sábado, 19 de novembro de 2016

“RUTE, DEUS TRABALHA PELA FAMÍLIA”




ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA

Departamento de Educação Cristã
Escola Bíblica Dominical



“RUTE, DEUS TRABALHA PELA FAMÍLIA”

Texto Áureo:

“[...]. Bendito seja o SENHOR, que não deixou, hoje, de te dar remidor, e seja o seu nome afamado em Israel. ”
[Rute 4. 14]

Verdade Prática

Deus abençoa o trabalho, a fé a persistência da família que o serve.


LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Rute 1.1 – 14


Objetivo Geral:

Ressaltar que Deus abençoa o trabalho, a fé e a persistência da família que o serve.


Objetivo Específicos:

1.            Apontar a crise econômica pela qual Belém estava passando;
2.            Mostrar como Noêmia e Rute superaram as crises;
3.            Enfatizar que a fé e o trabalho nos ajudam a superar as crises.


§    Palavra Introdutória – Rute 1.1: O texto não dá nenhuma prova de que Deus tenha orientado Elimeleque (heb., lit. “meu Deus é Rei”) a deixar Belém. A fertilidade do solo e a abundância das colheitas nunca foram garantias absolutas de não haver fome. Mudar de lugar também não é necessariamente a forma que Deus usa para lidar com uma Crise (veja Rm 8. 37 – 39). A partida de Elimeleque de Belém (heb., lit. “casa de pão”) não evitou que ele e seus dois filhos morrerem numa terra estrangeira, deixando sua esposa, Noemi, talvez ainda mais miserável do que se ela tivesse permanecido entre seus amigos e parentes.

§    A família de Elimeleque muda-se para Moabe na esperança de ter dias melhores. Mas, ali Elimeleque morre e é enterrado. Seus dois filhos também vieram a falecer em Moabe. Noami, a esposa de Elimeleque teve que enfrentar a perda do marido e dos filhos. Mas crises ainda piores estavam por vir.

§    Noemi e Rute voltaram para Belém, trabalham, mantém a fé em Deus e são grandemente abençoadas. Todos nós enfrentamos momentos de dor e aflição. Mas a nossa fé nos faz avançar, trabalhar e ver o impossível sendo realizado. Diante das adversidades, não desanime, não pare!

Pano de Fundo: - A história de Rute começa e termina no vilarejo de Belém, na tribo de Judá, com uma passagem por Moabe no começo e no final. Moabe era uma nação pagã que teve início com o relacionamento incestuoso entre Ló e sua filha mais velha (Gn 19.  36 – 37). Os moabitas, eternos inimigos de Israel, receberam julgamentos claros proferidos pelos profetas (Is 15. 1 – 9).

Propósito: - Com um começo triste e um final feliz, o Livro de Rute retrata a vida de uma família fiel que vivia num vilarejo e honrava a Javé. Mostra, ainda, a providência divina mesmo em meio às adversidades e tristezas. Deus usa pessoas simples e acontecimentos comuns para alcançar seus grandes propósitos.


Introdução: - Nesta lição, estudaremos a história de uma família que enfrentou a crise da fome, do luto e da desesperança. É a história de três viúvas: Noemi, Orfa e Rute. Elas enfrentaram momentos terríveis. Porém, duas delas não se deixaram abater pelas dificuldades. Com fé, inteligência, lealdade, persistência e esperança, venceram dificuldades. É uma história de trabalho, provisão e resgate.


I.              A CRISE ECONÔMICA

1.1.     “Época dos juízes” ocorreu entre os anos 1380 e 1050 a. C. Foi um tempo de apostasia, confusão, degradação moral e muita tristeza. O nome Bet-Léhem, remete ao sentido de “Casa de Alimento”, a cidade natal do rei Davi (I Sm 16.18). Elimeleque significa “Meu Deus é Rei” (Jz 8. 23). Noemi significa “Agradável” (v. 20). Efrata era o nome da região nas proximidades de Belém (4. 11; Gn 35.19; I Sm 17. 12; Mq 5.2). Com a morte de Elimeleque iniciam-se as mais duras provas de Noemi (v. 21). Contudo, Deus é bom (v. 6), e no final dessa história, a idosa Noemi, se torna “mãe” de Obede (nome que tem o sentido de “Servo do Senhor”), por meio de Rute, sua nora (4. 17). Uma benção sem fim, porquanto Obede será pai de Jessé, que gerará o rei Davi, linhagem humana da qual nascerá Jesus Cristo, o Messias (4. 21 – 22).

