sexta-feira, 3 de junho de 2016

O PAPA E O SHEIK MUÇULMANO


A VERDADEIRA “MENSAGEM” DO ENCONTRO ENTRE O PAPA E O SHEIK MUÇULMANO
Santa Sé se submeteu à sharia (lei islâmica).


A verdadeira “mensagem” do encontro entre o papa e o sheik muçulmano

Noticiários da grande mídia anunciaram efusivamente oencontro histórico celebrado no Vaticano entre o papa Francisco e o imã Ahmed al-Tayeb, da Mesquita de al-Azhar, considerado autoridade máxima do islã sunita.
O encontro foi chamado de “histórico” por marcar a reaproximação entre o chefe da igreja católica e o líder religioso que representa o principal centro ideológico dos muçulmanos sunitas após cinco anos de afastamento em conseqüência da decisão de lideranças islâmicas ao cortar relações com o Vaticano devido declaração do papa Bento XVI denunciando estratégia que inseria cristãos egípcios como alvo de violência. A declaração foi proferida em 2011, depois de um atentado terrorista na igreja de Alexandria que resultou em 21 mortos.
Na época, Bento XVI pediu aos dirigentes mundiais que defendessem os cristãos contra os abusos e a intolerância religiosa[1], afirmando, ainda, que a “humanidade não pode se mostrar resignada ante a força negativa do egoísmo e da violência, não deve se acostumar aos conflitos que causam vítimas e põem em risco o futuro dos povos”. E apesar do próprio governo egípcio ter reconhecido a ação como terrorista e o governador de Alexandria afirmar que al-Qaeda teria perpetrado o atentado, a universidade e a mesquita de al-Azhar consideraram um insulto ao islã a mensagem papal.
Contudo, o papa Francisco vem trabalhando desde 2013 no sentido de estabelecer “laços de fraternidade” com os países muçulmanos que estão proporcionando uma verdadeira “limpeza religiosa”, perseguindo e matando cristãos e minorias. E muito embora o papa tenha manifestado declarações polêmicas, se referindo, por exemplo, a cristãos e muçulmanos como “irmãos”, o líder religioso nada mais fez que afrontar visceralmente a teologia islâmica, que denomina cristãos de “kafur” (infiéis) e divide o mundo em duas casas: Dar al-Islã (Casa do islã) e Dar al-Harb (Casa da Guerra).
A Casa do Islã se refere aos países regidos por governos muçulmanos onde prevalece a lei islâmica e a Casa da Guerra é o resto do mundo governado por infiéis e que precisa se submeter ao islã. Afinal de contas, “islã” significa submissão, pelo que, existem diversas passagens corânicas conclamando luta contra cristãos, judeus e demais infiéis.
Talvez, os muitos “compromissos ecumênicos” do papa tenham impossibilitado a leitura de textos sagrados do islã. Se o religioso lesse, saberia que há aproximadamente 14 versos do corão proibindo a amizade do muçulmano com o infiel.
Inobstante tal realidade, assisto a imprensa e os incautos comemorando o referido encontro histórico sem ter a menor noção de que o mesmo é apenas mais uma estratégia de taqiyya (mentira permitida e incentivada quando é utilizada por muçulmanos para promover o islã e a lei islâmica). Sim, estou afirmando que o líder máximo do islã sunita está fazendo uso de taqiyya para causar a falsa impressão de que verdadeiramente haverá a tão sonhada tolerância religiosa no mundo muçulmano.
Segundo comunicado oficial do Vaticano, teria ocorrido na conversação entre o papa e o líder muçulmano o compromisso com a paz, a rejeição da violência e do terrorismo, além da discussão sobre a situação dos cristãos no Oriente Médio. Lindo, não? Em apenas 25 minutos, o papa conseguiu promover “acordo de paz” com o representante da religião cujas “conquistas” das terras não-muçulmanas durante a expansão islâmica resultaram na morte de 60 milhões de cristãos. Com esse “potencial diplomático”, o papa Francisco tem todas as condições de por fim ao conflito israelo-palestino!
O que está sendo difícil compreender é a ausência de declaração oficial do imã Ahmed condenando e proibindo a perseguição e morte de cristãos nos países muçulmanos, o que seria impossível, pois há denúncia de entidade de direitos humanos sobre o ensino da universidade de al-Azhar voltado para o sectarismo. Mas, se eu não soubesse que o sheik Ahmed se negou a condenar o Estado Islâmico como uma organização anti-islâmica, talvez eu acreditasse que o papa conseguiria convencê-lo a violar os preceitos do corão que determinam perseguição aos infiéis!
Dessa forma, por cautela, prefiro não confiar no “acordo de paz” com esse importante líder muçulmano sunita, que disse recentemente: “Al-Azhar não pode acusar qualquer [muçulmano] de ser kafir [infiel], desde que ele acredite em Deus e no último dia, mesmo que ele cometa algumas atrocidades“, acrescentando: “Eu não posso denunciar o ISIS como não-islâmico[2].
Todavia, é de bom alvitre lembrar que a mesma universidade que não se atreve a denunciar a facção terrorista Estado Islâmico como “infiel”, não teve pudor algum de denunciar como “anti-islâmicos” o professor e ativista de direitos humanos Farag Foda, e o prêmio nobel de literatura Naguib Mahfouz[3]. Ambos eram “intelectuais muçulmanos moderados” que defendiam a exclusão da violência no ensino do islã e foram assassinados após a condenação dos ulemás e sheiks da universidade comandada pelo “bondoso imã Ahmed”.
Porém, como bem disse o papa ao seu amigo sheik Ahmed, “a reunião é a mensagem”. Nisso, eu concordo plenamente com o chefe da igreja católica! A mensagem clara do papa abraçando o mais importante líder religioso sunita que não condena os atos do Estado Islâmico é de que a Santa Sé se submeteu à sharia (lei islâmica), sem que os seus fiéis percebam o abismo que os aguarda.

