segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

PASTORES, LÍDERES OU DOMINADORES?







Pr. Narciso Montoto




Vivemos dias sombrios no que concerne a muitos que se chamam de líderes cristãos. Temos contemplado todos os dias templos cristãos sendo abertos não por direção divina, mas por mero orgulho e ganância dos homens. Meu intuito aqui não é falar sobre a abertura desenfreada de templos e ministérios cristãos, mas alertar a cristandade a respeito de seus líderes, trazendo o verdadeiro conhecimento por meio das Sagradas Escrituras do comportamento de um verdadeiro líder cristão em contraposição dos falsos líderes que tomam por título o nome de pastores com um único intuito: dominar completamente a vida daqueles que estão sob seus cuidados espirituais. 




Existe um grande abismo entre muitos que lideram igrejas para com o paradigma de Cristo e dos apóstolos. Pastores que se acham no direito de conduzir a vida das pessoas a seu bel prazer. Homens cheios de carisma e boa oratória que nos seus devaneios se utilizam da Palavra de Deus para justificar suas extrapolações. Os mesmos amam a bajulação de seus membros, amam ser adorados e reverenciados por suas ovelhas. Acham-se no direito de gritar com as pessoas. Fato é que muitos que são membros de Igrejas se olvidaram que existe apenas um que é digno de louvor, adoração e veneração, a saber, Deus. Elas põem uma autoridade demasiada sob a vida de seus líderes, como se eles fossem literalmente vigários (substitutos) de Cristo na terra. Os falsos líderes corrompem a verdadeira pregação do evangelho se adequando ao que o povo quer e não a vontade divina. Os mesmos mentem, são falsos com as pessoas, só pensam neles mesmos, impõem suas vontades não levando em consideração a opinião dos outros e muito menos a apreciação divina retratada na Bíblia. 








O mundo está repleto de pastores que dominam suas ovelhas emocional, financeiro e psicologicamente, e quase sempre estas atitudes trazem consequências catastróficas. Tais pastores ao invés de ensinarem a Bíblia e sua visão que está centrada em Jesus Cristo impõe sobre seus liderados a sua própria visão pessoal de mundo. Suas visões na grande maioria das vezes são seguidas cegamente pelos membros de suas igrejas, afinal de contas é o “pastor” que detém os oráculos divinos, portanto acham eles que não podemos questionar suas decisões. Tudo isto se deve a uma má interpretação do versículo bíblico que nos diz para honrarmos nossos pastores, mas está longe de cogitação ter que aceitar tudo o que o líder faz ou fala, pois a Palavra de Deus que se encontra na Bíblia Sagrada deve ser nosso único manual de regra de fé e prática. 




O apóstolo Pedro em sua primeira epístola nos diz: “Aos presbíteros, que estão entre vós, admoesto eu, que sou também presbítero com eles, e testemunha das aflições de Cristo, e participante da glória que se há de revelar: Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho. E, quando aparecer o Sumo Pastor, alcançareis a incorruptível coroa da glória” (1 Pedro 5.1-4). O apóstolo Pedro nos concede diretrizes importantíssimas que devem conduzir os líderes cristãos no seu tratar com o rebanho de Deus: 1) ter cuidado dele não por força, mas voluntariamente (não devemos ser pastores por obrigação ou necessidade de dinheiro e reconhecimento, mas devemos ser pastores por vocação), 2) não ser ganancioso, 3) não dominar a igreja (os pastores não são os donos da igreja, são apenas servos a serviço de seu verdadeiro dono, a saber, Jesus Cristo) e 4) ser servo tanto de Deus quanto dos homens. 




O verdadeiro líder cristão é aquele que serve a Cristo e não a ele mesmo. Ele é humilde e solicito. Ele toma por paradigma a seu Mestre e procura colocar em prática os ensinamentos de Cristo, pois assim diz as Escrituras: “... Aqueles que me servem não são assim; pelo contrário, o maior entre vós seja como o menor; e aquele que dirige seja como o que serve” (Lc 22.26 – Ênfase do autor). Nesta Perícope os discípulos arrazoavam qual deles deveria ser o maior ou o mais importante no Reino de Deus, é aí que Jesus quebra com os paradigmas do mundo que jazem no status e jactância dos homens mostrando através de suas palavras que para ser o maior no Reino de Deus deveríamos ser os menores no mesmo, já que Jesus sendo Deus não veio ao mundo para ser servido, mas para servir. 



Tomando como paradigma a Jesus, notamos que o verdadeiro líder cristão não tem como metas pessoais ser reconhecido por seu trabalho aos olhos dos homens, não almeja por riquezas e muito menos por status social, ademais não se coloca acima das ovelhas do Senhor como se fosse superior ou mais importante do que elas. 




