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sexta-feira, 24 de abril de 2015

“MULHERES QUE AJUDARAM JESUS”






ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS – MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA

EBD - Escola Bíblica Dominical
Departamento de Educação Cristã


Tema


“MULHERES QUE AJUDARAM JESUS”


TEXTO ÁUREO


“E também algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades [...] e muitas outras que o serviam com suas fazendas. ”

 (Lc 8. 2, 3)



VERDADE PRÁTICA


A mulher sempre teve um papel importante na expansão do Reino de Deus.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE:

Lucas 8. 1 – 3



OBJETIVOS GERAL


Mostrar a importância das mulheres no ministério do Senhor Jesus Cristo e na expansão do Reino d Deus.



OBJETIVOS ESPECÍFICOS: -


Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo I refere-se ao tópico I com os seus respectivos subtópicos.



        I.            Analisar a participação das mulheres no judaísmo e no ministério de Jesus.
      II.            Mostrar a disposição de Isabel e Maria em obedecer a Deus.
    III.            Dissertar acerca da disposição das mulheres em servir a Jesus.
    IV.            Ressaltar a generosidade das mulheres em ofertar a favor do ministério de Jesus.

§    INTERAGINDO COM O PROFESSOR


As mulheres tiveram uma participação especial no ministério de Jesus. O Mestre foi para as mulheres judias não somente o Salvador, mas aquele que resgatou a dignidade da condição social feminina. Nos dias de jesus os rabinos se recusavam a ensinar as mulheres. Era atribuída a mulher uma condição social inferior. Jesus não somente as ensinou, mas as teve como amigas (Marta e Maria), as libertou dos poderes de demônios (Maria Madalena), como também as evangelizou (a mulher samaritana). Jesus valorizou as mulheres como ninguém jamais o fez e ainda concedeu a elas o privilégio de poderem contribuir financeiramente para a expansão do Reino.


INTRODUÇÃO:  - Ao longo dos séculos, em muitos lugares, as mulheres foram tratadas como objetos e estiveram à margem da sociedade. As mulheres ainda são, em algumas culturas, consideradas seres inferiores e por isso são discriminadas. Na cultura oriental, a qual pertenceu Jesus de Nazaré, era assim também que se enxergava as mulheres.

Um dos fatos que fica logo patente no Evangelho de Lucas é o tratamento que Jesus dispensou às mulheres. Essas mulheres esquecidas, discriminadas e maltratadas encontraram no Mestre a manifestação do amor de Deus. A forma que elas encontraram para retribuir foi segui-lo e servi-lo com seus bens. Um exemplo a todos aqueles que querem também agradar a Deus.

O Cristianismo é a única Religião que reconhece o grande valor que a mulher possui dentro de seu contexto. Em outras grandes religiões como o Islamismo e o Hinduísmo, as mulheres são escravas e destituídas de muitos direitos, como também desvalorizadas. Mesmo no Judaísmo Antigo e nos costumes orientais, a mulher era muito discriminada. Porém, Jesus veio a resgatar a dignidade e o grande valor das mulheres.

I.          JESUS, O JUDAÍSMO E AS MULHERES

1)             A Presença Feminina no Ministério de Jesus. – O Novo Testamento dá amplo destaque à presença feminina no Ministério de Jesus. O terceiro Evangelho põe essa realidade em relevo. A lista é extensa:

1.1. - Maria de Nazaré, Mãe de Jesus. Nenhum outro ser foi mais íntimo de Jesus na terra do que sua mãe, Maria. Todos os Evangelhos e o Livro de Atos falam sobre ela como uma mulher preparada de modo especial para participar da vida de seu Filho na terra. Maria não foi apenas a mulher que Deus escolheu, por sua soberana vontade, para dar à luz o Cristo Menino, mas foi também uma humilde e devotada seguidora do Messias.
1.2. - Isabel, mãe de João Batista é descrita por Lucas como uma mulher íntegra e obediente (Lc 1.6). Sendo filha e esposa de sacerdote (v.5) ela vivia uma vida justa, muito embora carregasse uma tristeza secreta por não ter filhos. Isabel foi a primeira pessoa a reconhecer que Maria de Nazaré era a mãe do Messias. Isabel se destaca como mentora extraordinária por sua interação com a jovem Maria.

