segunda-feira, 27 de junho de 2016

O QUE É EVANGELIZAÇÃO


Pastora, Maria Valda

Departamento de Educação Cristã
Comentarista;  Claudionor de Andrade
Revista da CPAD

Tema
O QUE É EVANGELIZAÇÃO



Texto Áureo

“Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; ensinando-as a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado [...].

" (Mt 28.19,20)


Verdade Prática

Evangelizar é a missão mais importante e urgente da Igreja de Cristo; não podemos adiá-la nem substituí-la.




LEITURA BÍBLICA EM CLASSE

Marcos 16. 9 – 20



Objetivos:

§    Conhecer a diferença entre evangelismo e evangelização
§    Mostrar como devemos evangelizar
§    Explicar o porquê da evangelização

 



Introdução: - Se não levarmos o Evangelho a todos quanto temos oportunidade, jamais seremos reconhecidos como discípulos de Jesus. Desde o início de seu ministério, Ele sempre fez questão de realçar a natureza evangelizadora de sua missão e da tarefa que nos confiou (Mc 16.15; Lc 8.1). Nenhum outro trabalho é tão importante e urgente quanto a evangelização.

 

I.          EVANGELISMO E EVANGELIZAÇÃO

Evangelismo ou evangelização? Neste tópico, veremos que ambos os termos são igualmente correios, pois a evangelização depende do evangelismo. Se este é a teoria, aquela é a prática

1)           Evangelismo. É a doutrina cujo objetivo é fundamentar biblicamente o trabalho evangelístico da Igreja de Cristo, de acordo com as narrativas e proposições do Antigo e do Novo Testamentos (Gn 12.1,2; Is 11.9; Mt 28.19,20; At 1.8).

2)           Evangelização. É a prática efetiva da proclamação do Evangelho, quer pessoal, quer coletivamente, até aos confins da Terra, levando-nos a cumprir plenamente o mandato que Jesus nos delegou (At 1.8).




II.          POR QUE TEMOS DE EVANGELIZAR

Podemos apresentar pelo menos quatro razões que nos levarão a falar de Cristo a tempo e fora de tempo. A partir daí, não descansaremos as mães até que o mundo todo seja semeado com a Palavra de Deus (Ec 11.6)


1)      É um mandamento de Jesus. Temer de evangelizar porque, acima de tudo, é uma ordem de Nosso Senhor Jesus Cristo (Mt 28.19,20; Mc 16.15; Lc 24.46, 47; 1.8). Logo, não há o que se discutir: evangelizar não é uma obrigação apenas do pastor e dos obreiros.

2)    É a maior expressão de amor da Igreja. A Igreja Primitiva, amando intensamente a Cristo, evangelizava sem cessar, pois, também amava as almas perdidas (At 2.42-46).

3)           O mundo jaz no maligno. Programemos a evangelização, pois muitos são os que caminham a passos largos para o inferno (l Jo 5.19). Diante dessa multidão, não podemos ficar indiferentes. Uns acham-se aprisionados pelas drogas. Outros, pela devassidão e pela violência

4)           Porque Jesus em breve virá. Finalmente, empreguemos todos os nos­sos esforços na evangelização, porque o Senhor Jesus não tarda a voltar. Sua advertência é grave e urgente: "Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar" (Jo 9.4).



III.          COMO EVANGELIZAR

A missão de pregar a todos, em todos os lugares e em todo tempo in­clui a evangelização pessoal, coletiva, nacional e transcultural. Neste tópico, destaquemos o exemplo de Cristo, o evangelista por excelência


1)        Evangelização pessoal. Em vários momentos de seu ministério, o Senhor Jesus consagrou-se à evangelização pessoal. Na calada da noite, recebeu Nicodemos, a quem falou do milagre do novo nascimento (Jo 3.1-16), E, no ardor do dia, mostrou à mulher samaritana a eficácia da água da vida (Jo 4.1-24).

