sábado, 12 de setembro de 2015

TEMA: TEMAS CENTRAIS DA FÉ CRISTÃ



Títulos das Lições:
LIÇÃO 01: O Cânon Sagrado
LIÇÃO 02: Os Atributos de Deus
LIÇÃO 03: O Homem, Obra-Prima de Deus
LIÇÃO 04: A Queda e Suas Implicações
LIÇÃO 05: A Cruz
LIÇÃO 06: A Expiação Vicária
LIÇÃO 07: Reconciliação, Justificação e Regeneração
LIÇÃO 08: A Lei e a Graça
LIÇÃO 09: Predestinação e Livre-Arbítrio
LIÇÃO 10: A Missão da Igreja em Sociedade
LIÇÃO 11: O Estado Intermediário da Alma
LIÇÃO 12: Parousia e Reino Milenar de Cristo
LIÇÃO 13: O Céu e o Inferno


Comentarista: "Gilmar Pinheiro Chaves"


Agora a Central Gospel está lançando o Livro de 
apoio para as Lições da EBD.
A Pastora Conhece Comentarista "Gilmar Pinheiro Chaves"
Neste link tem o livro é só abrir.



quinta-feira, 10 de setembro de 2015

AYATOLLAH PLANO PARA ISRAEL E PALESTINA


"O portador de jihad para libertar Jerusalém". É assim que a conta de publicidade da Palestina, um novo livro publicado na semana passada em Teerã por Edições revolução islâmica apresenta seu autor.


O autor é o grão-aiatolá Seyed Ali Husseini Khamenei, o líder supremo da República Islâmica do Irão, um homem cuja fatwa foi reconhecida como valor jurídico fornecido pelo presidente dos EUA, Barack Obama.

O livro de 416 páginas, editado por Said Solh Ahmadi, foi aprovado pelo gabinete de Khamenei e, portanto, é o mais autoritário de seus pontos de vista sobre o assunto do documento.

Khamenei deixa claro sua posição desde o início, Israel não tem o direito de existir como Estado.

Ele usa três palavras. Um deles é nabudi, que significa "aniquilação"; outra é IMHA, que significa "desaparecer", eo terceiro é Zaval, que significa "claro".

Khamenei diz que sua estratégia para destruir Israel não é baseado em anti-semitismo, que ele descreve como um fenômeno europeu. Sua postura é baseada em "princípios islâmicos bem estabelecidas", disse ele.


O líder supremo do Irã, o aiatolá Khamenei (centro), em uma cerimônia maio 2014 acompanhado pelo Chefe do Estado Maior e os comandantes da Guarda Revolucionária Iraniana. (Imagem: IRNA).

Um deles é um território que está sujeito ao poder muçulmano, mesmo que por um curto período de tempo nunca pode ser entregue aos não-muçulmanos. O que conta no Islã é o controle do governo de um país, embora a maioria de seus habitantes não são muçulmanos. Khumeinists não são os únicos que pensam isso.

No mundo islâmico circulou dezenas de mapas que mostram a extensão dos territórios muçulmanos perderam para os infiéis e de ser recuperado é mostrado. Incluindo grandes áreas da Rússia e da Europa, pelo menos, um terço da China, da Índia e de toda a Filipinas e Tailândia estão incluídos.

No entanto, de acordo com Khamenei, Israel, que ele chama de Adu e doshman, que significa "inimigo" e "adversário", é um caso especial por três motivos. A primeira é que ele é um "aliado do Great American Satanás" leal e um elemento-chave de seu "plano maligno" dominar "o coração da Umma" [a comunidade global dos muçulmanos]. A segunda razão é que Israel tem lutado contra os muçulmanos em um número de ocasiões, tornando-se um "infiel hostil" (kafirAl Harbi). E, finalmente, Israel é um caso especial porque ocupa Jerusalém, que Khamenei descreveu como "a terceira cidade mais sagrada do Islã". Ele revela que um dos seus "desejos mais cobiçados" é rezar um dia em Jerusalém.

