AS LACUNAS DA "TEORIA DA LACUNA"
“No princípio, criou Deus os céus e a
terra. E a terra era sem forma e vazia; e havia trevas sobre a face do abismo;
e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas” (Gn. 1.1,2). A.R.C
Como o leitor do nosso site pode constatar, existem diversas posições a
respeito da interpretação do livro de Gênesis. Aqui, iremos fazer uma abordagem
a respeito da chamada "Teoria da Lacuna", uma das
"alternativas" á interpretação do texto bíblico. Iremos discutir
quais pontos dessa tese são concisos e quais não são. Creio ser essa a melhor
forma de avaliarmos tal tese.
A ORIGEM DA IDEIA
Com descobertas arqueológicas e paleontológicas surgindo crescentemente, ficou
cada vez mais "complicado" de se tratar teologicamente a questão das
origens; e com isso a Teoria da Lacuna encontrou um meio de crescer, isso
porque tal tese, ao contrário do que muita gente pensa, não é recente. Essa
teoria foi defendida em 1876 por C. H. Pember em sua obra As Idades
Mais Remotas da Terra e a Conexão delas com o Espiritualismo Moderno e a
Teosofia. Outro defensor foi o Dr. Artur Custance, autor do livroSem
Forma e Vazia. Chambers a tornou popular utilizando-se das notas da Bíblia
de Referência Scofield (1917). No Brasil, tornou-se conhecida através da obra
de N. Lawrence Olson, O Plano Divino Através dos Séculos.
O QUE É A TEORIA DA LACUNA
Também conhecida como Teoria do Caos,
Teoria do Intervalo ou Teoria da Ruína-Restauração, representa uma aproximação
entre criacionismo bíblico, cosmogonias (mitologia) e cosmologias modernas e
biologia moderna (na realidade, mais ou menos...).
De acordo com a Teoria da Lacuna, o relato em Gênesis 1:2 de que a terra estava
“sem forma e vazia” indica que existiu um pré-mundo que fora destruído,
provavelmente, com a colisão de Lúcifer com a Terra quando o mesmo foi expulso
do paraíso. Essa teoria afirma que existe uma lacuna de tempo de milhares,
milhões ou até mesmo bilhões de anos entre os versículos 1 e 2 do primeiro
capítulo do livro de Gênesis, e esse seria o período do pré-mundo. Em Isaías
45:18 lemos que “Deus criou a terra não para que fosse um caos mas para que
fosse habitada.” É esse versículo, em suma, que leva os defensores de tal tese
a acreditarem que “sem forma e vazia,” em Gênesis 1:2, é uma referência a
restauração de um mundo que havia sido criado previamente (E que fora, por
alguma razão destruído). A teoria envolve, a respeito desse pré-mundo, duas
idéias: a primeira diz que o pré-mundo era habitado por anjos e, quando alguns
anjos pecaram e se tornaram demônios, (baseado em Judas 6), este pré-mundo foi
destruído. A segunda idéia, que é a mais popular, diz que esse pré-mundo
corresponde á pré-história e, com a queda de Lúcifer na terra, com a força e
potência de um meteoro, aconteceu o chamado "efeito K-T", mais
conhecido como a Extinção dos Dinossauros. Então, nos dois casos, Deus recria o
mundo atual, em uma semana literal, conforme o primeiro capítulo de Gênesis.
Essa tese é amplamente defendida por inúmeros pastores hoje, inclusive os que
aparecem na mídia. E, conforme nós veremos, essa tese possui alguns pontos que
podem ser considerados, e alguns pontos que não podem ser considerados por
possuírem muitos erros nos campos bíblico, teológico e científico. Por outro
lado, assim como ocorre com todas as teses sobre as origens, existem críticas
infundadas contra a Teoria da Lacuna.
PRÓLS E CONTRA
Muitos teólogos não apoiam essa tese
pois dizem que a teoria da lacuna tenta harmonizar a Bíblia com a evolução.