2)  Evangelização coletiva. Cristo dedicou-se também ao evangelismo coletivo. Ele aproveitava ajuntamentos e concentrações, a fim de expor o Evangelho do Reino.

3)      Evangelismo nacional. Em seu ministério terreno, Jesus era um judeu inserido na sociedade judaica, falando-lhes em sua própria língua. Sua identificação com a cultura israelita era perfeita (Jo 4.9). Ele não podia esconder sua identidade hebreia (Lc 9.53).



4)           Evangelismo transcultural. Em­bora sua missão imediata fosse redimir as ovelhas da Casa de Jacó (Mt 15.24), Jesus não deixou de evangelizar pessoas de outras culturas e nacionalidades. Atendeu a mulher siro-fenícia (Mc 7.26). Socorreu o servo do centurião romano (Mt 8.5-11). E não foram poucos os seus contatos com os samaritanos (Lc 17.16; Jo 4.9).


Conclusão - Evangelizar é a missão de todo crente. Quer obreiro, quer leigo, ganhar almas é o seu dever. Na crise atual, muitos são os que desesperados, bus­cam um salvador. Mas apenas a Igreja de Cristo pode mostrar o caminho da salvação. É hora de evangelizar e de fazer missões. Arranquemos as almas perdidas das garras de Satanás.




                                                                Lição Elaborada por, Prof. Luiz Afonso
Superintendente da Escola Bíblica Dominical


domingo, 26 de junho de 2016

10 PRINCÍPIOS QUE PODEM DINAMIZAR O CULTO DE SUA IGREJA





1. SEJA PONTUAL. HONRE AQUELES QUE HONRAM SUA PALAVRA
 Estabeleça um horário para começar e terminar o culto. Comete erro grave o dirigente que anuncia o início e término do culto para um determinado horário e não cumpre com sua palavra. Isto não quer dizer, entretanto, que tenhamos que ser radicais ao ponto de não admitirmos uma tolerância, ressalvado o disposto no item 10.
O dirigente que com frequência começa o culto após o horário oficialmente anunciado, comete dois graves erros:
 a) honra os retardatários e desonra os membros pontuais;
b) o obreiro que promete e não cumpre sua palavra corre um sério risco de perder sua reputação perante a igreja. Em breve falará e não será ouvido;

 2. ADMINISTRE BEM O TEMPO DO CULTO

Temos notado que em determinados cultos, se estiverem presentes 10 pastores, o dirigente em detrimento da ordem do culto, se acha na obrigação de distribuir oportunidades para os dez pastores darem uma “saudação” o que constitui um erro e contribui para que cada vez mais os membros se sintam desmotivados para voltar ao culto.

O dirigente do culto precisa entender que os membros, visitantes e departamentos é que devem se ajustar ao seu programa de culto e não o contrário. O dirigente do culto deve distribuir as oportunidades DE ACORDO COM O TEMPO DETERMINADO PARA DURAÇÃO DO CULTO ainda que tenha que sacrificar algumas oportunidades, tudo em benefício da boa ordem;

Outra boa medida de administração do tempo do culto é adotar o hábito de se fazer os anúncios da semana durante o transcorrer do culto (melhor ainda se for via data show) e NUNCA APÓS A MENSAGEM. O culto deve terminar no clímax que é a mensagem e não como temos visto com frequência: o pregador acaba de entregar uma mensagem poderosa e em seguida desce sobre a igreja aquela “ducha de água fria” dos anúncios da semana que quase sempre não prendem a atenção da igreja;

 3. TORNE O CULTO DINÂMICO E DIVERSIFICADO
Torne o culto menos rotineiro e mais variado e atrativo. Lembre-se de que tudo que é novo cria uma expectativa e desperta o interesse enquanto por outro lado, tudo que é repetitivo e rotineiro se torna monótono e enfadonho e é assim que muitos cultos se têm transformado: monótono e enfadonho porque a pessoa já vem para culto sabendo exatamente o que vai acontecer: três hinos da harpa, senhoras, mocidade, coral etc.…