Isabel podia ter enfrentado a velhice com sentimento de fracasso e fé esmorecida, mas seu espírito vibrante faz com que nos lembremos que Deus zela por todas as mulheres com cuidado e amor. Isabel confiou em Deus, e ele a recompensou, Isabel se mostrou disponível para aconselhar Maria liberalmente e, com certeza, instruiu seu filho nos caminhos do Senhor por meio de seu exemplo de fé.

1.3. - Ana, a profetisa; tinha 84 anos e era viúva havia muitos anos. Ana fazia parte do corpo de obreiros que residia no templo de Jerusalém e se dedicava continuamente ao serviço. O texto não indica por que ela é chamada de “profetisa”. Seu marido, cujo nome não é mencionado, pode ter sido profeta, ou talvez ela mesma tenha se dedicado a louvar e a dar testemunho ou até mesmo a prever acontecimentos futuros sob a inspiração divina. Ana era uma mulher por meio de quem Deus falava.

O modo como Lucas descreve Ana ajuda o leitor a compreender o respeito e a veneração que ela inspirava. Uma vida inteira de orações e jejuns tornou suas observações dignas de serem registradas. Ela, reconhecida profetiza, confirmou o dom divino da redenção, e suas palavras alcançavam a todos os que esperavam a salvação (Lc 2. 38). Ana é modelo para nós, pois devemos viver como Ana viveu “no presente século” sensata, justa e piedosamente, aguardando a bendita esperança e a manifestação da glória do nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus” (Tt 2, 12, 13).

1.4. -    A Viúva de Naim: - Essa mulher, cujo nome não é mencionado, aparece unicamente no Evangelho de Lucas, numa das muitas referências bíblicas às viúvas. – Nenhuma família acompanhou a mulher solitária, que estava enterrado seu único filho. Enquanto a multidão observava, Jesus aproximou-se do esquife, ignorando as formalidades e a cerimônia e até se contaminando no contato com um corpo morto. 

1.5. - Joana: - Nome que significa “Presente de Javé”, era mulher de Cuza, procurador de Herodes Antipas. Sem dúvida, ele dava a Joana bela casa e todos os luxos daquela época.
A vida era difícil para as mulheres que serviam a Jesus e seus discípulos, mas Joana juntou-se a elas, ofertando, altruisticamente, não apenas o seu tempo e energia, mas também os recursos de que podia dispor para apoiar a obra do Senhor. Joana foi para o túmulo de Jesus na manhã de domingo, após a crucificação. Ela é citada como uma das mulheres que anunciaram a ressurreição de Jesus aos doze discípulos.

1.6. - SuzanaSuzana “lírio”, e ela foi uma das muitas mulheres que acompanharam Jesus em seu ministério, de cidade em cidade, assim como Maria Madalena e Joana, Suzana foi curada por Jesus de uma enfermidade debilitante ou de possessão demoníaca. Depois disso, tornou-se líder entre as mulheres que serviam e davam apoio financeiro a Jesus e seus discípulos.

Jesus amava e respeitava esse grupo de mulheres dedicadas. Ele as valorizava e, obviamente, apreciava sua dedicação generosa e desinteressada.  As atitudes de Jesus em relação às mulheres expressavam, frequentemente, sua satisfação pelas habilidades que Deus lhes deu. Além disso, ele ensinava às mulheres da mesma forma que aos homens. Lucas registra as palavras de dois homens que falaram com as mulheres no túmulo vazio, lembrando-lhes as palavras que Jesus tinha dito a respeito de sua crucificação e ressurreição, quando ainda estavam na Galiléia.  (Lc 24. 8).

Jesus queria que as mulheres estivessem envolvidas na obra de Deus e, durante o breve período de seu ministério, lançou o firme fundamento sobre o qual as mulheres têm edificado fielmente nos últimos dois milênios.

1.7. Marta Jesus visitava, com frequência, a casa de Marta. Aparentemente, ela era solteira, não se sabe se por escolha própria ou não, e morava com os irmãos Maria e Lázaro.  O comentário de João mostra que Jesus tinha profundos laços de amizade com essa família de Betânia (Jo 11. 5). 

