sexta-feira, 9 de outubro de 2015

EXAMINE CUIDADOSAMENTE A EXPLICAÇÃO BÍBLICA


EXAMINE CUIDADOSAMENTE A EXPLICAÇÃO BÍBLICA PARA 

QUALQUER 

AFIRMAÇÃO OU MANDAMENTO


O propósito deste conselho não é sugerir que se você não puder discernir a explicação você deva desdenhar o dado mandamento. É insistir que Deus nem é arbitrário, nem caprichoso, e na maioria das vezes ele provê razões e estrutura de pensamento por trás das verdades que ele revela e mandamentos que faz. Tentar desvendar esta explicação pode ser um auxílio na compreensão da essência daquilo que Deus está dizendo e qual a expressão cultural apropriada do que ele está dizendo.


Antes de eu dar alguns exemplos, é importante reconhecer que toda a Escritura está atrelada à cultura. De início, a Escritura foi dada em linguagem humana (Hebraico, Aramaico e Grego), e línguas são fenômenos culturais. Nem se deve pensar que as palavras que Deus fala é, digamos como em Grego genérico. Pelo contrário, aquelas palavras pertenciam ao Grego do período helenista; não é Grego homérico, ou atiço, ou moderno. De fato, este Grego muda um tanto de escritor para escritor: Paulo nem sempre usa as palavras da mesma forma como Mateus as usa.

Nada disto deve nos causar espanto. É parte da glória do nosso grande Deus que ele tenha se acomodado à fala humana, algo que é atrelado ao tempo e, portanto, mutável. Apesar de alguns filósofos pós-modernos, estas observações não prejudicam a capacidade de Deus em comunicar verdades. Isto significa que seres humanos finitos nunca saberão a verdade exaustivamente, isto exigiria onisciência; mas não há razão por que não possamos conhecer algumas verdades de verdade. Entretanto, toda verdade como Deus a revela para nós em palavras vem vestida em formas culturais. Uma interpretação cuidadosa e temente não significa retirar tais formas para descobrir a verdade absoluta por baixo, pois isto não é possível. Nós nunca podemos escapar a nossa finitude. Isto significa compreender aquelas formas culturais, e pela graça de Deus descobrir as verdades que Deus revelou através delas.


Então, quando Deus ordena as pessoas rasgarem suas vestes e colocarem pano de saco e cinzas, são estas ações a própria essência do arrependimento de modo que não há verdadeiro arrependimento sem elas? Quando Paulo nos diz para saudar uns aos outros com ósculos santos, ele quer dizer que não há saudação cristã verdadeira sem tal beijo?

Quando examinamos a explicação de tais práticas, e perguntamos se cinzas e ósculos são ou não integradamente relacionados à revelação de Deus, nós conseguimos ver além. Não existe uma teologia do beijo; existe a teologia do amor mútuo e a comunhão comprometida entre os membros da igreja. Não existe uma teologia do pano de saco e cinzas; existe teologia do arrependimento que exige tanto uma tristeza radical, como uma profunda mudança.


Se este raciocínio estiver correto, ele vai se aplicar tanto sobre a prática do lava-pés e do uso do véu. Além do fato que o lava-pés aparece apenas uma única vez no Novo Testamento como algo ordenado pelo Senhor, o ato em si está teologicamente preso, em João 13, a urgente necessidade de humildade entre o povo de Deus, e à cruz. Semelhantemente, não existe uma teologia do véu, mas há uma teologia profunda e recorrente daquilo do qual o véu foi uma expressão do Corinto do primeiro século: a devida relação entre homens e mulheres, entre maridos e esposas.


Excelente explicação... 

do Pr. Eudes Martins



Pr. Eudes Martins.




“GUERRA SANTA”


RÚSSIA DECLARA “GUERRA SANTA” AO ESTADO ISLÂMICO

ENQUANTO ISSO, OBAMA FICA DO LADO DOS “COMBATENTES DA LIBERDADE” QUE ASSASSINAM CRISTÃOS


Raymond Ibrahim


A Igreja Cristã Ortodoxa, que mantém um papel importante numa Rússia insurgente, descreve como “guerra santa” a luta de seu governo contra o Estado Islâmico e outros grupos islâmicos de oposição na Síria.


