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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

PERDÃO: LIBERDADE PARA A ALMA




ADMEP

Assembleia de Deus
Ministério Estudando a Palavra
      Departamento de Educação Cristã


TEMA


PERDÃO: LIBERDADE PARA A ALMA

Texto Bíblico Básico
Gênesis 50. 15 – 22


Texto Áureo

E, quanto estiverdes orando, perdoai, se tendes alguma coisa contra alguém, para que vosso Pai, que está nos céus, vos perdoe as vossas ofensas.
(Marcos 11.25)




Objetivos:

Entender - que apesar de todas as dificuldades que enfrentou, José recebeu de Deus graça e misericórdia. Este filho de Jacó, que experimentou as prisões humanas, decidiu não se deixar aprisionar pelas cadeias da amargura;
Compreender - que perdoar significa abrir as portas do cárcere emocional, sem ressentimentos, deixando o ofensor livre de supervisões posteriores;
Saber que somente pela fé, que nos revela as limitações impostas pela Queda, seremos capazes de perdoar de fato e em verdade.


Introdução: - O perdão é uma das coisas mais libertadoras que alguém pode fazer. A falta de perdão é como uma pedra amarrada na perna de alguém, que a arrasta para o fundo do mar.

Se Deus perdoou os nossos pecados e se nós queremos ser parecidos com Deus, que motivos podemos ter para não perdoar alguém?

Se nós perdoarmos, receberemos perdão, essa é uma verdade que nos deve motivar. Se realmente compreendemos o que Jesus fez na cruz, o perdão deve fluir no nosso coração.


Palavra Introdutória: -  Muitos estudiosos consideram os últimos capítulos do Livro  de Gênesis (37 – 50) uma das melhores narrativas literárias do mundo antigo.

Poucos personagens veterotestamentários são apresentados com tanta clareza quanto José, e apenas algumas histórias são descritas com tantas minúcias e de maneira tão interessante quanto esta – talvez só as narrativas acerca de Moisés e Davi contenham mais informações que as de José.

A história deste filho de Jacó começa em um ambiente de prosperidade familiar, depois, um extenso período de desventura e desintegração é apresentado aos leitores, até que, em um dado momento, a restauração do clã acontece, o que resulta em um cenário bastante afortunado, como o que havia no início da passagem. É preciso destacar, todavia, que um elemento conecta o primeiro cenário ao último: O Perdão – este é, verdadeiramente, o agente capaz de libertar-nos daquilo (ou daquele) que nos sequestrou a alma.


I.       A ARTE DE TRANSFORMAR TRAGÉDIA EM BÊNÇÃO


José era filho de Jacó com sua amada Raquel, e a preferência de seu pai gerou ciúmes e ódio de seus irmãos que planejaram matá-lo; porém, salvo por Rubem, foi vendido para o Egito, onde serviu na casa de um alto oficial. 

Foi assediado, mas fugiu, sendo por ela acusado e preso. Na prisão ganhou simpatia do carcereiro, e interpretou sonhos de outros presos. Depois acabou interpretando os sonhos de Faraó, que previa uma grande fartura de alimento por 7 anos e depois 7 anos de seca e fome em todo mundo.

Ao apresentar soluções para o problema, José foi eleito governador do Egito e ali usado para preservar a vida de seu povo e dos demais povos. José é visto como símbolo de uma vida abençoada e próspera. Vemos José como um vocacionado para transformar tragédias em bênçãos.

Muitas vezes o que achamos ser uma tragédia pode ser a graça de Deus agindo em nossa vida!
Talvez o deserto onde você se encontra, seja uma forma de Deus te fazer aprender, crescer, depender dEle!

1)      Caminhos percorridos por José:

 

a)    Da casa do pai à cisterna.  - José num dia estava no seio de sua família, cercado de cuidados e conforto, sentindo-se totalmente seguro; no dia seguinte estava jogado numa cisterna fria, escura, na expectativa da morte. (Gn 37. 3, 24, 25, 28).

b)        Da cisterna ao mercado de escravos.  - Da cisterna José foi levado à escravidão. Antes era livre, agora escravo, porém, a morte na cisterna dera lugar a possibilidade de vida, ainda que como escravo. Melhor ser escravo do que defunto. (Gn 37. 36)

c)       Do mercado de escravos ao serviço na casa de Potifar.  - Antes, José era servido em sua casa, agora servia a outros; porém encontrou um patrão que o apreciava. (Gn 37. 36)

d)      Do escravo livre ao prisioneiro.  - Parecia que a vida de José havia dado uma pequena melhora, mas agora piorava tudo de novo, pois ele estava preso, acusado de traição a seu senhor por assédio sexual. (Gn 39. 7 – 20).

e)  De prisioneiro à governador. - No entanto, na expectativa da condenação, José teve sua vida completamente mudada, assumindo o cargo de governador no Egito. (Gn 39. 1 - 6).


