sábado, 30 de abril de 2016

“IGREJA EMERGENTE”

ENSAIOS SOBRE A IGREJA NA PÓS-MODERNIDADE: A “IGREJA EMERGENTE”



Posted by Jonas Ayres in APOLOGÉTICA




Por Jonas Ayres

Infelizmente, são poucos os cristãos que conseguem conciliar a ortodoxia cristã com a propagação da mensagem do Evangelho para a sociedade pós-moderna. Sob a alegação que a mensagem apregoada pela igreja do horizonte moderno é muito intolerante e “fundamentalista”, passamos a encarar uma era de extremos no contexto eclesiástico. Em um dos lados da corda está o movimento da Igreja Emergente, que enfatiza sobremodo o pragmatismo, deixando de lado a teologia cristã e ajustando-a ao pensamento pós-moderno, criando assim a “Ortodoxia Generosa”[1]. A leitura do livro “Ortodoxia Generosa” de McLaren deixa muito claro ao leitor que o autor é (ou deseja ser) extremamente generoso com todo e qualquer credo existente no mundo[2], menos com o cristianismo tradicional, taxado pelo autor de exclusivista, fundamentalista e intolerante.
A origem deste movimento é recente, conforme Daniel (2007, p.29), a Igreja Emergente:

Nasceu no final do século XX, mas floresceu no início do século XXI. Trata-se de um movimento que prega a necessidade de uma nova compreensão do Evangelho e da Espiritualidade, e de uma nova teologia com uma nova abordagem da Bíblia. Um de seus mais famosos proponentes é o pastor americano Dan Kimball, que lançou em 2003 o livro The Emerging Church: Vintage Christianity for New Generations (Zondervan). [3]

E continua esclarecendo o início do movimento bem como indicando os principais divulgadores:
Apesar de Dan Kimball ter sido o primeiro a lançar um livro apresentando claramente a proposta da Igreja Emergente, não foi ele o criador do termo para designar o movimento. O título “emergente” surgiu dois anos antes do livro de Kimball e é invenção dos pastores Doug Pagitt e Brian McLaren, como este mesmo conta em seu livro Uma Ortodoxia Generosa – a Igreja em tempos de Pós-modernidade (Zondervan, EUA, 2004 e Editora Palavra, 2007).

Acaudilhados principalmente por Brian McLaren, os emergentes crescem a largos passos acusando o cristianismo “tradicional” de ser institucionalizado demais, rígido demais, ultrapassado, exclusivista ao extremo e fechado.

Dentre as características marcantes do Movimento Emergente, é possível destacar o seu espírito de protesto contra o cristianismo institucionalizado ou denominacional. Os Emergentes acreditam que o modelo de igreja comum está ultrapassado e não consegue atender as demandas do pós-modernismo. Interessante é notar que esta aversão é justamente pelo
Cristianismo tradicional defender a verdade absoluta, elemento que os pós-modernos têm aferro. Abominam também o conceito de hierarquia nas igrejas, julgando-os anti-bíblicos; nas Igrejas Emergentes, a figura de pastores, bispos, presbíteros praticamente não se encontram.

No aspecto teológico, os Emergentes têm verdadeira repulsa às Teologias Sistemáticas (livros ou disciplina em si) e apologética tradicional. Acreditam que as Sistemática nada mais fizeram que bitolar os crentes, sendo apenas um amontoado de textos bíblicos organizados de modo sistemático em torno das opiniões pessoais dos autores das mesmas; da mesma forma, julgam que a apologética cristã está atrasada e não deve permanecer defendendo a fé como vem fazendo no decorrer da história. Defender a fé nos dias de hoje (pós-modernismo), é ofensivo na mentalidade dos emergentes, tão pluralistas e inclusivistas[4].

O capítulo 6 do livro de Kimball (2008, p.87-100), intitulado “Nascido (Budista-Cristão-Wiccaniano-Muçulmano-Hétero-Gay) nos Estados Unidos”, mostra como os Emergente consideram os cristãos como errados em sua forma de pensar e como os emergentes são ultra receptivos para com frentes de pensamento que divergem da verdadeira ortodoxia bíblica. Ao final do capítulo, Kimball praticamente tece – utilizando um fato real – uma apologia ao homossexualismo. Muito estranho para um cristão “clássico”, como menciona a capa da referida obra[5].
Os Emergentes julgam ser a melhor opção eclesiástica no atual contexto por defenderem que a sociedade atual é pós-cristã. Muitos que estão frequentando alguma igreja que tenha a filosofia emergente ou são pessoas “desingrejadas”, os quais outrora estiveram arrolados como membros de outra denominação, mas dada decepção de qualquer ordem migraram para este movimento, ou são pessoas das mais variadas índoles, que tem em comum a repulsa pelo modelo convencional de igreja e que se adaptam facilmente no meio Emergente, justamente por ser um meio já encharcado com o pós-modernismo.

