de vinho utilizado.





Interessante notar, também, que Jesus foi acusado de bebedor de vinhos [oinopotes]: “Veio o Filho do Homem, comendo e bebendo, e dizeis: Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores!” (Lc 7:34). Em uma passagem da primeira epístola de Pedro, bebedices é tradução de um termo derivado de oinos [oinophlugia]: “Porque basta o tempo decorrido para terdes executado a vontade dos gentios, tendo andado em dissoluções, concupiscências, borracheiras, orgias, bebedices e em detestáveis idolatrias” 1 Pe 4:3







A conclusão é de que o termo mais comumente traduzido vinho no Novo Testamento refere-se a uma bebida capaz de causar embriaguez se consumida em grande quantidade. É possível que o vinho feito por Jesus em Caná e o utilizado na última ceia fossem do mesmo tipo consumido comumente pelos judeus de seus dias, que bebido puro e em grande quantidade era embriagante. No caso da ceia em Corinto, é-nos permitido concluir que a mesma continha álcool, pois ninguém se embriaga com suco de uva.





GLEUKOS



Em Atos 2:13 a Revista e Corrigida traduz gleukos como mosto, um suco doce de uva espremida: “Outros, porém, zombando, diziam: Estão embriagados!” (At 2:13.) Tecnicamente, mosto é o vinho ainda não totalmente fermentado. De qualquer forma, deveria ser embriagante, visto que a Revista e Atualizada traduz “cheios de mosto” como “embriagados”. A própria expressão dos ouvintes requeria que eles estivessem alterados.





OXOS


Outra palavra traduzida por vinho é oxos: “deram-lhe a beber vinho com fel; mas ele, provando-o, não o quis beber” (Mt 27:34). Era uma mistura de vinho azedo ou vinagre e água que os soldados romanos estavam acostumados a beber. De fato, a palavra só ocorre nos Evangelhos e somente no episódio da crucificação de Jesus (Mt 27:34, 48; Mc 15:36; Lc 23:36; Jo 19:29-30), sendo traduzida mais comumente como vinagre. Logo, este seguramente não era o vinho utilizado na última ceia na ceia do Senhor da igreja primitiva e nem mesmo o vinho consumido normalmente pelos judeus nos dias de Jesus.





SIKERA

             


É uma palavra traduzida como bebida forte na única vez que ocorre: “Pois ele será grande diante do Senhor, não beberá vinho nem bebida forte e será cheio do Espírito Santo, já do ventre materno” (Lc 1:15). Não era vinho, mas uma bebida forte e intoxicante. Era um produto artificial, feito de uma mistura de ingredientes doces, derivados de grãos ou legumes, ou do suco de frutas (tâmara), ou de uma decocção do mel.






METHE

             
A palavra beberrão, bêbado, bebedices, etc. deriva de methe que significa embriaguez bebedeira, intoxicação: “Mas, agora, vos escrevo que não vos associeis com alguém que, dizendo-se irmão, for impuro, ou avarento, ou idólatra, ou maldizente, ou beberrão, ou roubador; com esse tal, nem ainda comais” (1Co 5:11. Ver ainda 1Co 6:10). Methe e seus derivados estão associados ao consumo excessivo de bebidas. E este excesso é claramente proibido nas Escrituras, como por exemplo, Ef 5:18 onde a proibição não é quanto ao consumo de vinho [oinos], mas à embriaguez [methusko], pois como demonstrado acima, Jesus bebia vinho (Lc 7:34, citado acima), mas o irmão beberrão deveria ser evitado (1Co 5:11, citado acima). Não há uma proibição do tipo “não beberás vinho”. Parece que o ensino bíblico é mais no sentido da moderação. Por exemplo, nas descrições dos requisitos para os oficiais da igreja, a proibição é quanto ao excesso: “É necessário, portanto, que o bispo seja... não dado ao vinho” (1Tm 3:2-3), “semelhantemente, quanto a diáconos, é necessário que sejam... não inclinados a muito vinho” (1Tm 3:8) e “quanto às mulheres idosas, semelhantemente, que sejam... não escravizadas a muito vinho” (Tt 2:3).


             

A proibição geral é quanto ao embriagar-se, não quanto ao consumo em si, feito com moderação. É neste sentido que temos advertências do tipo “não vos embriagueis com vinho” (Ef 5:18), “acautelai-vos por vós mesmos, para que nunca vos suceda que o vosso coração fique sobrecarregado com as conseqüências da... embriaguez” (Lc 21:34), “Andemos dignamente... não em orgias e bebedices” (Rm 13:13), pois “não herdarão o reino de Deus os que tais coisas praticam” (Gl 5:21).





Ao lado disso, há a recomendação do experiente Paulo ao jovem Timóteo para que este bebesse um pouco de vinho, devido a seus problemas de saúde. “Não continues a beber somente água; usa um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermidades” (1Tm 5:23) É interessante aqui observar duas coisas, a quantidade e a finalidade. Era para tomar “um pouco” de vinho e “por causa” de seus problemas gástricos, ou seja, com finalidade terapêutica.





         
Concluindo, se alguém me perguntar o que eu acho sobre o crente beber com moderação, direi que o mesmo deve evitar, pelas razões que expressei na introdução. Mas se alguém me perguntar se a Bíblia proíbe ao crente beber de forma moderada, para ficar em paz com minha consciência, direi que não. Pois de fato ela não o faz. Ela proíbe a embriaguez, mas não o consumo moderado.




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Soli Deo Gloria

Márcio Melânia