Eles alegam que essa modificação do texto bíblico é uma resposta temerosa a
ciência, como se a ciência se sobrepusesse ás escrituras.
Bom, o fato mesmo é que os teólogos que contestam a teoria da lacuna por esse
motivo estão enganados. E por quê? Porque a teoria da lacuna não é tão á favor
assim do modelo evolucionista, aliás, não está em conformidade nem sequer com
as descobertas paleontológicas recentes. Digamos que, a nível científico, a
Teoria da lacuna está no mesmo patamar do criacionismo da Terra Jovem, com a
vantagem sobre o último de que não utiliza sofismas como sendo textos
científicos. Em geral, os adeptos da teoria da lacuna não são prepotentes como
os criacionistas da terra jovem, e muitos deles possuem essa posição por falta
de conhecimento científico e/ou teológico. Mas mesmo assim, alguns pontos
teológicos e científicos dessa tese são válidos. Ou seja, a teoria da lacuna
não é de todo tão ruim.
Também de modo nenhum é um erro ou heresia aceitar a definição da evolução
biológica e as Escrituras paralelamente. O que nós não podemos fazer é
distorcer o sentido original do Gênesis para se "encaixar" no
darwinismo. Como você pode ver nesse mesmo site, os conceitos realmente
empíricos em biologia evolutiva, bem como as mais recentes descobertas na
paleontologia, apoiam aquilo que está escrito em gênesis (mas não podemos dizer
o mesmo do imaginário criacionista) e acabam por comprovar as escrituras mas
não sobrepô-la. Talvez, o fato da Teoria da Lacuna tentar ver um
"espaço" na bíblia para encaixar a pré-história pode ser sua maior
fraqueza.
"SEM FORMA E VAZIA"
De acordo com os defensores dessa teoria, a terra teria sido criada perfeita
para ser habitada, mas devido ao juízo de Deus sobre a civilização anterior a
Adão ou devido á catástrofe advinda da queda de Lúcifer, o mundo veio a se
tornar caótico e desabitado. Então, dizem eles, isso explica o fato de haver
desordem e caos em Gn. 1.2. Todavia, o texto de Gênesis está nos ensinando que
Deus criou todas as coisas e que o escritor está fazendo alusão ao primeiro
estado da matéria. Se “bara” (verbo criar no hebraico) e “kitzo” (no grego)
estão associados aos atos criativos de Deus ou ao que somente Deus pode fazer,
visto que são ações impossíveis aos agentes humanos (Gn. 1.21, 27; 2.3,4; Dt.
4.32; Jó 38.7; Sl.51.10; Is. 40.26, 28; 42.5), temos por outro lado no latim a
expressão creatio ex nihilo que, igualmente, nos conduz à noção do criado a
partir do nada. Não é demais lembrarmos aqui as palavras do autor do livro aos
Hebreus: “Pela fé entendemos que os mundos pela Palavra de Deus foram criados,
de modo que aquilo que se vê não foi feito do que é aparente” (Hb. 11.3). Portanto,
o universo foi criado pela Palavra a partir do nada e Deus não se valeu de
matéria pré-existente ou modelos anteriores. A Terra era sem forma e vazia no
princípio por ser a sua fase inicial, primordial, tendo vindo, assim como todo
o universo, a partir do "nada".
Cientificamente, essa ideia que se opõe a tese da lacuna é, para desgosto de
quem "odeia" a teoria da evolução e para a alegria daqueles que creem
realmente nas Escrituras, extremamente concisa. A física quântica afirma que a
matéria provavelmente é composta de "ex-nihilo", e pela paleontologia
vemos que com o passar dos tempos, ou das eras, a vida na Terra, a sua
complexidade, sempre caminhou mais para a ordem do que para a desordem. Basta
comparar o planeta do período Triássico com o planeta do Hadeano, por exemplo.
Á propósito, o planeta do Hadeano é fisicamente similar á Terra citada no
começo de Gênesis, ou seja, a matéria disforme que Deus deu forma com a Sua
Palavra.