Percebemos que o verdadeiro líder é um indivíduo temente a Deus e que procura acima de tudo colocar em prática o altruísmo sendo o seu desejo não ser servido pelas ovelhas, mas o de servi-las. 




O verdadeiro pastor não é aquele que vive expulsando as ovelhas do aprisco quando as mesmas não concordam com sua visão de mundo ou com suas colocações, mas é aquele que deixa noventa e nove ovelhas no aprisco para buscar aquela que fugiu. O verdadeiro líder é aquele que direciona através de palavras que edificam e não aquele que impõe sua vontade. O líder autentico constituído por Deus é aquele que não se faz o cerne da Igreja, mas que delega funções entre suas ovelhas confiando nas mesmas, pois Cristo é o verdadeiro e único Cabeça da Igreja. 




Que possamos saber distinguir aqueles que procuram glória para Deus e o fazem Seu guia daqueles que procuram glória para si mesmos. Todos somos ovelhas de Cristo, mas não nos esqueçamos de que existem os verdadeiros e falsos líderes cristãos. Não se deixe engodar por belos discursos e pela falsa espiritualidade, firmem-se nas Sagradas Escrituras, pois apenas ela pode nos direcionar. O verdadeiro líder preocupa-se com suas ovelhas, as ama, as admoesta e procura acima de tudo ensinar-lhes o que Cristo os ensinou. Honrem seus pastores, mas não se olvidem que honrar não significa segui-los cegamente. 






Soli Deo Gloria!
Original em Missão Teologar

Fonte: http://eticaeliderancacrista.blogspot.com.br/2013/11/pastores-lideres-ou-dominadores.html#.VMb9qP7F_-I


A RELIGIÃO E AS FILOSOFIAS ANTICRISTÃS (Parte 2)



A RELIGIÃO E AS FILOSOFIAS ANTICRISTÃS 

(2ª parte)




Terça, 12/04/2011 
                                                                                       Por Antônio Gilberto


17- Idealismo: É a crença filosófica que a matéria inexiste; isto é, de que aquilo que estamos a ver, julgando que é matéria, é apenas uma ilusão da mente. Por sua vez, o realismo é o erro inverso do idealismo. Para o realismo, tudo o que a mente perscruta são realidades de fato.


18- Liberalismo (teológico): É um falso sistema de crença que afirma que a Bíblia é falível, que o sobrenatural não existe, que não há Inferno nem Céu literais; que o nosso futuro é todo incerto e que ninguém sabe nada do que acontecerá após a morte. Teólogos e pastores liberalistas interpretam a Bíblia como eles querem, submetendo-a ao seu modo próprio de pensar. Eles não crêem no nascimento virginal de Jesus, nem na sua ressurreição literal e muito menos no Retorno literal de Jesus, como a Bíblia ensina. O liberalismo apregoa que o homem em si mesmo é bom, Deus é o pai universal de todos e que, por criação, todos somos filhos de Deus e, portanto, nossa felicidade está garantida no céu. Liberalismo e modernismo religioso andam de mãos dadas.


19- Materialismo: Como princípio filosófico-religioso, o materialismo ensina que a única realidade existente é a matéria, e nada mais. Ele nega a existência da alma do homem e, de igual modo, a existência de Deus. Ele ensina que o homem e a mulher são apenas animais de uma escala superior e nada mais. Ora, isso exime o homem de qualquer responsabilidade moral em relação aos seus atos, e é isso o que eles querem: viver exclusivamente para os prazeres da carne, praticar nudismo livremente, eliminar de vez o casamento etc. O materialismo ensina que os processos e fenômenos físicos e mentais do organismo humano são apenas movimentos e funções da matéria. Por exemplo, o pensamento é apenas secreção da matéria, assim como a bílis é secreção do fígado. Noutras palavras, o materialismo é a deificação da matéria. Como filosofia de vida, o princípio do materialismo está adentrando camufladamente nas igrejas com o pomposo título de “Evangelho da Saúde e Prosperidade”.


20- Ocultismo: Abrange inúmeras formas de espiritismo disfarçado para mais facilmente enganar os incautos. Os ocultistas usam muitos termos para se disfarçarem, tais como místico, misticismo, esoterismo, cabalismo, espiritualismo, rosacrucianismo, aura, emanação, “meditação” e “concentração” (nas chamadas artes marciais, que também estão ligadas ao ocultismo budista), premonição, mediunidade, xamanismo (mediunidade), canal (médium), astral, parapsicologia, paranormalogia, fenômenos paranormais, magia, neurolingüística (aprendizagem subliminar ocultista), bioritmo (gráfico das potencialidades cíclicas humanas para fins de auto-prevenção), cromoterapia, psicografia, acupuntura, terapia floral (floral de Bach) etc.