Khamenei insiste que não está recomendando "guerras clássicas" varrer Israel do mapa. Nem quer "matar os judeus." Ele recomenda um longo período de guerra de baixa intensidade para tornar a vida desagradável, se não impossível, para a maioria dos judeus israelenses, assim que deixar o país.

Seus cálculos baseiam-se no pressuposto de que muitos israelenses têm dupla cidadania e preferem emigrar para os EUA ou na Europa, antes de ser submetido a ameaças diárias de morte.

Khamenei não faz qualquer referência ao programa nuclear iraniano. Mas entende-se que um Irã com armas nucleares tornaria Israel pense duas vezes antes de responder à estratégia de adotar uma ação militar líder iraniano contra a República Islâmica.

De acordo com a análise de Khamenei, uma vez que o custo de ficar em Israel se torne demasiado elevado para muitos judeus, as potências ocidentais, especialmente os Estados Unidos, que apoiaram o Estado judeu ao longo de décadas, poderia decidir que o custo de tal apoio é maior do que os seus possíveis benefícios.

Graças ao Presidente Obama, os Estados Unidos e se distanciou de Israel de uma forma inimaginável há uma década.

Khamenei tem o que ele considera "cansaço de Israel." A comunidade internacional poderia começar a olhar para o que ele chama de "um mecanismo prático e lógico" para acabar com o longo conflito.

O "mecanismo prático e lógico" Khamenei excluir a fórmula de dois Estados, sob qualquer forma.

"A solução é uma fórmula de um Estado", diz ele. Esse estado, que a Palestina seria chamado, estaria sob controle muçulmano, mas admiti-los a permanecer como os muçulmanos "minorias protegidas" alguns, inclusive alguns judeus israelenses que demonstraram "raízes genuínas" na região.

De acordo com o plano de Khamenei, Israel, a Cisjordânia e a Faixa de Gaza seria novamente sob um mandato da ONU por um curto período de tempo em que um referendo seria realizado para criar o novo Estado da Palestina.

Todos os palestinos e seus descendentes, independentemente de onde eles estão, podiam votar, enquanto os judeus ", que vieram de outros lugares" seriam excluídos.

Khamenei não mencionou o número de potenciais eleitores no referendo sonhou. Mas de acordo com estudos realizados pelo Ministério das Relações Exteriores em Teerã, pelo menos oito milhões de palestinos em todo o mundo pudesse votar, em comparação com 2,2 milhões de "aceitáveis" futuros judeus como cidadãos de segunda classe da nova Palestina. Assim, olíder supremo é a certeza do resultado que teria o referendo propõe.

Não está claro se o Reino da Jordânia, que ocupa 80% da Palestina histórica, seria incluído no seu plano de um único estado. Eles são, no entanto, a maioria dos jordanianos de origem palestina, podem votar no referendo e, é claro, tornar-se cidadãos dos novos Palestina.

Khamenei assumido o sucesso de seu plano para tornar a vida impossível para os israelenses por ataques do Líbano e Gaza. Seu mais recente tática é recrutar "combatentes" na Cisjordânia para criar unidades do tipo de Hezbollah.

"Temos tomado parte nos assuntos anti-israelenses, e que levou à vitória na guerra de 33 dias travada por Israel contra o Hezbollah em 2006 e nos 22 dias entre o Hamas e os israelenses na Faixa de Gaza", ele se gaba.

Khamenei descreveu Israel como "um tumor canceroso", cuja eliminação significaria que "a hegemonia do Ocidente e ameaças seria desacreditado" no Oriente Médio. Em vez disso, ele se gaba, "hegemonia iraniana promovê-lo."

O livro de Khamenei também lida com o Holocausto, que ele considera "uma manobra de propaganda" ou uma tese discutível. "Se tal coisa existisse", escreve ele, "não sabemos por que isso aconteceu ou como."

Khamenei tem estado em contacto com os negadores do Holocausto profissionais do 90, em 2000, convidou o negador suíço Jürgen Graf Teerã e recebido em audiência privada. Negador do Holocausto francês Roger Garaudy, um convertido ao Islã stalinista, também foi homenageado em Teerã como "o maior filósofo vivo Europeia".