Os defensores da Teoria da Lacuna dizem que a expressão de Gn 1,2 contendo
“waw”, que corresponde à nossa conjunção “e”, permite a mudança do verbo do
perfeito para o imperfeito. Assim, “era” pode ser traduzido por “tornou-se” ou
“veio a ser” – alguns estudiosos do hebraico negam essa possibilidade, entre
eles, Frederick Ross e Bernard Northrup, mas outros afirmam positivamente.
Citam ainda, os defensores da teoria do caos, Is 45,18 “... o Deus que formou a
terra e a fez; ele a estabeleceu, não a criou vazia, mas a formou para que
fosse habitada...”. Para mostrarem que a terra foi habitada anteriormente,
apresentam citação isolada, tirada de seu contexto e, portanto, nada podem
provar. O contexto, na verdade, aponta para a devastação da terra na região
onde Ciro ampliava suas conquistas.
DARWINISMO NA BÍBLIA??
Como já alegamos, a aparência do pré-mundo da Teoria da Lacuna e como foi
destruído é dividida em duas ideias. A primeira, que veremos aqui, não é
maioritariamente defendida hoje; a maior parte dos teólogos não acredita na
viabilidade dela. Mas como ela é o conceito tradicional dessa teoria, não
podemos deixar a análise dela de lado. Ainda mais porque ela prevê uma
aproximação da teologia com o chamado Darwinismo. Chamaremos esse primeiro
conceito de "conceito da raça pré-adâmica".
Os defensores do conceito da raça pré-adâmica ensinam acerca de um pré-mundo
habitado pelos anjos e por uma raça pré-adâmica, que esses teriam se rebelado
com satanás e por isso teriam recebido o juízo de Deus através de uma grande
inundação, conhecida como "o dilúvio de lúcifer". Como se não bastasse,
ainda tentam explicar a origem dos demônios, como uma classe diferente dos
anjos, ao afirmarem que a raça anterior a Adão seria os espíritos
desincorporados dos homens que se uniram à rebelião luciferiana.
Bom, vejamos o que é certo e o que não é dessa tese, sem deixar, claro, de
respeitar a mesma.
Primeiro lugar: esse conceito da origem dos demônios como espíritos da raça
pré-adâmica, na realidade, não é bíblico. Ademais, o chamado "dilúvio de
lúcifer" parece ser uma versão estranhamente baseada naquela que vemos da
corrupção do gênero humano sobre o dilúvio em Gênesis capítulo cinco. Em
segundo lugar, como segundo tal conceito não existiria registro bíblico de como
Deus criou o mundo no tempo da raça pré-adâmica, abrir-se-ia margem para o
conceito do Evolucionismo Teísta, onde Deus apenas teria dado o toque inicial e
daí em diante passaria a ser um supervisor da ordem evolutiva. A ideia de
evolução ás cegas, se desenrolando por si só e Deus sendo um espectador é na
verdade uma forma deísta de Darwinismo. Porém, a Bíblia afirma em Gn. 1.1: “No
Princípio Criou Deus os Céus e a Terra”, e os versículos seguintes mostram Deus
como o sujeito em toda a obra criadora do universo; e essa ideia não se limita
ao Gênesis, mas também podemos ver referências da atividade de Deus na sua
Criação por toda a Bíblia. Ademais, a evolução das espécies parece ter sido
assombrosamente planejada - e isso é justamente o que esperaríamos de um Deus
ativo e participante na sua Criação. E quem acompanha os estudos aqui nesse site
pode ver que nem a Bíblia nem a ciência aprovam a ideia da evolução ás cegas.
Por outro lado, podemos comprovar bíblica e cientificamente a existência de
hominídeos anteriores a Adão. Isso, contudo, não quer dizer que existiu uma
raça de humanos anteriores a Adão. A Bíblia é clara quando diz que Adão foi o
primeiro ser humano, e a paleontologia evolutiva é clara quando alega que só a
partir doHomo heidelbergensis, conhecido como o primeiro homem, é que
podemos considerar seres humanos na história.
