sábado, 6 de junho de 2015

SHIRLEY CARVALHAIS - SIMPLESMENTE INVENCÍVEL







Quem me vê abençoado
Pensa que nunca sofri
Que nunca fui apedrejado
Muitas vezes atingido
E quase morri
Que não fui traído por aqueles
Que se diziam meus irmãos
Mas que depois cavaram covas
Preparavam armadilhas
Pra ver minha destruição
Tentaram de todas as formas
Para me verem desabar
Mas Deus me fez tão invencível
E por mais que eles tentem
Não conseguem me matar

Não conseguem me matar
Porque Deus comigo está
Toda a arma que prepara
Contra mim não prevalece
Não consegue me matar
Não conseguem me matar
Porque Deus comigo está
Se o muro é muito alto
Através do meu louvor
Deus faz ele desabar

Lá na Grécia eles contam
Que existia um pássaro
Diferente dos demais
Que ele muito precioso
Não conseguiam matá-lo
Pois quando era lançado
Dentro do fogo
Ele da cinza ressurgia
Muito mais belo e voltava
Pronto pra voar de novo
Se não fosse da mitologia
Poderia com ele me identificar
Pois fui lançado na fogueira
Mas da cinza ressurgi
Não conseguiram me matar

Com Jesus sou invencível
Monte que não vai se abalar
Diante do perigo
Que provém do inimigo
Porque Deus comigo está
Posso cair sete vezes
Mas sete me levantarei
Prefiro fraco com Jesus
Do que forte lá no mundo
Nunca eu me prostrarei
Podem vir com suas táticas
Planos pra me derrubar
Deus quebra o arco e corta a lança
Queima os carros no fogo
Mas não conseguem me matar..

  • Música

    • "Simple
  • Categoria

  • Licença

    • Licença padrão do YouTube



JESUS E O DINHEIRO



Pastora, MARIA VALDA




Lição  10                                                                          7 de Junho de 2015


Assembleia de Deus – Ministério Estudando a Palavra

Departamento de Educação Cristã
Escola Bíblica Dominical


JESUS E O DINHEIRO



Texto Áureo:

E, vendo Jesus que ele ficara muito triste, disse: Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas! (Lucas 18.24)

Leitura Bíblica em Classe:

Lucas 18.18-24



Introdução:  - O Novo Testamento dedica 215 versículos para abordar o tema da fé, 218 para tratar de salvação, e 2.084 a respeito de dinheiro, comprovando que é um tema de grande importância na Bíblia. O dinheiro tem se tornado senhor de muitas pessoas. Há muita gente lutando para ter dinheiro e se desgastam tanto nesta busca que já não lhes resta tempo algum para gozar daquilo que conseguiram amealhar. O desejo de ter coisas e acumular riquezas domina a vida do homem moderno.

A leitura bíblica em classe apresenta a pergunta do príncipe que é a mais importante, e a resposta de Jesus que é a mais intrigante. Jesus diz que algo faltava a ele e era justamente o fato de ser possuidor, de ser muito rico e ser possuído e escravo dessa riqueza. Até hoje essa resposta do Senhor Jesus ecoa tanto no coração dos ricos como dos pobres. Veremos nessa lição sobre a relação do Senhor Jesus Cristo com o dinheiro e do pensamento cristão passado também pelos demais apóstolos.


Objetivos Geral

Como mordomos que somos, ensinar o uso correto do dinheiro e dos bens confiados por Deus a nós, à luz do ensino de Jesus.


Objetivos Específicos

1)       Pontuar o dinheiro, os bens e as posses na perspectiva secular e na cristã.

2)       Explicar o dinheiro, os bens e as posses na perspectiva do judaísmo do tempo de Jesus.

3)       Conhecer o que Jesus ensinou sobre o dinheiro, as posses e os bens.