Khamenei apoiou o presidente Mahmud Ahmadinejad criou um centro de pesquisas sobre oHolocausto, liderada por Mohammad Ali Ramin, uma autoridade iraniana ligada a alemães neonazistas, que também organizou seminários anuais para Israel.

Apesar dos esforços para esconder seu ódio a Israel em termos islâmicos, o livro deixa claro que Khamenei é mais influenciado pelo estilo ocidental de anti-semitismo que as relações irregulares típicas com os judeus do Islã.

Seus territórios argumento tornar-se "islâmica irrevogavelmente" não vai lavar, mesmo que apenas por sua inconsistência. Não tem nada a dizer sobre grandes áreas de antigos territórios islâmicos, incluindo alguns que eram iranianos por milênios, eles passam a ser regidos pela Rússia.

Nem ele está pronto para iniciar uma jihad para expulsar os chineses de Xinjiang, um Canato muçulmano até o final dos anos 40 do século passado.

Israel, em termos territoriais equivalentes a apenas 1% da Arábia Saudita, Dam é um tempo muito pequeno.

Lágrimas Khamenei para "o sofrimento dos muçulmanos palestinos" não convincente. Para começar, nem todos os palestinos são muçulmanos. E se apenas os muçulmanos sofrem são pena, por que o líder supremo não bater no peito é dada pela birmaneses Rohingya e abatidos chechenos e acorrentado por Vladimir Putin, para não mencionar os muçulmanos que todos os dias são mortos por colega o mundo inteiro?

Em nenhum momento sequer mencionar Khamenei, nestes 416 páginas, a necessidade de ter em conta as opiniões de israelenses e palestinos sobre a sua receita milagrosa. E se ambos gostaria de uma solução de dois Estados?

E se eles querem resolver seus problemas através de negociação e compromisso e não com o plano de obliterar ele propõe?

Khamenei revela sua ignorância das tradições islâmicas quando Jerusalém chamado "nossa cidade santa." Como um estudante de teologia islâmica, você deve saber que "Cidade Santa" e "terra santa" Os cristãos são conceitos que não se encaixam no Islã.

No Islã, o adjetivo "santo" é reservado somente a Deus e não podem aplicar em qualquer um ou qualquer outra coisa. O próprio Alcorão é chamado o manid ("glorioso") e não é um livro sagrado, como é a Bíblia para os cristãos.

O líder supremo deve saber que a Meca é chamado o Mukarrama ("generoso") e Medina Al Munawara ("iluminado"). Mesmo as cidades-santuário xiita do Iraque chamados muqadas("santo"). Uma chama Najaf al Ashraf ("mais nobre") e Kerbala para Muala ("o sublime").

Nos primeiros dias de sua missão, o Profeta Muhammad entretido a idéia de fazer de Jerusalém o ponto focal da oração no Islã. Logo ele abandonado, e em vez escolheu sua cidade natal, Meca, onde o cubo preto (Kaaba) tinha que ser um ímã para os peregrinos durante séculos antes do surgimento do Islã. Por isso, alguns escritores muçulmanos clássicos referir a Jerusalém como "descartado" (o yarmiya) como uma primeira esposa substituído por um novo favorito. No século XI, o xiita Fatimid califa Al Hakim mesmo ordenou a destruição de descartados Jerusalém.

A questão israelense-palestino não é religioso; é um conflito político sobre o território, as fronteiras, a alocação de água e segurança. Quem, como Khamenei tentar incutir uma dose de inimizade religiosa neste já complexo cocktail não são dignos de muita simpatia.


Fonte: http://es.gatestoneinstitute.org/6329/ayatola-israel-palestina

sábado, 5 de setembro de 2015

“O LÍDER DIANTE DA CHEGADA DA MORTE”





ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA

Departamento de Educação Cristã
Escola Bíblica Dominical



“O LÍDER DIANTE DA CHEGADA DA MORTE”


Texto Áureo:

“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.”.
(2 Timóteo 4. 7)


Verdade Prática:

A morte do crente não é o fim, mas a passagem para a glória eterna, na presença de Deus.