Para o cristianismo verdadeiramente sóbrio e ortodoxo, a invasão da generosidade dos emergentes é um alerta a introdução do pós-modernismo no seio do cristianismo evangélico: “Não é de se admirar: a Igreja Emergente surgiu como um esforço deliberado para tornar o cristianismo mais apropriado a uma cultura pós-moderna (MACARTHUR, 2007, p.46).
Como dito anteriormente, além de Brian McLaren, outro expoente do Movimento Emergente é Dan Kimball. É fácil notar que a obra-prima de Kimball quanto a este movimento, intitulada “A Igreja Emergente: cristianismo clássico para as novas gerações” é dúbia, confusa e generosa demais. Já no prefácio da referida obra é possível encontrar variações de pensamento muito profundas, entre Rick Warren e Brian McLaren. As opiniões de ambos são ambíguas característica do movimento (MEISTER, 2006, p.99).

Um livro cheio de figuras, ilustrações, sugestões de modelo de culto. Chama atenção a seguinte definição, em modo de diagrama, que traz a proposta pós-moderna para que a igreja seja bem-sucedida num futuro breve (KIMBALL, 2008, p.19-20):
Primeira parte deste livro: Situa-se o contexto histórico para a compreensão da necessidade de mudança. Sem compreender a primeira parte, a segunda será apenas superficial (desconstruindo). Segunda parte deste livro: Ideias práticas para eventual implementação em sua igreja e ministérios. (Reconstruindo).
Enquanto muitos estão preparando sermões e se mantendo ocupados com questões internas das igrejas, algo alarmante está acontecendo do lado de fora. O que antes era uma nação com uma cosmovisão judeu-cristã está rapidamente se tornando uma nação pós-cristã, não alcançada e sem experiência nem vínculo com a igreja. Gerações estão surgindo ao nosso redor sem nenhuma influência cristã. Então devemos repensar tudo o que estamos fazendo em nossos ministérios (destaque do autor).

Desconstruir, eis o caminho Emergente. É como se tudo que o Cristianismo Histórico fez seja anátema aos Emergentes. Posando de movimento “mente-aberta”, tornam-se exclusivistas no seu modo de pensar, levando os seus seguidores a pensar que de fato trata-se enfim da aurora da verdade.
Basta uma breve análise daquilo que o próprio McLaren afirma para perceber que o movimento é nocivo à saúde da igreja cristã. Fazendo menção em todo livro “Uma Ortodoxia Generosa” a uma gama variada de credos – e como os cristãos tradicionais são “bitolados” – McLaren se mostra bastante entusiasmado e receptivo com o pluralismo religioso que rege a pós-modernidade. Provavelmente, o maior atestado deste pluralismo irrestrito de McLaren seja o capítulo 15, intitulado “Por que sou católico”, onde o autor relata um insólito episódio (MCLAREN, 2007, p.243-244):
Um dia, minha caminhada matinal me levou até a Igreja Católica Romana Nossa Senhora da Paz, perto do meu hotel. Atrás da igreja havia uma enorme estátua de Maria cercada por um lindo jardim, que por sua vez estava cercado de pistas abarrotadas. Atraído por esse pequeno jardim de paz no meio do trânsito matinal caótico da área da baía, me vi sentado sobre um banco com a imagem de Maria me fazendo sombra, me olhando com um olhar gentil e seus braços estendidos em minha direção. (…) que irônico, pensei, para um menino criado em família protestante estar sentado ali com lágrimas nos olhos, emocionado com Nossa Senhora da Paz (…). Naquele dia também me tornei, em certo sentido, um pouco mais católico.
É de se supor que McLaren tenha postura semelhante ao se deparar com a imagem de Buda, Shiva ou Osíris? Se a igreja migrar para este tipo de conduta ecumênica e irrestrita, poderemos jogar no lixo 500 anos de Reforma Protestante.
Outro livro de importância para a Igreja Emergente, de autoria de Brian McLaren é “A Igreja do outro lado”[6]. Tal livro mostra a aversão da Igreja Emergente pela Teologia Sistemática, Apologética Tradicional e organização eclesiástica.
Por fim, outro autor que influencia o modelo Emergente é Stanley J. Grenz, com seu livro “Pós-Modernismo: um guia para entender a filosofia de nosso tempo”[7].

