quinta-feira, 9 de março de 2017

“LEIAM A BÍBLIA COM A MESMA INTENSIDADE COM QUE USAM SEUS CELULARES”

PAPA FRANCISCO: “LEIAM A BÍBLIA COM A MESMA INTENSIDADE COM QUE USAM SEUS CELULARES”

Por Tiago Chagas -


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O Papa Francisco continua em sua luta para fazer os cristãos mudarem a forma de ser e pensar e se aproximarem do que Jesus pregou. No último domingo, ele pediu que os fiéis lessem a Bíblia com o mesmo empenho com que acessam as redes sociais.
Recentemente, Francisco já havia dito que os cristãos precisam fazer jus à fé que professam, abandonando a hipocrisia e agindo da forma que as Escrituras ensinam para não escandalizar os demais.
No sermão do último domingo, Francisco destacou que os fiéis, muitas vezes, se dedicam aos seus celulares da forma como deveria se dedicar à leitura da Bíblia Sagrada. A pregação aconteceu na Praça de São Pedro, debaixo de chuva.
“O que aconteceria se tratássemos a Bíblia como fazemos com nossos celulares? Se nós voltássemos para recuperá-la quando a esquecêssemos? Se a carregássemos conosco sempre, mesmo em uma pequena versão de bolso? Se lêssemos as mensagens de Deus na Bíblia como lemos mensagens em nossos celulares? ”, questionou o papa, que mesmo tendo 80 anos, não se intimidou com a forte chuva.


De acordo com informações da agência internacional de informações Reuters, o pontífice destacou que tinha consciência de que sua comparação não era muito comum de ser feita, mas que o raciocínio “paradoxal” não tinha objetivo que não causar uma forte reflexão nos fiéis, pois a leitura da Bíblia ajuda as pessoas a resistirem às tentações diárias.


IGREJAS SÉRIAS... SERÁ?

Pastor diz que evangélicos estão em busca de “igrejas sérias” porque cansaram de apóstolos e bispos

 
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Os cristãos evangélicos brasileiros são divididos em diversas denominações, que entre si, são identificadas por categorias como, por exemplo, pentecostais, reformadas, neopentecostais.
Mas há um movimento não organizado de cristãos à procura de igrejas sérias, que pregam o Evangelho como ele é, sem doutrinas criadas por homens e com foco na mensagem de Jesus 

Fonte: https://noticias.gospelmais.com.br/pastor-evangelicos-cansaram-apostolos-bispos-igrejas-serias-89043.html?

quarta-feira, 8 de março de 2017

BREVE RESUMO DE CRISTOLOGIA

Márcio Melânia

12:53 (Há 2 horas)
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O objetivo deste artigo é fornecer uma breve apresentação da Cristologia ortodoxa. A necessidade de tratar de tal tema se percebe pelo fato de que muitos crentes têm conceitos e noções erradas sobre a pessoa, naturezas e obras de Cristo. A relevância do assunto é evidente por si só - alguém questionaria a importância de estudar sobre Jesus Cristo?

UNIDADE DA PESSOA DE CRISTO

Confessamos que Jesus Cristo é uma Pessoa divina. A Pessoa do Filho foi gerada pelo Pai na eternidade, como um segundo modo de subsistência na essência da Trindade (Provérbios 8.22-26; Miquéias 5.2; João 1.18).[1] A crença de que Jesus é uma só Pessoa divina deve ser afirmada contra a heresia nestoriana, segundo a qual “haveria duas pessoas, em Jesus - uma divina e outra humana - unidas entre si por um vinculo afetivo ou moral”[2], e contra as heresias unicistas, que negam a distinção pessoal do Filho em relação ao Pai. O fato de Jesus ser uma única Pessoa significa que a Segunda Pessoa da Trindade é o sujeito de todas as ações de Cristo, mesmo aquelas feitas em razão de Sua humanidade.[3] É por isso que se pode dizer corretamente que Deus morreu na cruz (Atos 20.28; 1 Coríntios 2.8) ou que Maria é mãe de Deus[4] (Isaías 9.6; Mateus 1.23; Lucas 2.11; Romanos 9.5).