     2)         A benção na vida de José apesar pesar das dificuldades: - Sua vida fora marcada pela dureza, mais do que facilidades, no entanto, uma vida marcada pelas bênçãos de Deus. 

 

a)           Foi abençoado na casa de seus pais. - Apesar do ódio e do ciúme de seus irmãos, José foi abençoado. O amor preferencial de seu pai acabou prejudicando o filho e toda a família. (Gn 37.6 - 9. 

 

b)          Foi abençoado na cisterna.  - José tinha diante de si uma sentença de morte, mas teve a bênção de ser livre graças a consciência de seu irmão Rubem. (Gn 37.20 -22). 


c)           Foi abençoado como escravo.  - José foi vendido no melhor mercado de escravo do mundo e comprado por um alto oficial de Faraó. ( Gn 37. 28, 36 e 39. 1).


d)          Foi abençoado como mordomo.  - Apesar de sofrer o assédio da patroa, José não se corrompeu. (Gn  39. 2 – 6). 


e)          Foi abençoado como preso.  - Apesar dos anos frios e escuros do cárcere, foi abençoado. (Gn 39.21 – 23).


f)            Foi abençoado como homem de Deus.  - José podia ver o futuro, pois sua visão ia além dos problemas pelos quais passava. (Gn 41. 11, 15 – 16). 


g)           Foi abençoado como governador. - Apesar dos tempos de crise, José foi abençoado na administração da maior potência econômica de sua época. (Gn  41. 40).


     
3)     Perdão: uma insígnia do servo

Perdão:  José perdoou seus irmãos. - Uma pessoa abençoada não pode guardar rancor, amargura e nem anseia por vingança. (Gn  45. 4, 5).

O sonhador que experimentara as prisões humanas decide não se deixar aprisionar pelas cadeias emocionais, e perdoa (Gn 45. 5 – 46. 30).


II.                   AFINAL, O QUE É O PERDÃO? – Perdão: (Substantivo Masculino)

 a)    O Perdão é um processo mental ou espiritual de cessar o sentimento de ressentimento ou raiva contra outra pessoa ou contra si mesmo, decorrente de uma ofensa percebida, diferenças, erros ou fracassos, ou cessar a exigência de castigo ou restituição.

É normalmente concedido sem qualquer expectativa de compensação, e pode ocorrer sem que o perdoado tome conhecimento (por exemplo, uma pessoa pode perdoar outra pessoa que está morta ou que não se vê há muito tempo). Em outros casos, o perdão pode vir através da oferta de alguma forma de desculpa ou restituição, ou mesmo um justo pedido de perdão, dirigido ao ofendido, por acreditar que ele é capaz de perdoar. 

b)         O Perdão é o esquecimento completo e absoluto das ofensas, e vem do coração: é sincero, generoso e não fere o amor próprio do ofensor. Não impõe condições humilhantes, tampouco é motivado por orgulho ou ostentação. O verdadeiro perdão se reconhece pelos atos e não pelas palavras.

c)           Remissão de pena ou de ofensa ou de dívida; desculpa, indulto.

d)      Ato pelo qual uma pessoa é desobrigada de cumprir o que era de seu dever ou obrigação por quem competia exigi-lo.

e)         O Pregador e escritor inglês Thomas Watson, no século 17, em seu livro intitulado “Body of divinity” (port. Corpo da divindade), trouxe-nos uma oportuna perspectiva a respeito do perdão. Disse ele: Perdoamos quando lutamos contra todos os pensamentos de revanche (Rm 12. 9). Quando não pagamos o mal dos nosso inimigos com o mal (I Ts 5. 15) e choramos as suas calamidades (Pv 24. 17, 18). Oramos por eles (Lc 6 .27, 28; Mt 5. 44). Buscamos reconhciliação com eles (Rm 12. 18) e nos mostramos em todas as ocasiões, prontos para aliviar suas culpas (Êx 23. 4).

f) Perdoar significa abrir as portas do cárcere emocional, sem ressentimentos, deixando o ofensor livre de supervisões posteriores. Apenas quem reconhece que é perdoado, todo dia, enxerga nisto uma graça, um favor imerecido!