4)       Conscientizar o aluno da importância de entesourar tesouros no céu


I.   O DINHEIRO, BENS E POSSES NA PERSPECTIVA SECULAR E CRISTÃ

 1.            Perspectiva Secular


Objetivamente na perspectiva secular o material é endeusado e o espiritual é ignorado (Mt 6.21). Ao falar do dinheiro na perspectiva secular é importante citarmos o seu significado para quem não tem uma perspectiva cristã:

Dinheiro significa liberdade – Uma vez que o dinheiro aumenta o campo de escolhas, não é surpresa que para muitos o próprio dinheiro venha a significar liberdade.

Dinheiro significa poder – A fantasia comum de imensa riqueza e, portanto, de poder ilimitado resulta do parâmetro de realização que diz que o dinheiro indica o grau em que atingimos poder e o respeito.

Dinheiro significa tempo – Gastamos o tempo e energia para ganhar dinheiro, e depois gastamos o dinheiro para obter os bens e serviços que são a expressão do tempo e da energia de outra pessoa. Uma velha frase diz: “Tempo é dinheiro!”.

Dinheiro significa independência – Independência é um dos desejos mais primitivos do ser humano, pois encontramos desde o Éden (Gn 3). Ter o “próprio dinheiro” ocultamente diz não depender de ninguém para ter e fazer o que quiser.

Dinheiro significa validação – Traz a falsa ilusão de que valemos o que temos.

Dinheiro significa controle – Utilizamos o dinheiro para exercer controle sobre aqueles que nos são caros.

Dinheiro significa álibi – Utilizamos como álibi em várias direções. Para justificar ausência e participação em nossos relacionamentos, para atenuar a culpa, etc.

Esses são alguns significados da perspectiva secular, cada um faz do dinheiro um “deus” para quem assim o vê. Vejamos agora a perspectiva cristã.

2. Perspectiva Cristã

Objetivamente na perspectiva cristã o material é suplantado e o espiritual é priorizado (Mt 6.33). Nos ensinos de Cristo, não há um dualismo entre matéria e espírito! Todavia, as coisas espirituais, por serem de natureza eterna, ganham primazia sobre as materiais, que são apenas temporais (Lc 10.41). Assim como servimos a Deus com o nosso espírito, nossa dimensão espiritual, devemos também servir com o nosso corpo (1 Co 6.19,20; 1 Ts 5.23). Com base no pensamento apostólico vejamos o que o apóstolo Paulo via com relação ao dinheiro.

◦   O fruto da piedade não é o enriquecimento a priori, sim o contentamento e gratidão para com Deus (1 Tm 6.6)

◦   As verdadeiras riquezas são eternas e não levaremos nada desse mundo (1 Tm 6.7);

◦   Devemos nos contentar com o que temos, satisfeitos e gratos a Deus pelas nossas necessidades serem atendidas (1Tm 6.8; Fp 4.12-13);

◦   Evitar a busca desenfreada pelas riquezas, o amor ao dinheiro, pois isso desvia da fé (1 Tm 6.10);

◦   Convém ao homem de Deus que fuja dessas coisas, seguindo as verdadeiras riquezas, que são aparentemente invisíveis (1 Tm 6.11; Mt 6.33):

Justiça: O que é correto diante de Deus;
Piedade: O genuíno temor a Deus que torna a santidade prática;
Fé: É a certeza em Deus, independente do que se vê e sente;
Amor: Destrói a barganha e nos livra do egoísmo;
Paciência: É a perseverança no Senhor em meio a dificuldades;
Mansidão: É o fruto da submissão.

◦   Se tivermos algo a empregar nossas energias, que seja na batalha da fé, tendo em vista e tomando posse da maior riqueza que é a Vida Eterna com o Nosso Senhor Jesus Cristo (1 Tm 6.12).