Todavia, não basta afirmar simplesmente que a Pessoa divina do Filho é o Sujeito de suas ações. Ainda precisamos responder a uma questão levantada por Gary Cramptom: “...se Jesus Cristo tem duas naturezas completas, uma plenamente divina e outra plenamente humana, e, todavia, ele é uma Pessoa divina indivisa, como essa Pessoa pode ser genuinamente humana?”[5] Sobre isso, devemos rejeitar a ideia de que a humanidade de Cristo é impessoal (anipostasia) e afirmar que a natureza humana de Cristo foi pessoalizada na Pessoa do Verbo (enipostasia), desse modo a Pessoa do Filho é o Deus – Homem Jesus Cristo.[6] Por isso podemos dizer que o Homem Jesus é o sujeito mesmo das ações feitas em razão da Sua divindade (João 3.13; 6.62). É essencial, portanto, que não pensemos que exista um Jesus Homem e um Jesus Deus, mas sim, que há uma só Pessoa do Filho: o Deus – Homem, Jesus.

NATUREZAS DE CRISTO

Jesus sempre teve uma natureza divina, a qual recebeu do Pai por comunicação (João 5.26). Afirmamos que Jesus é eternamente divino (João 1.1-3) e possui todos os atributos de Deus (Colossenses 2.9). No entanto, por ocasião da encarnação, Jesus assumiu a natureza humana para sempre, sem deixar de lado Sua natureza divina (Filipenses 2.6-7). Desse modo, Jesus é plenamente humano (1 Timóteo 2.5). Devemos afirmar essas coisas contra algumas heresias [7]:

1. Apolinarianismo: Os apolinários negavam que Jesus fosse totalmente homem, afirmando que o Logos tomou o lugar do seu espírito humano. Contra essa heresia, declaramos que Cristo assumiu toda a natureza humana, e por isso, possui um corpo e uma alma humanos.

2. Eutiquianismo: De acordo com essa heresia, a natureza divina absorveu a natureza humana. Contra os eutiquianos, é necessário dizer que Cristo teve adicionado à Sua natureza divina, a natureza humana, de modo que, embora inseparáveis, elas permanecem distintas. Dessa forma, as propriedades das duas naturezas não se misturam. Cristo continua sendo imortal, ilimitado, etc. em razão de sua natureza divina, mas também era mortal, limitado, sujeito  etc. em razão da sua natureza humana.

3. Arianismo: Os arianos negam que Jesus seja absolutamente divino, afirmando que ele é um ser criado. A visão ortodoxa, no entanto, diz que Jesus possui todos os atributos da natureza divina, de modo que Ele é verdadeiramente o Deus Eterno.

4. Docetismo: Os docetas negavam que Jesus fosse plenamente humano, pois não poderia ter assumido a carne humana já que, segundo eles, a matéria é má. Contra essa heresia, afirmamos que Jesus é cem por cento homem.

5. Teologia Kenótica: Os kenóticos afirmam que Jesus deixou de ser Deus quando se tornou humano. Em resposta confessamos que, embora Jesus tenha voluntariamente limitado o uso de seus atributos divinos, Ele não deixou de ser divino quando se tornou humano.

TRÍPLICE OFÍCIO DE CRISTO

Cristo, como o Messias, foi ungido para exercer três ofícios: Profeta, Sacerdote e Rei. Ele é o Profeta em quem culminam todas as profecias, o Sacerdote que efetuou nossa expiação e reconciliação e que intercede por nós e o Rei de um reino espiritual e eterno.[8] Cristo exerce suas funções de Profeta, Sacerdote e Rei de diferentes modos[9]:

1. Como Profeta: “Cristo exerce as funções de profeta revelando a igreja em todos os tempos, pelo seu Espírito e Palavra, por diversos modos de administração, toda a vontade de Deus em todas as coisas concernentes à sua edificação e salvação. (João 1.18; 1 Pedro 1.10-12; Hebreus 1.1-2; João 15.15; Efésios 4.11-13; João 20.31)”.

2. Como Sacerdote: “Cristo exerce as funções de sacerdote oferecendo-se a si mesmo uma vez em sacrifício sem mácula, a Deus, para ser a reconciliação pelos pecados do seu povo e fazendo contínua intercessão por ele (Hebreus 9.14, 28; 2.17; 7.35)”.

