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sábado, 11 de fevereiro de 2017

“BENIGNIDADE: UM ESCUDO PROTETOR CONTRA AS PORFIAS





Lição 07                                                                               12 de Fevereiro de 2017


ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA

Departamento de Educação Cristã
Escola Bíblica Dominical



BENIGNIDADE: UM ESCUDO PROTETOR CONTRA AS PORFIAS

Texto Áureo:

Antes, sede uns para com os outros benignos, misericordiosos, perdoando-vos uns aos outros, como também Deus vos perdoou em Cristo”.
Efésios 4.32


Leitura Bíblica em Classe
Colossenses 3.12 - 17



Objetivo Geral: - Mostrar que a benignidade é um aspecto do fruto do Espírito e que a porfia é obra da carne.

1.             Reconhecer que a benignidade se fundamenta no amor;

2.             Mostrar que a porfia se fundamenta na inveja e no orgulho;

3.             Explicar os porque precisamos nos revestir de benignidade.



§    Introdução:  – Na lição de hoje estudaremos mais um aspecto do fruto do Espírito, a benignidade e mais um aspecto das obras da carne, a porfia.  Veremos que o crente cheio do Espírito tem um coração benigno e procura ter relacionamentos saudáveis, evitando discussões, disputas e polêmicas. O conselho de Paulo a Timóteo foi para que ele fugisse das discussões, polêmicas e debates acerca da lei, pois tais discussões são inúteis e não acrescentam nada à fé dos irmãos (Tt 3. 9).


Nota: Estarei preparando a minha Lição baseada nos versículos da lição em Classe: Colossenses 3. 12 - 17.



f            Colossenses 3. 12: No versículo 10, Paulo declara que nos revestimos do novo homem. Agora ele sugere alguns meios práticos para implementar essa nova condição à nossa vida diária. Antes de tudo, ele se dirige aos colossenses como eleitos de Deus, uma alusão ao fato de que foram escolhidos por Deus em Cristo antes da fundação do mundo. A graça de Deus que nos elegeu é um dos mistérios da revelação divina. Cremos que as Escrituras ensinam claramente que Deus, como soberano, escolheu homens que haviam de pertencer a Cristo, mas não cremos que tenha escolhido outros para a condenação. Tal ensinamento é contrário às Escrituras. Assim como cremos na eleição da graça de Deus, cremos também na responsabilidade humana. Deus não salva ninguém contra a vontade deste.  A mesmíssima Bíblia que diz: “... eleitos, segundo a presciência de Deus” também diz: “Aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”.

Em seguida, Paulo se dirige aos colossenses como santos e amados. Santos quer dizer que fomos santificados, isto é, postos à parte do mundo a fim de viver para Deus. Quanto à nossa posição, somos santos, e devemos ser santos também em nosso viver. Somos o objeto do amor de Deus, e isso gera em nós o desejo de lhe agradar de todas as maneiras.

Agora Paulo descreve as graças cristãs das quais devemos fazer uso como se fossem vestimentas. Ternos de afetos de misericórdia falam de um coração compassivo. Bondade fala de um espírito não egoísta, que tem prazer em ajudar os outros. Trata-se de uma atitude de afeição, de boa vontade. Humildade é a atitude de quem aceita o lugar baixo e de quem estima o outro mais que a si mesmo. Mansidão e longanimidade não significam fraqueza, antes falam da capacidade de negar a si mesmo e de andar em graça para com todos.

Se humildade representa a “ausência de vaidade”, então mansidão seria “a ausência de paixão”. Longanimidade diz respeito à paciência diante da provocação e de prolongadas ofensas. Ela combina a alegria com uma atitude benéfica para com os outros e também com a perseverança no sofrimento.


f            Colossenses 3. 13: - Suportando-vos uns aos outros.  Essas palavras têm o sentido de aturar com paciência as faltas e maneiras estranhas de nossos irmãos na fé. Na lida com nossos compatriotas, é natural que se descubram suas falhas. Há momentos em que só pela graça de Deus conseguimos aturar as idiossincrasias dos ouros, e também deve ser difícil para eles aturar-nos, mas devemos suportar uns aos outros.  Perdoai-vos mutuamente, caso alguém tenha motivo de queixas contra outrem.  São poucas as disputas entre o povo de Deus que não poderiam ser resolvidas rapidamente, caso os interessados quisessem seguir essas injunções. Devemos estar prontos a perdoar os que nos ofendem. Quantas vezes já não ouvimos a seguinte queixa: “Mas foi ele que me ofendeu...”.  É exatamente numa situação como essa que devemos saber perdoar. Se o outro não nos tivesse ofendido, não haveria necessidade de perdão. Quando somos nós os ofensores, então quem tem a obrigação de ir pedir perdão somos nós. Ser paciente sugere a atitude de não se deixar ofender. O perdão indica a atitude de quem não quer guardar ressentimento. Dificilmente encontraremos maior incentivo para o perdão fora desse versículo. Assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós. Como foi que Cristo nos perdoou? Ele  nos perdoou sem ter motivo algum, e devemos também agir assim. Ele nos perdoou livremente, e devemos fazer o mesmo. Ele nos perdoou e não quis mais se lembrar de nossas ofensas, e essa também deve ser nossa atitude. Devemos seguir o exemplo de nosso bendito Senhor tanto na maneira de perdoar quanto no alcance do perdão.