CRÍTICA À IGREJA EMERGENTE

Se o Movimento Emergente está crescendo a largos passos, o volume de páginas na internet, seja sites ou blogs, artigos e livros com as devidas críticas ao liberalismo extrapolado dos emergentes cresce praticamente na mesma proporção.
O problema não pode ser ignorado, pois o movimento emergente, carregado com a filosofia pós-moderna, avança com muita força, misturando algumas verdades com muitos sofismas. Vejamos as palavras a seguir (MACARTHUR, 2008, p.11) numa advertência sobre o risco deste movimento:
Hoje em dia, esse tipo de coisa [Igreja Emergente] goza de muita popularidade. McLaren foi o autor ou o coautor de cerca de uma dúzia de livros, e seu total desprezo pela certeza é um tema ao qual ele volta repetidas vezes. Em 2003, a editora Zondervan e a organização Especialidades da Juventude trabalharam em conjunto para iniciar uma linha de produtos
Chamada Emergente/EJ. Publicam livros, DVDs e produtos de áudio num ritmo intenso e em abundância.

Os críticos do movimento apontam os erros mais evidentes dos Emergentes, alguns deles já apresentados de modo simples anteriormente. Enquanto alguns críticos são mais “amigáveis”, outros são mais explícitos nas palavras. Vejamos a seguinte declaração (LAHAYE, 2007):
Entre os falsos ensinos que brotam da Igreja Emergente encontra-se uma forma não tão sutil de ataque à autoridade da Bíblia – um claro sinal de apostasia. Eles não mais afirmam: “Assim diz o Senhor” (apesar do uso dessa expressão por mais de duas mil vezes na Bíblia), por temerem que isso ofenda aquelas pessoas que apregoam a igualdade de todas as opiniões quanto ao seu valor. A Palavra de Deus não é mais interpretada por aquilo que realmente diz; em vez disso, é interpretada por aquilo que diz para você, desconsiderando, assim, o fato de que a formação educacional e a experiência de vida de uma pessoa podem influenciar a maneira pela qual ela interpreta as Escrituras, a ponto de levá-la irrefletidamente a um significado nunca planejado por Deus para aquele texto.
E continua expressando sua reprovação e opinião particular sobre a Igreja Emergente:
Eu, particularmente, creio que eles [defensores do pós-modernismo emergente], na verdade, são hereges, apóstatas e lobos “disfarçados em ovelhas”. Devido ao fato do cristianismo liberal ter caído no vácuo do descrédito e das igrejas liberais terem ficado vazias, eles agora fazem uma tentativa de re-empacotar sua teologia sob a forma de pós-modernismo. Na realidade, a maior parte desses conceitos não passa daquilo que costuma ser chamado de modernismo ou liberalismo, ainda que expressos com uma terminologia pós-moderna.
Muitos se assustam ao ler opiniões como a citada acima, mas nunca se deve esquecer que, na história cristã, em praticamente 2.000 anos, inúmeras investidas contra a ortodoxia surgiram, muitas delas explicitamente contrárias aos padrões bíblicos e outras um pouco mais “amigáveis” e “agradáveis”.
No Movimento Emergente, outra característica muito marcante é a ênfase dada ao pragmatismo (ou ortopraxia); levando sempre em consideração o conceito popular de que se algo está crescendo, fazendo e acontecendo, por inferência esse algo é bom. Será? Por isso é sempre necessário avaliar os mais finos conceitos que regem um movimento (ainda mais quando tal reivindica ser cristão). Vejamos a opinião de um cristão bíblico que tem lutado muito contra as investidas emergentes (MACARTHUR, 2008, p.66):

Mas o que deve ser notado aqui é que, no sistema de McLaren, a ortodoxia realmente é uma questão de prática e não de crenças verdadeiras. Embora reconheça que esta ideia é “escandalosa”, apesar disso, ele a afirmar como a mensagem central do seu livro [Uma Ortodoxia Generosa]. Francamente, é difícil ver essa perspectiva como outra coisa, senão como a velha e familiar incredulidade, arraigada numa rejeição dos ensinos claros das Escrituras. McLaren elevou as boas obras do próprio pecador acima da importância da fé fundamentada na verdade do Evangelho. Não devemos admirar que ele sinta grande afinidade com budistas e hinduístas. No campo final, muitas das ideias dele a respeito do papel da retidão e das boas obras no cristianismo não diferem fundamentalmente das ideias dessas religiões.