Procure surpreender e encantar os membros, variando a ordem de oportunidades, trazendo de vez em quando um pregador de fora, um cantor; mude o esquema das ofertas de vez em quando, solicitando aos membros que depositem suas ofertas a frente do altar (púlpito), enfim, não tenha medo de mudar;

 4. DÊ PRIORIDADE A MENSAGEM

Priorize a mensagem. O tempo ideal a ser reservado para a mensagem é de 40 (quarenta) minutos. O tempo médio é de trinta minutos. Menos que isso é inadmissível. Por outro lado, sermão com duração acima de 60 minutos, via de regra, é contraproducente porque normalmente peca pela prolixidade (fala muito e diz pouco).  A mensagem é o coroamento do culto. Nada pode roubar o tempo a ela reservado. Por sua vez, não deve o dirigente escolher qualquer pessoa para pregar ou mesmo escolher “a laço” na última hora. O bom dirigente é aquele que programa com antecedência uma escala mensal de pregadores dando oportunidade para, pelo menos, um pregador “de fora” uma vez por mês. Os pregadores selecionados devem ser aqueles que pregam uma mensagem centrada em Cristo (Cristocêntrica) e na Bíblia (Bibliocêntrica) e não aqueles que ficam contando historinhas, gritam o tempo todo ou os famosos triunfalistas (não pregam ajuda do alto e sim autoajuda). Estes devem ser descartados.

 5. CRENTE CONSCIENTE ASSISTE OU PARTICIPA DO CULTO?

É importante que o dirigente antes e/ou durante cada culto conscientize com base na Palavra de Deus, sobre o significado e importância do culto enfatizando aos membros presentes que nós não viemos a igreja para assistir ao culto, mas sim para participar do culto. Quem faz o culto somos nós.

 6. FAÇA DO MOMENTO DAS OFERTAS UM PONTO ALTO DO CULTO

Não faça do momento da oferta um momento qualquer. Prepare a mente, o coração e o bolso dos membros de sua congregação para o momento da CONSAGRAÇÃO DAS OFERTAS. Em poucas palavras e com fundamento Bíblico mostre a congregação sobre o significado das ofertas e de seu valor como parte da mordomia cristã e de que esta representa também uma expressão de adoração a Deus e reconhecimento de sua soberania. Nunca diga: vamos tirar às ofertas (quem tira (saqueia) as ofertas é o diabo). Nós consagramos nossas ofertas a Deus. Nunca diga: vamos cantar o hino de n. º tal para recolher as ofertas. Nós não cantamos hino para (com o fim de) recolher ofertas mas para adorar a Deus. O correto é: Enquanto vamos consagrar nossas ofertas a Deus vamos louvá-lo com o hino n. º tal.  Outra dica: não ore pelas ofertas antes de seu recolhimento; o certo é orar consagrando as ofertas depois de seu recolhimento;

 7. DÊ OPORTUNIDADE PARA QUEM SABE

Dê oportunidade ao maestro do coral ou ao regente da banda ou a um irmão que reconhecidamente tenha dotes musicais para dirigir os cânticos do hinário cristão de sua igreja na abertura do culto (se for o caso). É lamentável ver dirigentes totalmente desafinados que forçam a barra e insistem em fazer aquilo para o qual não tem vocação, roubando a vez de quem sabe ou causando desordem no culto.

 8. O LOUVOR CONGREGACIONAL PREPARA A IGREJA PARA A MENSAGEM

 Selecione e treine um grupo que ficará encarregado de ministrar um período de louvor congregacional com a igreja, de preferência antes da mensagem. Reserve pelo menos 20 minutos para o ministério de louvor. As pessoas que deverão compor este grupo devem ser pessoas espirituais e comprometidas com a Palavra.