f            Colossenses 3. 14: - Entende-se o amor aqui como uma vestimenta colocada por cima de outra roupa ou um cinto que cinge todas as outras virtudes, de maneira a facilitar o caminho para a perfeição.  É o amor que sustenta as demais virtudes, formando uma perfeita simetria. É possível manifestar algumas das virtudes mencionadas sem ter amor no coração.  Por isso, Paulo enfatiza a necessidade de fazermos tudo em espírito de genuíno amor para como os irmãos. Nossas ações não devem ser feitas de mau grado, mas devem nascer de uma afeição verdadeira do coração. Os gnósticos consideravam o conhecimento o vínculo da perfeição, porém Paulo corrige esse ponto de vista insistindo em que o amor é o vínculo da perfeição.



f            Colossenses 3. 15: - A paz de Cristo deve servir de árbitro em nosso coração. Diante de uma dúvida, devemos fazer a seguinte pergunta ao nosso íntimo: “Será que indo por este caminho encontrarei paz? ”; ou: “Será que terei paz no coração se continuar a agir dessa maneira? ”.


Esse versículo é de grande ajuda quando procuramos a orientação do Senhor. Se o Senhor deseja de fato que você siga determinado caminho, ele com certeza lhe dará paz enquanto andar nele. Se você não sentir paz nesse caminho, então deve abandoná-lo. Alguém disse: “Quando tudo está escuro, convém ficar onde está e esperar que venha a luz”.


Cristo nos chamou para que desfrutemos sua paz, como indivíduos ou como igreja. Não se deve minimizar a importância da última parte do versículo: à qual, também, fostes chamados em um só corpo.  Uma das maneiras de ter paz é viver isolados dos demais cristãos, porém não é esse o propósito de Deus. Ele coloca os solitários em famílias. O intento de Deus é que sejamos congregados em igrejas locais. Embora a convivência com outros cristãos às vezes ponha à prova nossa paciência, é dessa maneira que Deus consegue desenvolver em nós virtudes cristãs que não poderiam ser produzidas de outra maneira.  Por isso, não devemos deixar de cumprir nossas responsabilidades na igreja local, muito menos abandoná-las quando estivermos irritados ou aborrecidos.  Em vez disso, devemos procurar viver de modo compatível com nossos companheiros de fé e ajudá-los em tudo quanto fazermos ou dizemos.

E sede agradecidos.  Essa expressão aparece repetidas vezes nas epístolas de Paulo. Devia haver fortes razões para isso. Espíritos agradecidos devem ser considerados de máxima importância pelo Espírito de Deus, e acreditamos que seja! É importante não somente na vida espiritual, mas também na vida física da pessoa. Os médicos descobriram agora o que a Bíblia ensina há muito tempo – que o espírito alegre e a atitude de agradecimento na mente da pessoa são benéficos para o corpo e que a ansiedade, a depressão e o hábito de reclamar prejudicam a saúde. Costumamos pensar que o espírito de agradecimento é resultado de nossas circunstancias imediatas, mas aqui Paulo ensina que se trata de uma graça que devemos cultivar. Ser agradecidos é nossa responsabilidade. Temos mais razão para ser agradecidos que qualquer outro povo do mundo. (Cf. Dt 33. 29). A falha não está na ausência de motivos para agradecer, e sim no egoísmo de nosso coração.


f    Colossenses 3. 16: -  Nem todos concordam com a pontuação do versículo 16. Na língua original em que o NT foi escrito, não havia nenhuma pontuação, e na realidade é justamente ela que muitas vezes determina o sentido do que se escreveu. Nesse caso, sugerimos a seguinte pontuação: Habite ricamente em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria; louvando a Deus com salmos e hinos e cânticos espirituais, com gratidão em vosso coração.