II.  O DINHEIRO, BENS E POSSES NA PERSPECTIVA NO     JUDAÍSMO DO TEMPO DE JESUS


1. Ricos e Pobres.

Sempre houve, na história da humanidade, esta divisão de classes. Naqueles dias, ainda mais. Predominava entre os judeus daqueles tempos a ideia de que as riquezas eram um sinal do favor especial de Deus, e que a pobreza era um sinal de falta de fé e do desagrado de Deus. Os fariseus, por exemplo, adotavam essa crença e escarneciam de Jesus por causa da sua pobreza (Lc 16.14). Essa ideia falsa é firmemente repelida por Cristo (Lc 6.20; 16.13; 18.24,25). A Bíblia identifica a busca insaciável e avarenta pelas riquezas como idolatria, a qual é demoníaca (1 Co 10.19,20; Cl 3.5).


2. Generosidade e Prosperidade.

No judaísmo dos tempos de Jesus a generosidade e prosperidade eram atos exteriores não interiores (Mt 6.1). Os judeus nos tempos de Jesus enfrentavam também necessidades materiais (Lc 6.20,21). Havia um padecimento econômico, pois o povo estava debaixo do jugo Romano. Os cobradores de impostos oprimiam o povo. Algo que poucos de nós observamos é a maneira de ser na Antiga Aliança e contraposição da Nova Aliança (Hb 7.12). Lucas ao escrever, compreende esse fato com os demais apóstolos. Não há contradição ou oposição mais radical entre as duas Alianças do que esta concernente as riquezas.

Percebemos que na Antiga Aliança, a riqueza era um paradigma da benção de Deus. Na narrativa bíblica, encontramos vários personagens dotados de grandes posses materiais. Vejamos alguns exemplos no Antigo Testamento:

•    Abraão. No Oriente Antigo, somente aqueles que possuíssem bens eram respeitados. Dessa forma, Deus fez dele um homem rico (Gn 13.2)

•  Salomão. Foi um dos homens mais ricos que já existiu (1Rs 3.7-13). No entanto, no fim da vida, depois de ter juntado e adquirido tantas coisas, chega à conclusão de que tudo é vaidade (Ec 12.8).

•   Jó. Era próspero (Jó 1.1-22), no entanto aprendemos infinitamente mais com suas perdas do que com suas posses (Jó 19.25-27).

Esse pensamento permanece no judaísmo dos tempos de Jesus sendo que se tornara opressor e vazio do significado genuíno da Lei de Deus. O Evangelho do Reino, quebrou o paradigma de que a benção de Deus estava apenas sobre os ricos. Jesus declarou que onde estiver o nosso tesouro aí estará o nosso coração (Mt 6.21), e que Deus cuida de nossas necessidades, mesmo que muitas vezes não tenhamos em abundância. Se todos repartirmos de nada teremos falta e a benção de Deus estará conosco.


III.   DINHEIRO BENS E POSSES NOS ENSINOS DE JESUS

O ensino de Jesus sobre o uso das riquezas foi muito mais radical do que ensinava o judaísmo e tradição rabínica de seus dias, levando em conta Ele traz a Nova Aliança que suplanta a Antiga.

•   Jesus ensinou que o dinheiro é a “coisa” que mais facilmente pode se tornar uma potestade que arroga para si veneração (Mt 6.24).

•   Jesus ensinou de maneira implícita que o dinheiro é neutro, pois ele se torna uma personalidade assim como a morte, pois tem o poder de gerar questões no coração humano e subvertê-lo (Mt 6.24).

•   Jesus ensinou A riqueza endeusada pode se tornar um obstáculo no caminho de quem serve a Deus (Lc 18.24).

•   Jesus ensinou riqueza endeusada gera sensação de segurança e de independência de Deus (Lc 12.19).

•   Jesus ensinou que a Palavra do Reino pode ser facilmente sufocada por um coração avarento e ansioso (Mt 13.22).

•   Jesus ensinou que o dinheiro era um símbolo de poder e valor entre os homens e que a nossa questão principal deve ser em devolver a Deus o que lhe pertence (Mt 22.19-21).

•   Jesus ensinou que a obra de Deus feita do jeito de Deus nunca faltará os recursos de Deus (Lc 9.3).