Leitura Bíblica em Classe

2 Timóteo 4. 6 – 17



Objetivo Geral: - Desenvolver uma consciência bíblica a respeito da chegada da morte.


Objetivos Específicos: -

1.    Mostrar que, para o crente, a chegada da morte não traz desespero.

2.    Explicar o sentimento de abandono do apóstolo Paulo.

3.    Conscientizar o aluno da certeza da presença de Cristo nas aflições.


Introdução: -   Numa sociedade materialista, evita-se falar sobre assuntos negativos. No entanto, a morte é um fenômeno real que se abate sobre os seres humanos de todas as idades, classes sociais e religiões. Afinal de contas, quem pensa em morrer? Há alguma virtude na morte? Nos dias atuais, o desespero vem tomando conta das pessoas, até mesmo das que professam a fé cristã. É uma pena que alguns púlpitos não estejam preocupados em preparar as suas ovelhas, através das Sagradas Escrituras, para enfrentar essa realidade que pode chegar a qualquer família, sem avisá-la ou pedir-lhe licença.

Por isso, nessa lição, demonstraremos que Deus se preocupa com a fragilidade e vicissitude humanas, principalmente quando se trata de um tema tão laborioso e delicado.


CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES


¨      O QUE É A MORTE

1)     Conceito. - Não é tarefa fácil definir a morte. Como fenômeno natural, ela é discutida na ciência, na religião e faz parte de debates cotidianos, pois atinge a todos (Sl 89.48; Ec 8.8). Anteriormente definida como parada cardíaca e respiratória, o consenso médico atual a define como cessamento clínico, cerebral ou cardíaco irreversível do corpo humano. No entanto, a definição mais popular do fenômeno é a “interrupção da atividade elétrica no cérebro como um todo”. A constatação de que a pessoa entrou em óbito é o ponto de partida para a permissão, ou não, pela família, de doar órgãos.


2)   O que as Escrituras dizem?  - “O salário do pecado é a morte” (Rm 6.23). Deus não criou o homem e a mulher para morrer. O Senhor não planejou tal realidade para o ser humano. Mas, conforme descrito em Romanos 6.23, a morte é consequência da queda (Gn 3.1-24). O pecado roubou, em parte, a vida eterna da humanidade. Assim, a Bíblia demonstra que a morte é a consequência inevitável do pecado, e realça esse fato como a separação entre “alma” e “corpo” (Gn 35.18).


3) É a separação da alma do corpo.  - A base bíblica para esse entendimento está em Gênesis 35.18, quando da morte de Raquel: “E aconteceu que, saindo-se lhe a alma (porque morreu)”. Tiago, o irmão do Senhor, corrobora esse pensamento quando ensina: “Porque, assim como o corpo sem o espírito [alma] está morto, assim também a fé sem obras é morta” (2.26). Teologicamente e, segundo as Escrituras, podemos afirmar que a separação da “alma” do “corpo” estabelece o fenômeno natural e também espiritual que denominamos morte. Mas, o que acontece com a alma após a separação do corpo? Há vida após a morte? São indagações que podemos fazer.


¨    A VIDA APÓS A MORTE


1)   O que diz o Antigo Testamento. - “Morrendo o homem, porventura, tornará a viver?” (Jó 14. 14a). Essa é uma pergunta de interesse perene para todos os seres humanos. Indagações como: “Há vida após a morte?”, “Existe consciência noutra vida?” são questões existenciais não muito resolvidas até mesmo para alguns teólogos. Entretanto, as Escrituras têm as respostas a essas perguntas.

a)       Sheol. - Em Salmos 16.10 e 49.14,15, o termo hebraico é “sheol”. Essa palavra aparece ao longo de todo o Antigo Testamento. É traduzido por “inferno” e “sepultura”. Tais expressões denotam a ideia de imortalidade da alma e a esperança de se estar diante de Deus após a experiência da morte. Tal expectativa representa o âmago das expressões do salmista.

b)   A esperança da ressurreição.  - O patriarca Jó, após muito padecer, expressou-se confiantemente: “E depois que o meu corpo estiver destruído e sem carne, verei a Deus” (19.26 cf. vv.23-25,27).