2.1.    O que o perdão não é:

      O que não é Perdão:

a)      Você libera o “perdão”, mas coloca o outro em posição inferior o resto da vida e a pessoa fica em dívida com você.
Nesse caso você libera perdão verbalmente, mas age como se o problema não tivesse sido resolvido e esquecido e as pessoas envolvidas no problema, tornam-se escravas umas das outras.

b)     Quando é um perdão unilateral, ou seja, apenas uma das pessoas libera o perdão; você fica amarrada a ela;
Todos nós temos pontos que expressam fraquezas, a nossa alma não está imune a ofensas ou de ser atingida por alguém, não existe alguém que seja blindado contra ofensas. Todos nós somos passíveis de sermos ofendidos e precisamos aprender a confessar a ofensa e receber o perdão. Não é colocando uma pedra em cima que o problema será resolvido, tomar tal atitude só piora as coisas e as feridas da alma começam a atingir o corpo.
De tanto as pessoas se machucarem, muitas delas tentam criar uma armadura para não ser mais atingidas, muitas vezes essa armadura se chama indiferença, entretanto por trás dessa armadura há um coração frágil e a alma está doente.

c)  Não é perdão se não houver “esquecimento”, não deve ser algo maquiado pelo orgulho; podemos lembrar, mas sem ressentimentos.
Assim como Deus lança os nossos pecados e falhas no mar do esquecimento, precisamos perdoar e esquecer o que fizeram a nós, esquecer aquilo que nos ofendeu. Liberar perdão é uma decisão, as se o próprio Deus já perdoou, quem somos nós para não perdoar, se o próprio Deus esquece das nossas ofensas, quem somos nós para querer manter essas lembranças vivas em nós?

Deus nos perdoa, mas também nos mostra onde temos falhado e é por isso que devemos conversar e consertar as coisas perdoando, sendo perdoado e esquecendo.

Pelas nossas forças não conseguimos perdoar ninguém, até porque a nossa carne clama alto por vingança, mas devemos pedir ajuda do Espírito Santo  e orar pelas pessoas que nos ofenderam, pois quando passamos a orar por elas continuamente o nosso sentimento por elas mudará e passaremos a amá-las.


d)          Não é perdão se não envolver “sentimento”;

Todos passamos por decepções entre outras situações que nos machucam, e precisamos admitir que estamos sujeitos a isso, quando nos machucamos, a tendência é nos afastarmos das pessoas, pois só somos ofendidos ou atingidos por pessoas com quem temos relacionamentos, as pessoas são tão falhas quanto nós e temos o direito de ficar chateados, mas não podemos permanecer por muito tempo assim, precisamos exercer o verdadeiro perdão e colocar em prática o amor.

O contrário do amor não é o ódio, é a indiferença, o desprezo, não há sentimento pior do que o desprezo é ruim ser desprezado por alguém e isso acontece quando não há o verdadeiro perdão.

É Melhor viver junto com pessoas que vivem discutindo do que pessoas que nunca conversam sobre o que está acontecendo.

e)          Não é perdão quando não restaura o relacionamento;
Não necessariamente o relacionamento precisa voltar a ser o mesmo que era antes, mas também não deve haver um rompimento total do relacionamento.

f)            Não é perdão se é liberado apenas uma só vez;
Precisamos ser tolerantes, assim como Deus nos perdoa inúmeras vezes e não deixa de nos amar independentemente das falhas que constantemente cometemos, nós precisamos agir de tal maneira, precisamos perdoar quantas vezes for necessário e aprender a amar apesar dos defeitos.

2.2.  O caminho do perdãoApesar de as feridas do coração serem cavadas e lidas de diferentes maneiras, O Mestre revelou os passos comuns que podem conduzir os escritores das mais diversas histórias ao perdão (Lc 17. 3):

a)        PrudênciaMuitos dos que decidem resolver conflitos criam outros ainda maiores, provocando feridas de morte (I Co 4. 5);

b)        Enfrentamento  –  O enfrentamento da dor deve ter como tônica a brandura e o desejo sincero de dar o próximo passo: Perdoar (Rm 12. 19 – 21);


       c)              Perdão – Somos confrontados com o maior dos desafios: amar o próximo tão profunda e densamente a ponto de liberá-lo da ofensa sempre que houver transformação de consciência.  – Até “Setenta vezes Sete”. O quando o Mestre proferiu esta sentença. Ele pretendia fazer-nos compreender que nossa capacidade de perdoar não pode ser limitada por circunstancias, tempos  ou estações. (Mt 18. 21, 22).


III.                   PERDÃO, O LIBERTADOR DA ALMA


As feridas provocadas – conscientes ou inconscientemente – por aqueles que nos cercam em afetos, talvez, sejam as mais difíceis de serem curadas; afinal, não pensamos em nos esquivar ou em como nos defender da mão que nos afaga – o ninho que obriga não deveria ser o lugar em que se esconde a peçonha que mata. Nesse espaço cabe todo tipo de dor: a traição de um cônjuge; a omissão paterna (ou materna); a ingratidão de um filho ou a deslealdade de um parente, enfim!