Putin e líderes da Igreja Ortodoxa Russa

De acordo com Vsevolod Chaplin, diretor do Departamento de Assuntos Públicos da Igreja Ortodoxa,


A luta contra o terrorismo é uma batalha santa e hoje nosso país é talvez a força mais ativa no mundo combatendo-o. A Federação Russa fez a decisão responsável de usar as forças armadas para defender o povo da Síria dos sofrimentos causados pela arbitrariedade de terroristas. Os cristãos estão sofrendo na região com o rapto de clérigos e a destruição de igrejas. Os muçulmanos não estão sofrendo menos.

Esse não é algum “truque” novo para justificar uma intervenção na Síria. Durante anos, os líderes ortodoxos da Rússia vêm expressando suas preocupações pelos cristãos perseguidos. Já em fevereiro de 2012, Vladimir Putin se reuniu com representantes da Igreja Ortodoxa Russa. Eles descreveram para ele o tratamento horrível que os cristãos estão sofrendo no mundo inteiro, principalmente no mundo muçulmano:

O diretor de relações eclesiásticas externas, o metropolita Illarion, disse que a cada cinco minutos um cristão é morto por sua fé em alguma parte do mundo, especificando que ele estava falando sobre tais países como Iraque, Egito, Paquistão e Índia. O clérigo pediu a Putin que fizesse da proteção aos cristãos uma das direções de política externa no futuro.

“É assim que vai ser, não tenha dúvida,” Putin respondeu.

Compare e contraste isso com o presidente americano Obama, que nega que existe uma conexão entre ensinos islâmicos e violência; cujas políticas habitualmente dão poder aos islamistas que perseguem cristãos, que impede os representantes cristãos de darem testemunho contra seus opressores; e que até expulsa dos EUA refugiados cristãos de volta aos leões, enquanto aceita dezenas de milhares de imigrantes muçulmanos.

O patriarca russo Cirilo chegou uma vez a escrever uma carta comovente para Obama, implorando ao presidente americano que parasse de dar poder aos muçulmanos de guerra santa que perseguem os cristãos. O patriarca disse: “Estou profundamente convencido de que os países que pertencem à civilização cristã têm uma responsabilidade especial pelo destino dos cristãos no Oriente Médio.” Essa declaração só deve ter garantido que a carta fosse jogada na lata de lixo da Casa Branca.

É claro que a preocupação da Rússia pelas minorias cristãs será tratada com cinismo e desprezo pelos maiores líderes pretenciosos dos dois grandes partidos dos EUA. Embora tais desprezos tivessem repercussão entre os americanos no passado, estão se tornando cada vez menos persuasivos aos que estão prestando atenção, conforme explicado no artigo “Putin’s Crusade—Is Russia the Last Defender of the Christian Faith?” (A Cruzada de Putin: Será que a Rússia é a Última Defensora da Fé Cristã?)

Para nós que crescemos nos EUA ouvindo que os ateus comunistas ímpios da Rússia eram nossos inimigos, a ideia de que os EUA poderiam abandonar Deus e o Cristianismo enquanto a Rússia abraça o Cristianismo poderia no passado ser difícil de aceitar. Mas no ano de 2015, os sinais diários nos EUA mostram um desprezo crescente para com o Cristianismo, sob o primeiro presidente cujas próprias afirmações de ser ele cristão são questionáveis. A tendência oposta exata está acontecendo com a Rússia e seus líderes — uma volta às suas raízes cristãs.

Aliás, um número crescente de americanos que não têm nenhum amor especial pela Rússia ou pelo Cristianismo ortodoxo — desde o magnata bilionário Donald Trump até os evangélicos — estão sendo conquistados pelas opiniões francas de Putin.

Como é que eles não se convenceriam? Depois de um de seus discursos louvando a herança cristã do Ocidente — algo que poucos políticos americanos ousam fazer — Putin concluiu com algo que com certeza deve provocar repercussão entre milhões de americanos conservadores: “Precisamos proteger a Rússia daquilo que destruiu a sociedade americana” — uma referência ao liberalismo anticristão e a libertinagem que perderam o controle no Ocidente.

Até mesmo a resposta do Rev. Franklin Graham à intervenção militar russa na Síria parece inusitadamente positiva, vindo do próprio presidente da Associação Evangelística Billy Graham: “O que a Rússia está fazendo poderá salvar a vida de cristãos no Oriente Médio… Entendam que o governo sírio… tem protegido os cristãos, eles têm protegido as minorias contra os islamistas.”