1.8. -  Maria de BetâniaMaria, de Betânia, é um modelo para todos os discípulos dedicados a Cristo. Aparentemente, ela era solteira e vivia com sua irmã, Marta, e seu irmão, Lázaro. A casa deles era um lugar onde Jesus descansava entre amigos, os quais, talvez, fossem da mesma faixa etária que ele.

Maria, mais do que qualquer outra personagem do Novo Testamento, é associada com o sentar-se aos pés de Jesus, um testemunho de sua fome de ouvir e compreender as verdades espirituais (Lc 10. 39; Jo 11. 32; 12. 3). Ela, porém, não se limitou a apenas ouvir os ensinamentos de Jesus, mas também o servir, ungindo-o com óleo precioso para demonstrar que seu desejo não era apenas obter, mas também atender necessidades práticas.

1.9.  – Maria Madalena. -  Maria vivia em Magdala, importante centro agrícola, pesqueiro e comercial, localizada ao sul da planície de Genesaré, nas praias do mar da Galiléia. Sofrendo de possessão demoníaca, Maria encontrou Jesus face a face, e isso mudou a vida dela. Jesus expeliu os sete espíritos demoníacos que controlavam e perturbavam a vida de Maria Madalena. (Mc 16. 9).

Após a cura, Maria se tornou uma devotada seguidora de Cristo. De fidelidade inabalável, ela foi contada entre o pequeno grupo de mulheres que servia a Jesus e a seus discípulos com seus próprios recursos, enquanto eles pregavam e ministravam às multidões.

Maria tornou-se importante líder entre as mulheres que ministravam. As Escrituras mencionam o seu nome 14 vezes. Ela se mostrou uma seguidora que dedicou seu tempo, energia e recursos financeiros à obra do Senhor, seguindo-o, fielmente, durante todo o seu ministério. Maria permaneceu ao lado de Jesus até o momento da cruz e assistiu à sua morte dolorosa. Maria permaneceu fiel a Jesus muito depois dos outros já terem perdido a esperança. De madrugada, depois de terminado o sábado dos judeus, ela saiu furtivamente, encoberta pela escuridão, antes do nascer do sol, e foi até o sepulcro. Em seus braços, carregava as especiarias para preparar o corpo do Senhor para o sepultamento.

A fidelidade de Maria foi plenamente recompensada pelo Senhor, pois, ao chegar ao sepulcro, a pesada pedra que selara a entrada quadrada de um metro de lado havia sido removida. Maria descobriu, horrorizada, que o túmulo estava vazio, mas sua dor transformou-se em alegria quando ela se viu novamente face a face com jesus: O Senhor ressurreto. Em sua inimaginável graça, Deus escolheu uma mulher fiel, Maria de Magdala, para proclamar aos discípulos e ao mundo as gloriosas notícias transformadoras de que Jesus Cristo havia ressuscitado.  Maria Madalena personifica as muitas mulheres por quem Cristo demonstrou sua profunda misericórdia e seu perdão.

1.10.      A Sogra de Pedro – Todos os Evangelhos Sinóticos incluem o registro da história da cura da sogra de Pedro por Jesus. O significo dessa história é duplo: primeiro, a restauração imediata da saúde; segundo, sua natureza simbólica. Mateus usa esse acontecimento para enfatizar a soberania de Cristo; Marcos para ilustrar seu espírito de servo; Lucas para demonstrar sua compaixão humana.

A cura também chamou a atenção para a piedade de Jesus por sua própria raça. Ele demonstrou seu poder a uma mãe judia, símbolo de seu profundo desejo de que sua própria nação reafirmasse sua aliança com Deus. É mais um toque do indescritível amor de Deus. A mulher retribuiu com seu serviço a Jesus, um exemplo clássico para toda mulher que se sente tocada por ele.
O Evangelista Lucas diz: “e muitas outras, as quais lhe prestavam assistência com os seus bens”. Lc 8. 3b).