Por fim, vale lembrar que a Igreja Emergente no Brasil segue passos um pouco diferentes da igreja americana. Os Emergentes no Brasil estão aparecendo cada vez mais inseridos em igrejas novas ou velhas, mas que abriram as portas para a filosofia relativista da pós-modernidade. Como praticamente tudo que vem de fora encontra solo fértil na mentalidade espiritualista consumista do brasileiro, não é de se estranhar que esta moda ainda venha a se manifestar de modo intenso nos próximos anos. [8]
Focalizando a problemática que este movimento representa para os brasileiros, já é possível localizar boas obras cristãs escritas originalmente no contexto brasileiro contra modismos como a teologia da Igreja Emergente.
Para uma compreensão mais profunda sobre o perigo que este movimento representa para a igreja, a leitura do livro “A Sedução das Novas Teologias”, de Silas Daniel é muito proveitosa. [9]
No entanto, é preciso reconhecer que o Movimento Emergente está “chacoalhando” a igreja cristã tradicional, levando-a a repensar sobre sua verdadeira missão. É um fato que a grande maioria dos cristãos está muito satisfeita com a presença apenas nos cultos dominicais, levando a vida simplesmente amparada por uma mera religiosidade sem os frutos que Jesus espera da Sua igreja.
O aspecto prático do cristianismo e a missão no mundo precisam ser restauradas. O grande problema que a igreja terá que resolver é como levar a mensagem cristã para os pós-modernos sem ser influenciado pelo seu pensamento relativista. De fato, é um grande desafio que não poderá ser enfrentado (e vencido) enquanto a igreja permanecer lacrada entre quatro paredes, dormindo em sua inércia. Levando em conta que tanto os Emergentes como as pessoas moldadas pela filosofia pós-moderna anseiam por algo mais prático, urge a necessidade de relembrar a necessidade do aspecto prático do cristianismo.
OUTROS TEXTOS DA SÉRIE
NOTAS

[1] “Ortodoxia Generosa” é também o nome de um livro de Brian McLaren, importante divulgador e defensor do movimento Emergente. Publicado no Brasil pela Editora Palavra (Brasília, 2007). O tom confuso do livro – adaptado ao contexto pós-moderno relativista e pluralista pode ser facilmente identificado na capa do mesmo, onde o autor diz “Por que sou um cristão missional, evangélico, pós-protestante, liberal/conservador, místico/poético, bíblico, carismático/contemplativo, fundamentalista/calvinista, anabatista/anglicano, metodista, católico, verde, encarnacional, deprimido-mas-esperançoso, emergente e inacabado”.
[2]. Não afirmo que o diálogo entre as religiões não deve ocorrer, mas que adentrar no ecumenismo irrestrito que o pluralismo da pós-modernidade propõe pode levar o cristão à apostasia.
[3] Livro já publicado no Brasil com o título “A Igreja Emergente: Cristianismo clássico para as novas gerações”, São Paulo: Vida, 2008.
[4] Este pensamento não generoso de Brian McLaren para com a Teologia Sistemática e Apologética está muito explícito nas linhas dos livros “Uma Ortodoxia Generosa” e “A Igreja do Outro Lado”.
[5] O Homossexualismo é um fato na sociedade contemporânea. O homossexual deve ser respeitado como ser humano, sendo repulsiva toda e qualquer forma de violência contra o cidadão seja por palavras ou ações. Os homossexuais, assim como todo e qualquer cidadão, diante da lei têm seus direitos e deveres. Entretanto, perante as premissas bíblicas, tais práticas são consideradas pecaminosas, e a cultura secular não deve se infiltrar na igreja a ponto do cristianismo passar a encarar esta prática como normal e aceitável. Uma ditadura gay tenta ser implantada no mundo, sob o falso pressuposto de homofobia, onde o que de fato se observa é o levantar da bandeira heterofóbica por parte das militâncias homossexuais.
[6] Editora Palavra, Brasília, 2008.
[7] Edições Vida Nova, São Paulo, 2008.
[8] Recentemente alguns modelos de igreja foram importados para o Brasil (efeitos da globalização religiosa); uns ficaram, outros aos poucos caem no esquecimento (embora as feridas ainda marquem a igreja). Modas como “A Benção de Toronto”; “Avivamento de Pensacola” e “Igreja em Células no Governo dos 12 – G12” bagunçaram muito a eclesiologia brasileira.
[9] CPAD, Rio de Janeiro, 2007. Ler em especial os capítulos 2 e 5.
BIBLIOGRAFIA