Se os islâmicos de guerra santa (“rebeldes”) apoiados pelos EUA conseguirem derrubar o governo da Síria, Graham prediz corretamente que haverá “um banho de sangue de cristãos”:

Haveria dezenas de milhares de cristãos assassinados e massacrados e, além disso, haveria centenas de milhares de mais refugiados fugindo para a Europa. Portanto, em relação à Rússia de agora, eu vejo sua presença como ajudando a salvar a vida dos cristãos.

Evidentemente, é um fato comprovado que os “rebeldes bons — chamados de moderados — estão perseguindo os cristãos tanto quanto o Estado Islâmico persegue os cristãos.

Quando lhe perguntaram o motivo por que o governo de Obama está ignorando a perseguição aos cristãos, Graham, ecoando Putin, disse que Obama está mais envolvido em promover a agenda homossexual do que ele está em proteger as minorias cristãs:

Não estou aqui para criticar os gays e as lésbicas e eles certamente têm direitos e compreendo tudo isso, mas este governo tem focado mais nessa agenda do que qualquer outra coisa. Como consequência, o Oriente Médio está ardendo em chamas e há mais refugiados hoje se deslocando do que na 2ª Guerra Mundial. Dava para ter impedido isso.

Aliás, no final, não são as afirmações dos russos de que eles estão travando uma guerra santa para salvar os cristãos da guerra santa islâmica que merecem tratamento de cinismo e desprezo, mas todas as afirmações que o governo de Obama faz para justificar seu apoio à oposição na Síria, quando a maior parte desses opositores nem síria é.

Não existe nenhum “rebelde moderado.” Todos eles estão ansiosos e empenhados numa guerra islâmica para estabelecer a lei islâmica, que é o oposto exato de tudo o que o Ocidente costumava valorizar. Se o “ditador diabólico” Assad mata pessoas no contexto da guerra, os “rebeldes” torturam, mutilam, escravizam, estupram, degolam e crucificam pessoas unicamente porque elas são cristãs.

Como é que dá para preferir os rebeldes em vez de Assad?

E, com base em precedente comprovado — olhe para o Iraque e para a Líbia, os outros países que a liderança dos EUA ajudou a “libertar” — podemos entender que o resultado de derrubar o homem forte secular da Síria será mais atrocidades, mais perseguição aos cristãos, mas igrejas destruídas por bombas, mais locais arqueológicos destruídos e mais terrorismo, inclusive no Ocidente, apesar das garantias absurdas de John Kerry de que a Síria será mais “pluralista” depois da derrubada de Assad.

Portanto, mais uma vez, os EUA se acham do lado dos terroristas islâmicos, que sempre reservam seu melhor para os EUA. Os sauditas — a cabeça da Cobra de Guerra Santa Islâmica diante da qual os presidentes dos EUA estão acostumados a beijar e se prostrar — já estão gritando em protesto e exigindo uma guerra santa islâmica maior na Síria em resposta à atitude corajosa da Rússia de fazer uma guerra santa cristã.

Obama e a grande mídia americana atenderão aos sauditas, inclusive por meio de uma campanha de propaganda maior? Grandes clérigos islâmicos como Yusuf Qaradawi — que já apareceu ao vivo na televisão americana pedindo que os EUA façam uma guerra santa islâmica em prol de Alá contra Assad — parecem ter tal opinião. Os Estados Unidos já deram as boas-vindas à nova piada cruel de que a Arábia Saudita — um dos piores violadores de direitos humanos do mundo — presidirá uma comissão de direitos humanos da ONU.

No final e colocando imperativos políticos de lado, não há como negar a realidade: o que os Estados Unidos e seus aliados ocidentais fizeram e estão fazendo no Oriente Médio — culminando com a ascensão de um califado sanguinário e as piores atrocidades do século XXI — é tão ímpio quanto é santa a determinação da Rússia de lutar.



Raymond Ibrahim é membro do Centro de Liberdade David Horowitz.
Traduzido por Julio Severo do artigo original da revista FrontPage: Russia Declares ‘Holy War’ on Islamic State
Leitura recomendada:
Artigo de Franklin Graham:
Outros artigos de Raymond Ibrahim:
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terça-feira, 6 de outubro de 2015

“O CANON SAGRADO”




Lição Nº 01 

4º Trimestre de 2015


ADMEP

Assembleia de Deus Ministério Estudando a Palavra
Pastora, Maria Valda

EBD: Escola Bíblica Dominical


Departamento de Educação Cristã



Tema:

“O CANON SAGRADO”


Texto Áureo

“Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído em toda boa obra.”.