[1] http://www1.folha.uol.com.br/mundo/2011/01/853472-apos-atentado-no-egito-papa-bento-16-pede-protecao-aos-cristaos.shtml
[2] http://www.raymondibrahim.com/2015/12/03/al-azhar-cannot-denounce-isis-of-being-un-islamic-even-if-isis-commits-every-atrocity/
[3]https://www.jihadwatch.org/2014/12/raymond-ibrahim-muslim-reformers-forever-talking-the-talk-never-walking-the-walk
* As opiniões expressas nos textos publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores
e não refletem, necessariamente, a opinião do Gospel Prime.
Fonte: 
https://artigos.gospelprime.com.br/verdadeira-mensagem-do-encontro-entre-o-papa-e-o-sheik-muculmano/

EVANGELIZE COMO UM ESQUILO





Evangelize como um Esquilo
“E disse-lhes: Nada leveis convosco para o caminho, nem bordões, nem alforje, nem pão, nem dinheiro; nem tenhais duas túnicas” Lucas 9:3

Evangelize como um esquilo

Não é de hoje que se discute a melhor maneira de alcançar vidas a Cristo. Ninguém aqui é contra. Eu não sou. O problema reside no fato de que quanto mais modelos, organizações, projetos e dias para evangelizar são criados menos evangelismo é realizado. Humanos tem a tendência de dar importância a organização e acabam usando dela para não realizar.

Vou explicar melhor.

Humanos tendem a complicar coisas simples. Devemos evitar complexidade, sempre buscar o mínimo e o essencial. Mais complexo gera normalmente menos ação, e igrejas não fogem dessa regra.

Podemos usar a imagem de um gigante e um esquilo para entender melhor. O primeiro é naturalmente mais lento (menos ações produz) enquanto o outro mais rápido, produz mais ações. Mas você poderá pensar: Mas mais não é melhor. Sim, sem dúvida, mas complexo também não.

É necessário observar no fato que diversas iniciativas de Igrejas, Ongs e Institutos de Missões iniciam elaborados planos de alcance para Cristo, mas que no fundo tiveram pouco impacto por se tornarem tão grandes e complexos que acabam gastando mais com sua própria estrutura do que no real evangelismo.

Famosas organizações denominacionais gastam tremendas quantias de dinheiro em cargos e mais cargos inúteis enquanto missionários estão à míngua.