DANIEL, Silas. A sedução das novas teologias. Rio de Janeiro: CPAD, 2007.
MACARTHUR, John. A guerra pela verdade. São José dos Campos: Editora Fiel, 2008.
MEISTER, Mauro. Igreja Emergente, a igreja do pós-modernismo? Uma avaliação provisória. in Revista Fides Reformata XI, n.º 1 (p.95-112). São Paulo, 2006
KIMBALL, Dan. A igreja emergente: cristianismo clássico para as novas gerações. São Paulo: Editora Vida, 2008.
MCLAREN, Brian D. Uma ortodoxia generosa. Brasília: Editora Palavra, 2007.
_____________. A Igreja do outro lado. Brasília: Editora Palavra, 2008.
GRENZ, Stanley J. Pós-modernismo: um guia para entender a filosofia de nosso tempo. São Paulo: Edições Vida Nova, 2008.

LAHAYE, Tim. A Igreja Emergente: a Laodicéia do século 21? Publicado originalmente na Revista Chamada da Meia-Noite, setembro de 2007. Texto consultado em www.chamada.com.br em 18/01/2010.

Fonte: 
https://www.google.com.br/search?q=pastores+da+modernidade&espv=2&biw=1366&bih=643&source=lnms&tbm=isch&sa=X&ved=0ahUKEwjgydfn-7bMAhULMyYKHavYC_cQ_AUICCgD#imgrc=PGhU4Pf-JSy7WM%3A

SIGNIFICADO DE DOGMA


SIGNIFICADO DE DOGMA


O que é Dogma

Dogma é um termo de origem grega, com a mesma pronúncia utilizada no idioma português, e tem o significado de “aquilo que aparenta”, “opinião”, “crença”. É derivado do verbo grego “dokeo”, que significa pensar, imaginar ou supor.

O que é dogma?

O dogma é uma doutrina ou crença que significa literalmente o que se pensa é verdade. Trata-se de verdades impostas em uma religião ou uma ideologia, sendo considerada ponto fundamental e indiscutível de uma crença.

Na civilização grega, o dogma era ligado a um pensamento firme ou uma doutrina, mas passou a ser essencialmente um fundamento religioso, considerados como verdades absolutas, que devem ser aceitas através da autoridade e não são passíveis de questionamentos.

Os dogmas estão presentes em todas as religiões, como o cristianismo (com suas várias vertentes defendendo dogmas por vezes totalmente opostos), no judaísmo, no islamismo e no hinduísmo, entre outras.

Sendo elemento fundamental da religião, o dogma sempre é atribuído a princípios teológicos essenciais para a doutrina em questão e sua revisão ou disputa é sumariamente descartada. Sua rejeição pode ser considerada blasfêmia e heresia e pode, em algumas religiões, levar à expulsão do indivíduo ou do grupo de sua crença.

A Igreja Católica, através da Inquisição no período da Idade Média, determinava o crime de heresia a quem duvidasse das verdades da fé. Os hereges podiam ser excomungados e perseguidos, muitos chegando à pena de morte por ideias que contrariavam as verdades determinadas pelas autoridades religiosas.

Segundo os ensinamentos religiosos, os dogmas devem ser aceitos pelos praticantes de diversas religiões como verdades reveladas por Deus na Bíblia, sendo irrevogáveis até mesmo pela autoridade máxima (no caso da Igreja Católica, o Papa).

Para os católicos, os dogmas estão inseridos no Credo, estabelecido no Concílio de Nicéia, no século IV. Também estão nos cânones dos primeiros concílios ecumênicos e são resumidos na “Exposição Exata da Fé Ortodoxa”, obra de São João de Damasco.

Alguns exemplos de dogmas da Igreja Católica são a Imaculada Conceição de Maria, a Assunção de Nossa Senhora, a filiação divina de Jesus, a infalibilidade papal, entre outros. Os protestantes também possuem seus dogmas, muitos deles diferentes dos do catolicismo e professam isso em suas confissões de fé.



EXAMINE CUIDADOSAMENTE A EXPLICAÇÃO BÍBLICA


EXAMINE CUIDADOSAMENTE A EXPLICAÇÃO BÍBLICA PARA QUALQUER AFIRMAÇÃO OU MANDAMENTO





O propósito deste conselho não é sugerir que se você não puder discernir a explicação você deva desdenhar o dado mandamento. É insistir que Deus nem é arbitrário, nem caprichoso, e na maioria das vezes ele provê razões e estrutura de pensamento por trás das verdades que ele revela e mandamentos que faz. Tentar desvendar esta explicação pode ser um auxílio na compreensão da essência daquilo que Deus está dizendo e qual a expressão cultural apropriada do que ele está dizendo.