2 Tm 3:16-17.


Leitura Bíblia em Classe:

Hb 1: 1-3; Jo 1. 1 - 2, 14 - 17; Lc 24. 44, 46



Objetivos:

§       Entender – que o Senhor, em um ato de amor e graça, tem preservado as escrituras ao longo dos séculos.

§     Compreender – o processo de formação e canonização do Antigo e do Novo Testamento.

§      Responder – à seguinte pergunta: se sabemos qual a mensagem central do texto bíblico, por que, ainda assim devemos meditar nele?



Introdução - Neste último trimestre estudaremos a respeito dos “Temas Centrais da Fé Cristã”, ou seja, onde tudo que conhecemos e aceitamos é somente através da Fé em Cristo. Trataremos sobre a Teologia Sistemática, onde encontramos algumas das Doutrinas da Salvação, são as Doutrinas mais fáceis da Bíblia, pois o objetivo de Deus é facilitar para que todos o conheçam, aprendam sobre ele, e vivam segunda a sua Palavra. Que atentemos para as maravilhas que estudaremos neste trimestre, que o Senhor nos ajude e que sejamos ricamente abençoados com essas Aulas. Glória a Deus.

A Bíblia é o diário de Deus para toda a humanidade sem exceção.


Canon – Palavra grega (No Hebraico Canabh tem o mesmo sentido) “Regra, Vara de Medir, Cana”. Canon neste sentido refere-se aos livros que se conformam com as regras ou padrões da inspiração e autoridade divina.


A Bíblia é o nosso Equipamento de aprendizagem e aperfeiçoamento para toda boa obra, e principalmente para uma nova vida em Cristo Jesus.

A Bíblia é o nosso Manual de Vida, é onde encontramos refúgio, socorro, consolo, praticas Santas para uma vida de Santificação mais eficaz.

A Bíblia tem uma linguagem humana para que o homem possa compreendê-la, amá-la e praticá-la.

Deus para ser compreendido, vestiu sua palavra com tudo o que é terreno Países, Montanhas, Rios, Desertos, Mares, Climas, Solos, Estradas, Plantas, Minérios, Comércio, Dinheiro, Línguas, Raças, Usos, Costumes, Culturas, etc.) Deus vestiu sua Palavra em nossa linguagem para que pudéssemos compreendê-lo da forma que ele queira.

Deus por sua infinita graça e misericórdia tem preservado sua Palavra para que o homem o conheça, mude de vida, tenha uma nova vida de qualidade para com Deus, onde nesta nova vida toda orientação vem de Deus.


I.              O ANTIGO TESTAMENTO


O Antigo Testamento é conhecido pelos Judeus como Tanakh. Esta é uma abreviação acrônima (Palavra formada pelas letras ou sílabas iniciais de várias outras palavras, e que se pronuncia sílaba a sílaba e não letra a letra (SIDA, laser, etc.), da Torah (Lei), Nevi'im (Profetas) e dos Ketuvim (Escritos).


O Antigo Testamento Protestante contém 39 livros, devido as separações dos livros como 1° e 2° Samuel, 1° e 2° Reis, 1° e 2° Crônicas, Esdras, Neemias e os Profetas Menores. Enquanto na Tanakh ou Torah (Lei) contém somente 24 livros, pois os livros acima, são contados como uma coisa só, sem divisão.

Moisés é o primeiro autor dos livros Sagrados (Ex 17:14), Moisés é o autor do Pentateuco (Os 5 primeiros Livros) da Bíblia conforme as próprias informações de Jesus (Lc 24:44) e o Livro de Jó, o primeiro a ser escrito. A Bíblia também foi escrita por Reis (Davi, Salomão), Profetas (Samuel, Jeremias, Isaías), Escribas (Esdras) etc. Todos os autores que escreveram, só puderam escrever através da Inspiração ou do Sopro Divino sobre as suas vias.

Só no Antigos Testamento temos 5 Dispensações (Inocência, Consciência, Governo Humano, Patriarcal e Lei.

O Antigo Testamento contém aproximadamente 1500 anos de história.


1.1.   Formação e Canonização do Antigos Testamento

Idioma Predominante: Hebraico, e parte em Aramaico (Ed 4:8 – 6:18; 7:12-26; Dn 2:4-7:28; Jr 10:11).