Apenas pela fé, que nos revela as limitações importas pela Queda; que nos tira da ilusão do “eu não seria capaz de...”; que nos traz à memória o perdão oferecido por Cristo (quando não merecíamos nada), somos capazes de perdoar.

a)      Perdão na Família

Antes de passar a limpo o passado, José ofereceu as seus irmãos o aconchego de seus braços (Gn 45. 1 – 15). Eis uma grande lição: abraços sinceros desnudam a vontade do coração. O filho de Jacó deixou a força do passado morrer no seu colo. Rendido à grandiosidade do amor e à magnitude da graça, ele estava mais preocupado em ter sua família por perto do que provar que tinha razão.

§    Gn 50. 15 – 21: - Mostra o Perdão verdadeiro de José para com os seus irmãos. Agora que Jacó (ou Israel) estava morto, os irmãos temiam a vingança de José. Poderia José realmente tê-los  perdoado por ter sido vendido por eles como escravo? José não somente os perdoara mas também lhes assegurou que cuidaria deles e de suas famílias. O perdão de José foi completo. Ele demonstrou como Deus graciosamente nos aceita, embora não mereçamos. Porque Deus nos perdoa até quando nós o ignoramos ou rejeitamos, deveríamos graciosamente perdoar os outros.


§    Gn 50. 20: - Deus tornou em bem a má atitude dos irmãos de José, a falsa acusação da esposa de Potifar, a negligência do capitão da guarda e os sete anos de escassez. As experiências da vida de  José ensinaram-lhe que Deus pode transformar o mal em bem para aqueles que nele confiam.  Você confia em Deus o suficiente para esperar com paciência que Ele transforme em bem as situações ruins? Você pode confiar  nEle porque, como José aprendeu, Deus prevalece sobre as más intenções das pessoas para realizar os seus propósitos.


b)    Humildade e reconhecimento da fragilidade humana

Um dos mais árduos desafios humanos  - no que diz respeito a encarar os próprios erros -, muito possivelmente, está relacionado à capacidade (ou à dificuldade) que cada um tem de aceitar a si mesmo com suas falhas e limitações. Os que se negam a reconhecer seus equívocos elementares denunciam, com tal prática, soberba e orgulho (Pv 16. 18).

A energia que se demanda no processo da autoaceitação deve ser direcionada para o perdão de Deus e para uma estreita dependência do Espírito Santo; pois o homem, destituído de Sua graça e de Sua poderosa intervenção, poderá cometer, no futuro, erros de dimensões ainda maiores.


Conclusão: - Lembremo-nos, pois, de que o perdão traz-nos a inusitada proposta de reorganizar o caos psíquico e espiritual, capacitando-nos, inclusive, a conviver com aquilo que jamais voltará a ser como foi outrora.

v         Para isso devemos lembrar de alguns de seus princípios:

§   Não assuma dificuldades familiares como irreversíveis.
§   Não aceite o ódio como fatal.
§   Não caia em túneis sem fim. Se você cair na cisterna da depressão, da angústia, da ansiedade, da frustração, da derrota – saiba que sempre há um modo de sair.
§   Não admita a existência de problemas perpétuos. Mesmo que você não esteja na posição que desejaria ocupar, ou fazendo aquilo que gostaria de fazer, encare o que lhe aparecer, pois sempre vai aparecer algo para fazer.
§   Não tenha medo de crescer de repente. Peça sabedoria a Deus para lidar com o sucesso.
§      Não desperdice oportunidades.
§   Não acredite que existam situações imutáveis. As tentações e lutas vêm na proporção da nossa força, e Deus nos dá a graça de enfrentá-las.
§   Não se assombre diante dos grandes desafios. Só os capazes são escolhidos e aceitam desafios.
§  Não se esqueça de onde você veio. Lembre-se daqueles que colaboraram para seu sucesso com gratidão e misericórdia.


Que o Senhor nos ajude a viver em União, Uns com os Outros, nos perdoando Sempre e Sempre!!!








Fonte:
http://www.opregadorfiel.com.br/2010/08/jose-vocacao-para-transformar-tragedias.html
http://estudosbiblicos-online.blogspot.com.br/2013/01/tragedia-ou-bencao.html
Bíblia de Estudo  -  Aplicação Pessoal
Bíblia de Estudo – Pentecostal

REVISTA DA EDITORA GOSPEL
Lições da Palavra de Deus – Família Cristã no Mundo Contemporâneo – Desafios e Reflexões.
Comentarista: Pr. Josué Gonçalves







Pra. Maria Valda
       Professora

        ADMEP


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