21- Monoteísmo: 
É a crença (verdadeira) de que existe apenas um Deus único e verdadeiro, que criou o universo, mas que também ordena e sustenta todas as coisas “pela Palavra do seu poder”. A religião primeva era monoteísta (Rm 1.19-21).


22- Naturalismo: 
É a ideia filosófica de que tudo o que existe é explicado em termos mecânicos, materiais, naturais, físicos. A mente humana é simplesmente um mecanismo químico-elétrico. O naturalismo nega a realidade do imaterial, do espiritual, do sobrenatural e do invisível; portanto, nega a existência do espírito humano, a existência de Deus e a imortalidade da alma. O naturalismo “só crê na razão; ele nega o transcendente. É ateísta”.


23- Panteísmo: É o erro filosófico-religioso que consiste em confundir o Criador com a criação; isto é, confundir Deus com a natureza que Ele criou. O panteísmo ensina que Deus e o universo formam um todo; isto é, Deus é tudo e tudo é Deus. O panteísmo nega a transcendência de Deus.


24- Politeísmo: É a falsa crença em muitos deuses e deidades. É uma distorção do monoteísmo bíblico: um Deus único e verdadeiro. Esses deuses do politeísmo podem ser seres vivos ou personificação de elementos da natureza, como astros, fertilidade, amor, fogo, água etc. O politeísmo é resultado da apostasia do homem (Rm 1.21). Ele contraria diretamente o que Deus diz em Êxodo 20.3: “Não terás outros deuses diante de mim”. Religiões politeístas: hinduísmo, budismo, taoísmo, xintoísmo etc. 


25- Positivismo: O positivismo filosófico ensina que tudo o que podemos conhecer é aquilo que os nossos sentidos podem perceber. Em outras palavras, todo conhecimento que podemos adquirir é feito através da experiência, mediante nossos sentidos físicos. O positivismo rejeita o conhecimento obtido mediante a razão, a intuição, a espiritualidade, a revelação divina, a inspiração, a iluminação e a direção divinas. Ele limita o conhecimento às ciências empíricas, como a matemática e outras afins. É chamado de positivismo porque limita-se ao conhecimento que é provado, comprovado, demonstrado fisicamente. O positivismo é uma forma de materialismo.


26- Realismo: É a crença de que a verdadeira realidade de Deus (ou de qualquer realidade última) é desconhecida e impossível de ser conhecida. O realismo deixa em dúvida a verdade plena da natureza de Deus. Robert Spencer foi o advogado dessa ideia maldita.

27- Teísmo: Um termo religioso-filosófico referente à nossa fé na existência de Deus, e não apenas a isso, mas também ao fato de que Ele criou o mundo e também o sustenta e rege. Todo verdadeiro crente é teísta, mas nem todo teísta é um verdadeiro crente. O teísmo também sustenta que Deus é imanente em relação ao universo e a tudo o que nele há, mas isso sem jamais confundir o Criador com a criação e a criatura.


28- Teologia da liberação: 
Abrange um grupo de movimentos teológicos, como:

a) Movimento de liberação dos povos do terceiro mundo: Este movimento ensina que se o povo tiver (1) emprego (o social), (2) subsistência (o econômico), (3) casa e (4) educação, com facilidade se chegará a Deus. 

b) Movimento de liberação feminina (movimento feminista): Um movimento destinado a desestabilizar as leis determinadas por Deus para reger a família e a sociedade.

c) Movimento de liberação dos povos de raça negra: Em nome do combate ao racismo, os adeptos da teologia da liberação apelam para a revolução, a subversão da ordem, para a violência, para obterem essa liberação.

Fonte: 
http://www.cpadnews.com.br/blog/antoniogilberto/fe-e-razao/6/a-religiao-e-as-filosofias-anticristas-(2%C2%AA-parte).html

A RELIGIÃO E AS FILOSOFIAS ANTICRISTÃS


A RELIGIÃO E AS FILOSOFIAS ANTICRISTÃS
(1ª PARTE)

Sex, 01/04/20
Por Antônio Gilberto
                                      

Este artigo, dividido em duas partes, objetiva dar uma pequena amostra de “ismos” das escolas de pensamento filosófico-religioso. Há “ismos” totalmente errados, outros certos, uns em parte errados e outros em parte certos. Na maioria dos “ismos”, vemos o mal da filosofia e da ciência sem Deus. Um obreiro do Senhor deve ter um conhecimento pelo menos nocional dessas filosofias para evitar o pior.


1- Agnosticismo: É o princípio filosófico de que não sabemos, nem podemos saber, se Deus existe ou não. A frase predileta dos agnósticos é: “Não podemos crer”. Que situação infeliz é ignorar, desprezar e descrer na revelação divina, a Palavra de Deus!