1.2.     Fome na “casa do pão” - Belém de Judá estava enfrentando uma terrível crise econômica. A fome tomou uma proporção gigantesca, obrigando as pessoas a deixarem a região. A escassez era resultado do mau governo dos últimos juízes de Israel. Estes haviam abandonado ao Senhor. Belém, que significa "casa de pão”, estava com fome. A cidade deixou de ser um celeiro de grãos para ser um lugar de escassez. Neste caso, a fome era resultado da disciplina divina (Lv 26.18-20). Israel afastou-se da comunhão com Deus, adorando ídolos pagãos. Nem todos agiam de modo pecaminoso, mas a disciplina era para todos. Mas o fato é que Deus opera na vida daqueles que permanecem fiéis a Ele e à sua Palavra (2. 12)

1.3.      A crise alcança uma família - (Rt 1.1,2). Elimeleque, (“Deus é Rei”, Noemi (“Agradável”) e seus filhos, Malom, seu nome significa (“fraco”, “doente”) e Quiliom, seu nome significa “falho” ou “aniquilado”, são atingidos pela CRISE. A escassez obrigou Elimeleque a deixar, juntamente com a família, a sua terra. Naquele momento de crise, eles fizeram o que parecia ser o melhor para toda a família, ou seja, seguiram para Moabe. Ao chegarem a Moabe, ao invés de encontrar pão, encontraram a doença e a morte. Elimeleque e seus dois filhos morreram em Moabe. Noemi ficou sozinha com suas duas noras. Naquele tempo não havia Previdência Social. As viúvas eram sustentadas pelos filhos, em especial o primogênito. Logo, perder o marido e os filhos era uma situação terrível.

1.4.     Morreu Elimeleque, Marido de Noemi – Noemi, embora fosse uma fiel seguidora do Senhor, experimentou grande adversidade.

1.4.1.      Ela e a sua família sofreram os efeitos da fome, e tiveram que abandonar sua própria casa (v.1). Além disso, ela perdeu seu marido (v. 3) e seus filhos. Parecia que o Senhor a abandonara e até mesmo se voltara contra ela (vv. 13, 21).

1.4.2.      A história de Rute, no entanto, revela que Deus continuava cuidando dela, inclusive agindo através de terceiros, para socorrê-la em suas necessidades. Como no caso de Noemi, o crente fiel e leal a Cristo pode experimentar grandes adversidades na sua vida. Tal fato não significa que Deus os abandonou ou que os está castigando. As Escrituras frisam, repetidas vezes, que Deus continua, com todo o amor, a fazer todas as coisas cooperarem para o nosso bem em tempos de aflições. (Rm 8. 28, 36).

1.4.3.      Para qualquer um que aceita a plena Soberania – de um Deus justo e misericordioso, a existência do mal com a permissão divina (teodiceia) é um dilema natural. Noemi deixa implícita uma acusação de infidelidade contra Deus, cujo relacionamento com seu povo sempre se baseou, essencialmente, na pressuposição da fidelidade divina. Por causa de suas perdas pessoas, Noemi concluiu que Deus havia voltado as costas para ela e decidiu retribuir fazendo o mesmo. Pediu que a chamassem de Mara (heb., lit. “amarga”; veja v. 20). Ainda assim, existia um raio de esperança em Noemi, pois, ao referir ao Senhor (Javé), colocou essas experiências trágicas da perda do marido, dos filhos e de suas posses terrenas dentro do contexto da promessa da aliança. O uso do nome pessoal de Deus na aliança lembrou Noemi e sua nora da maior de todas as promessas, que é a fidelidade de Deus.

1.5.     Três viúvas. - Essas mulheres, desprotegidas, sofreram enormes dificuldades para sobreviver. Mas Deus não abandona seus filhos nem os desampara. O Senhor já tinha um plano de redenção e bênção preparado para Noemi e Rute. Em momentos de crises, muitas vezes achamos que Deus está silencioso e distante. Parece não haver saída, mas Ele está trabalhando em nosso favor. Por isso, não tenha medo. Deus não vai desamparar você.