 9. QUEM FOR BEM TRATADO VOLTA, QUEM NÃO FOR…

“O povo entra onde for convidado e fica onde for bem tratado.” Por isso é importante que o dirigente se preocupe e muito com as pessoas encarregadas de receber os membros e visitantes, escolhendo pessoas que sejam pontuais, simpáticas e bem relacionadas. No final do culto o dirigente, após a benção apostólica, deve se dirigir a saída do templo onde cumprimentará a cada irmão ministrando-lhes a benção individual e convidando-o para voltar no próximo culto; esta prática é altamente salutar. Ajuda a aproximar o dirigente dos membros o que é muito importante.

Outro detalhe importante. Respeite a privacidade dos visitantes. Evite incomodá-los anotando seus nomes e sua religião. Isso muitas vezes acaba constrangendo as pessoas. O momento de saudação aos visitantes deve ser o mais objetivo possível, sem necessidade de citar nominalmente cada um, o que além de demandar muito tempo, ainda sujeita o dirigente a cometer injustiça com quem deixou de ser citado nominalmente por esquecimento ou outro motivo qualquer. Já fui a um culto, onde a irmã disse do púlpito: “temos aqui o irmão fulano que é desviado”. Nada mais absurdo!

 10. BUSQUE INCANSAVELMENTE A SENSIBILIDADE DO ESPÍRITO

Todos os princípios acima aludidos deverão estar sob o comando do Espírito Santo. O dirigente deve ser sensível à voz do Espírito Santo para dirigir o culto debaixo de sua direção. O Espírito Santo é quem pode melhor revelar ao dirigente as necessidades da igreja naquele culto e orientá-lo em como deve conduzi-lo. Isto não quer dizer, entretanto, que o Espírito Santo nos exime de fazer a nossa parte na boa administração do culto. Muitos são os que terminam o culto às 22 hs., e se querem se escudar no Espírito Santo para justificarem seus erros. O Espírito de Deus é um espírito de ORDEM.

                                                                                      *********************

Espero sinceramente, que estes princípios possam auxiliá-lo na direção do culto para o bem da Obra de Deus. Não é minha pretensão esgotar o assunto ou impingir um sistema ou mesmo causar uma ingerência no trabalho que nossos colegas pastores já vêm desenvolvendo a frente de suas igrejas. Meu objetivo não é outro senão ajudar pois “O HOMEM SÓ DEIXA DE APRENDER QUANDO MORRE E QUEM ACHA QUE JÁ SABE TUDO É PORQUE ESTÁ MORTO E AINDA NÃO SABE”


Dr. José Wellington Fagundes Marins,  Pastor da Igreja Assembleia de Deus Betel,  Casado, pai de 2 filhos graduado  pela Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas,  com curso de pós graduação pela FEMPERJ –  Fundação Escola do Ministério Público – RJ.
Dr. José Wellington Fagundes Marins,
Casado, pai de 2 filhos graduado
pela Faculdade Brasileira de Ciências Jurídicas,
com curso de pós graduação pela FEMPERJ –
Fundação Escola do Ministério Público – RJ.



Fonte: 
http://www.destakenewsgospel.com.br/2013/10/20-dicas-para-ser-bem-sucedido-em-sua-carreira-profissional/

sábado, 25 de junho de 2016

O FUTURO DA CRIAÇÃO



Departamento de Educação Cristã
Pastora, Maria Valda 
26 de junho de 2016


Lição 13

O FUTURO DA CRIAÇÃO
 Leitura Bíblica em Classe:
Isaías 65. 17 - 25


TEXTO ÁUREO

“E vi um novo céu e uma nova terra, porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe”.
 (Apocalipse 21, 1a)



Objetivos:

§    Compreender que, assim como o ser humano necessita ser redimido de seu pecado, os demais elementos da Natureza, que sofrem as consequências da Queda, necessitam de redenção também;

§    Entender que o desenvolvimento de regras e atividades conscientes, que visem a preservação do ecossistema, torna-se imperativo na pós-modernidade como ferramenta essencial à mordomia cristã;

§    Saber que, na consumação dos séculos, quando todas as coisas forem redimidas em Cristo, passaremos a viver em uma nova terra.