ANACRONISMO ASSUMIDO
A segunda ideia é aceita entre muitos pastores hoje e pretende explicar mesmo
apenas a idade tão antiga da Terra. Essa ideia, inclusive, é defendida pelo
pastor Marco Feliciano.
Ela alega que o mundo pré-histórico, antes da raça humana (que só viria por
Adão) e dominado pelos dinossauros, foi devastado devido á poeira que a colisão
de Lúcifer na Terra produziu (baseado também no livro de Judas) ao ser expulso
do paraíso celeste. Partir daí, Deus recriou o mundo, que havia se tornado em caos.
Com isso, logo de cara encontramos algo conhecido como "Anacronismo".
Anacronismo é quando se confunde ordens e eventos cronológicos. Um exemplo de
anacronismo é a convivência de homens com dinossauros, ou então alegar que Noé
e Abraão construíram a Arca juntos...
O anacronismo na Teoria da Lacuna é a consideração acerca de que com a extinção
dos dinossauros, a terra tornou-se "sem forma e vazia" e aí então
Deus em uma semana recriou tudo. Para um leigo isso é coerente, é aceitável. No
âmbito científico isso foge totalmente a lógica. Por quê? Acontece que a
extinção dos dinossauros, ou "efeito k-t", não foi a mais terrível
nem foi a única extinção em massa que assolou a Terra, e além disso, após a era
dos dinossauros existiu mais um período geológico antes do homem, com seres
pouco conhecidos mas tão estranhos quanto os dinossauros: o período terciário.
Nessa época os mamíferos começaram a se diversificar, já que os dinossauros não
dominavam mais o planeta. Esse novo tempo viu o surgimento de criaturas com
aparência mitológica, como as grotescas Aves do Terror e os gigantes
Indricotérios, além de um dos mais conhecidos hominídeos: o Australopiteco
(Lucy).
Sendo assim, uma recriação logo após a extinção dos dinossauros faz com que se
torne nula a existência dos fósseis do período Terciário. Além disso, admitir
que a extinção dos dinossauros ocorreu pouco antes dos seis dias da criação,
sendo esses dias no tempo humano, coloca os fósseis de dinossauros do período
Cretáceo (os últimos dinossauros) com apenas 6 mil anos, quando a datação
radiométrica aponta para eles, com exatidão, a idade de 65 milhões de anos. E
mesmo que admitíssemos que os dias da criação como sendo de duração superior á
24 horas, a ordem dos eventos da Criação como é descrita em Gênesis não se
encaixa de jeito nenhum com a ordem dos eventos do período Terciário, ou
melhor, da Era Cenozóica (que é a era que envolve os períodos terciário e
quaternário, sendo esse último em vigor até hoje, ou seja, ainda estamos na Era
Cenozóica, geologicamente falando).
Mas o que dizer da queda de lúcifer? Existem, certamente, referências bíblicas
que indicam que essa queda realmente aconteceu, e pode ser que o impacto dela
tenha gerado alguma das extinções que assolaram a Terra. Na verdade, não há
como comprovar que isso aconteceu dessa maneira, ou seja, pode-se só especular.
Porém, se a queda de lúcifer gerou alguma extinção, provavelmente deve ter sido
não a da Era dos Dinossauros, mas a do período Permiano, pois foi a mais
catastrófica - eliminou 90% das espécies existentes, dos quais, só sobreviveram
os antepassados das espécies modernas (parece que Deus já antevinha a criação
do sexto dia, que "serviria o homem", não?)
CRÍTICAS SEM FUNDAMENTO
Conforme acabamos de ver, a Teoria da Lacuna possui seus pontos certos e
errados. No entanto, só pelo simples fato de terem uma posição diferente do
Gênesis já é o suficiente para que os chamados Criacionistas da Terra Jovem
teçam argumentos falaciosos e discriminem essa opinião.