3. Como Rei: “Cristo exerce as funções de rei chamando do mundo um povo para si, dando-lhe oficiais, leis e disciplinas para visivelmente o governar; dando a graça salvadora aos seus eleitos; recompensando a sua obediência e corrigindo-os por causa dos seus pecados; preservando-os por causa dos seus pecados; preservando-os e sustentando-os em todas as tentações e sofrimentos; restringindo e vencendo todos os seus inimigos, e poderosamente dirigindo todas as coisas para a sua própria glória e para o bem do seu povo; e também castigando os que não conhecem a Deus nem obedecem ao Evangelho.” (Isaías 55.5; Gênesis 49.10; 1 Coríntios 12.28; João 15.14; Mateus 18.17-18; Atos 5:31; Apocalipse 22:12; 3.19; Romanos 8:37-39; 1 Coríntios 15.25; Romanos 14.11; 8.28; 2 Tessalonicenses 1.8; Salmos 2.9)”.

ESTADOS DE HUMILHAÇÃO E EXALTAÇÃO

Os estados de humilhação de Cristo vão desde Sua encarnação até a Sua morte. Jesus “...nasceu da virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao Hades”[10]. Cristo se humilhou quando pôs de lado Sua majestade divina e assumiu a natureza humana como ela é desde a Queda (fraca e mortal), com exceção do pecado (Hebreus 2.17, 4.15). Fazem parte das humilhações de Cristo, Sua vida na Terra que foi toda de sofrimento e Sua morte expiatória e vicária. [11] A descida de Jesus ao Hades significa simplesmente que Jesus desceu ao túmulo e não que Ele desceu ao Inferno propriamente. “Ser sepultado”, “Descer ao túmulo” e “Descer ao Hades” são expressões biblicamente equivalentes (Gênesis 37.35; Salmos 30.4). [12]

A exaltação de Cristo tem como primeiro estágio Sua Ressurreição. É importante considerarmos os estágios que vão desde Sua ressurreição até a Sua futura segunda vinda. Cremos que Jesus ressuscitou fisicamente com o mesmo corpo com o qual morreu, porém glorificado (João 2.19; Lucas 24.39-42; 1 Coríntios 15.20, 53). Do mesmo modo, Jesus subiu aos céus com o mesmo corpo físico no qual viveu e morreu [13], foi entronizado à mão direita de Deus [14] e retornará fisicamente com esse mesmo corpo para “...julgar os vivos e os mortos.” [15] (Atos 1.9-11).

CONSIDERAÇÕES FINAIS

Crer na cristologia ortodoxa é essencial para a fé evangélica. Confessamos que há uma só Pessoa em duas naturezas completas (a natureza divina e a natureza humana), inseparáveis, porém distintas. Reconhecemos Cristo Jesus como o nosso Profeta, Sacerdote e Rei, “...o qual foi concebido por obra do Espírito Santo; nasceu da Virgem Maria; padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado; desceu ao Hades; ressurgiu dos mortos ao terceiro dia; subiu ao Céu; está assentado a mão direita de Deus Pai Todo-Poderoso, de onde há de vir para julgar os vivos e os mortos.” [16]. 