O salmista expressou-se a esse respeito da seguinte forma: “Quanto a mim, feita a justiça, verei a tua face; quando despertar, ficarei satisfeito ao ver a tua semelhança” (17.15 cf. 16.9-11).

Os profetas Isaías e Daniel expõem a esperança da ressurreição como um encontro irreversível com Deus (Is 26.19; Dn 12.2). Esses textos realçam a doutrina da esperança na ressurreição do corpo em glória e denotam, inclusive, a alegria do crente em se encontrar com o seu Deus após a morte.

Logo, podemos afirmar categoricamente que o Antigo Testamento, respalda, inclusive com riqueza de detalhes, que há vida e consciência após a morte.


2)   O que diz o Novo Testamento. - A base bíblica neotestamentária da existência de vida consciente após a morte e a imortalidade da alma está fundamentada exatamente na pessoa de Jesus de Nazaré. Ele foi quem trouxe luz, vida e imortalidade ao homem que crê. As evidências são abundantes (Mt 10.28, Lc 23.43, Jo 11.25, 26; 14. 3; 2 Co 5.1). Essas porções bíblicas ensinam claramente a sobrevivência da alma humana fora do corpo, seja a do crente ou a do não crente, após a morte. Não obstante, a redenção do corpo e a alegre comunhão eterna com Deus são resultados da plena e bem-aventurada ressurreição e transformação do corpo corruptível em incorruptível (1 Co 15. 1-58; 1 Ts 4.16; Fp 3.21).

Definitivamente, e segundo as Escrituras, o dom da vida para os cristãos não é uma existência finita, mas uma linda história de comunhão com o Deus eterno. Foi Ele quem implantou em nós, através de Cristo Jesus, nosso Senhor, a sua graça salvadora enquanto estivermos em nossa peregrinação terrena.


¨    MORTE, O INÍCIO DA VIDA ETERNA

1)   Esperança, apesar do luto. - É natural que a experiência da separação de um ente querido traga dor, angústia, tristeza e saudade. O luto chega de forma inesperada na vida de qualquer pessoa. Mas a promessa do Mestre de Nazaré ainda sobrepõe-se a qualquer vicissitude existencial: “[...] quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” (Jo 11.25).

2)   A morte de Cristo e a certeza da vida eterna. - O Pai entregou seu Filho em favor da humanidade, e assim o fez simplesmente por amor (Jo 3.16). Esse ato amoroso proporcionou a possibilidade de escaparmos do juízo divino pelo sangue precioso derramado por Cristo Jesus. Isso leva-nos a refletir que sem a morte de Jesus não haveria ressurreição. Logo, não haveria pregação do Evangelho nem salvação. O apóstolo Paulo tinha a convicção de que a Cruz de Cristo é o âmago do Evangelho (1 Co 1.17), do novo nascimento e da vida eterna. Hoje só amamos o Senhor porque Ele nos amou primeiro (1 Jo 4.19). Por isso, pela sua morte, e morte de cruz temos, nEle, a vida eterna.


3)   A morte: - O desfrutar da vida eterna. O fenômeno da morte é para o crente a prova da fé vigorosa revelada em sua vida terrena. Essa fé manifesta-se numa consciência de vitória apesar de a morte mostrar-se como uma aparente derrota. O apóstolo Pedro lembra dessa fé quando exorta-nos: “[...] alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis” (1 Pe 4.13).

Para o crente a morte não é o fim, mas o início de uma extraordinária e plena vida com Cristo. É a certeza de que o seu “aguilhão” foi retirado de uma vez por todas, selando o passaporte oficial para a vida eterna em Jesus (1 Co 15. 55; Os 13.14). Um dia nosso corpo será plenamente arrebatado do poder da morte (Rm 8.11; 1 Ts 4.16,17).