Ao afirmar isso não pretendo desqualificar o trabalho delas, mas acredito que poderíamos repensar o quanto ser mais simples é melhor. Um exemplo claro dessa simplicidade e foco é o projeto Cristolândia nas cracolândias pelo Brasil afora.

Com uma estrutura e objetivos claros é fácil ver seus frutos. E não somente isso, é fácil replica-la em outros lugares. É nesse sentido que se pode fazer toda a diferença. Ser prático, pequeno e funcional para o objetivo central: almas.

Ser um esquilo implica não que apenas instituições sejam práticas, mas que nós devamos nos concentrar em não buscar uma complexidade mundana, mas em apenas obedecer aquilo que Jesus nos ordenou da melhor e mais simples forma possível.

Ser um esquilo é isso: descer e subir sua árvore rapidamente para apenas uma coisa: mais nozes.

* As opiniões expressas nos textos publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores e não refletem, necessariamente, a opinião do Gospel Prime.

fonte. https://artigos.gospelprime.com.br/evangelize-como-um-esquilo/


PORNÔ GOSPEL...

Peça teatral “Pornô Gospel” satiriza pastores e cantores

Espetáculo acontece em Curitiba e já foi repudiado por vereadores evangélicos da cidade

Peça teatral “Pornô Gospel” satiriza pastores e cantores


O pastor Jair Malagaia é o empresário da cantora gospel Nara Lira, dona de uma rede de lojas de produtos evangélicos. Eles decidiram lançar no mercado uma linha de produtos eróticos, voltada para os crentes.

Eles vivem na cidade de Paradise, onde em breve ocorrerá uma eleição municipal. Logo o pastor entra em negociatas da política corrupta do Partido Missionário do Senhor. Esse é o enredo da peça teatral “Pornô Gospel”, em cartaz na cidade de Curitiba.

Segundo o material de divulgação, o espetáculo “não pretende criticar nenhuma religião, mas trazer à tona a reflexão sobre os direitos humanos na sociedade capitalista”.  Embora com claras referências a situações reais, afirmam que é apenas uma maneira de mostrar “pessoas que agem de acordo com seus instintos primitivos de sexualidade e poder”.

A repercussão foi bastante negativa na cidade. Vereadores evangélicos de Curitiba coletaram assinaturas nos últimos dias para uma moção de repúdio. Para eles, a atração é uma ‘obscenidade mascarada’.

A idade mínima recomendável é de 16 anos e, ao contrário do que o título parece sugerir, não há cenas de sexo. Na verdade, a peça satiriza como líderes de igrejas utilizam a fé para tirar dinheiro dos fiéis ou conseguir promoção própria. O nome dos protagonistas são uma provocação ao pastor Silas Malafaia e à cantora Mara Lima.

O vereador Tiago Gevert (PSC) acredita que o espetáculo teatral é uma ofensa aos cristãos que gostam de música gospel. “Há uma obscenidade, traduzida no título de uma peça teatral e mascarada com o conceito de arte para, aí sim, demonstrar total intolerância religiosa. Esta peça deveria ser proibida pelo título profano e pelo texto de caráter difamatório àqueles que professam o Evangelho”, afirmou.

Já a vereadora Carla Pimentel (PSC), enfatizou que o direito de liberdade de expressão não pode cercear outros direitos, como o de liberdade de fé. “A peça dissemina o ódio e não podemos permitir isso”, acusa. 

Com informações de Massa News e Bem Paraná


fonte: 
https://noticias.gospelprime.com.br/peca-porno-gospel-satiriza-pastores/?utm_source=onesignal&utm_medium=web&utm_campaign=push




CULTO SEGUNDO AS ESCRITURAS


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“Rogo-vos, pois, irmãos, pela compaixão de Deus, que apresenteis os vossos corpos como um sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso culto racional. ” Romanos 12.1.