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FONTES:
[1] http://brunosunkey.blogspot.com.br/2016/04/a-geracao-eterna-do-filho.html
[2] http://www.clerus.org/clerus/dati/2009-01/02-13/As_Heresias_Cristologicas_e_Trinitarias.html
[3] http://www.vatican.va/archive/cathechism_po/index_new/p1s2cap2_422-682_po.html
[4] É importante distinguir a ideia de mãe de Deus (theótokos), conforme aparece na Declaração ortodoxa de Calcedônia, da noção mariolátrica de Mãe de Deus presente no Romanismo. A primeira tem como objetivo realçar a deidade e a unidade pessoal de Cristo, enquanto a segunda sustenta a heresia idólatra do culto de hiperdulia. 
[5] http://www.monergismo.com/textos/cristologia/unidade_pessoa_cristo_crampton.htm
[6] FERREIRA, F. & MYATT. Teologia Sistemática - VIDA NOVA,  207. p.492.
[7] FERREIRA, F. & MYATT. Teologia Sistemática - VIDA NOVA,  207. Pp. 487, 488, 529, 530.
[8] Institutas II.XV, pp. 248-256.
[9] Catecismo Maior de Wesminster, perguntas 43, 44, 45. Disponível em:http://www.monergismo.com/textos/catecismos/catecismomaior_westminster.htm
[10] Credo Apostólico: http://presbiterianoscalvinistas.blogspot.com.br/2010/05/o-credo-apostolico.html
[11]  BERKHOF, L. (2012). Manual de doutrina cristã. São Paulo: Cultura Cristã, p. 141.
[12]  HODGE, C. (2001). Teologia Sistemática. São Paulo: Hagnos,p.944.
[13] GEISLER, N. Teologia Sistemática 1. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembleias de Deus, p. 1095.
[14] BERKHOF, L. (2012). Manual de doutrina cristã. São Paulo: Cultura Cristã, p. 141.
[15] Credo Apostólico: http://www.monergismo.com/textos/credos/credoapostolico.htm
[16] Credo Apostólico: https://ipbicara.wordpress.com/2013/01/20/credo-apostolico/

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Autor: Bruno dos Santos Queiroz
Fonte: Bereianos

terça-feira, 7 de março de 2017

O FUTURO DEMOGRÁFICO MUÇULMANO DA ALEMANHA

Posted: 03 Mar 2017 07:18 AM PST


O FUTURO DEMOGRÁFICO MUÇULMANO DA ALEMANHA



Soeren Kern




Comentário de Julio Severo: Décadas de políticas e práticas de planejamento familiar (também chamado de controle da natalidade e controle populacional) deixaram a Alemanha escassa de bebês alemães. O resultado é um futuro sem trabalhadores suficientes para sustentar os velhos alemães. Ou a Alemanha morre demograficamente ou importa milhões de trabalhadores. Em vez de bebês, extintos pelo planejamento familiar, a Alemanha optou por imigrantes que mudarão para sempre sua nação. Uma nação que ama o planejamento familiar morre demograficamente, ou é obrigada a importar milhões de trabalhadores, e os países islâmicos têm “trabalhadores” de sobra para enviar aos países europeus que estão morrendo demograficamente. Esse é o caso da Alemanha. Mas é preciso apontar claramente o único culpado essa situação. Não é Angela Merkel. São os casais usuários de planejamento familiar. Eles estão matando seus países e ajudando a propagação rápida do islamismo. Leia artigo a seguir:




A Alemanha terá que absorver anualmente 300.000 migrantes nos próximos 40 anos para conter o declínio populacional, de acordo com um informe vazado do governo.

Os trechos do documento que foram publicados pelo Rheinische Post em 1º de fevereiro, revelam que o governo alemão conta com a migração contínua de grande contingente de pessoas — aparentemente da África, Ásia e Oriente Médio — para manter o tamanho atual da população alemã (82,8 milhões) estável até 2060.
O documento indica que a decisão da Chanceler Angela Merkel de permitir a entrada no país de cerca de 1,5 milhão de migrantes, em sua maioria muçulmanos, entre 2015 e 2016 não foi primordialmente um gesto humanitário e sim uma iniciativa calculada para evitar o declínio demográfico da Alemanha e preservar a viabilidade do futuro do bem-estar social do estado alemão.
Se a maioria dos novos migrantes que chegarem à Alemanha nas próximas quatro décadas forem do mundo islâmico, a população muçulmana da Alemanha poderá saltar para bem mais de 20 milhões e representar mais de 25% da população alemã em 2060.
Os críticos da política de imigração de portas abertas da Alemanha estão alertando que o recente salto da população muçulmana na Alemanha — que já ultrapassou, pela primeira vez, seis milhões de pessoas em 2016 — mudou para sempre a cara do país.