1.6.     O Senhor .... Sob cujas asas te vieste abrigar. (2.12) – Este é o versículo-chave do livro de Rute. Mesmo em meio à grande apostasia durante o período dos juízes. Deus estava atento àqueles que o buscavam com sinceridade e fé firme (Sl 17. 8; 36. 7; 63.7). A história de Rute diz respeito à providência de Deus na vida dos que nEle confiam e andam nos seus caminhos. Assim como Abraão correspondeu com fé ao chamado do Senhor, assim também a confiança que Rute teve no Senhor levou-a a deixar sua pátria e parentela para cumprir sua parte no divino propósito redentor (Gn. 12. 1 – 4).


II.            SUPERANDO AS CRISES

2.1.     Noemi enfrenta a crise - Noemi tornou-se uma mulher amarga, triste e sem esperança. Parecia não existir solução para a crise que estava vivendo. As dificuldades podem embaçar a nossa visão e tirar toda a nossa expectativa. Se você está enfrentando uma situação que não parece ter solução, não se desespere. Tenha fé no Deus de toda a provisão. Noemi foi dominada pela amargura e dor. Seus sentimentos tornaram-se amargos. Ela não esperava mais nada da vida, senão a morte.

2.2.     O retorno para sua terra. - Noemi tomou a decisão de retornar para Belém, a sua terra natal. Porém, antes ela decidiu liberar suas noras, Orfa e Rute, para que voltassem às suas famílias. Orfa aceitou a liberação de sua sogra e retornou para sua família.  Mas Rute não quis abandonar a sogra. Talvez, Noemi estivesse pensando que Deus a estava castigando com todos aqueles sofrimentos. Ela não podia imaginar o plano de Deus em todas aquelas adversidades. Aprendemos com a Palavra de Deus que [...]"todas as coisas contribuem juntamente para o bem daqueles que amam a Deus [...]" (Rm 8.28).

2.3.     Rute e o Deus de Israel. - Rute declarou: "[...] O teu Deus é o meu Deus"(Rt 1.16). Sua sogra, embora atravessando um momento difícil, deu um excelente testemunho. A convivência com Noemi levou Rute a ter uma experiência pessoal com Deus. Rute se apegou à sua sogra. (Tal gesto de amor e generosidade nos mostra que é possível o bom relacionamento entre noras e sogras).

2.4.     O Senhor .... Sob cujas asas te vieste abrigar. - (2.12) – Este é o versículo-chave do livro de Rute. Mesmo em meio à grande apostasia durante o período dos juízes. Deus estava atento àqueles que o buscavam com sinceridade e fé firme (Sl 17. 8; 36. 7; 63.7). A história de Rute diz respeito à providência de Deus na vida dos que nEle confiam e andam nos seus caminhos. Assim como Abraão correspondeu com fé ao chamado do Senhor, assim também a confiança que Rute teve no Senhor levou-a a deixar sua pátria e parentela para cumprir sua parte no divino propósito redentor (Gn. 12. 1 – 4).


SÍNTESE DO TÓPICO II

Noemi e Rute com fé e trabalho superaram as crises.


III.          FÉ E TRABALHO

3.1.     Noemi e Rute chegam à terra do pão. - A chegada de duas mulheres viúvas à cidade deve ter chamado a atenção das pessoas, especialmente daquelas que haviam conhecido Noemi antes de sua partida. Noemi agora se encontrava com a alma amargurada.  Por isso, pede para ser chamada não mais de Noemi, que significa "agradável", mas "Mara", isto é, "amarga". Noemi retornou à sua cidade sem marido, sem filhos e sem bens. Ela acreditava que todo aquele sofrimento vinha de Deus, como uma forma de punição (Rt 1.21).

3.2.     Rute ajuda Noemi. - Elas chegaram a Belém no "princípio da sega das cevadas" (Rt 1.22), ou seja, quando a colheita estava começando. Se em Moabe a situação era precária, agora em Belém, havia esperança, pois havia trabalho na colheita da cevada. Vencemos as crises com a ajuda de Deus e com muito trabalho.

3.3.     Rute trabalha apanhando espigas. -  Rute vai para um campo de cevada que pertencia a um parente de Elimeleque. Ali, ajunta as espigas que os segadores deixavam para trás. Essa prática era permitida pela Lei Mosaica para ajudar os necessitados (Dt 24.19-21).  Siga o exemplo de Rute, não fique de braços cruzados. 