No primeiro verso do capítulo 12 da carta à igreja de Roma, o apóstolo Paulo nos mostra a forma do culto racional e diário, assim como Moisés escreve o segundo mandamento (Ex 20.4-6; Dt 4.15-19) como regulamento do mesmo. A Bíblia revela, do começo ao fim, como devemos adorar a Deus e a forma como foi constituída essa adoração. O culto segundo as Escrituras provém da Escritura, é a palavra escrita que determina o culto solene. Não parece ser tão óbvio assim, devido a real situação do culto na maioria das igrejas. É tanto urgente, como necessário, oferecer o conceito de culto para que o culto seja devidamente estabelecido. Culto poderia ser definido como: ajuntamento solene com o propósito de glorificar a Deus de forma reverente e com muito temor. O povo da aliança é convocado de forma santa a cultuar a Deus de acordo com Hebreus 12.28-29, lembrando assim que Deus é fogo consumidor:

“Pelo que, recebendo nós um reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e temor; pois o nosso Deus é um fogo consumidor.”

Tanto no Antigo como no Novo Testamento a estrutura do culto é abastecida de temor ao Senhor. Perceba que Hebreus 12 tem ecos do Salmo 50.3-4, como exemplo disso temos o que aconteceu no Monte Sinai. Deus exige um culto conforme Ele deseja e somente o aceita dessa forma. A exigência divina deve ser percebida, Ele exige um culto santo, pois é fogo consumidor. Nas palavras do Rev. Kenneth Wieske [1] sobre o caráter do culto solene: “Desde o Antigo Testamento já era necessário obedecer e atender à santa convocação do Senhor. Quando Deus convocava seu povo diante do Monte Sinai que fumegava, relampejava, trovejava e via-se a presença dos anjos (At 7.53; Hb 2.2; Dt 33.2), quem ousaria dizer 'não, não posso ir ao culto, pois tenho outros compromissos? Acho que papai e mamãe irão, mas eu tenho alguma coisa a comprar no shopping'. Que nada! Deus estava convocando seu povo e ai daquele que não obedecesse ao seu chamado! Se naquela época era impensável se desprezar a santa convocação, quanto mais hoje? ”. Eis o que a CFW diz a respeito no capítulo XXI sobre o assunto do culto solene [2]:
“A luz da natureza mostra que há um Deus, que tem domínio e soberania sobre tudo, que é bom e faz bem a todos, e que, portanto, deve ser temido, amado, louvado, invocado, crido e servido de todo o coração, de toda a alma e de todas as forças; mas, a forma aceitável de adorar o verdadeiro Deus é instituída por Ele mesmo, e é tão limitada pela sua própria vontade revelada, que ele não pode ser adorado segundo as imaginações e invenções dos homens, ou sugestões de Satanás, nem sob qualquer representação visível, ou de qualquer outro modo não prescrito nas Santas Escrituras.”

O culto segundo as Escrituras deverá ter características fundamentalmente bíblicas. Ele deve ser unicamente e devidamente bíblico, evangélico, pactual, histórico, alegre, litúrgico e reverente [3].  O culto bíblico que o Senhor instituiu tem implicações nos dez mandamentos. Encontramos esses princípios nos primeiros mandamentos, onde Deus estabelece quem deve ser adorado, como deve ser adorado e a reverência dessa adoração. No primeiro mandamento (Ex 20.3; Dt 5.7) há uma ordem, “não terás outros deuses diante de mim”, aqui aprendemos a quem unicamente devemos adorar. No segundo mandamento (Ex 20. 4-6; Dt 5. 8-10) observamos a maneira que Ele instituiu essa adoração e nos deixou avisados da forma que Ele mesmo abominaria se fizéssemos.

“Não farás para ti nenhum ídolo, nenhuma imagem de qualquer coisa no céu, na terra, ou nas águas debaixo da terra. Não te prostrarás diante deles nem lhes prestarás culto, porque eu, o Senhor, o teu Deus, sou Deus zeloso, que castigo os filhos pelos pecados de seus pais até a terceira e quarta geração daqueles que me desprezam, mas trato com bondade até mil gerações aos que me amam e obedecem aos meus mandamentos. ” Êxodo 20. 4-6.

No terceiro e quarto mandamentos, de forma contínua é pressuposto o dia e a reverência dessa adoração (Ex 20.7-11; Dt 5.11-15). Nem as especulações humanas, nem muito menos a sinceridade de um coração é suficiente para celebrar o Deus Triuno no culto solene. A exemplo disso temos Caim (Gn 4.5), Nadabe e Abiú (Lv 10.1-2), Uzá (2 Sm 6.6-7) que tentaram da sua própria forma realizar um culto e/ou oferecer um serviço na presença de Deus.