•   Jesus ensinou que o sentido da vida e o nosso valor não consiste em quanto dinheiro, bens e posses nós temos (Lc 12.15).

•   Jesus ensinou que não há riquezas neste mundo que sejam justas e que a nossa maneira de lidar com isso que nos torna e nos tornará administradores das riquezas eternas (Lc 16.11).

•   Jesus desencorajou a aquisição de riquezas e estimulou a confiança em Deus (Lc 12.13; 18.22).

•   Jesus ensinou que o segredo da oferta dos bens não está na oferta da abundância e sim a da pobreza (Lc 21.3,4).

Somente pelo poder do Espírito Santo conseguiremos compreender esses ensinos e pôr em prática!


 IV.  DINHEIRO BENS E POSSES NA MORDOMIA CRISTÃ

1.    Avaliando a Intenção do Coração

a)           Primeiramente devemos orar como o sábio Agur: “Duas coisas te pedi; não me negues, antes que eu morra: Afasta de mim a vaidade e a palavra mentirosa; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; mantém-me do pão da minha porção de costume; Para que, porventura, estando farto não te negue, e venha a dizer: Quem é o Senhor? ou que, empobrecendo, não venha a furtar, e tome o nome de Deus em vão”.  (Pv 30.7-9). Esse ensino é profundo, duas coisas podem acontecer, a abundância pode tirar a dependência de Deus, e quase sempre isso acontece, e não muito diferente, a pobreza pode levar a outra corrupção que é o roubo, pois o pobre não justifica o seu roubo por causa da sua pobreza. Tendo o suficiente, estejamos assim em contentamento, dessa forma o dinheiro não corrompe.

b)   Devemos encarar a incerteza cotidiana com a fé do apóstolo Paulo: “Não digo isto como por necessidade, porque já aprendi a contentar-me com o que tenho. Sei estar abatido, e sei também ter abundância; em toda a maneira, e em todas as coisas estou instruído, tanto a ter fartura, como a ter fome; tanto a ter abundância, como a padecer necessidade. Posso todas as coisas em Cristo que me fortalece.” (Fp 4.11-13). Que vivamos dessa forma glorificando ao Senhor em quaisquer circunstâncias Assim nosso coração não será preso por Mamom!


2. Entesourando no Céu.

É a atitude de entesourar no céu que Deus abençoa, pois nada aqui é nosso (Mt 6.20).

1)    Honrando não só com palavras mas também financeiramente aqueles que de fato nos educam acerca daquilo que é espiritual, nossos pastores e mestres levando em conta os dízimos e ofertas (1 Tm 5.18; 1 Co 9.14; Gl 6.6; 1 Co 9.11).

2)    Investindo em educação, principalmente com relação a Palavra de Deus. Uma coisa interessante em se utilizar o dinheiro é no aperfeiçoamento pessoal ou de outrem. Exemplos: comprar livros sobre vida cristã, doar livros, etc. (Pv 4.7-9).

3)   Sendo justo em todos os negócios, não se deixando dominar pelo dinheiro que por natureza é corrupto e corrompe.

4)  Promover o bem-estar social. Quando aprendemos com Deus a beneficência, subvertemos a “Mamom”, pois doar é introduzir as pessoas na graça de Deus. A comunidade dos remidos são pessoas bondosas que compreendem que se o dinheiro não for usado também para promover o bem-estar social ele rapidamente corromperá.

5)    Buscando o que é virtuoso.  Devemos trabalhar e confiar no Senhor para o sustento diário. Não convém ao cristão jogos de azar. Enfim, que possamos buscar as virtudes divinas que são riquezas invisíveis e aparentemente sem valor, mas para Deus são imensuráveis.

É a atitude do nosso coração que Deus avalia na questão de doar ou ofertar (Lc 21.1-4).