2- Animismo: É um falso princípio das religiões primitivas, de que tudo o que existe no mundo existe porque tem em si um espírito. Assim, segundo os animistas, árvore, animais, insetos, pássaros, pedras etc têm espírito. O animismo leva o povo ao fetichismo.

3- Ascetismo: É o princípio religioso-filosófico de que o nosso corpo é essencialmente mau e pecaminoso e que, justamente por isso, deve ser tratado com severidade, flagelamento, jejuns forçados, eremitismo, ações como dormir sobre tábuas etc. Segundo os ascéticos, agindo assim a pessoa agradará a Deus e purificar-se-á de seus pecados. Em suma, o homem deve fazer penitência, levando ao mesmo tempo uma vida solitária e contemplativa, tudo para agradar a Deus.

Há na Bíblia, sim, um ascetismo justo, reto, equilibrado e consciente, preconizado em vidas de santos como Elias, João Batista, Paulo e outros. É o caminho da renúncia às comodidades do ego para seguir e servir ao Senhor. “Renuncie-se a si mesmo”, disse Jesus. “Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns” e “Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão”, disse Paulo, o apóstolo.


4- Ateísmo: É a falsa crença de que Deus não existe. Uma das evidências apresentadas pelo ateu é o fato de termos aqui tanto mal e sofrimento. O ateísmo é uma crença obviamente errada, que visa suprimir Deus do coração das pessoas. O termo “ateu” aparece na Bíblia em Efésios 2.12 (a expressão “sem Deus”, no original grego, é atheói, de onde deriva a palavra). Vemos referência ao mesmo em Salmos 53.1. Deus não tem culpa do mal na terra (Ec 7.29 e Lm 3.29).


5- Biblicismo: É a pessoa apegar-se extremamente à letra do texto bíblico sem o devido contexto, sem hermenêutica sagrada, sem exegese bíblica, simplesmente para apoiar sua própria fé e querer provar suas falsas crenças, seus modos errados de agir e de proceder dentro e fora da igreja. Alguns dos textos que, por exemplo, vemos usados erroneamente pelos biblicistas são Mateus 5.39 e 26.26. Há, também, as palavras de Jesus: “Isto é o meu corpo”.


6- Ceticismo: Em filosofia é a falsa crença de que jamais alguém pode chegar a um abalizado conhecimento da verdade. Esses céticos alegam (1) que nossos sentidos são falhos, (2) nosso raciocínio contém fantasias (3) e as evidências físicas das coisas são todas incompletas e imperfeitas. Os céticos não levam em consideração nem a razão, nem a intuição, muito menos a ação poderosa e graciosa do Espírito Santo para nos dirigir, iluminar, inspirar e revelar as coisas de Deus e da sua Palavra.


7- Deísmo: É o ensino errôneo de que Deus é totalmente distante em relação ao universo, ao homem e a tudo o mais que Ele criou. Isto é, Deus criou todas as coisas, mas mantém-se alheio e à parte do curso de sua história e seus acontecimentos.


8- Determinismo: É o ensino filosófico de que tudo o que acontece já foi antes determinado e não pode ser alterado. O determinismo faz do homem um ser moralmente irresponsável diante de seus atos. O homem é um escravo da sorte. O determinismo é, pois, uma forma de predestinação fatalista.


9- Dualismo: Ensino religioso-filosófico de que há no universo dois princípios regentes, das pessoas e coisas, princípios estes eternos e antagônicos. Por exemplo: o bem e o mal, a mente e a matéria, a luz e as trevas, a morte e a vida, a saúde e a doença etc. Isso revela ignorância dos ensinos da Palavra de Deus, que esclarece tais coisas. Não devemos tirar conclusões a respeito dessas coisas com base naquilo que observamos, ou naquilo que nos sucede, mas num maior conhecimento real de Deus e de Sua Palavra.

10- Ecletismo: Esse termo vem de “melhor”. É o sistema religioso-filosófico que procura descobrir e combinar os melhores e mais promissores fatores, condições e recursos possíveis para resolver problemas e superar dificuldades que surgem em nosso caminho. O ecumenismo, por exemplo, serve-se de princípios ecléticos para buscar caminhos que levem à união de todas as igrejas e religiões numa só organização. Ocorre que a verdadeira igreja de que Jesus falou não é primeiramente uma organização religiosa, mas um organismo vivo e dinâmico em que habita o Espírito Santo.

11- Ecumenismo: Movimento religioso, liberal e modernista, que visa unificar todas as igrejas e denominações. O movimento ecumênico é impulsionado pelo Concílio Mundial de Igrejas, fundado em 1948 em Amsterdã, Holanda. Tem sua sede atualmente em Genebra, Suíça.