Antes de eu dar alguns exemplos, é importante reconhecer que toda a Escritura está atrelada à cultura. De início, a Escritura foi dada em linguagem humana (Hebraico, Aramaico e Grego), e línguas são fenômenos culturais. Nem se deve pensar que as palavras que Deus fala é, digamos como em Grego genérico. Pelo contrário, aquelas palavras pertenciam ao Grego do período helenista; não é Grego homérico, ou atiço, ou moderno. De fato, este Grego muda um tanto de escritor para escritor: Paulo nem sempre usa as palavras da mesma forma como Mateus as usa.

Nada disto deve nos causar espanto. É parte da glória do nosso grande Deus que ele tenha se acomodado à fala humana, algo que é atrelado ao tempo e, portanto, mutável. Apesar de alguns filósofos pós-modernos, estas observações não prejudicam a capacidade de Deus em comunicar verdades. Isto significa que seres humanos finitos nunca saberão a verdade exaustivamente, isto exigiria onisciência; mas não há razão por que não possamos conhecer algumas verdades de verdade. Entretanto, toda verdade como Deus a revela para nós em palavras vem vestida em formas culturais. Uma interpretação cuidadosa e temente não significa retirar tais formas para descobrir a verdade absoluta por baixo, pois isto não é possível. Nós nunca podemos escapar a nossa finitude. Isto significa compreender aquelas formas culturais, e pela graça de Deus descobrir as verdades que Deus revelou através delas.





Então, quando Deus ordena as pessoas rasgarem suas vestes e colocarem pano de saco e cinzas, são estas ações a própria essência do arrependimento de modo que não há verdadeiro arrependimento sem elas? Quando Paulo nos diz para saudar uns aos outros com ósculos santos, ele quer dizer que não há saudação cristã verdadeira sem tal beijo?

Quando examinamos a explicação de tais práticas, e perguntamos se cinzas e ósculos são ou não integradamente relacionados à revelação de Deus, nós conseguimos ver além. Não existe uma teologia do beijo; existe a teologia do amor mútuo e a comunhão comprometida entre os membros da igreja. Não existe uma teologia do pano de saco e cinzas; existe teologia do arrependimento que exige tanto uma tristeza radical, como uma profunda mudança.




Se este raciocínio estiver correto, ele vai se aplicar tanto sobre a prática do lava-pés e do uso do véu. Além do fato que o lava-pés aparece apenas uma única vez no Novo Testamento como algo ordenado pelo Senhor, o ato em si está teologicamente preso, em João 13, a urgente necessidade de humildade entre o povo de Deus, e à cruz. Semelhantemente, não existe uma teologia do véu, mas há uma teologia profunda e recorrente daquilo do qual o véu foi uma expressão do Corinto do primeiro século: a devida relação entre homens e mulheres, entre maridos e esposas.

Excelente explicação... do Pr. Eudes Martins


AUTONOMIA DO SUJEITO NA MODERNIDADE



TEOLOGIA PASTORAL E AUTONOMIA DO SUJEITO NA MODERNIDADE


É assente e ponto pacífico na teologia a relação do saber teológico com os paradigmas explicativos da realidade de seu tempo. A teologia sempre foi e será uma ciência inculturada. 


Neste aspecto, é necessário ao trabalho pastoral ensinar a comunidade a desaprender as formulações arcaicas, os conceitos teológicos e litúrgicos ultrapassados, que não mais falam ao homem moderno. A mera repetição de fórmulas teológicas não presta serviço algum ao povo de Deus, muito pelo contrário, essa cantilena só pode provocar fastio e constitui uma infidelidade e irresponsabilidade para com a mensagem cristã. É necessária uma interpretação mais criativa dos dados da fé transformando-os em fonte de conhecimento e renovação do ser humano.

O dogma é um caminho, uma orientação. Uma afirmação dogmática reflete o contexto que a gerou, pois se trata de uma resposta a uma situação epocal. Gerações que vivem em épocas diferentes devem dar novo vigor, frescor e interpretação ao dogma. Devemos reinterpretar os enunciados dogmáticos à luz de nossa leitura atual da Escritura. Não é possível anunciar o Evangelho sem considerar o homem moderno, o seu destinatário.

 Não é mais possível negar os reclamos científicos que exigem da fé uma resposta dialógica. Não podemos mais aceitar uma visão de homem que lhe negue sua completude.