A migração em massa está impulsionando açodadamente a ascensão do Islã na Alemanha, conforme evidenciado pela proliferação de zonas proibidas, tribunais da Sharia, poligamia, casamentos de crianças e violência em nome da honra. A migração em massa também é responsável pelo caos social, incluindo ataques jihadistas, a epidemia de estupros cometidos por migrantes, a crise na saúde pública, o aumento da criminalidade e a corrida de cidadãos alemães para comprarem armas para defesa pessoal — e até mesmo abandonarem para sempre a Alemanha.

O governo não disse como pretende integrar outros milhões de muçulmanos em potencial na sociedade alemã. O preço para inverter o declínio demográfico na Alemanha parece ser islamizar ainda mais a Alemanha, sob o pretexto do multiculturalismo.

Segundo o documento que foi elaborado pelo Departamento Federal de Estatística (Destatis), o governo havia previsto anteriormente que a população da Alemanha cairia do patamar de 82 milhões para 73 milhões até o ano de 2060 — ou até mesmo para 67,6 milhões na pior das hipóteses. Esta estimativa já está sendo revista, no entanto, com base em um novo recálculo das previsões em relação à imigração, taxas de natalidade e expectativa de vida.

Devido à migração líquida positiva (mais pessoas entrando no país do que saindo), a população alemã aumentou em 1,14 milhão de habitantes em 2015 e mais 750.000 em 2016, para atingir o recorde histórico de 82,8 milhões no final de 2016, segundo estimativas preliminares do Destatis.

Com uma taxa de fertilidade de 1,6 nascimento por mulher, bem abaixo da taxa de substituição populacional de 2,1, a Alemanha irá necessitar um influxo permanente de 300.000 migrantes por ano a fim de manter estável o nível da população atual até o ano 2060, segundo o documento.

O documento ressalta a necessidade de integrar rapidamente os migrantes no mercado de trabalho, de modo que possam começar a contribuir com o sistema de bem-estar social. "Com base em experiências passadas, isso não será nada fácil e levará bem mais tempo do que o esperado inicialmente", admite o documento. "O sucesso será visível somente no médio e longo prazo".

Uma pesquisa recente realizada pelo Frankfurter Allgemeine Zeitung constatou que as 30 maiores empresas alemãs empregam apenas 54 refugiados, incluindo 50 que foram contratados como entregadores do provedor de logística Deutsche Post. Os executivos da empresa dizem que o principal problema é que os migrantes não possuem qualificações profissionais e conhecimento da língua alemã.

De acordo com o Departamento Federal do Trabalho, o nível educacional dos migrantes recém-chegados na Alemanha é bem mais baixo do que o esperado: apenas um quarto tem diploma do ensino médio, ao passo que três quartos não têm nenhuma formação profissional. Somente 4% dos recém-chegados à Alemanha são altamente qualificados.
Por ora a grande maioria dos migrantes que entraram na Alemanha em 2015 e 2016 estão sob tutela do estado alemão. Contribuintes alemães pagaram aproximadamente US$23,4 bilhões de ajuda aos refugiados e candidatos a asilo em 2016 e irão pagar um montante mais ou menos igual em 2017.

Um documento do Ministério da Fazenda revelou que a crise migratória pode acabar custando aos contribuintes alemães US$101 bilhões de hoje até 2020. Cerca de US$27,73 bilhões seriam gastos em programas sociais como seguro desemprego e apoio à habitação. Cerca de US$6,15 bilhões seriam destinados a cursos de línguas e US$4,96 bilhões para a integração dos refugiados no mercado de trabalho.

A migração em massa também aumentou a demanda por habitação, pressionando para cima os custos de locação para os alemães comuns. Cerca de 350.000 novos apartamentos são necessários a cada ano para atender a demanda, mas apenas 245.000 apartamentos foram construídos em 2014 e 248.000 em 2015, segundo o Rheinische Post.

Enquanto isso, os migrantes cometeram 208.344 crimes em 2015, segundo um relatório da polícia. Este número representa um salto de 80% em relação a 2014, o que significa cerca de 570 crimes cometidos por migrantes a cada dia, todos os dias, ou seja: 23 crimes a cada hora, entre janeiro e dezembro de 2015.