O culto deve ser bíblico
 pelo inequívoco fato de que Deus, em Sua palavra, já ter regulado os elementos do culto e seus princípios que são segundo a sua vontade (Dt 12.29-32). Deus revela em Sua sagrada palavra tudo o que precisamos para cultuá-lo com zelo pela sua glória e reverência pelo seu nome. Desejo sincero não significa culto aceitável, cumprimento bíblico sim. Oferecer um culto ao Senhor sem ser prescrito pela Sua palavra é uma profanação a sua pessoa. Um culto à si mesmo é condenado pela própria Escritura (Cl 2.23). Não há desculpa para se apartar da regra, a regra é clara. O que não é proferido não pode ser oferecido. Segundo Daniel Hyde, em poucas palavras [4]: “Em tempos de analfabetismo bíblico, precisamos de um culto cheio das Escrituras, com uma linguagem escriturística em cada aspecto, das leituras responsivas e cânticos, às orações e leituras bíblicas propriamente ditas. ” Importa que estejamos aptos para compreender que o culto segundo as Escrituras precisa ser cheio das Escrituras. 

O culto deve ser evangélico,
isto é, alicerçado nas boas novas de salvação em Cristo Jesus. O culto deve ser cristocêntrico, deve ter o evangelho ressoando do começo ao fim. O culto deve ser evangélico devido a obediência ativa e passiva de Cristo, Ele mudou tudo. Temos livre acesso a presença de Deus, o evangelho - Cristo nos garantiu esse caminho novo a presença do Criador (Ef 2.11-22; Hb 10.19-22). Temos um grande sacerdote sobre a casa de Deus, o autor aos Hebreus afirma com clareza que através do sangue de Cristo podemos confiantes nos aproximar humilhados além do véu. “Assim, aproximemo-nos de Deus com um coração sincero e com plena convicção de fé, tendo os corações aspergidos para nos purificar de uma consciência culpada e os nossos corpos lavados com água pura. ” Hebreus 10.22. Assim como Abel (Hb 11.4), podemos nos aproximar com plena convicção de fé e um coração sincero, um culto superior, pois é segundo as Escrituras. O culto é evangélico pois o evangelho é o reflexo daquilo que é pregado, orado e cantado. O povo do pacto é alimentado pelo evangelho e o Espírito Santo atrai os incrédulos para ouvir as boas novas de salvação. A grande questão é que nos nossos dias os cultos foram divididos por temas. E com isso há grandes prejuízos. Me parece que o que temos hoje são fatias de um bolo que não poderia ser ratificado. Culto de adoração, culto da consagração, culto evangelístico, culto de oração e/ou doutrina. Acredito que o culto deverá conter esses elementos, não há culto solene sem oração ou exposição da sã doutrina. Não poderá haver culto sem o evangelho ou sem consagração. Todo culto deverá conter elementos prescritos na palavra, como disse Timothy Keller [5], em resumo:

“Se o culto de domingo visa em primeiro lugar o evangelismo, aborrecerá os santos. Se visa principalmente a instrução, confundirá os incrédulos. Mas se visa louvar o Deus que salva pela graça, isso vai instruir os de dentro e desafiar os de fora. A boa adoração corporativa será naturalmente evangelística”. 


Complemento dizendo que, todo esforço não será útil para somente abastecer os santos ou atrair os incrédulos, o culto deve ser bíblico e conter elementos que glorifiquem o Senhor, que é santo e soberano sobre todos os corações.