Um deles, por exemplo, é alegar que a Teoria da Lacuna não é sustentada pela
Doutrina da Perfeição, pois em Gênesis Deus afirmava que tudo o que havia feito
era bom. Porém, na realidade, quando vemos o termo "e viu Deus que era
bom" está falando da criação feita naquela ocasião; sendo assim não se
referiria ao suposto pré-mundo.
Outra alegação sem fundamento é de que a Teoria da Lacuna é aliada da Teoria da
Evolução. Nós vimos nesse texto que isso é uma meia-verdade: é aceita a
evolução biológica só até a Queda de Lúcifer; logo em seguida o mundo é
recriado em 1 semana terrena por meio da "criação especial" (aquela
do onomatopéico "puff", discutida aqui). Além disso, nem todos os adeptos da
Teoria da Lacuna são evolucionistas.
Por fim, alegam que a Teoria da Lacuna é uma heresia. Na verdade, uma vez que
ela não contradiz os fundamentos da Palavra de Deus, ela não pode ser
considerada uma heresia. O Criacionismo da Terra Jovem, levando em conta este
ponto, não é uma heresia. Tratam-se de pontos de vista diferentes do Gênesis,
mas nenhum deles leva alguém ao inferno. O que pode-se avaliar é qual tese é a
mais correta e se a base e os métodos de divulgação delas procede.
TEORIA DA LACUNA X TERRA JOVEM
Mas existe uma grande diferença entre os defensores da Teoria da Lacuna e os
defensores do Criacionismo da Terra Jovem. Os primeiros, geralmente, pretendem
evitar contendas entre as escrituras e a ciência, crendo que, sendo ambas
criadas por Deus elas devem se harmonizar. Eles sabem também que o tempo
geocronológico não tem nada a ver com evolução biológica.
Já os Criacionistas da Terra Jovem, que hoje constitui numa fatia influente do
criacionismo, defendem de forma prepotente a sua tese, como se, para ter salvação
garantida, todos tivessem que ser Criacionistas da Terra Jovem, como se todas
as outras visões sobre a Criação conduzissem ao inferno.
É como se essa teoria fosse uma segunda religião. Todas as outras teses são
heresias feitas para desviarem as pessoas de Cristo e só o Criacionismo da
Terra Jovem é o caminho correto, para eles. A respeito da Teoria da Lacuna, por
exemplo, um criacionista da Terra Jovem alegou o seguinte:
"A Teoria da Lacuna vem sendo aceita por muitos Cristão
fundamentalistas – que aceitam as Escrituras como sendo inerrantes. Mas através
dos excelentes ensinos de proeminentes criacionistas, muitas dessas
pessoas a estão descartando." (grifo nosso)
Para comprovar o que eu estou dizendo, basta por exemplo entrar no link abaixo
e ver a maneira que é tratado o pastor que possui uma tese apenas diferente da
do criacionismo da Terra Jovem:
"Cuidado com os falsos criacionistas" <<
clique aqui e confira
Um trecho do texto acima também já diz tudo sobre o comportamento dos
criacionistas da Terra Jovem:
"Como essa tarefa, é totalmente IMPOSSÍVEL, já que o movimento
fundamentalista é baseado totalmente na Bíblia e é o PAI DO REAVIVAMENTO
CRIACIONISTA DO SÉCULO 20, resolvi entrar no website indicado para obsvervar de
onde essa pessoa tirou essa declaração ingênua (a de que o
criacionismo não depende do fundamentalismo). Como suspeitava, tal pessoa
era pastor de uma igreja da Convenção Batista Brasileira. Ele não é
criacionista coisa nenhuma, usando o nome criacionismo para distorcer os fatos
e desencaminhar o entendimento das pessoas! Por isso ele declarou no seu e-mail
que era um engano dizer que o "criacionismo" é baseado na teologia
fundamentalista. Nisso ele está correto, pois o "criacionismo" a que
ele se refere é o FALSO que ele mesmo inventou! É na verdade o EVOLUCIONISMO -
TEÍSTA, que está registrado no seu website, senão vejamos as desinformações e
inacreditáveis bobagens que ele diz."