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Tecnicamente a morte é o cessamento clínico, cerebral e cardíaco irreversível do organismo. Biblicamente, porém, é a separação entre o corpo e a alma.


I. A CONSCIÊNCIA DA MORTE NÃO TRAZ DESESPERO   AO CRENTE FIEL.


1)   Seriedade diante da morte. - Não se pode negar que a morte é um duro golpe quando ocorre por medidas violentas e isso era comum nos tempos apostólicos como nos dias de hoje.

Claro que há uma diferença enorme, morrer por confessar a Cristo e morrer vítima da violência urbana.

De qualquer maneira, todos nós temos consciência que um dia iremos e o mais importante é ter a certeza que tivemos uma vida honrada. A ninguém causamos qualquer dano.

Lendo todas as declarações do apóstolo, sabemos o quanto esse momento representava para ele, pelo que declarou: “O viver é Cristo e o morrer é ganho”, (Fl. 1:21) - Sejamos fieis!


2)    A certeza da missão cumprida. - “Combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé”. (2 Tm 4. 7).

Que missão cumprimos hoje? Somos mais inteligentes que eles, que padeceram pela causa do Mestre?

Vivemos na era do “refri” e da pizza, comemos, nos empanturramos e adoramos ir ao culto de domingo para pregar para crentes, ouvir o coro da igreja ou dele participar. Morremos por obesidade e suas consequências.

Particularmente, há muitos nobres, que dedicam suas vidas a construir outras, evangelizar, ganhar vidas para o reino de Deus, mas,não é a regra geral.

Se quisermos de fato combater o bom combate não poderá ser de tristeza por que o time da nossa preferência foi rebaixado.

Cada uma deve saber que combate quer ter sabendo que Deus dará o galardão aos que forem fieis. Coroas nos esperam.
Veja as Coroas:
1) - A Coroa da Vitória - I Co 9. 25;
2) - A Coroa de Gozo - I Ts 2. 19; Fp 4. 1;
3) - A Coroa da Justiça, 2 Tm 4. 7,8;
4) - A Coroa da Vida - Ap 2. 10; Tg 1. 12;
5) - A Coroa de Glória - I Pe 5. 2 - 4. - Paulo sabia disto.

  
II.       O SENTIMENTO DE ABANDONO

1)  O clamor de Paulo na solidão. - A solidão é um sentimento que apavora. Não sei como se pode viver sem amigos e não sei por que muitos não conseguem fazer amigos.

Os escritos de Paulo mostravam o quando ele valorizava uma amizade sincera vista em Timóteo, Filemom e outros.

Filemom – “Escrevi-te confiado na tua obediência...”, “prepara-me também pousada”.

Timóteo – “Desejando muito ver-te lembrando-me das tuas lágrimas para me encher de gozo”. (2 Tm 1. 4).  Na velhice somos ainda mais carentes de ter bons amigos. Que o Senhor nos dê muitos amigos.
  
2)    A serenidade dos últimos dias. - Os momentos finais da vida de Paulo, trouxe para nós o conhecimento da sua inquietação e das necessidades comuns a todo ser.
Traz a minha televisão, o meu notebook... O meu Celular. Os elementos de convivência eram outros e Paulo queria duas coisas:

§    A capa para encarar o inverno;
§    Os livros para ter a sua mente ocupada na prisão. (v. 13).

Paulo nunca escondeu as suas limitações como homem. “Miserável homem que sou...” Rm 7:24.

A minha pergunta é; com tantas evidências de que o Evangelho não faz de nós um super homem, qual é o motivo de muitos se colocarem diante do povo de Deus como perfeitos, duros, capazes e acima de todas as fraquezas?

Reconhecer fraquezas e limitações diante do povo mostra-lhes como somos iguais na área da vida e isto dá mais credibilidade aos ouvintes.
  