12- Esoterismo: É uma forma de conhecimento filosófico-religioso, de base ocultista, possuído e compreendido (dizem os esotéricos) por uns poucos adeptos. Esse tal conhecimento resume-se na “verdade primária” de que “o homem é divino”. O esoterismo é claramente uma ramificação do espiritismo e da filosofia do satanismo.


13- Evolucionismo: O evolucionismo não é uma ciência; é uma filosofia da ciência. Todo estudante devia saber logo disso. Isto é, evolucionismo é a ideia de filósofos e alguns cientistas ímpios e malevolentes sobre como o cosmos, o homem, os animais, os pássaros, os peixes e insetos passaram a existir. O evolucionismo ensina que o cosmos surgiu e desenvolveu-se por si mesmo, do nada. É preciso mais fé para crer nas hipóteses da chamada evolução do que para crer nas verdades simples da Bíblia, quando ela afirma que foi Deus que criou todas as coisas pela Palavra do Seu poder (Gn 1.1,21,24-25; Sl 19.1; Jó 12.7-9; Hb 1.2-3; 11.3; Jo 1.3 e Cl 1.16-17).

O naturalista inglês Charles H. Darwin, um agnóstico, publicou em 1859 o livro A origem das Espécies, contendo a sua teoria da evolução, que até hoje provoca choques e controvérsias, juntamente com as hipóteses de certos cientistas posteriores, que abordam o mesmo assunto. Segundo as teorias de Darwin, o homem originou-se de um primata, quando a Palavra de Deus claramente declara que Deus criou e formou o homem, no princípio, como relata a Bíblia em Gênesis 1.27, 2.7, 5.1-2 e Atos 17.24-29. Não esqueçamos que hipótese “é aquilo que não é, mas se faz de conta que é, para ver o que seria, se fosse”.


14- Enoteísmo: É a crença (errada) de que há de fato um Deus Todo-Poderoso, mas que pode haver também outros deuses de menor quilate, que também podem ser adorados pelo homem.

15- Existencialismo: É um princípio filosófico malsão de que o ser humano não deve preocupar-se com assuntos e coisas metafísicos, como, por exemplo, os assuntos e coisas de religião. O homem deve tão-somente aproveitar o máximo do que a vida e o mundo lhe oferecem, e dirigir sua vida como bem quiser e fazer o que achar por bem. O lema do existencialismo é: “Não importa o que eu faço, contanto que isso me proporcione o prazer de que eu preciso”.


16- Humanismo: É um princípio filosófico-religioso que afirma que o homem é a sua própria autoridade máxima para pensar e decidir sobre tudo o que ele quiser. O humanismo faz do homem o seu próprio deus. É o homem que decide sobre o que é bom e o que é mau; sobre o que deve e o que não deve fazer. Deus e Sua Palavra ficam de fora no sistema humanista. Não devemos confundir humanismo com humanitarismo.


As igrejas estão se enchendo de crentes humanistas por falta de um poderoso e sobrenatural avivamento divino e santificador sobre a igreja. Já encontrei professores de Escola Dominical que são humanistas, e também articulistas nossos e obreiros.


Fonte: http://www.cpadnews.com.br/blog/antoniogilberto/fe-e-razao/5/a-religiao-e-as-filosofias-anticristas-(1%C2%AA-parte).html

VIDA CRISTÃ ABUNDANTE


VIDA CRISTÃ ABUNDANTE (1ª PARTE)

Ter, 30/07/2013
                                                                         Por Antônio Gilberto



Apocalipse 11.1 afirma: “E foi-me dada uma cana semelhante a uma vara: e chegou o anjo, e disse: Levanta-te, e mede o templo de Deus, e o altar, e os que nele adoram”. Essa expressão subtende níveis de vida espiritual. Deus deseja que vivamos uma vida cristã abundante (Jo 10.10; 7.38,39; Ef 5.18-21).


Ezequiel 47.5 fala das águas que “eram profundas; águas que se deviam passar a nado; ribeiro pelo qual não se podia passar”. Deus quer que cheguemos a esse nível em nossa vida espiritual. Ele deseja que vivamos uma vida cristã abundante, profunda, frutífera, vitoriosa em Cristo.



O Crente e a Salvação


Em Tito 2.11, vemos que a salvação pela graça de Deus é anunciada para todos os que quiserem. Em Tito 3.4,5, aprendemos que a salvação é recebida (“nos salvou”, v5). E em Hebreus 6.9, lemos que a salvação traz consigo muitas riquezas. O escritor bíblico fala de “coisas que acompanham a salvação”. Há bênçãos de Deus contínuas para aqueles que estão em Cristo.