Um documento vazado da inteligência alemã alertou que a migração em massa do mundo muçulmano terá como consequência o aumento da instabilidade política no país. O documento alertou que "será impossível integrar centenas de milhares de imigrantes ilegais dados os enormes contingentes envolvidos e as sociedades paralelas muçulmanas já existentes na Alemanha". O documento acrescenta:

"Estamos importando o extremismo islâmico, antissemitismo árabe, conflitos nacionais e étnicos de outros povos, bem como um entendimento diferente de sociedade e lei. As agências de segurança alemãs não têm condições de lidar com estes problemas de segurança importados e as consequentes reações da população alemã".

Em entrevista concedida ao jornal Die Welt, um funcionário do alto escalão de segurança, que não quis se identificar, assinalou:

"A entrada em massa de pessoas dos mais diferentes cantos do planeta levará nosso país à instabilidade. Ao permitir esta migração em massa estamos gerando extremistas. A sociedade inserida no contexto da maioria da população está se radicalizando pelo fato do grosso da nação não querer a migração, que está sendo imposta pelas elites políticas. No futuro muitos alemães irão se afastar do estado de direito".

Um recente levantamento do YouGov constatou que 68% dos alemães acreditam que a segurança no país se deteriorou devido à migração em massa. Cerca de 70% dos entrevistados responderam que temem por suas vidas e pelos seus bens em estações de trens e metrôs na Alemanha e que 63% se sentem inseguros em grandes eventos públicos.

Uma pesquisa de opinião realizada pela INSA constatou que 60% dos alemães acreditam que não há lugar para o Islã na Alemanha. Quase metade (46%) dos entrevistados disseram estar receosos no tocante à "islamização" na Alemanha.

No entanto, se a eleição alemã fosse realizada hoje, Angela Merkel conquistaria facilmente mais um mandato de quatro anos como chanceler. Uma pesquisa de opinião realizada pela INSA encomendada pelo Bild em 2 de Fevereiro constatou que o Partido de Merkel, União Democrata-Cristã (CDU) ora no poder, venceria com 33% dos votos contra 27% para o Partido Social-Democrata de centro-esquerda (SPD) e 9% para o partido anti-imigração Alternativa para a Alemanha (AFD).

A Alemanha já compete com a França pela maior população muçulmana da Europa Ocidental.

O aumento da população muçulmana da Alemanha está sendo alimentado pela migração em massa. Estima-se que 300.000 migrantes chegaram à Alemanha em 2016, isso fora mais de um milhão que chegou em 2015. Pelo menos 80% (800.000 em 2015 e 240.000 em 2016) dos recém-chegados eram muçulmanos, de acordo com o Comitê Central de Muçulmanos da Alemanha.

Além dos recém-chegados, a taxa de crescimento da população muçulmana que já reside na Alemanha é de aproximadamente 1,6% ao ano (77.000), de acordo com dados extrapolados de um estudo realizado pelo Pew Research Center sobre o crescimento da população muçulmana na Europa.

Com base nas projeções do Pew, que foram proferidas antes da atual crise migratória, a população muçulmana da Alemanha chegaria a um número estimado de 5.145 milhões de pessoas até o final de 2015.

Adicionando os 800.000 migrantes muçulmanos que chegaram à Alemanha em 2015 aos 240.000 que chegaram em 2016, somados ao aumento natural de 77.000, a população muçulmana da Alemanha saltou 1.117.000, atingindo segundo estimativas 6.262.000 até o final de 2016. Isso equivale a aproximadamente 7,6% da população total da Alemanha de 82,8 milhões.

A população muçulmana da Alemanha poderá atingir 20 milhões já em 2020 segundo o presidente da Associação das Municipalidades Bávaras (Bayerische Gemeindetag), Uwe Brandl. Sua previsão se baseia nas assim chamadas reunificações familiares — pessoas cujos pedidos de asilo serão aprovados irão subsequentemente trazer em média de quatro a oito membros da família para a Alemanha.

Há mais de uma década o historiador Bernard Lewis alertou que, se as propensões migratórias atuais continuarem, a Europa será islâmica até o final do século XXI. As elites políticas da Alemanha estão na vanguarda de tornar essa previsão uma realidade.


Traduzido por Joseph Skilnik do Original em inglês: Germany's Muslim Demographic Future
Divulgação: www.juliosevero.com
Leitura recomendada:
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