Neste ínterim, a pastoral deve resgatar o sentido de pessoa que encontra no amor e liberdade de Deus o seu fundamento. Ser pessoa é ser livre. Heidegger afirmava que a liberdade não é uma propriedade (Eigenschaft) do homem, mas que o homem é essencialmente livre. Entendia o filósofo que para o homem adorar a Deus precisava estar livre de Deus, livre para se desviar de Deus, não determinado ou compelido por Deus para adorá-lo.

Se o homem adorar a Deus deve fazê-lo mediante uma ação livre, não compelida. Ser livre, em última instância, é ser capaz de se decidir a favor ou não de Deus. A concepção heideggeriana de modo algum entra em conflito com a teologia. Em Deus subsiste em toda plenitude a liberdade, o amor e a relação, elementos pessoais constitutivos. Deus criou o homem como ser livre, chamado para se decidir na abertura, para acolher o dom de Deus salvador-criador e para viver o amor concreto aos outros seres pessoais e assumir responsabilidade face ao mundo criado por Deus. Todavia, como a experiência tem demonstrado e a própria escatologia paulina, nem todos ainda se submetem ao senhorio de Cristo e respondem positivamente ao seu chamado (1Co 15,24-28). Não é isto indício de uma liberdade, mesmo que negativa?

Ao criar o homem como ser livre (para), o próprio Senhor arca com a responsabilidade de o homem desejar ser livre d’Ele. O ser, assim, é pessoa, criada pelo amor e liberdade de Deus, capaz de se decidir a favor ou mesmo contrário a Deus. Javé decide criar o homem e o faz como um ser livre. Embora não explícito, a última proposição conforma-se à concepção do escritor, segundo a qual Deus criou o homem e o guia para a salvação.


O mundo é o palco no qual Deus revela o seu amor ao homem e reafirma sua autonomia e liberdade ao permitir que ele faça suas próprias escolhas, mesmo que essas contrariem seus mandamentos (Gn 3). Somente uma perspectiva da liberdade de Deus e do homem pode conformar-se ao sentido de autonomia do sujeito, da natureza e do social propalados pela Modernidade.

A pastoral, por conseguinte, não se pode fechar ao novo contexto que tanto desafia quanto impele a Igreja ao cumprimento de sua missão no mundo.


Nota: Depois dessa, não sei o que dizer. Examine você, Pastor, Professor, ensinador, mestre, pela própria Palavra de Deus, até onde podemos fazer isto!

Eu sei, que a Bíblia estar fundamentada e escrita dentro de Culturas, se não, não entenderíamos, é a realidade.   Mas achar que: "O dogma é um caminho, uma orientação", aí é demais da conta.. 

O que dogma?  - Você sabe? Aí estar a resposta.
Se usarmos somente a Bíblia, as Palavras da Bíblia, não atraímos mais e  "A mera repetição de fórmulas teológicas não presta serviço algum ao povo de Deus, muito pelo contrário, essa cantilena só pode provocar fastio e constitui uma infidelidade e irresponsabilidade para com a mensagem cristã. É necessária uma interpretação mais criativa dos dados da fé transformando-os em fonte de conhecimento e renovação do ser humano" diz o texto.

Eu gostaria de ir para o Céu Hoje!!!!!! Não estou conseguindo acompanhar a Nova Tecnologia Eclesiástica.



 Pr. Esdras Bentho

Perfil

Esdras Costa Bentho Teólogo, Bacharel e Licenciado em Teologia com especialização em Hermenêutica; graduado em Pedagogia (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Formação de Professores), e escritor. Atualmente concluindo o Mestrado em Teologia pela PUC, RJ, atua como professor na Faecad, RJ, trabalha como editor de Bíblias e revisor sênior para editoras cristãs.


É autor dos livros “A Família no Antigo Testamento – História e Sociologia” e “Hermenêutica Fácil e Descomplicada”, e co-autor de “Davi: As vitórias e derrotas de um homem de Deus”, todos títulos da CPAD.

Fonte: http://www.cpadnews.com.br/blog/esdrasbentho/cultura-crista/102/teologia-pastoral-e-autonomia-do-sujeito-na-modernidade.html

MUITOS PASTORES "SOFREM EM SILÊNCIO" ....


MUITOS PASTORES "SOFREM EM SILÊNCIO" COM PROBLEMAS FINANCEIROS,
Segundo Pesquisa


Instituto norte-americano de pesquisas entrevistou mais de 4 mil pastores, dos quais cerca de 90% assumiram enfrentar algum tipo de problema financeiro e 30% confessaram a necessidade de um segundo emprego para cobrir suas despesas

Fonte: Guia-me / com informações Christian Post | 29/04/2016 - 10:40


 Muitos pastores `sofrem em silêncio´ com problemas financeiros, segundo pesquisa

Uma nova pesquisa mostra que a maioria dos pastores que servem em pequenas igrejas evangélicas enfrentam dificuldades financeiras e muitos estão relutantes em falar sobre essas lutas.