A Língua Aramaica é um idioma semítico falado desde 2000 a. C em Arã (Síria. Grego). Era a Língua no tempo de Cristo. Era falado pelos povos da mesopotâmia e aparece em alguns trechos do V.T.

O Hebraico começa a desaparecer com língua predominante a partir do ano 722 a. C, através do Cativeiro Assírio.

Provavelmente a conclusão da Canonização do Antigo Testamento foi por volta de 95 d. C na escola Judaica de Jâmnia – cidade na qual alguns Judeus deslocaram-se, depois da destruição do templo de Jerusalém em 70 d. C. Ali um grupo de mestres Judeus fundaram uma escola rabínica, sob a liderança do Rabôni (ou Rabí) Yochanan Ben Zakkai, com a finalidade de estudar a Torah; assim teriam sido definidos os livros que formariam a Bíblia Hebraica.

O Judaísmo, nesse período, sofreu uma substancial alteração: “ele deixou de a religião dos sacrifícios e passou a ser a religião do livro”.

Materiais para a composição do Canon Sagrado:

Cerâmica, Pedra, Argila, Cera
 Usados nos primórdios por Moisés e pelos Profetas.


§      Papiro

      Feito de Planta, uma espécie de cana que crescia em lagos e rios do Egito e Síria. As lâminas de sua entrecasca eram retiradas, prezadas, secadas e polidas. Usou-se até o século III a.D.


§      Pergaminho
     Era a pele curtidas de ovelhas, cabras, antílopes e outros animais. As peles eram limpas e retiradas os pelos.

       O nome vem da cidade de Pérgamo, Ásia Menor, onde mais 
       frequentemente era produzido o material


§      Instrumentos
        Cinzel de Ferro, para entalhar pedras e cerâmicas. Estilete, para argila e cera, e a pena (cana com ponta feita de junco de 14-40 cm) para o pergaminho e papiro. Pena de ave só no século III a. C.

§     Tinta
         Era uma mistura de Carvão, goma e água.

§    Forma
       Em Rolos. Colavam-se as folhas de papiro lado a lado e enrolavam-se  em torno de uma madeira. Media-se em média 12 metros e alguns  chegavam a 48 metros.

Somente no século II passou a ser possível ter a Bíblia como temos hoje, devido a invenção do papel com os chineses.


1.2.  Primeira Tradução do Antigo Testamento.


A Biblioteca de Alexandria foi durante muito séculos, um dos maiores e mais importantes centros de conhecimento do mundo antigo. Acredita-se que tenha sido fundada no século III a.C. Seu florescimento deu-se sob o patrocínio da dinastia ptolemaica (faraós Ptolomeu I e II) e sua devastação aconteceu de forma gradual; todavia, em um incêndio de causas controversas, foi totalmente destruída.


1.2.1.    A Septuaginta


É a tradução mais antiga das Escrituras Sagradas, foi da Língua Hebraica para a Língua Grega sua tradução. Primeiramente foram traduzidos os 5 cinco primeiros livros da Bíblia (O Pentateuco). E os demais volumes nos 200 anos subsequente.

Essa tradução foi realizada por cerca de 70 eruditos Judeus, que moravam naquela região (Alexandria, Egito), os quais estavam habilitados a implementar esta árdua tarefa.


A Septuaginta tornou-se a base de muitas traduções.

Outra tradução mais usava na época dos Pais da Igreja, por volta do ano de 383 d.C. por São Jerônimo foi a Vulgata Latina, traduzida do Hebraico para o Latim, durante 1000 anos foi a tradução mais usada da época. Também foi usada como base para outas traduções, e continha os livros Apócrifos.

Livros Apócrifos: Tobias, Judite, Ester (10:4 – 16:24), Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, Baruque, I e II Macabeus, Adições ao Livro de Daniel (Os três jovens na fornalha, Bel e o Dragão, História de Suzana, Oração de Manassés e III e IV Esdras.

A maioria deles foram escritos no período Inter bíblico, período onde Deus não se manifestou inspirando ninguém a escrever nada.


II.       O NOVO TESTAMENTO

Idioma: Grego (Comum = Koiné).

Na época de Jesus a língua mais comum entre os Judeus palestinos era o aramaico. Mas nos livros do Novo Testamento foram escritos num dialeto grego comum chamado “Koiné”, falado em todo o leste do Império Romano daquela época.