Lição Espiritual: -  Aprenda a servir. Saiba que Deus nos chama a servir aqueles a quem amamos. Creia que Deus honrará aqueles com disposição de servir.

Ao dispor-se a trabalhar no campo, Rute descobriu que Boaz era parente de Elimeleque e, por lei ele poderia se casar com ela e redimi-la. Boaz fez tudo conforme orientava a lei. Ele é um tipo de Cristo, o nosso Redentor, que sendo rico se fez pobre para nos fazer herdeiros das suas riquezas (2 Co 8.9). Boaz casa com Rute e ela dá à luz a um filho, o qual recebeu o nome de Obede. Mais tarde Obede se tornou o avô de Davi. Deus honrou a decisão, a atitude e o trabalho de Rute.

3.4.     Boaz – Significa “Rapidez”. Noemi era parente de Boaz através do seu marido, Elimeleque, um fato essencial para a posterior função de “parente remidor” exercida por Boaz. Homem valente e poderoso, em hebraico, indica mais do que prosperidade econômica.  Reflete alguém com poder e dignidade social na comunidade. Também sugere que Boaz, provavelmente, tenha sido um guerreiro em sua juventude. (Lição Espiritual: Aprenda a servir. Saiba que Deus nos chama a servir aqueles a quem amamos.  Creia que Deus honrará aqueles com disposição de servir).

3.5.     A Providência Divina – A mão sustentadora de Deus é sentida ao longo de todo o livro. Mediante o cuidado terno e amoroso de Rute (Rt 1. 16, 17), Deus trouxe consolo a Noemi quando ela mais sofria, depois da morte de seu marido e de seus filhos, Deus proveu sustento para Rute e Noemi nos dias de pobreza pela generosidade do “parente próximo” (Rt 2. 7 – 8; 4. 10). Deus substituiu a raiz de amargura em Noemi por uma fonte de alegria com o nascimento de seu neto, Obede (Rt 4. 15 – 16). Deus usou a vida alquebrada dessas duas mulheres, que, depois de parecer que haviam perdido tudo, encontraram a mais alta honra de se tornarem parte da genealogia do Messias (Rt 4. 17; veja também Mt 1. 3 – 6; Lc 3. 31 - 33).


SÍNTESE DO TÓPICO III

Fé em Deus e trabalho são fundamentais para vencer as crises.


CONCLUSÃO: -  Rute teve algumas perdas em sua vida; perdeu o sogro, o cunhado e o marido. Além dessas perdas, teve que cuidar de uma sogra triste e desamparada. Mas o Deus da provisão não desamparou Rute nem Noemi. Temos um Deus que nos ajuda e abençoa-nos com o trabalho e a sua provisão. Confie!




                                            Aula Elaborada, pela professora,
                                                          Pra. Maria Valda – ADMEP




quinta-feira, 10 de novembro de 2016

12 PROPOSIÇÕES SOBRE UM ENTENDIMENTO CRISTÃO DE ECONOMIA

Márcio Melânia






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Infelizmente, muitos cristãos americanos sabem pouco sobre economia. Além disso, muitos cristãos assumem que a Bíblia não tem absolutamente nada a dizer sobre isso. Mas uma cosmovisão bíblica, na verdade, tem muito a nos ensinar sobre assuntos econômicos. O significado do trabalho, o valor da mão-de-obra e outras questões econômicas são toda parte da cosmovisão bíblica. Ao mesmo tempo, devemos reconhecer que a cosmovisão cristã não exige ou promove um sistema econômico específico.


Por causa disso, os cristãos devem permitir que os princípios econômicos encontrados na Escritura moldem nosso pensamento, embora reconhecendo, ao mesmo tempo, que podemos agir à luz desses princípios em qualquer cenário econômico, cultural ou geracional.

1. Um entendimento econômico cristão tem a glória de Deus como seu maior objetivo.


Para os cristãos, toda teoria econômica começa com um objetivo de glorificar a Deus (1 Coríntios 10.31). Temos uma autoridade econômica transcendente.