2)     Jesus Valorizou As Mulheres. - A Posição da Mulher no Cristianismo

Jesus mudou esta posição decadente e elevou a mulher valorizando todos os seus atributos, que usados por Deus tornam-se verdadeiros ministérios, abençoados e frutíferos. A narrativa dos Evangelhos enobrece a mulher e vem restituir-lhe de forma graciosa a posição que lhe fora usurpada pelo pecado.
1)           Jesus valorizou o trabalho de dona de casa de Maria e da sogra de Pedro. Lucas 4.39; 10.38.
2)           Jesus era servido pelos bens e fazendas de algumas mulheres, quando viajava anunciando o Evangelho, Lucas 8.3.
3)           Jesus elogiou a Maria por buscar momentos inspirativos a seus pés, Lucas 10.42.
4)           Jesus viu e valorizou a oferta da viúva pobre, Lucas 21.2 e 3.
5)           Jesus perdoou e salvou a mulher adúltera, e a pecadora e a Samaritana, quebrando assim os preconceitos existentes na sua época. João 8.7; Lucas 7.48, 50; João 4.
6)           Jesus se compadeceu do sofrimento da viúva de Naim, devolvendo-lhe seu filho vivo. Lucas 7.12 a 15.
7)           Jesus reconheceu o esforço da mulher enferma com o fluxo de sangue, e a curou. Lucas 8.48.
8)           Jesus ouviu o clamor da mulher Cananéia, desesperada por sua filha estar oprimida, e a libertou. Marcos 7.25-30.
9)           Jesus curou uma mulher que há dezoito anos andava curvada, num dia de sábado, a despeito da crítica dos judeus. Lucas 13.12.
10)           Jesus comparou o Reino de Deus ao trabalho de uma mulher cozinhando. Lucas 13.20,21.
11)         Jesus comparou a alegria nos Céus pela salvação de uma alma, ao trabalho de uma mulher que limpando a sua casa, encontra a moeda perdida. Lucas 15.8-10.
12)         O apóstolo Paulo em Romanos 16 saúda a várias mulheres, reconhecendo o seu grande trabalho na Obra do Senhor.
13)         Também o apóstolo Paulo elogia a avó e mãe por terem ensinado e transmitido sua fé ao jovem pastor Timóteo. 2 Timóteo 1.5.

Causa admiração quando fazemos um contraste entre o tratamento dado às mulheres no Novo Testamento e àquele que era praticado no judaísmo do tempo de Jesus. No judaísmo do primeiro século, a mulher não participava da vida pública. Nem mesmo lhe era permitido aparecer em público descoberta, sendo dessa forma impossível ver a sua fisionomia. Não tinha voz nem rosto. A mulher era, portanto, tida como objeto, uma coisa que poderia ser usada e descartada. Ao contrário de tudo isso, Jesus não tratou as mulheres como coisa ou objeto. Ele as tratou com gente! Jesus mostrou que a mulher era um ser especial para Deus e fez com que elas se sentissem assim. Não são poucas as passagens do Novo Testamento que dão destaque às mulheres, e o Evangelho de Lucas não foge a essa regra (Lc 1. 13,  42; 7. 48; 8. 2, 43;  13. 12;  16. 18; 23. 27).

§    As Mulheres no Judaísmo. ”

Na sociedade hebraica, a mulher comum tinha uma posição secundária e era legalmente considerada parte da propriedade de um homem (Gn 31. 14, 15). Normalmente, as filhas não recebiam nenhuma herança quando seu pai morria. (Cf. Nm 27. 1 – 8). Para conhecer mais leia Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAC, p. 1313.

§    SÍNTESE DO TÓPICO I
No judaísmo as mulheres não eram valorizadas, mas Jesus veio restaurar sua condição social.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“A participação das mulheres na excursão missionária revela como era o ministério revolucionário de Jesus. Nos seus dias os rabinos se recusavam ensinar as mulheres e lhes atribuía um lugar inferior. Por exemplo, por exemplo, só os homens tinham permissão de participar plenamente nos cultos da sinagoga. Mas Jesus trata as mulheres como pessoas e lhes dá as boas-vindas na comunhão. Elas têm acesso igual à graça e salvação, e muitas mulheres se tornam suas seguidoras. Entre elas estão as mulheres com recursos financeiros, que auxiliam Jesus dando de suas possessões para sustentar a Ele e seus discípulos”. (Comentário Bíblico Pentecostal Novo Testamento. Vol. 1. 1. Ed. Rio de Janeiro, CPAD, p. 363).