O culto deve ser pactual,
significa não ser tradicional ou moderno. Essas formas culturais de culto não são apropriadas ao contexto teológico segundo as Escrituras. Manter a distância das formas contextualizadas de culto segundo as especulações humanas deve ser o dever do cristão. O culto deve ser pactual pelo fato de ser baseado na aliança de Deus com o seu povo. De acordo com a continuidade do Antigo e Novo Testamento, conforme prescrito na lei. O culto deve ser pactual porque possui um caráter legal e íntimo como um casamento, a comunidade dos eleitos com o Deus Triuno (Ef 5), uma verdadeira aliança. Muitos podem objetar dizendo que precisamos de um culto contemporâneo, com a intenção de atrair uma nova geração de crentes que vivem em uma outra forma cultural de adoração. Engano! Nosso culto deve ser guiado pelo padrão das Escrituras, não é a cultura que dita a forma da santa convocação nem os elementos oferecidos na adoração. Outros podem destoar do conceito de culto pactual, devido não ser uma linguagem acessível. No entanto, como disseram os reformadores devemos falar no vernáculo, ou seja, numa linguagem compreensível. A ordem da pactualidade do culto solene não despreza uma linguagem acessível, nem muito menos a suficiência do texto sagrado. A estrutura que predomina nas Escrituras é o pacto, a Bíblia é um documento pactual, deve ser necessário essa compreensão para não restar dúvidas sobre essa forma de culto. Há um diálogo entre Deus e o Seu povo no culto, vejamos essa citação: “Deus nos diz: 'Eu serei o seu Deus' e nós respondemos: 'Nós seremos o seu povo'. Deus nos chama à adoração e respondemos em cântico. Deus nos fala a sua Lei, nós lhe respondemos com a confissão dos nossos pecados. Ele nos absolve dos nossos pecados, nós respondemos em oração. Ele nos fala pela Palavra e nos sacramentos, nós respondemos com dádivas de gratidão e doxologia. Isto é o que realmente significa dizer que o nosso culto é pactual. ” O culto é a renovação da promessa pactual que Deus fez em Cristo conosco, esse pacto da graça é renovado a cada semana na exposição da Palavra e nos Sacramentos. 


O culto deve ser histórico porque é necessário que seja coerente com a doutrina dos apóstolos, que tenha continuidade com a história da igreja e que realce a maneira que os nossos antigos cristãos cultuaram solenemente o Deus Triuno. Deve ser um culto histórico e unido a tão grande nuvem de testemunhas (Hb 12.1). Quando nos reunimos no dia do Senhor, devemos ter em mente que estamos de forma coerente afirmando aquilo os antigos cristãos também afirmaram sobre a solenidade e simplicidade do culto. Seguindo o modelo básico da igreja primitiva sobre o culto, conforme testemunho dos pais da igreja, dos reformadores e seus escritos. Como afirma o Hyde [6], “em resumo, seguimos este modelo básico da Igreja primitiva de culto, no qual a Palavra é lida e pregada, os sacramentos são celebrados com ação de graças, orações de confissão, intercessão, graças são dadas, e as ofertas do povo de Deus coletadas para o ministério da misericórdia.”


O culto deve ser alegre e reverente, e isso quer dizer cheio de temor ao Senhor. Não espontâneo e sem entendimento. Aqui, chegamos num ponto controverso. Quem disse que um culto recheado de risos, gritos e danças é um culto alegre? Quem disse que um culto silencioso, harmonioso, sem expressões extravagantes é um culto triste? A liquidez dos cultos perde completamente o sentido de alegria sólida e perseverante. Segundo os Salmos, o culto é extremamente alegre e reverente (Sl 100.1-3). Percebemos o salmista enfatizando extrema alegria e temor. A questão é que a falta de percepção de quem nós somos não os permite entender o que significa verdadeira alegria no culto ao Senhor. Não seria a hora de entender o que de fato é, e não é alegria? Alegria não quer dizer ter liberdade para fazer o que quiser, também não quer dizer oferecer ao Senhor o seu culto do seu jeito conforme seu bem parecer. Um culto alegre significa uma grande expectativa que Deus irá lançar sobre nós a Sua graça quando diante dEle estivermos reverentes com tremor e temor (Sl 2.11). O culto alegre é um deleite na bondade do Senhor e em resposta manifestamos nossa gratidão diante do seu favor. A alegria é a condição de um coração que foi profundamente convicto dos seus pecados diante de um Deus Santo que foi compassivo e misericordioso. A alegria de um culto é a qualidade de um coração que foi livre da condenação e aceito por um supremo e justo redentor. Alegria e agitação não são sinônimos, emoções desenfreadas e extravagantes na verdade só enfatizam falta de reverência e temor diante de Deus que é fogo consumidor. Nas palavras do Robert Godfrey [8], “Devemos lembrar que reverência nem sempre significa calma, e alegria nem sempre significa ruído. Alegria e reverência são, antes de tudo, atitudes do coração para as quais procuramos manifestações apropriadas no culto. A alegria pode ser intensa no canto de uma canção muito tranquila. A reverência pode ser manifesta no cantar alto. ” Devemos a exemplo dos santos no AT e NT oferecer ao Senhor um culto alegre e reverente, grandes coisas fez o Senhor por nós e por isso estamos alegres (Sl 126.3).