O Novo testamento contém 27 livros, entre seus autores estão Cobradores de Impostos como Mateus, um médico que é Lucas o único gentio a ter participação para fazer as Escrituras Sagradas, Apóstolos com Pedro, Tiago irmão do Senhor, João o discípulo do Amor, Paulo o Apóstolo dos Gentios e etc.

Vemos a Biografia (parte da história de Jesus) nos Evangelhos, o livro de história que é Atos, as Epístolas que vai de Romanos a Filemom, as Cartas Gerais ou Universais que vai de Pedro até Judas e o livro das Revelações que é Apocalipse.


2.1.  A Formação e Canonização do Novo Testamento

Os escritos do Novo testamento foram terminados pouco depois do início do segundo século, porém a formação que compõem, como Canon ou regra de fé com autoridade divina não foi imediata. Nem todos os livros eram de aceitos em todas as Igrejas, como escritos Inspirados. Alguns deles, especialmente Hebreus, Tiago, 2 Pedro e Apocalipse, eram aceitos no Oriente, porém, durante muitos anos foram recusados no Ocidente. Gradual e lentamente os livros do N.T no qual temos hoje ou usamos, conquistaram a proeminência das Escrituras Inspiradas, ao passo que outros livros foram gradualmente postos de lado e rejeitados pelas Igrejas.

Não é possível determinar a data do reconhecimento completo do N.T, porém sabe-se que não aconteceu antes do ano 300 d.C. Santo Atanásio, Bispo de Alexandria, no Egito no século IV, foi um dos primeiros a fazer uma seleção para a Igreja, os quais compõem o Novo testamento da Igreja Cristã atual. Essa seleção foi posteriormente confirmada no concílio de Hipona na África do Sul (393 d.C Século IV), quando foi chamado de Canon Bíblico.

Deus sempre preservou a sua Palavra, e quer que continuemos façamos o mesmo, pois somente através da Palavra de Deus temos que encontramos motivos para permanecermos de pé em qualquer situação.


III.        POR QUE ESTUDAR AS ESCRITURAS?


3.1.   A Palavra de Deus Vivifica o Espírito

As Escrituras, sem o Espírito de Deus, que sopra onde quer, torna-se letra morta. (2 Co 3. 5b, 6). O espírito traz vida (nos vivifica) às circunstâncias e às necessidades humanas.


3.2.  A Palavra de Deus é Viva e Eficaz


O homem pode examinar-se a si mesmo (1 Co 11:28), porém só a Palavra de Deus penetra até a divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração (Hb 4:12)


3.3.  A Palavra de Deus nos Faz-nos Resistir no Dia Mau


Somente pela Palavra de Deus obtemos autoridade para conquistar, os lugares dominados e assolados pelas hostes espirituais malignas nas regiões celestiais (Ef 6:12).


3.4.  É o Nosso Alimento Espiritual


O Alimento que nosso espírito precisa estar na Palavra de Deus, pois somente ela é a fonte da força, alegria e vida Espiritual. (Jr 15:16).


3.5.  É A Cura Para a Nossa Alma.

Em Provérbios encontramos a cura que nosso, ossos precisam, basta buscarmos estudando com amor a Palavra de Deus. Pv 16:24


3.6.  É a Fonte Inesgotável da Salvação.


Jesus disse: “Eu ou o caminho (a ser seguido), a verdade (a ser pregada e vivida) e a vida (de comunhão), ninguém vem ao Pai senão por mim. Jo 14:6. Jesus estava dizendo eu sou a Salvação, ou só em mim há Salvação para quem precisa.



CONCLUSÃO: - Na Palavra de Deus encontramos essas riquezas deixadas pelo nosso Senhor, não somente para o nosso conhecimento, mas nossa nova vida, abundante e com qualidade, equilíbrio.

Independente do processo que tenha passado para ser como é hoje a Palavra de Deus sempre foi preservada, justamente por que Deus se revelou a todos através da sua Palavra e através dela que vidas são transformadas em nova Criatura. Aproveitemos isso, a Palavra ao nosso dispor a hora que quisermos. O Senhor deseja falar com sua Igreja, basta estarmos atentos a sua Palavra.



Comentarista: Pr. Gilmar Chaves
Revista da Editora Gospel.


Presb. Luiz Afonso



                                                     Lição Elaborada
      Pelo Professor, Luiz Afonso
                Superintendente
                       ADMEP