II.          MULHERES COM DISPOSIÇÃO PARA OBEDECER

1)           Maria, a Mãe do Salvador. – A doutrina católica acerca da pessoa de Maria se fundamenta na tradição e não conta com apoio bíblico. Não é fundamentada nos Evangelhos, mas na tradição apócrifa que começou a circular por volta do segundo século de nossa era. Crenças como a perpétua virgindade de Maria, imaculada conceição e sua ascensão não fazem parte do cânon neotestamentário.  O que a Escritura mostra de fato é que Maria foi uma pessoa agraciada por Deus para fazer parte diretamente do Plano da Salvação. A sua disposição em aceitar e crer no plano de Deus está demonstrada em suas palavras: “Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra [...]” (Lc 1. 38).

2)           Isabel, a Mãe do Percursor.  Assim como Maria, Isabel foi uma mulher obediente e sua obediência foi recompensada.


SÍNTESE DO TÓPICO II
Isabel e Maria eram mulheres de fé, tementes e obedientes ao Senhor.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Professor, reproduza o quadro abaixo e utilize-o para mostrar as características de Maria, a mãe do Salvador, e Isabel, a mãe de João Batista. Ressalte que não devemos adora a Maria, porém não podemos deixar de reconhecer seu valor. Dentre milhares de jovens, Maria foi escolhida para fazer parte diretamente do Plano da Salvação.

MARIA

§  Foi a mãe de Jesus, o Messias.
§  Foi a única pessoa que esteve com Jesus em seu nascimento e em sua morte.
§  Estava à disposição de Deus.
§  Conhecia e aplicava as verdades do Antigo Testamento.

.


ISABEL

§    Era conhecida como uma mulher muito espiritual.

§    Não mostrou dúvida alguma sobre a capacidade que Deus tem de cumprir as suas promessas.

§    Foi a mãe de João Batista, o Precursor de Jesus.

§    Foi a primeira mulher, além de Maria, a ouvir falar sobre a vinda do Salvador.
(Adaptado de Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro, CPAC, pp. 1347, 49).


III.          MULHERES COM DISPOSIÇÃO PARA SERVIR

1)           Mulheres Servas. Logo após ser curada por Jesus de uma febre muito alta, a sogra de Pedro se levantou e passou a servi-lo (Lc 4. 39). O verbo “servir” é a tradução do vocábulo grego diakoneo. As mulheres aparecem com frequência no Evangelho de Lucas a serviço do Mestre.

Independente de todas as atividades da nossa vida é importante que cada mulher cristã tenha sua parte na obra de Deus, para que sejamos plenamente realizadas, espiritualmente falando. Deus pode e quer usar qualquer uma que tenha um coração desejoso, uma vida consagrada e o desejo de ser cheia do Espírito Santo.
Salvas Para Servir, I Ts. 1.9b.

2)           Mulheres Abnegadas. – O Evangelho de Lucas revela que Jesus teve e seu ministério a ajuda de mulheres abnegadas. A exemplo da mulher pecadora que ungiu os pés do Senhor. (Lc 7. 36 – 50). Maria de Betânia, derramou um perfume caro sobre os pés de Jesus. (Jo 12. 1 – 8).

SÍNTESE DO TÓPICO III
Jesus contou com a ajuda de mulheres, que tinham disposição para servi-lo no Reino de Deus.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
“Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana (Lc 8. 3). O Herodes mencionado aqui é Herodes Antipas, governador da Galiléia. O registro não diz de que mal Joana foi curada -  se era uma possessão demoníaca ou uma enfermidade física. A sua posição mostra que as pessoas proeminentes também eram levadas a Cristo. Supõe-se que nesta época ela fosse viúva. Sobre Suzana não se sabe nada, exceto seu nome. Apenas três nomes são mencionados – sem dúvida devido à sua importância. Mas houve muitas mais, constituindo uma grande sequência de mulheres que o serviam com suas fazendas. Isto talvez signifique que todas eram mulheres de posses, possivelmente membros da classe alta”. (Comentário Bíblico Beacon, vol. 6. 1. Ed. Rio de Janeiro: CPAC, 2006, p. 402).

