terça-feira, 6 de outubro de 2015

“O CANON SAGRADO”




Lição Nº 01 

4º Trimestre de 2015


ADMEP

Assembleia de Deus Ministério Estudando a Palavra
Pastora, Maria Valda

EBD: Escola Bíblica Dominical


Departamento de Educação Cristã



Tema:

“O CANON SAGRADO”


Texto Áureo

“Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça, para que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente instruído em toda boa obra.”.

2 Tm 3:16-17.


Leitura Bíblia em Classe:

Hb 1: 1-3; Jo 1. 1 - 2, 14 - 17; Lc 24. 44, 46



Objetivos:

§       Entender – que o Senhor, em um ato de amor e graça, tem preservado as escrituras ao longo dos séculos.

§     Compreender – o processo de formação e canonização do Antigo e do Novo Testamento.

§      Responder – à seguinte pergunta: se sabemos qual a mensagem central do texto bíblico, por que, ainda assim devemos meditar nele?



Introdução - Neste último trimestre estudaremos a respeito dos “Temas Centrais da Fé Cristã”, ou seja, onde tudo que conhecemos e aceitamos é somente através da Fé em Cristo. Trataremos sobre a Teologia Sistemática, onde encontramos algumas das Doutrinas da Salvação, são as Doutrinas mais fáceis da Bíblia, pois o objetivo de Deus é facilitar para que todos o conheçam, aprendam sobre ele, e vivam segunda a sua Palavra. Que atentemos para as maravilhas que estudaremos neste trimestre, que o Senhor nos ajude e que sejamos ricamente abençoados com essas Aulas. Glória a Deus.

A Bíblia é o diário de Deus para toda a humanidade sem exceção.


Canon – Palavra grega (No Hebraico Canabh tem o mesmo sentido) “Regra, Vara de Medir, Cana”. Canon neste sentido refere-se aos livros que se conformam com as regras ou padrões da inspiração e autoridade divina.


A Bíblia é o nosso Equipamento de aprendizagem e aperfeiçoamento para toda boa obra, e principalmente para uma nova vida em Cristo Jesus.

A Bíblia é o nosso Manual de Vida, é onde encontramos refúgio, socorro, consolo, praticas Santas para uma vida de Santificação mais eficaz.

A Bíblia tem uma linguagem humana para que o homem possa compreendê-la, amá-la e praticá-la.

Deus para ser compreendido, vestiu sua palavra com tudo o que é terreno Países, Montanhas, Rios, Desertos, Mares, Climas, Solos, Estradas, Plantas, Minérios, Comércio, Dinheiro, Línguas, Raças, Usos, Costumes, Culturas, etc.) Deus vestiu sua Palavra em nossa linguagem para que pudéssemos compreendê-lo da forma que ele queira.

Deus por sua infinita graça e misericórdia tem preservado sua Palavra para que o homem o conheça, mude de vida, tenha uma nova vida de qualidade para com Deus, onde nesta nova vida toda orientação vem de Deus.


I.              O ANTIGO TESTAMENTO


O Antigo Testamento é conhecido pelos Judeus como Tanakh. Esta é uma abreviação acrônima (Palavra formada pelas letras ou sílabas iniciais de várias outras palavras, e que se pronuncia sílaba a sílaba e não letra a letra (SIDA, laser, etc.), da Torah (Lei), Nevi'im (Profetas) e dos Ketuvim (Escritos).


O Antigo Testamento Protestante contém 39 livros, devido as separações dos livros como 1° e 2° Samuel, 1° e 2° Reis, 1° e 2° Crônicas, Esdras, Neemias e os Profetas Menores. Enquanto na Tanakh ou Torah (Lei) contém somente 24 livros, pois os livros acima, são contados como uma coisa só, sem divisão.

Moisés é o primeiro autor dos livros Sagrados (Ex 17:14), Moisés é o autor do Pentateuco (Os 5 primeiros Livros) da Bíblia conforme as próprias informações de Jesus (Lc 24:44) e o Livro de Jó, o primeiro a ser escrito. A Bíblia também foi escrita por Reis (Davi, Salomão), Profetas (Samuel, Jeremias, Isaías), Escribas (Esdras) etc. Todos os autores que escreveram, só puderam escrever através da Inspiração ou do Sopro Divino sobre as suas vias.