Conclusão: -  As Riquezas na Antiga Aliança eram tratadas como sacramento, mas quando Jesus surge esse sacramento não encontra mais lugar tendo em vista que a verdadeira riqueza é revelada na Pessoa do Cristo. É Ele mesmo a abundância da Graça, a gratuidade da eleição, a presença do Reino. Será que diante de Cristo tem algo que ainda possa ser chamado de riqueza?




NA ADMEP

Preletor,  José Fábio
Igreja Batista de Figueira –

Duque de Caxias – RJ.

ADMEP

sexta-feira, 5 de junho de 2015

APRENDENDO COM OS ERROS DOS OUTROS!





Aprendendo Com os Erros dos Outros – Parte 03




1. Sinais do perigo…



“O que não provoca minha morte faz com que eu fique mais forte.” F. Nietzsche

Vivemos na chamada era da informação. Dobramos os nossos conhecimentos nos últimos anos. Sabemos sobre tudo! Em nossos dias é difícil alguém justificar erros com base em falta de informação. Quem pode desculpar-se por contrair o vírus da Aids? Há campanhas e mais campanhas sobre a prevenção dessa doença. Quem pode dizer não saber que o cigarro causa câncer na garganta e nos pulmões? O Governo investe muito dinheiro para advertir a população sobre esses riscos. Quem pode dizer não saber que álcool e direção não combinam?

O mesmo acontece no mundo espiritual com as coisas de Deus. Quem pode alegar desconhecimento da vontade de Deus para a sua vida? Está na Bíblia o que Deus requer de todo homem e de toda mulher. E quem não tem uma Bíblia? A verdade é que muitos de nós temos várias Bíblias em casa; basta tomá-la e ler o que Deus inspirou os antigos a escreverem sobre qualquer assunto. Está escrito nela; não precisa ser profeta nem apóstolo para saber a vontade de Deus. Nem no passado, nos tempos de Davi ou dos juízes de Israel. Moisés já havia escrito a Torah, que contém os mandamentos do Senhor para o povo de Israel. Já naqueles tempos um homem sabia o que Deus requeria de seu povo.

E hoje sabemos mais sobre as coisas de Deus, porque reunimos Antigo e Novo Testamentos e com eles as experiências de cerca de quarenta homens que escreveram as Escrituras.

Assim, quando falamos sobre os sinais dos perigos que homens de Deus enfrentam, estamos falando exatamente sobre o quê? Quais são os sinais que indicam que líderes estão em perigo? Vou tomar como exemplo Sansão que aparece no livro dos Juízes, à partir do capítulo 13.


Sinal número 1:


Líderes em perigo deixam de enfrentar sinais claros de fraqueza de caráter.
Mike Murdock, certa vez, disse:

Aquilo que você não domina, lá na frente irá destruí-lo.

Aquilo que Sansão não conseguiu dominar o destruiu. Dalila cercou Sansão algumas vezes na tentativa de desvendar o segredo de sua força. O que ele fez? Brincou com a situação. Todas as vezes que negligenciamos as circunstâncias que oferecem perigo, diminuímos as proteções pessoais contra a queda. Lembra-se de que falamos sobre a negligência de Davi? E o que é negligência, senão descuido na execução de algo e menosprezo?

Sansão menosprezou os sinais e esses sinais revelaram as falhas do seu caráter. Ele queria o prazer do risco e menosprezou o bem estar com o Pai. A maior inclinação do seu caráter pendia para aventuras eróticas e ele não reparou os sinais dessa fraqueza.

Cabe aqui uma nota sobre o significado de uma palavra que aparece na Bíblia. Sabe o que significa a palavra tentar? Tentar significa relevar a fraqueza. Quando o Diabo tenta alguém, ele não toma a pessoa à força e a leva ao pecado, não! Ele revela a essa pessoa a fraqueza dela. E o Diabo sabe quais são as nossas fraquezas? Sim, tanto é que ele nos tenta naquilo que temos maior fragilidade. Ele nos cerca com ofertas atraentes, com cenários deslumbrantes, com circunstâncias sedutoras. Mas o Senhor, por meio do seu Espírito, pode abrir os nossos olhos espirituais para discernirmos os sinais e fugirmos da tentação.