PALAVRA INTRODUTÓRIA: -

§    A Bíblia revela que o ser humano foi criado à imagem e semelhança de Deus para glorificá-Lo e para cuidar da Criação. O Senhor determinou que Adão e Eva se multiplicasse, enchessem a terra, dominassem sobre todos os animais (Gn 1. 28) e cultivassem o Éden (Gn 2. 15); mas além disso, também ordenou que não comessem da árvore do conhecimento do bem e do mal, pois, no dia em que dela comessem, certamente morreriam (Gn 2. 16, 17).


§    O primeiro casal, dando ouvidos à voz do inimigo, sob a forma de uma serpente, desobedeceu à ordem expressa de Deus (Gn 3. 1 -7); o pecado de Adão e a consequente queda da Primeira Aliança (Aliança Edênica) estabelecida no Éden trouxeram consequências devastadoras não apenas para a raça humana, mas para toda a Criação. (Gn 3. 1 7 – 19). A ordem benéfica, santa e perfeita que fazia com que os poderes dos céus e da terra permanecessem bons (Gn 1. 10, 12, 18, 21, 25, 31) foi estruturalmente abalada, de modo que, após a Queda, o mundo e tudo o que nele há tem enfrentado contínua degradação (Rm 8. 22).

§    Assim como Deus interfere na História, estabelecendo com os homens alianças com objetivo de salvá-los, Ele também deseja a redenção e a libertação de toda a Criação.

§    Nesta oportunidade, será possível compreender que os pactos de Deus não se restringem ao ser humano somente, mas estendem-se a todo o Universo.


I.         OS PACTOS DE DEUS E A CRIAÇÃO

Desde a gênese do Universo, o Eterno revela que já estreita relação entre Criação e Salvação: Observe que, nos pactos bíblicos, a Natureza é um importante personagem-agente que, de um modo ou de outro, inter-relaciona-se com o homem.

§    Aliança Edênica – O homem foi feito a partir do barro (Gn 2. 7), para cuidar de um jardim (Gn 2. 15) e para servir-se dos produtos da natureza e de outras criaturas (Gn 1. 29, 30; 2. 16).

§  Aliança Adâmica – A Natureza, cumprindo os desígnios divinos, passa a sofrer as consequências da Queda (Gn 3. 17, 18).

§    Aliança Noética -   Deus estabelece um pacto com Noé, seus descendentes e os animais: Ele não voltaria a destruir a Natureza por meio das águas de um dilúvio. Sua Criação não mais seria exterminada em consequência do pecado humano (Gn 9. 9 – 12).

§    Aliança Abraâmica – Infere-se que a benção de Deus sobre todas as famílias da terra estender-se-ia, também, a toda a Criação (Gn 12. 3; Rm 8. 19 – 21).

§   Aliança Mosaica – Na Torah, diversos trechos versam sobre os cuidados com a terra. Há também disposições relacionadas à preservação da fauna (Dt 22. 6, 7, 10) e da flora (Dt 20. 19, 20; 22. 9). A Lei Mosaica evidencia que nenhum elemento da Natureza pertence aos homens, mas, sim, a Deus (Dt 10. 14).

§    Aliança Davídica – O grande rei israelita entendia que a Criação é obra de Deus, que o louva e obedece (Sl 19. 1- 6), a despeito do pecado humano.

§  Nova Aliança – A Criação será finalmente redimida; homens e animais viverão em paz, conforme era no começo (Is 11. 6 -9; 65. 25).