E por falar em salvação, devemos nos lembrar da nossa responsabilidade de proclamá-la. O crente deve falar da salvação em Cristo todos os dias (Sl 71.15).



O Crente e a Palavra de Deus


Se queremos ter uma vida cristã abundante, devemos meditar na, obedecer a e viver a Sagrada Escritura. A Palavra de Deus é “lâmpada para os meus pés” (isto é, agora) e também “luz para o meu caminho” (isto é, minha vida em continuação) (Sl 119.105).

Em Salmos 119.11, lemos que a Palavra de Deus nos guarda do pecado (e não no pecado). A Palavra de Deus “é viva e eficaz” (Hb 4.12). Ela é poderosa (Jr 23.29).

Todo crente deve ler a Bíblia todos os dias se quer crescer em Deus (Dt 17.18,19; Js 1.7; Ne 8.18; Sl 1.2; At 17.11).

O crente deve ter o conhecimento da Palavra de Deus (no seu intelecto) e o apego e obediência à Palavra (no seu coração) (Jo 8.32; Hb 8.10; Hb 10.16).



O Crente, a Oração e o Jejum


1)  O crente deve perseverar em oração, sem desfalecer (Lc 18.1).

2)  Se você é um santo do Senhor, então ore! (Sl 32.6).

3)  Efésios 6.18 nos mostra como deve ser nossa vida de oração:

a)  Oremos sempre (“orando em todo o tempo”).

b)  Oremos diversamente. Há muitas formas de oração a Deus (“com toda oração e súplica”).

c) Oremos “no Espírito”. Isto é, oremos através do Espírito Santo. Em outras palavras: não se consegue, sozinho, orar mesmo. Orar mesmo, só com a ajuda e a agência do Espírito Santo dentro de nós (Rm 8.26,27; Jd v20).


d)  Oremos vigiando (“e vigiando nisto”). Isto é, oremos em estado de alerta espiritual, porque há um Diabo contra a oração, e contra quem ora.


e) Oremos com perseverança, sempre continuando (“com toda a perseverança e súplica”).

f) Oremos com amor, sem discriminação; oremos até mesmo pelos nossos oponentes (“por todos os santos”).



O Crente Deve Orar Cada Dia


a)           Salmos 88.9: “Tenho clamado a Ti todo o dia”.

b)    Disse Jesus “quando orares”, e não “se orares” (Mt 6.6).

c)    Disse Jesus “quando jejuares”, e não “se jejuares” (Mt 6.12).



O Crente e o Espírito Santo


a) O Espírito Santo age na conversão do pecador e na vida cristã subsequente (Jo 3.3-8; 16.8-11; 14.16,17,20; Rm 8 [todo]; 1Jo 4.1).

b)  O batismo com o Espírito Santo (Lc 24.49; At 1.5; 2.1-4,38; 10.44-46; 19.2-7).


c)  Os dons do Espírito Santo (1Co 12.1-11,28-31; 14 [o capitulo todo]; Rm 12.6-8).


d) A vida do crente é sempre avivada e renovada no Espírito Santo (2 Co 4.16; Tt 3.5; Ef 5.18-21). 2 Timóteo 1.6 afirma “que despertes”. No grego, é “ana/zoo/pireo”, que é “reaviva em ti o fogo do Alto".


O Crente e o Cuidado Com a Sua Fé


a)     Hebreus 11.6: “Sem fé é impossível agradar a Deus”.


b) Romanos 1.17 : “O justo viverá da fé”.


c) Mateus 17.20: “Se tiverdes fé como um grão de mostarda...”.

d) Lucas 8.25: “Onde está a vossa fé?”.


e) Marcos 11.22: “Tende fé em Deus”.


f) Romanos 4.20: Abraão “foi fortificado na fé, dando glória a Deus”.


g) Hebreus 11.4-39: “Pela fé (...)”. Todos os homens e mulheres de Deus, referidos em Hebreus 11, tiveram um traço espiritual comum entre eles e Deus: a fé (“pela fé”).



O Crente e a Doutrina Bíblica


a)         A doutrina é a base fundamental e inicial em que a igreja deve apoiar-se (At 2.42).


b) Jesus levou aproximadamente um terço do Seu ministério terreno doutrinando (Mt 4.23; 9.35; Mc 14.49 – Nestas três passagens, “ensinando” e “doutrinando”, literalmente).


c) Sobre a igreja e a doutrina (At 5.42; 1Tm 4.6,16; 2Tm 4.2; Tt 1.9; 2.1), se na igreja houver omissão e/ou corrupção na doutrina haverá também corrupção no culto, nos seus elementos e no seu conteúdo.