O culto de ser litúrgico, organizado e estruturado. Isso não quer dizer mecânico ou seco, como se não houvesse vida. O culto deve ser compreensível e simples, seguido conforme o rito (Lv 9.16 cf. Lv 10.1; Dt 12.29-32), isso não quer dizer cheio de rituais antropocêntricos. Liturgia ou ordem de culto significa um serviço, Cristo e o Seu povo como num banquete santo, uma atividade pactual. Nos é devido adorar ao Pai em espírito e em verdade (João 4.24), todavia, existe uma estrutura para que essa adoração seja oferecida. A necessidade da liturgia não é transformar o culto em ritos idolátricos, a ausência da liturgia não quer dizer que o culto se torna dirigido pelo Espírito Santo. É necessária cautela, precisamos ser fiéis ao padrão divino que está prescrito em Sua palavra. Uma estrutura litúrgica bíblica de culto não será enfadonha ou cansativa, será sim, de grande ensinamento e isso apontará a glória de Deus em Cristo. O centro da liturgia é a Palavra de Deus lida e proclamada, como também os Sacramentos administrados corretamente. A congregação entoa cânticos, faz orações e confissões, declara a confissão de fé e ajunta ofertas para os necessitados, finalizando com uma benção, desafiando os cristãos a seguirem firmes e com fé na proclamação do evangelho. Os elementos do culto, conforme prescritos nas Escrituras, precisam enfatizar e anunciar o Senhor Jesus Cristo e seu supremo e perfeito sacrifício. A igreja precisa compreender que a cultura não tem autoridade sobre o culto ao Senhor. O Culto conforme o Evangelho é contra e supra cultural. A adoração deve ser segundo as Escrituras, o sermão expositivo deve ser compreensível, os sacramentos devem ser administrados corretamente, as orações e ações de graça no culto precisam ser rendidas segundo a vontade soberana e a renovação pactual estabelecida. Combatemos o culto místico, louvores que exaltam o homem, uma liturgia idólatra, confissões positivas, apelos compulsivos, orações que obrigam Deus satisfazer desejos ególatras. Juntamente com as Escrituras precisamos priorizar o culto solene abastecido de sermões expositivos, liturgias confessionais, sacramentos biblicamente administrados e orações humilhadas. Nas palavras de Calvino temos uma ótima advertência [9]:

“Exortamos os homens a que não adorem a Deus de modo frígido e descuidado, e enquanto apontamos o modo, não podemos perder de vista o fim, nem omitir qualquer coisa que diga respeito àquilo que apontamos. Proclamamos a glória de Deus em termos muito mais elevados do que estávamos acostumados a proclamar antes, e com todo vigor trabalhamos para tornar as perfeições nas quais a glória de Deus brilha mais e mais conhecidas. Exaltamos tão eloquentemente quanto podemos seus benefícios a nós, ao tempo em que conclamamos outros a reverenciar sua majestade, render a devida homenagem à sua grandeza, sentir a devida gratidão por sua misericórdia, e nos unirmos em seu louvor. ”


Portanto, concluo que devemos rejeitar todo e qualquer culto a si próprio. O culto do ego, das habilidades, das conveniências. Rejeitemos com força a hipocrisia dos fariseus e a religiosidade dos líderes dos judeus. Rejeitemos toda influência cultural e que a cada semana seja a nossa doxologia oferecer ao Senhor um culto segundo as Escrituras.

“Apliquem-se a fazer tudo o que eu ordeno a vocês; não acrescentem nem tirem coisa alguma. ” Deuteronômio 12. 