3)    Preocupações finais com o discípulo. - Se eu tivesse tido um Alexandre latoeiro na minha vida, contaria isto ao meu sucessor, mas, jamais daria uma relação de todos os que me importunaram de alguma forma. O ser humano mesmo sendo problemático não deve necessariamente ser um ímpio.

O ímpio é sempre inteligente, sabe onde morder e Deus não aceita sua presença na adoração.  Salmo 50:16 “Mas ao ímpio diz Deus: Que fazes tu em recitar os meus estatutos e em tomar a minha aliança na tua boca.”.

As vezes o ímpio não é importunado por que via de regra é pessoa bem posicionada no meio da igreja e quando é daqueles que tem posses e gosta de fazer presença, fica mais difícil ainda.

SINOPSE DO TÓPICO (II)

No final do seu ministério, estando preso, o apóstolo Paulo sentiu-se sozinho, abandonado pelos seus pares.


        III. A CERTEZA DA PRESENÇA DE CRISTO


1)    Sozinho perante o tribunal dos homens. - Nada mais duro para o obreiro que sentir-se sozinho e às vezes isto acontece com qualquer um.

No caso de Paulo, o momento foi muito sério, pois, estava sendo entregue a Corte Romana, sendo julgado e qualquer presença de amigos seria um conforto para ele.

A postura do apóstolo não foi de reclamar e até nisso nos deixou um grande legado, pois, há pessoas que quando se sentem só, resolve falar mau do ministério e dos seus pastores.

Há pastores que são desleixados e interesseiros, só reconhece amigos quando estes estão em evidência; se por saúde ou por idade se afastam, os tais simplesmente os abandonam no ostracismo.

2)       Sentindo a presença de Cristo. - Tudo e todos podem falhar, mas, uma vida sincera aproxima Deus cada vez mais e nessa hora, a sua consolação basta para qualquer um de nós. Paulo se sentiu consolado. Pode haver maior consolação que esta? - Façamos para os outros aquilo que queremos que eles nos façam.

3)  Palavras e saudações finais. - “Fiquei livre da boca do leão”. (v. 17). Certamente Paulo se referia a parte da história que o levaria a Roma.  Quando apela para o direito de cidadania romana, além de evitar ser entregue aos judeus, o possibilita pregar aos gentios em Roma. (Atos 22:27), sem perder a consciência de que a sua vida estava chegando ao fim.

“O Senhor me livrará de toda má obra” (II Tm 4:18) completa o pensamento anterior com relação ao que tinha para fazer em Roma.

Que preciosa lição, com este capítulo usado pelo comentarista Elinaldo Renovato, fomos abençoados. Lição para muito tempo ainda.

Tudo o que lemos na lição bíblica deste trimestre, até aqui e teremos ainda até o final, nos leva a pensar em Paulo com o mais profundo respeito pelo que ele representou para todos nós com seus escritos que certamente foram validados pelo Senhor.

Tudo quanto foi escrito para o nosso ensino foi escrito.  Rm. 15:4.

SINOPSE DO TÓPICO (III)

Sozinho, Paulo se dirigiu ao tribunal para ser julgado, mas com a plena convicção de que a presença de Cristo estava com Ele.


Conclusão: - Precisamos ter consciência de que a nossa vida é semelhante à flor da erva. Ela se esvai rapidamente. Todavia, tenhamos em mente que o “viver é Cristo e o morrer é lucro”. Portanto, não se prenda às questões passageiras e efêmeras. Na peregrinação existencial, preencha sua mente com o Evangelho.

Assim, ao final de sua vida poderá jubiloso, entoar o que o apóstolo Paulo declarou no final da sua carreira: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (2 Tm 4.7,8). Em Cristo, tenha paz e esperança, porque Ele é a ressurreição e a vida. – Amém.


Bibliografia:
Fonte:
http://www.ubeblogs.net/2015/08/ebd-lc-10-o-lider-diante-da-chegada-da.html
Revista Bíblicas – A Igreja e o seu Testemunho
Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD.


 Lição Elaborada pela Professora,
Pastora, Maria Valda
Pastora da ADMEP