2. Um entendimento econômico cristão respeita a dignidade humana.

Não importa o sistema de crenças, aqueles que trabalham manifestam a glória de Deus, quer saibam ou não. As pessoas podem acreditar que estão trabalhando por seus próprios motivos, mas elas estão, na verdade, trabalhando a partir de um impulso pelo que foi colocado em seus corações pelo Criador para a Sua glória.

3. Um entendimento econômico cristão respeita a propriedade privada e a posse.


Alguns sistemas econômicos tratam a ideia de propriedade privada como um problema. Mas a Escritura nunca considera a propriedade privada como um problema a ser resolvido (ver, por exemplo, os Dez Mandamentos). A visão da Escritura de propriedade privada implica que este é o galardão pelo trabalho e domínio do indivíduo. O Oitavo e Nono Mandamentos nos ensinam que não temos o direito de violar as recompensas financeiras do diligente.

4. Um entendimento econômico cristão leva plenamente em conta o poder do pecado.


Levar o ensino bíblico sobre os efeitos penetrantes do pecado plenamente em conta significa que presumimos que coisas ruins acontecem em todos os sistemas econômicos. Um entendimento econômico cristão tenta atenuar os efeitos do pecado.


5. Um entendimento econômico cristão defende e recompensa a retidão.

Todo sistema econômico e de governo vem com incentivos embutidos. Um exemplo disso é o código tributário americano, que estimula procedimentos econômicos desejados. Se ele funciona ou não é uma questão de interminável recalibragem política. Contudo, na cosmovisão cristã, essa recalibragem deve continuar defendendo e recompensando a retidão.


6. Um entendimento econômico cristão recompensa a iniciativa, o empreendimento e o investimento.


Iniciativa, empreendimento e investimento são três palavras cruciais para o vocabulário econômico e teológico do cristão. A iniciativa vai além da ação. É o tipo de ação que faz a diferença. O empreendimento é o trabalho humano feito corporativamente. O investimento é parte do respeito pela propriedade privada encontrado na Escritura.


O investimento, pelo que se constata, é tão antigo quanto o Jardim do Éden. Aquilo que agrega valor é respeitável, e o impulso para agregar esse valor também. Assim, uma teoria econômica cristã culpa qualquer um que não deseja trabalhar, não respeita a propriedade privada e não recompensa o investimento.

7. Um entendimento econômico cristão busca recompensar e incentivar a moderação.


Em um mundo caído, dinheiro e investimento podem rapidamente ser distorcidos para fins idólatras. Por esse motivo, a moderação é um item muito importante na cosmovisão cristã. Em um mundo caído, a fartura de um dia pode se transformar em escassez no próximo. A moderação pode ser aquilo que vai possibilitar a sobrevivência em tempos de pobreza.


8. Um entendimento econômico cristão defende a família como a unidade econômica mais básica.

Quando pensamos sobre a teoria econômica embutida no início da Bíblia, o mandato de domínio é central, mas assim é a instituição divina do casamento. O padrão de deixar e dividir descrito em Gênesis 2 é fundamental para o nosso entendimento econômico.

Adão e Eva foram a primeira unidade econômica. Disto, conclui-se que a família (biblicamente definida) é a mais básica e essencial unidade da economia.


9. Um entendimento econômico cristão deve respeitar a comunidade.

A maioria dos pensadores seculares e economistas começam com a comunidade e, então, passam para a família. No entanto, pensar a partir das unidades econômicas maiores para as menores não somente não funciona na teoria, mas também não funciona na prática. Começar com a unidade da família e então evoluir para a comunidade é uma opção muito mais inteligente. A doutrina da subsidiariedade – que surgiu a partir da teoria da lei natural – ensina que o significado, verdade e autoridade residem na menor unidade significativa possível.


Se a unidade da família é deficiente, governo algum consegue fazer frente às necessidades de seus cidadãos. Quando a família é forte, o governo pode ser pequeno. Quando a família é fraca, contudo, o governo precisa compensar o prejuízo. Ao focar na família, respeitamos e aperfeiçoamos a comunidade.


10. Um entendimento econômico cristão recompensa a generosidade e a mordomia apropriada.


Os cristãos que estão comprometidos com a economia do Reino e com o bem da geração seguinte devem viver com uma perspectiva financeira orientada pelo futuro. Cada um de nós tem a responsabilidade, quer tenhamos muito ou pouco, de entender que nossa generosidade perdura muito além de nossa expectativa de vida.