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Notas:
[1] Prefácio do livro - Hyde, Daniel R. O que é um culto reformado? Os Puritanos, 2014.
[2] Confissão de Fé de Westminster, capítulo XXI.1.  
[3] Hyde, Daniel R. O que é um culto reformado? Os Puritanos, 2014.
[4] Hyde, Daniel R. O que é um culto reformado? Os Puritanos, 2014.
[5] Timothy J. Keller, “Reformed Worship in the Global City,” in Worship by the Book, p. 219.
[6] Hyde, Daniel R. O que é um culto reformado? Os Puritanos, 2014.
[7] Hyde, Daniel R. O que é um culto reformado? Os Puritanos, 2014.
[8] W. Robert Godfrey, Pleasing God in Our Worship (Wheaton, IL: Crossway Books, 1999), p. 24.
[9] João Calvino, The Necessity of Reforming the Church (Audubon, NJ: Old Paths Publications, 1994), p. 25–26.


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Autora: Morgana Mendonça dos Santos 
Divulgação: Bereianos



Márcio Melânia
Mestre em Gestão Pública

"Quanto ao mais, irmãos, regozijai-vos, sede perfeitos, sede consolados,
sede de um mesmo parecer, vivei em paz; e o Deus de amor e de paz será convosco."
 (2 Coríntios 13 : 11)


A IGREJA "UNIVERSAL" E A IGREJA "LOCAL"


A IGREJA "UNIVERSAL" E A IGREJA "LOCAL"


Até uma leitura leve do Novo Testamento mostra diversas aplicações da palavra "igreja". "...edificarei a minha igreja...", "...o deu à igreja, a qual é o seu corpo...", "...a ele seja a glória, na igreja..."--todos esses exemplos, obviamente, estão se referindo à única igreja universal (Mateus 16:18; Efésios 1:22-23; 3:21).


Mas outras referências: "...dize-o à igreja...", "...promovendo lhes, em cada igreja, a eleição de presbíteros..." e "...não fique sobrecarregada a igreja..."--claramente se referem à igreja local ou organizada, das quais existem muitas (Mateus 18:17; Atos 14:23; 1 Timóteo 5:16).


Evidentemente não é tão óbvio, portanto, que as diferenças entre esses dois sentidos são mais do que apenas tamanho e números. Estude as diferenças citadas abaixo. Quando você conseguir compreender o significado de tudo isso (veja as conclusões citadas depois das listas), você mesmo vai conseguir acrescentar outros "pontos" às listas.


A Igreja "Universal":


Um relacionamento dos santos com Deus 
Existe tanto no céu como na terra (Efésios 3:15)
O Senhor acrescenta "membros" (Atos 2:47)
Ingresso através do batismo (1 Coríntios 12:13)
Todos os santos estão nela (Gálatas 3:27)
Somente os salvos (2 Timóteo 2:19)
Um só pastor/mestre (Mateus 23:8)
Descrita como "assembleia" figuradamente (Hebreus 12:22-
23). Satanás não prevalece contra ela (Mateus 16:18)


A IGREJA "LOCAL":

Um relacionamento de santos com santos
Terrestre, limitada (Filipenses 1:1)
Nós nos juntamos a ela (Atos 9:26)
Ingresso/participação através da aceitação de outros santos (3 João 10)
Alguns determinados santos estão nela (1 Coríntios 1:2)
Algumas pessoas que não são "dos nossos" estão nela (1 João 2:19)

Pastores humanos estão aqui (1 Pedro 5:2)
Reúne-se literalmente (1 Coríntios 14:23)
Satanás pode e, às vezes, consegue prevalecer contra ela (Apocalipse 2:5)

A igreja "universal" é um relacionamento de indivíduos com Deus que vem em primeiro lugar e existe enquanto alguns indivíduos andam na verdade (3 João 3-4), apesar dos atos e das palavras de homens.
A igreja "local" é um laço adicional, de santos com santos, que fazemos pela vontade de Deus para que possamos funcionar como uma unidade organizada (ou seja, funcionar coletivamente) para cumprir o divino propósito dele.



Por Robert F. Turner

segunda-feira, 30 de maio de 2016