O Crente e a Sua Santificação


a) Há a santificação posicional do crente (a santificação “em Cristo”: 1Co 1.2; 6.11; Fp 1.1; 3.15; C1 2.10; Hb 10.10).


b) Mas há também a santificação subjetiva do crente, isto é, sua santificação pessoal e progressiva, no seu viver diário, aqui e agora (Lv 20.7; 11.44; Lc 1.75; 2Co 7.1; 1Ts 5.23; 1Pe 1.15,16; 2Co 3.17,18; Hb 10.14 [ver no grego]; 12.14; Fp 3.12; 1Jo 1.7,9; cf. Ez 24.13).

c) O crente deve viver em santidade e justiça cada dia (Lc 1.75).




O Crente e Sua Adoração ao Senhor


Sobre o nosso culto ao Senhor:


a) Devemos louvar e adorar ao Senhor (2Cr 29.30).


b) O culto depende de haver sacrifício (2Cr 29.27 c/c Rm 12.1).


c) Cultuar a Deus conduz-nos à vitória (1Cr 17.16-18.1; ler também Salmos 95.6; 96.1-9; e Isaías 43.21).


d) Deus busca primeiramente adoradores, antes da adoração (Jo 4.23).

e) O crente deve adorar ao Senhor em cada dia (Sl 145.2; 61.8; 96.2; 2Cr 8.14).



O Crente e o Trabalho Para Deus


Aqui vemos o crente como servo do Senhor; é o crente e sua diaconia. O crente torna-se filho de Deus pela fé (Jo 1.12,13) e torna-se servo de Deus por amor (2Co 4.5; Êx 21.2-6; Dt 15.16,17). É próprio do amor servir. Quem serve pouco é porque ama pouco. A oração do crente como servo de Deus deve ser: (1) Faz-me um servo BOM; (2) Faz-me um servo FIEL; (3) Faz-me um servo SANTO; (4) Faz-me um servo HUMILDE.


a) O crente e sua mordomia cristã como servo de Deus – De tudo o que somos e temos, somos apenas mordomos (=administradores); o dono mesmo de udo é Deus (Lc 12.42-48; Rm 12.14; 2Co 5.10).


b) Devemos observar: (1) a mordomia do SER inteiro do crente (espírito, alma e corpo) para com Deus; (2) a mordomia dos BENS pessoais do crente para com Deus; (3) a mordomia do TEMPO do crente para com Deus; (4) a mordomia dos TALENTOS do crente para com Deus; (5) a mordomia das FINANÇAS do crente para com Deus (1Cr 29.5; Ml 3.8-10).


c) Mais referências sobre o crente como servo: Mt 24.45-51; 1Co 9.19-23; 4.2; 15.58; Ef 2.10; 2Tm 2.21; 3.17; Fp 2.5-7; Rm 12.1,11; 15.2).

d) O Senhor Jesus como servo (Is 42.1-7; Mt 20.28; Jo 13.1-16 – e, pouco antes, como “rei”, em João 12.13,15). Em Filipenses 2.3-11, vemos Seu supremo exemplo como servo.


e) O crente, como servo, deve trabalhar para o Senhor todos os dias. Em Mateus 21.28, lemos “vai trabalhar hoje na minha vinha”.

Daremos uma breve pausa no assunto aqui e, na segunda parte, falaremos sobre crescimento e maturidade.

Fonte: http://www.cpadnews.com.br/blog/antoniogilberto/fe-e-razao/50/vida-crista-abundante-(1%C2%AA-parte).html

OS DONS MINISTERIAIS



OS DONS MINISTERIAIS

Quin, 02/06/2011
                                                                            Por Antônio Gilberto

Finalmente, concluindo esta série, veremos o dom ministerial de mestre.

O termo mestre, como aparece em Efésios 4.11, significa literalmente ensinador. O próprio termo implica ensinar segundo os processos e métodos didáticos, apelando para as faculdades lógicas da mente, da razão.


Deus usa a mente do mestre. O mestre bíblico ocupa-se da doutrina, do ensino bíblico, portanto necessita dos dons da ciência e da sabedoria. Outro detalhe sobre esse ministério é que ele é, biblicamente falando, itinerante como o de evangelista.


É importante explicar aqui a má compreensão de 1 João 2.20,27, quanto ao ministério do mestre. Esses textos dizem: "E vós tendes a unção do Santo, e sabeis tudo(...) E a unção, que vós recebestes dele, fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como ela vos ensinou, assim nele permanecereis". A explicação da suposta dificuldade está no versículo 26: "Estas coisas vos escrevi acerca dos que vos enganam". O que João está querendo dizer é que o crente não precisa dos que ensinam doutrinas extra bíblicas. Esse "alguém que vos ensine" trata-se "dos que vos enganam".