A Associação Nacional de Evangélicos dos Estados Unidos (NAE) divulgou uma pesquisa na última terça-feira, realizada pelo grupo norte-americano 'Grey Matter Research' em julho do ano passado. Foram entrevistados 4.249 pastores e os resultados apontaram que a maioria deles enfrentam problemas financeiros graves, enquanto lutam com despesas e dívidas e não ganham o suficiente para garantir a financeira estabilidade a longo prazo.

"A grande maioria dos pastores não têm o seu próprio programa de rádio ou TV, ou lidera uma igreja grande", disse, presidente da NAE, Leith Anderson, em um comunicado. "Em vez disso, eles servem fielmente em pequenas igrejas e enfrentam desafios financeiros decorrentes como estudos, os baixos salários e despesas médicas. Infelizmente, muitas vezes eles sentem que não têm a quem recorrer para obter ajuda".

Entre os pastores pesquisados, 80% disseram que servem em congregações que têm menos de 200 membros, enquanto 55% têm menos de 100 membros em sua igreja.

Mais da metade dos pastores disseram que servem em igrejas que têm menos de 125.000 dólares em seus orçamentos anuais e 50% por cento dos pastores disseram que recebem menos do que 50.000 dólares por ano (cerca de 4 mil dólares por mês).

Trinta por cento dos pastores responderam que eles são responsáveis ??por dívidas que exigem um orçamento em média de 36.000 dólares por ano, enquanto que 25% dos pastores têm contas médicas em média cerca de 7.253 dólares por ano.

Benefícios

Como 60% dos pastores disseram que não recebem aposentadoria ou benefícios de saúde de suas igrejas, 29% dos pastores disseram que não têm nenhuma quantia em sua poupança pessoal. Já 39% dos pastores disseram que têm menos de 10.000 dólares em economias.

Cerca de 92% dos pastores disseram que sua maior preocupação financeira era sua poupança de aposentadoria, enquanto 84% apontaram seu medo é pelo fato de não terem fundos de emergência na poupança. 60% dos pastores disseram que estavam preocupados com as contas médicas ou de seguros, enquanto 54% listaram economias da faculdade de seus filhos como uma preocupação.

Enquanto pastores enfrentam grandes dificuldades financeiras, o levantamento revela que a maioria decide não se procurar suas igrejas para obter ajuda. Cerca de um terço dos pastores disse que também não conhecem ninguém fora de sua própria casa em quem eles possam confiar para falar sobre sua situação financeira. Além disso, cerca de 37 por cento dos pastores disseram que não estão familiarizados com os recursos oferecidos pela sua denominação que, podem ajudá-los com as finanças pessoais.

Outro dado interessante é que 31% dos pastores disseram que precisaram assumir um segundo emprego só para ajudar a bancar as despesas.

Tendo em conta os problemas financeiros, 90% dos pastores disseram que sentem pelo menos algum nível de estresse financeiro no seu ambiente de trabalho, em sua família e sua igreja. Além disso, 76% dos pastores disseram que sabem de outros pastores que desistiram do ministério por causa das dificuldades financeiras.

Em resposta às dificuldades financeiras em curso de pastores, a NAE lançou uma iniciativa, que tem como objetivo abordar os desafios financeiros que os pastores enfrentam e buscar soluções palpáveis para isso.

"O NAE está empenhado em desenvolver soluções para as pressões financeiras que os pastores enfrentam", disse o diretor de projetos da Associação, Brian Kluth em um comunicado. "Estamos muito animados em poder ajudar os pastores a mudarem para uma situação de maior estabilidade financeira - liberando-os para liderar suas congregações bem".

Pastora, Maria Valda P. Nascimento
Pastora da ADMEP: Assembleia de Deus Ministério Estudando a Palavra
Fundada em 06 de Março de 2013, na Rua Indaiatuba, 191 casa 03, Irajá, RJ.
Hoje, provisoriamente, na Rua, Visconde de São Leopoldo, 52, Irajá - RJ.


Conta da Igreja: Agência; 0990
Operação: 023
C/Poupança: 6895-3
Conta Fácil - Casas Lotéricas.

Fonte: 
http://www.cpadnews.com.br/universo-cristao/33563/muitos-pastores-%60sofrem-em-silencio%C2%B4-com-problemas-financeiros-segundo-pesquisa.html?utm_source=twitterfeed&utm_medium=facebook