Uma generosidade viva, a qual é tão evidente na Escritura, é essencial para uma cosmovisão econômica cristã.


11. Um entendimento econômico cristão respeita a prioridade da igreja e sua missão.


Os cristãos devem abraçar prioridades econômicas que o restante do mundo simplesmente não vai entender. Eles devem investir em igrejas, seminários e missões internacionais. Esses são compromissos financeiros cristãos distintivos. Nosso compromisso financeiro último não é para conosco mesmos ou nossos investimentos particulares, mas para o Reino de Cristo. Assim, os cristãos deviam sempre estar prontos a experimentar reviravoltas em suas prioridades e esquemas econômicos, pois as questões urgentes do reino podem intervir a qualquer momento.


12. Um entendimento econômico cristão foca no juízo e promessa escatológicos.

A vida e suas riquezas não podem proporcionar a alegria última. A cosmovisão cristã nos lembra que devemos viver com a ideia de que prestaremos contas ao Senhor pela administração de nossos recursos. Ao mesmo tempo, os cristãos devem olhar para a promessa escatológica dos Novos Céus e Nova Terra como nossa esperança econômica derradeira. Devemos juntar tesouros no céu, não na terra.


***

Autor: Albert Mohler



Fonte: Site do autor 

Tradução: Leonardo Bruno Galdino
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Márcio Melânia
Mestre em Gestão Pública




"Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados,
sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco."
 (2 Coríntios 13 : 11)

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sábado, 29 de outubro de 2016

QUEM FOI SARA NA BÍBLIA?



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Sara foi esposa de Abraão e mãe de Isaque. A história de Sara está registrada no Antigo Testamento, no livro de Gênesis. Neste estudo bíblico conheceremos tudo sobre quem foi Sara na Bíblia.

O nome Sara significa “princesa” (heb. sarah). Antes de ter seu nome trocado, Sara se chamava “Sarai” (heb. saray), que também significa princesa. Vale dizer que há também outra Sara citada na Bíblia, a filha de Aser (Nm 26:46), embora que em algumas versões seu nome aparece escrito como “Sera”.

A História de Sara


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Como já dissemos, Sara foi a principal esposa de Abraão. Ela era cerca de dez anos mais nova que o patriarca. Além de esposa se Abraão, Sara também era sua meia-irmã por parte de pai, Tera (Gn 20:12).

Quando Deus chamou a Abraão, Sara o acompanhou, partindo com ele de Ur dos Caldeus, passando por Harã e, finalmente, chegando até à terra de Canaã. A mudança de nome de Sarai para Sara, ocorreu quando ela tinha 90 anos de idade.

Sara e Abraão no Egito

Devido à fome que castigou a terra de Canaã, Abraão e Sara partiram para o Egito (Gn 12:10,11). Na ocasião, Sara já tinha 65 anos de idade, apesar disso era considerada uma mulher muito bonita, a ponto de Abraão, temendo por sua própria vida, pedir que ela se apresentasse apenas como sua irmã.

No Egito, Sara chamou a atenção dos egípcios e dos príncipes de Faraó, sendo que o próprio Faraó se sentiu atraído por ela e a levou para seu harém.
Entretanto, o Senhor castigou a Faraó e a sua casa por causa de Sara, o que fez com ele chamasse a Abraão e o confrontasse por ter omitido a informação de que ela era sua esposa. Faraó devolveu Sara a Abraão, e ordenou que eles partissem para longe do Egito (Gn 12:12-20).
Cerca de vinte anos depois, outro episódio muito semelhante a este aconteceu. Abraão, mais uma vez, ocultou a informação de que Sara era sua esposa. O fato ocorreu com relação à Abimeleque, rei de Gerar.

Neste caso, Deus avisou Abimeleque em sonhos, de que Sara era a esposa de Abraão, e caso não respeitasse essa condição, ele seria fatalmente penalizado. Prontamente Abimeleque procurou a Abraão, e o questionou acerca de sua atitude.
Abimeleque devolveu Sara a Abraão, e também lhe deu ovelhas, vacas, servos e servas, talvez como um tipo de compensação pela ofensa. Isso fez com que o patrimônio de Abraão aumentasse ainda mais.
Também vale dizer que Abraão e Sara viviam entre um povo pagão antes da convocação divina. De acordo com as leis da Mesopotâmia daquela época, a condição de esposa-irmã representava uma posição social ainda mais elevada, e segundo os textos de Nuzu, o vínculo do casamento era considerado mais solene.