Assim, temos três seções nesse versículo: Esta é a primeira. Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo. Aqui, a palavra de Cristo são os ensinamentos de Jesus encontrados na Bíblia. À medida que nosso coração e nossa mente forem inundados por sua santa palavra e procurarmos andar em obediência a ela, a palavra de Cristo estará à vontade em nosso coração.


Na segunda seção, lemos: instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria. Nesse sentido, todo cristão tem responsabilidade para com seus irmãos e irmãs em Cristo. Instruí-vos diz respeito à doutrina, enquanto aconselhai-vos se refere mais aos deveres cristãos. Temos a obrigação de compartilhar com nossos irmãos o conhecimento que temos das Escrituras e de procurar ajuda-los com conselhos práticos da parte de Deus. Se os ensinamentos e conselhos forem dados em sabedoria, por certo haverá mais aceitação do que quando falamos de modo autoritário, sem sabedoria ou sem amor.


Na terceira, seção vemos que os salmos, e hinos, e cânticos espirituais devem ser cantados ao Senhor com gratidão, em nosso coração. Os salmos são aquelas poesias inspiradas que se encontram no livro que traz esse título.  Eram cantados no culto dos israelitas a Deus. Já os hinos são reconhecimentos geralmente como cânticos de louvor e adoração dirigidos a Deus Pai ou ao Senhor Jesus Cristo.


Esses hinos não são inspirados, não no mesmo sentidos em que os salmos são. Cânticos espirituais são poesias religiosas que descrevem a experiência cristã. Eis um exemplo:


Quando acaso falte aos homens Paz, ou gozo, ou proteção,
Poderão com fé chegar-se para Deus em oração.

Joseph (Trad.: Stuart E. McNair).


Tendo à disposição esses variados tipos de canções, é possível cantar ao Senhor com gratidão, em vosso coração. Talvez seja um bom momento para dizer que o cristão deve usar de discernimento com respeito ao tipo de música que utiliza. Grande parte da música dita “cristã” de hoje é leviana e sem valor, e muitas são contrárias às Escrituras. Algumas adoram o estilo da música pop e do rock, trazendo descrédito ao nome de Cristo.


O versículo 16 é muito parecido com Efésios 5. 18, 19, onde lemos: “Não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito, falando entre vós com salmos, entoando e louvando de coração ao Senhor com hinos e cânticos espirituais”. Em Colossenses 3. 16, a diferença principal está no fato de que, em vez de dizer: “Enchei-vos do Espírito”, Paulo diz: Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo. Isso quer dizer que estar cheio do Espírito e estar cheio da palavra de Cristo são ambos necessários para viver uma vida alegre, útil e abundante. Não podemos estar cheios do Espírito sem estar cheios da Palavra, e o estudo da palavra de Deus não surtirá efeito se não entregarmos todo o nosso ser ao controle do Espírito Santo. Seria correto, então, concluir que estar cheio do Espírito é o mesmo que estar cheio da palavra de Deus? Não se trata de uma crise emocional e misteriosa que nos acometa, mas de uma alimentação contínua das Escrituras, dia após dia, meditando nelas, sendo guiados por elas e obedecendo aos seus ensinamentos.


f     Colossenses 3. 17: -  No versículo 17, temos uma regra aplicável a todas as circunstâncias da vida. Seguindo essa regra, o cristão pode também julgar o próprio comportamento.  Hoje em dia, os jovens têm grande dificuldade para distinguir o certo do errado, mas se conseguirem decorar esse versículo terão uma chave para resolver seus problemas. O grande teste nesses casos é: “Posso fazer isso em nome do Senhor Jesus? Isso que vou fazer contribuirá para a glória de Cristo? Posso contar com sua benção? Ficaria ele contente se me apanhasse fazendo isso no momento de sua vinda? ”.  Convém observar que esse teste deve ser aplicado tanto às nossas palavras quanto às nossas obras. A obediência a esse mandamento enobrecerá nossa vida. É um segredo precioso para o cristão aprender a fazer tudo como sendo para o Senhor e para sua glória. Mais uma vez, o apóstolo acrescenta a frase dando por ele graças a Deus Pai.  Graças! Graças! Graças! É uma obrigação perpetua daqueles que foram salvos pela graça e estão destinados às cortes do Céu.



Conclusão: - O crente precisa se revestir de benignidade.


Aula Elaborada, pela professora,
 Pra. Maria Valda – ADMEP





Material Pesquisado:
William MacDonald – Comentário Bíblico Popular – Novo Testamento.


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