Repare a forma nada amistosa que o criacionista se referiu ao pastor batista.
E em, outro trecho, o desrespeito continua:
"Um "deus" que usasse a evolução e o Big Bang para criar,
seria muito mau, imbecil e estúpido! Esse é o "deus" dos
evolucionistas teístas! Eu não creria num "deus" que fosse obrigado a
esperar, impotente e patético, por bilhões de anos, até que por uma
inconcebível combinação de moléculas inertes, a cega evolução resolvesse
transformar rochas em gente! Ou então que ficasse tentando combinações diferentes
de moléculas que não davam certo, como se fosse um retardado mental!"
A pregação do pastor Silas Malafaia sobre o
assunto também exemplifica isso. O Silas Malafaia, apesar de autor de ótimas
pregações, é Criacionista da Terra Jovem, e em sua pregação sobre criação e
evolução desrespeita as outras formas de pensamento diferentes da dele sobre as
origens. É claro que existem exceções - eu mesmo conheço algumas - mas
infelizmente a boa parte age assim.
Por outro lado, não é a mesma coisa que vemos no lado da maior parte dos
defensores da Teoria da Lacuna. Ou seja, não costumam combater de forma
arrogante as teses diferentes.
Tanto isso é verdade que podemos ver a diferença nas sugestões dos
Criacionistas da Terra jovem e do Deputado e Pastor Marco Feliciano, que
defende a tese da lacuna, na área da educação. Os primeiros tentam colocar o
criacionismo nas escolas como se fosse ciência para confrontar-se com o
evolucionismo. Já o pastor Marco Feliciano, por outro lado, pretende colocar
nas escolas o ensino religioso, mas sem a intenção de desrespeitar qualquer
outro segmento religioso.
Qual está agindo de forma mais digna? Aquele que quer impor uma tese em
detrimento de outra
ou aquele que quer
promulgar o ensino religioso sem desrespeitar outras crenças?
ATUALIZADO - dia 21/11/2014
O Deputado Marco Feliciano, embora criacionista da lacuna, apresentou um projeto
de lei que quer colocar o criacionismo nas escolas brasileiras, indo contra as
suas sugestões inicias a respeito do ensino religioso nas escolas e equiparando
o criacionismo a teoria da evolução. Isso é algo errado por vários motivos,
onde deixo claro ao final desse texto. Para saber mais
sobre o tal projeto de lei e o quão defeituoso ele é, sugiro este texto.
CONCLUSÃO
Concluindo, a tese da lacuna tem seus pontos errados e tem os seus certos, mas
consegue ser melhor que o Criacionismo da Terra Jovem. Isso porque os erros que
ocorrem não são nem propositais, e a conduta cristã de muitos defensores da
tese da lacuna é bem mais exemplar do que a dos Criacionistas da Terra Jovem.
A Tese da Lacuna é um dos muitos pontos de vistas que existem sobre o Gênesis,
assim como o que é apresentado nesse site. Independentemente de qualquer coisa,
temos que saber que:
- Cristo é mais importante que o livro de Gênesis. Criacionismo não salva,
só Cristo salva.
- Temos que respeitar os diversos pontos de vista que existem, e se preciso,
debatê-los de forma a respeitar a tese em questão.
Quando Cristo fala de amar ao próximo, está incluído nisso o respeito. Amar é
respeitar o próximo também. E como Paulo disse em, não vale nada sermos
"supercrentes" se não respeitarmos o próximo, e isso também vale para
as formas de pensamento do próximo. Respeito é bom, amor é bom, e todo mundo
gosta.
FONTE:
http://pt.wikipedia.org/wiki/Terci%C3%A1rio
http://www.creationism.org/portuguese/Genesis_e_Ciencia_pt.htm
http://pastorguedes.blogspot.com/2009/05/o-que-e-teoria-da-lacuna.html
Créditos à: http://genesisum.blogspot.com.br/2011/05/as-lacunas-da-teoria-da-lacuna.html