Sinal número 2:

Líderes em perigo inclinam-se à mentira para preservarem a si mesmos.
Sansão mentiu para Dalila nas primeiras vezes que ela perguntou sobre a fonte da sua força espantosa. Ele era o homem de Deus que libertaria o povo judeu da opressão sob os filisteus, e cercou-se de mentira em vez de cortar o mal pela raiz.

Quando uma pessoa flerta com o erro, é comum usar a mentira para se proteger. O prazer obtido no erro está no centro da vontade dessa pessoa e a mentira será usada como escudo para preservar esse erro que supostamente dará prazer. Isso é uma construção realizada numa alma inclinada ao pecado. Primeiro pensa o erro, depois deseja o erro, em seguida planeja como obtê-lo ou realizá-lo e tece uma colcha de retalhos com mentiras de todo tipo para proteger o seu plano:

— mentiras comerciais

— mentiras emergenciais

— mentiras ministeriais.


Há um tempo eu estava pregando e tive uma experiência com o Espírito Santo. Eu falava sobre justiça, sobre verdade, sobre transparência, sobre autenticidade, e durante uma pausa para respirar o Espírito Santo tocou em algo pessoal. Eu falava sobre verdade, mas ostentava uma mentira em meu braço. Naquele dia eu usava um relógio que era uma réplica de Rolex. Não era original, verdadeiro; era uma mentira.

Quando precisamos de mentiras para construir ou preservar nossa imagem, está caracterizado o sinal do perigo que um líder corre. Elimine o menor risco antes que ele se torne o seu maior problema. Eu, por exemplo, se tivesse antecipado ao perigo, não teria sido confrontado pelo Espírito Santo justamente em meio a uma pregação.


Sinal número 3:

Líderes em perigo agem impulsivamente.

O Senhor criou e estabeleceu princípios para todos os seus filhos. Um desses princípios é que devemos ter controle sobre nossos impulsos. Paulo chama isso de “domínio próprio”:

Mas o fruto do Espírito é: amor, alegria, paz, paciência, benignidade, bondade, fidelidade, amabilidade e domínio próprio. Contra essas coisas não existe lei. (Gálatas 5.22,23)

Tiago em sua carta fala que dominar o sistema da fala é o melhor modo de exercitar-se para ter domínio sobre todo o corpo:

Todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça no falar, esse homem é perfeito e capaz de refrear também seu corpo inteiro. (Tiago 3.2)

Assim, se esses princípios valem para todo cristão, desde quando ainda são bebês na fé, que dirá para o líder, que pela vocação deve demonstrar maturidade, experiência e muitas virtudes que se esperam de pessoas assim? O líder, todos eles, precisam, inegociavelmente, dominar seus impulsos. Precisam dominar e controlar o que irão falar, o que irão decidir, o que irão fazer. Não podem agir mediante o que lhe veem à mente, porque há coisas na vida de um líder que causam danos irremediáveis.

Veja as consequências do pecado de Davi; veja as consequências do descuido de Sansão. Sansão não considerou o plano de Deus para ele, que deveria proteger o seu povo contra os filisteus. Sansão permitiu que o impulso sexual dominasse suas decisões em vez de ele dominar esses impulsos. O líder precisa exercer domínio próprio sobre o seu corpo, sobre sua mente, sobre suas emoções.

O brasão do Estado de São Paulo tem um lema muito interessante escrito em latim. Diz assim: Non dvcor dvco, que significa Não sou conduzido, conduzo. Assim deve ser o líder em relação aos seus impulsos. Ele não pode ser conduzido, mas deve conduzir o seu homem interior para o centro da vontade de Deus.


Sinal número 4:


Líderes em perigo fazem mal uso dos dons dados por Deus.