1.1.     A Criação necessita ser Redimida


§    Adão levou a velha criação à ruína, da qual ele era senhor e cabeça. Cristo levará à unidade moral com Deus, e à vida eterna, toda a nova criação da qual Ele é o Senhor e Cabeça (Ef 1. 22 – 23). Até mesmo a criação animal e material, amaldiçoada por causa do homem (Gn 3. 17), será libertada por Cristo (Is 11. 6 – 9).

§    Paulo fala de três gemidos diferentes: o da Criação (v.22), o dos crentes (v. 23), e o do Espírito Santo (v. 26). A “Criação”, (isto é, a Natureza animada e inanimada) tornou-se sujeita ao sofrimento e às catástrofes físicas, por causa do pecado humano (v. 20). Deus, portanto, determinou que a própria Natureza será redimida e recriada.

§  Haverá Novo Céu e Nova Terra; uma restauração de todas as coisas, segundo a vontade de Deus (Ap 21. 1, 5), quando, então, os fiéis servos de Deus receberão sua plena herança (Rm 8. 14, 23). É a Sétima Metamorfose da Terra. (Ap 21. 2 - 8).


1.2.     O grande paradigma Moderno

As culturas de todo o mundo – incluindo as judaico-cristãs – respeitavam a Natureza e tinham-na em alta estima; porém, a partir da Revolução Industrial - (Séculos 18 e 19), esta visão foi transformada pelos interesses egoístas e mudou:  o homem passou a enxergar nela um meio de enriquecimento e de hegemonia bélica (para vencer os seus inimigos, muitos países passaram a produzir armas e tecnologia em larga escala).

§    Como cristãos, não podemos nos esquecer de que grande parte dos problemas climáticos e sociais observados na modernidade deve-se à obsessão e à ganancia humanas. O Brasil, especialmente, antes de crescer, precisa refletir sobre as consequências do desenvolvimentismo, pois, a mentalidade psicopatológica vigente, se não interrompida, levar-nos-á ao caos.

1.2.1.    Uma reflexão sobre o Capitalismo (capitalismo econ sistema econômico baseado na legitimidade dos bens privados e na irrestrita liberdade de comércio e indústria, com o principal objetivo de adquirir lucro).


Não se trata de demonizar o capitalismo hodierno, que visa ao consumo desenfreado como forma de autos sustentação. Contudo, precisamos, como filhos de Deus, refletir sobre o fato de que o crescimento econômico aqualquer custo exige, muitas vezes, a extração predatória dos recursos primários da Natureza; e esta realidade abre as portas para um caminho sem volta.

§   Precisamos conscientizar-nos de que o antropocentrismo, definitivamente, cerra as portas para a sustentabilidade.


II.      DOUTRINA DA MORDOMIA DA CRIAÇÃO


Deus colocou-nos mordomos de Sua Criação (Gn 2. 15); deste modo, todo o cristão tem o dever de cuidar e proteger a Natureza. Na Teologia, essa obrigação recebe o nome de Doutrina da Mordomia da Criação.

Não fomos postos neste planeta como proprietários dele, mas como seus serviçais: apesar de podermos usufruir de seus bens, temos a obrigação de guardá-lo e de fazê-lo prosperar.


2.1.     A relação que Deus estabelece com a Terra e a Natureza


O Espírito do Senhor dá a vida (Jó 33.4); é Ele quem sustenta o Universo pela palavra do Seu poder (Hb 1.3). Cada ser vivente, cada corpo celeste é amparado por Sua forte mão (Is 45. 5; Jó 37 – 40) e Seus olhos estão em todo lugar (Pv 15. 3); observando todo o mal que o homem faz às Suas obras. Foi Deus quem criou a Terra, não o homem (Gn 1.1). A Criação inanimada dá testemunho da soberania, do poder e do cuidado amoroso de Deus (Leão, 39. 39, 40; corvo, 38. 41; cabra montês, 39. 1 – 4; jumento selvagem, v. 5 – 8; boi selvagem, v. 9 – 12; avestruz, v. 13 – 18; cavalo, v. 19 – 25;falcão, v. 26, águia, v. 27 – 30). A Criação inanimada dá testemunho da soberania e do poder de Deus (terra, v. 4 – 7, 18;mar, v. 8 – 11, 16; sol, v. 12 – 15; mundo do além, v. 17; luz e trevas, v. 19, 20; clima, v. 22 – 30, 34 – 38; constelações, v. 31 – 33).   