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Sara, Agar e a tristeza da esterilidade

Sara era estéril, e tal condição era um opróbrio continuo para ela. Ainda mais depois da promessa que Deus havia feito a Abraão de que ele seria pai, Sara desesperou-se para lhe conceder um herdeiro.

Sara então incentivou Abraão a ter um filho com sua serva pessoal Agar, uma jovem egípcia (Gn 16:1-3). Para tanto, Sara utilizou um costume frequentemente atestado na Antiga Babilônia, apoiado em uma norma legal de que uma esposa estéril deveria prover a seu marido uma mulher que lhe gerasse filhos em seu nome. Tal mulher geralmente era uma criada.

Se Sara usou uma norma legal para arquitetar seu plano, ela também agiu de acordo com as leis comuns na Mesopotâmia quando tratou a Agar de forma muito dura por esta tê-la desprezado por conta de sua esterilidade (Gn 16:4).

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Sara e as promessas de Deus

Quando Sara completou 90 anos de idade, ela recebeu a promessa divina de que teria um filho dentro de um ano, e que tal como Abraão, ela se tornaria a “mãe das nações”. Na verdade, essa promessa ocorreu por duas vezes, sendo que na primeira foi onde seu nome foi mudado juntamente com o de seu marido (Gn 17:17-17; 18:9-15).

Na segunda ocasião, Abraão recebeu uma teofania e pediu que Sara fizesse alguns bolos para os visitantes divinos. Ao escutar a profecia acerca do nascimento de um filho seu, Sara sorriu com incredulidade, julgando ela ser impossível de se cumprir haja vista sua idade.
Apesar de Sara negar que seu riso ocorreu no sentido de zombaria, o Senhor conhecia suas verdadeiras intenções. Sara foi repreendida com a seguinte frase: “Haveria coisa alguma difícil ao Senhor? “. A partir daí a dúvida deu lugar à fé, e Sara foi revigorada, e a promessa foi cumprida com o nascimento de Isaque.


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Após o nascimento de Isaque, Sara teve problemas com Ismael e Agar. Na festa de desmame de Isaque, Sara percebeu que Ismael estava zombando de seu filho. Muito irada, Sara ordenou que Agar e Ismael fossem embora.

Com essa atitude, Sara também desejava que Isaque não precisasse dividir sua herança com o meio-irmão. Se nas outras ocasiões Sara agiu de acordo com as leis da Mesopotâmia, nesse caso ela estava agindo de forma contrária, pois Abraão já havia reconhecido legalmente Ismael como seu filho (Gn 17:23-26).
A morte de Sara

Sara tinha 127 anos de idade quando morreu, e foi sepultada por Abraão na sepultura que ele comprou para a família, perto de Hebrom, na cova de Macpela (Gn 23). Curiosamente, Sara é a única mulher na Bíblia que possui sua idade registrada por ocasião de sua morte.

Sara no Antigo e no Novo Testamento

Além do livro de Gênesis, Sara é mencionada no livro do Profeta Isaías (cap 51:2) como um exemplo de confiança em Deus, e aquela que deu a luz à nação israelita.

Já no Novo Testamento, o Apóstolo Paulo se refere a Sara direta e indiretamente. Na Carta aos Romanos (cap. 4:19), Paulo colocou a questão da esterilidade de Sara como um obstáculo à fé de Abraão, e mencionou o casal entre aqueles cuja fé foi contada como justiça, além de se referir a ela como a mãe dos filhos da promessa (Rm 9:9).

Na Epístola aos Gálatas (cap. 4:21-31), Paulo se referiu a Sara indiretamente, ou seja, não citou seu nome, numa ilustração sobre o filho da escrava e o filho da mulher livre. O Apóstolo Pedro também mencionou Sara como um exemplo de esposa (1Pe 3:6), e o escritor da Epístola aos Hebreus enfatizou a fé de Sara, colocando-a no texto que ficou conhecido como “A Galeria dos Heróis da Fé” (Hb 11:11).


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Fonte: https://estiloadoracao.com/quem-foi-sara-na-biblia/