Por vezes Sansão usou os seus dons em brincadeiras para o seu próprio deleite. O que deveria ser aplicado em benefício público, ele usou para satisfazer sua vida privada. Líderes responsáveis sabem separar as coisas, seja na política, seja nos negócios, seja na obra de Deus.


Líderes em perigo utilizam os dons recebidos na manipulação de pessoas para tirar proveito pessoal. Deus dá dons aos homens para que sejam usados em favor da Igreja, em favor do povo, até mesmo em favor dos incrédulos, para que esses cheguem ao conhecimento da salvação. Infelizmente há quem aplique o seu dom em alguma atividade cujo retorno nada tem de proveitoso para a coletividade, para os irmãos.


O Senhor não levanta gurus nem mágicos evangélicos. O Senhor levanta homens e mulheres de Deus. E Sansão brincou com o dom que Deus lhe conferiu. Foi uma questão de tempo para que o espírito de Dalila o derrubasse.


Sinal número 5:


Líderes em perigo são derrotados por causa de um ponto fraco.

A consequência comum aos sinais anteriores é a derrota. Afrouxa aqui, dá liberdades a mais ali, relevam uma fraqueza acolá e finalmente são derrubados. E a sua ruína é grande. Líderes que dão liberdade total aos seus pecados terminam consumidos por eles. E devo dizer uma verdade que constrange a alguns: de todos os líderes, tomando até os que recebem maior destaque, os mais imitados e dinâmicos, não há um único que seja bom em tudo; todos nós temos um ponto fraco “de estimação”.


E esse é o sinal para quem pensa ser forte: descubra o seu ponto fraco, pois você o tem, e vigie-o incansavelmente, noite e dia. Quando descobrir – se é que já não saiba – coloque-o sob a proteção do sangue do Cordeiro, do poder do Espírito Santo e da Palavra de Deus.


Os olhos são as portas de entrada para o território da tentação. O Diabo sempre irá apelar para a concupiscência dos olhos. Com Eva foi assim, com Davi do mesmo modo.

O que determina meus pensamentos é o que vejo, e o que penso determina as minhas ações. Eu vejo, por isso penso e assim ajo.

Esse é o motivo pelo qual vemos, tanto no Antigo como no Novo Testamento, textos orientando os cristãos em todo o mundo para povoarem seus pensamentos com coisas aprovadas.

Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai. (Filipenses 4.8)


Quando cercamos nossa alma com a blindagem dos bons pensamentos, protegemos nossa integridade contra as investidas do pecado. E não há alternativa; não insista, não pague para ver; não creia que você é tão destacado e competente ao ponto de não ser vítima dessas armadilhas, porque se assim o fizer, será derrotado como muitos foram.

O Senhor é bondoso de modo como nós não podemos imaginar. Graças a Deus que capacitou a cada um de nós com dispositivos que percebem a aproximação do perigo. O nosso espírito e a nossa alma são sensíveis aos sinais que indicam o perigo nos rondando. Quando permanecemos próximos ao Senhor, por meio de uma vida de oração, de consagração, despimos as nossas vestes humanas e imundas para recebermos as armaduras de Deus para a luta espiritual, travada incessantemente em nosso redor.

Assim, meu conselho é que você permaneça em alerta, seja vivo! Preste atenção aos sinais e proteja-se deles, pois a sua alma, a sua vida, a sua reputação, família e ministério valem muito mais que um raro momento de prazer.

Esse não é o único conselho que você pode extrair da história. Agora quero permitir que o próprio Davi dê conselhos à partir da sua experiência. É o que veremos no próximo capítulo.




Pr. Josué Gonçalves

Pr. Josué Gonçalves é terapeuta familiar, pastor sênior do Ministério Família Debaixo da Graça - Assembleias de Deus em Bragança Paulista – SP, bacharel em teologia, com especialização em aconselhamento pastoral e terapia de casais, exerce um ministério específico com famílias desde 1990.