IV.          MULHERES COM DISPOSIÇÃO PARA OFERTAR

1)           O Trabalho Rabínico.Lucas registra que Jesus “andava de cidade em cidade e de aldeia em aldeia, pregando e anunciando o Evangelho do Reino de Deus; e os doze iam com ele”. (Lc 8. 1). A dedicação de Jesus e seus doze discípulos ao ministério da Palavra era exaustiva.
O trabalhador era digno de seu salário. Um rabino não podia receber pagamento pelo que ensinava, mas a cultura hebraica considerava uma obrigação e um privilégio sustentar um rabino. Há um princípio válido aqui -  obreiro não deve ter valores materiais como a motivação do seu ministério. Por outro lado, aqueles que se beneficiam desse ministério, devem ajudá-lo em sua manutenção. 

2)           Apoio Feminino. -  Na cultura judaica do tempo de Jesus, a participação das mulheres na vida pública era bem limitada. As mulheres, por exemplo, não podiam estudar e não podiam ensinar. Mas nem por isso deixaram de participar do ministério do Mestre. Lucas diz que elas serviam o Senhor com suas fazendas, isto é, com seus bens (Lc 8. 3). Enquanto Jesus e seus doze apóstolos se dedicavam ao ministério da Palavra, essas mulheres lhes davam suporte financeiros e materiais. Por trás de grandes ministérios, sempre há alguém dando suporte, seja financeiro, seja, espiritual. Não podemos negar eu atualmente as mulheres têm desempenhado um papel importante na obra do Senhor. Muitas têm se dedicado à oração, ao serviço social, à contribuição, à obra missionária, etc. grande parte da obra missionária é feita por mulheres, isto é, 70%, diz as estatísticas missionárias. São milhares de servas que dedicam suas vidas à Seara do Senhor. O serviço de Deus é para todos que amam ao Senhor, independentemente de gênero.

SÍNTESE DO TÓPICO IV
Jesus contou com a ajuda de mulheres que tinham disposição para ofertar.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
É importante reconhecer que quando Deus criou a humanidade, quando fez os seres humanos à sua imagem, Ele os criou macho e fêmea (Gn 1. 27), e não “um ou outro”.  Portanto, a imagem de Deus aparece tanto no homem (o macho) quanto na mulher (a fêmea), e as características peculiares de cada sexo são completamente necessárias para espelhar a natureza de Deus. A própria palavra ishsha para “mulher” sugere as suas sensibilidade e dons especiais dados por Deus no campo emocional. Estas características servem para realçar a humanidade. A mulher possui uma sensibilidade especial para as necessidades humanas que lhe permitem entender intuitivamente as situações e os sentimentos das outras pessoas”. (Dicionário Bíblico Wycliffe. 1 ed. Rio de janeiro:  CPAD, 2006, p. 1312).


PARA REFLETIR

Sobre os Ensinos do Evangelho de Lucas, Responda:

Como era a situação das mulheres no judaísmo nos dias de Jesus?
No judaísmo do primeiro século, a mulher não participava de vida pública. A mulher era tida como um objeto que poderia ser usada e descartado.

Como a Bíblia fala de Maria a mãe de Jesus?
A Bíblia mostra que Maria foi uma pessoa agraciada por Deus para fazer parte diretamente do Plano da Salvação.

De acordo com a lição, qual o nome de algumas mulheres, citadas por Lucas, que serviram a Jesus?
Lucas cita Maria Madalena, Joana, mulher de Cuza, procurador de Herodes, e Suzana.

De que forma as mulheres apoiaram Jesus em seu ministério?
Elas apoiaram Jesus com seus recursos financeiros.

Qual a importância da mulher na expansão do Reino de Deus?
Sua importância é de grande valor. Muitas mulheres têm se dedicado à oração, ao serviço social, à contribuição, etc. grande parte da obra missionária é feita por mulheres.


SUGESTÃO DE LEITURA
Jesus o Amado da Alma da Mulher.
Simplesmente como Jesus
História dos Hebreus.


Lição preparada pela Professora,

Pastora, MARIA VALDA
Pastora da ADMEP

Em Irajá – RJ. RJ.
Tel. 21- 3361-2047


Cel. WhatsApp: 9 8122-1062



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