A Bíblia é, acima de tudo, um livro de doutrinas que precisam ser estudadas, compreendidas e expostas sob a unção do Espírito Santo, que inspirou essas doutrinas.


A doutrina bíblica trata-se de um ensino bíblico sistematizado. Nenhuma só doutrina aparece sistematizada na Bíblia. Isto é, organizada, desdobrada, esboçada. Nem aparece isolada em um só lugar. Essa sistematização vem por catalogação textual e conceptual desse ensino ou princípio bíblico. Quanto mais completa for essa sistematização, mais completo será o estudo dessa doutrina.


O mestre deve aprofundar-se nas ciências bíblicas da exegese e da hermenêutica, sem jamais deixar de depender do Espírito Santo para capacitá-lo e dirigi-lo no preparo de estudos e sermões, e na exposição da Palavra.


Não se conhece entre nós uma igreja que sustente um mestre para exercer o ministério de ensino, assim como sustentam seus pastores, se bem que todo pastor também tem que ensinar pela natureza do seu cargo. O resultado disso é crise, pobreza e problemas na área do ensino da Palavra.


O Estudo Bíblico


O mestre deve enfatizar em seu modo de ministrar o estudo temático da Bíblia. Agora, há vários tipos de estudo bíblico conforme a necessidade da ocasião. Há o devocional, o doutrinário, o auxiliar, o de treinamento e o de orientação.


Vejamos alguns passos no preparo de um estudo bíblico. Mas, antes, é importante atentarmos para o que diz Lucas na introdução de seu Evangelho: "Tendo, pois, muitos empreendido pôr em ordem a narração dos fatos que entre nós se cumpriram, segundo nos transmitiram os mesmos que os presenciaram desde o princípio e foram ministros da Palavra, pareceu-me também a mim conveniente descrevê-los a ti, ó excelentíssimo Teófilo, por sua ordem, havendo-me já informado minuciosamente de tudo desde o princípio, para que conheças a certeza das coisas de que já estás informado", Lc 1.1-4. Lucas fala que consultou fontes e que preocupou-se em transmitir o que ouvira com exatidão e em ordem.

Os passos de preparação de um estudo bíblico são:
a) Orar, orar e orar!

b) Estudar o assunto na Bíblia, fazendo apontamentos pessoais.
c) Consultar fontes auxiliares (de confiança), como os próprios apontamentos pessoais.

d) Ordenar o material de estudo coletado.

e) Esboçar o estudo. Para isso é preciso saber fazer esboços.
f) Preparar finalmente o estudo. É dar-lhe sua redação final.
g) Conferir cuidadosamente o estudo, tanto o texto com as referências bíblicas. Saber mesmo a diferença entre uma referência real e uma referência verbal.


Dois Alertas aos Mestres


Agora, é importante darmos dois alertas para os que ensinam na Igreja. O primeiro está em 1 Coríntios 8.1: "A ciência incha, mas o amor edifica". É preciso que o mestre seja humildade. Apolo era mestre erudito, mas humilde: "E chegou a Éfeso um certo judeu chamado Apolo, natural de Alexandria, varão eloquente e poderoso nas Escrituras. Este era instruído no caminho do Senhor; e, fervoroso de espírito, falava e ensinava diligentemente as coisas do Senhor, conhecendo somente o batismo de João. Ele começou a falar ousadamente na sinagoga. Quando o ouviram Priscila e Áquila, o levaram consigo e lhe declararam mais pontualmente o caminho de Deus". Apolo, mesmo sendo erudito, se dispôs a aprender.

O segundo alerta diz respeito aos cismas. Os cismas que vêm dividindo a cristandade desde a fundação da Igreja são quase sempre originados pelos mestres, teólogos, escritores e professores. A Palavra de Deus adverte que o julgamento do trabalho do mestre perante o tribunal de Cristo será mais rigoroso e mais exigente: "Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo", Tg 3.1.


Os Dons Ministeriais Operando em Jesus


Jesus é o maior exemplo de obreiro em toda a Bíblia Sagrada e em todos os tempos. Ele deve ser o nosso modelo, o padrão a ser seguido.
Jesus como apóstolo: Hb 3.1; Jo 12.3).

Jesus como profeta: Lc 24.19; At 3.22.

Jesus como evangelista: Lc 4.18-19; Lc 20.1; Is 61.1.

Jesus como pastor: Jo 10.10; Hb 13.20; 1Pe 5.4.

Jesus como mestre: Jo 13.13; Mt 26.55.


Fonte: http://www.cpadnews.com.br/blog/antoniogilberto/fe-e-razao/12/os-dons-ministeriais-



Pastora, Maria Valda
ADMEP