2.2.     A relação que o homem deve estabelecer com a Terra e a Natureza

A Terra e os seres que nela habitam foram chamados à existência antes do homem. Ainda que tenhamos recebido a incumbência de lavrá-la e cultivá-la (Gn 2. 15), nossa forma de subsistência provém dela (Gn 1. 29, 30).


III.       O FUTURO DA CRIAÇÃO

Mas, o que acontecerá à Natureza se a destruição observada nos dias atuais não for interrompida?

O quadro global desenhado pela comunidade científica é de total desespero; no entanto, assim como em todos os pactos estabelecidos no transcurso da história da salvação, Deus reserva algo especial para a Natureza no dia da redenção de todas as coisas. (Rm 8. 19 – 21).

3.1.     A recriação redentora de Deus

O pecado deu oportunidade ao homem de fazer o mal e de ser tomado por ele, e essa condição é observada também no restante da Criação (Gn 3. 17b, 18; Rm 8. 22). O profeta Isaías, no entanto, faz-nos saber que há uma promessa para a Natureza tão bela quanto a promessa de redenção humana: o Autor da vida criará novos céus e nova terra (Is 65. 17 - 25).

Na consumação dos séculos, quando todas as coisas forem redimidas em Cristo, passaremos a viver em uma nova terra, juntamente com Ele. Nessa nova Criação, toda Sua glória será estabelecida; essa é a promessa do Apocalipse (Caps. 21; 22)


3.2.     Quatro coisas serão feitas nos Novos Céus e a Nova Terra:


3.2.1.             Deus destruirá a terra atual, (Sl 102. 25, 26; Is 34. 4; 51. 6; Ag 2. 6; Hb 12. 26 – 28; 2 Pe 3. 7, 10, 12);

3.2.2.             Deus criará novos céus e nova terra, (Is 51. 6; 65. 17; 66.22; Rm 8. 19 – 21; 2 Pe 3. 10 – 13; AP 21. 1 – 22 – 22. 6).

3.2.3.             Deus removerá todos os efeitos do pecado, (2 Pe 3. 13; Ap 21. 4; 22. 3, 15; Ap 21. 1 – 3);

3.2.4.             A nova terra se tornará o quartel-geral de Deus, (Ap 21. 1 – 13).


3.3.         Esta expressão, Novos Céus e Uma Nova Terra, só é encontrada quatro vezes as Escrituras, sendo usada duas vezes por Isaías (66. 17; 66. 22 – 24), uma vez por Pedro (2 Pe 3. 10 – 13) e uma vez por João (Ap 21. 1 – 22. 5). Fazer novos os céus e a terra é algo que se dará no fim do Milênio depois que toda a rebelião cessar na terra, todos os inimigos forem destruídos e Deus tiver se tornado tudo em todos novamente, como era antes do início da rebelião (Rm 8. 18 – 25; I Co 15. 24 – 28; Ef 1. 10; 2 Pe 3. 10 - 13; Ap 21 -  22).


Conclusão: - Por fim, não nos esqueçamos de que, por sermos mordomos, um dia, prestaremos conta de tudo quanto fizemos e deixamos de fazer; e isto inclui nossos atos relativos à Criação. Vamos reassumir nosso papel de administradores daquilo que Ele chamou à existência por graça e compaixão.


                                   Lição Elaborada por,
                                                                            Pastora, Maria Valda

                                                                                     ADMEP

Pastora, Maria Valda
Professora