Só no Antigos Testamento temos 5 Dispensações (Inocência, Consciência, Governo Humano, Patriarcal e Lei.

O Antigo Testamento contém aproximadamente 1500 anos de história.


1.1.   Formação e Canonização do Antigos Testamento

Idioma Predominante: Hebraico, e parte em Aramaico (Ed 4:8 – 6:18; 7:12-26; Dn 2:4-7:28; Jr 10:11).

A Língua Aramaica é um idioma semítico falado desde 2000 a. C em Arã (Síria. Grego). Era a Língua no tempo de Cristo. Era falado pelos povos da mesopotâmia e aparece em alguns trechos do V.T.

O Hebraico começa a desaparecer com língua predominante a partir do ano 722 a. C, através do Cativeiro Assírio.

Provavelmente a conclusão da Canonização do Antigo Testamento foi por volta de 95 d. C na escola Judaica de Jâmnia – cidade na qual alguns Judeus deslocaram-se, depois da destruição do templo de Jerusalém em 70 d. C. Ali um grupo de mestres Judeus fundaram uma escola rabínica, sob a liderança do Rabôni (ou Rabí) Yochanan Ben Zakkai, com a finalidade de estudar a Torah; assim teriam sido definidos os livros que formariam a Bíblia Hebraica.

O Judaísmo, nesse período, sofreu uma substancial alteração: “ele deixou de a religião dos sacrifícios e passou a ser a religião do livro”.

Materiais para a composição do Canon Sagrado:

Cerâmica, Pedra, Argila, Cera
 Usados nos primórdios por Moisés e pelos Profetas.


§      Papiro

      Feito de Planta, uma espécie de cana que crescia em lagos e rios do Egito e Síria. As lâminas de sua entrecasca eram retiradas, prezadas, secadas e polidas. Usou-se até o século III a.D.


§      Pergaminho
     Era a pele curtidas de ovelhas, cabras, antílopes e outros animais. As peles eram limpas e retiradas os pelos.

       O nome vem da cidade de Pérgamo, Ásia Menor, onde mais 
       frequentemente era produzido o material


§      Instrumentos
        Cinzel de Ferro, para entalhar pedras e cerâmicas. Estilete, para argila e cera, e a pena (cana com ponta feita de junco de 14-40 cm) para o pergaminho e papiro. Pena de ave só no século III a. C.

§     Tinta
         Era uma mistura de Carvão, goma e água.

§    Forma
       Em Rolos. Colavam-se as folhas de papiro lado a lado e enrolavam-se  em torno de uma madeira. Media-se em média 12 metros e alguns  chegavam a 48 metros.

Somente no século II passou a ser possível ter a Bíblia como temos hoje, devido a invenção do papel com os chineses.


1.2.  Primeira Tradução do Antigo Testamento.


A Biblioteca de Alexandria foi durante muito séculos, um dos maiores e mais importantes centros de conhecimento do mundo antigo. Acredita-se que tenha sido fundada no século III a.C. Seu florescimento deu-se sob o patrocínio da dinastia ptolemaica (faraós Ptolomeu I e II) e sua devastação aconteceu de forma gradual; todavia, em um incêndio de causas controversas, foi totalmente destruída.


1.2.1.    A Septuaginta


É a tradução mais antiga das Escrituras Sagradas, foi da Língua Hebraica para a Língua Grega sua tradução. Primeiramente foram traduzidos os 5 cinco primeiros livros da Bíblia (O Pentateuco). E os demais volumes nos 200 anos subsequente.

Essa tradução foi realizada por cerca de 70 eruditos Judeus, que moravam naquela região (Alexandria, Egito), os quais estavam habilitados a implementar esta árdua tarefa.


A Septuaginta tornou-se a base de muitas traduções.

Outra tradução mais usava na época dos Pais da Igreja, por volta do ano de 383 d.C. por São Jerônimo foi a Vulgata Latina, traduzida do Hebraico para o Latim, durante 1000 anos foi a tradução mais usada da época. Também foi usada como base para outas traduções, e continha os livros Apócrifos.

Livros Apócrifos: Tobias, Judite, Ester (10:4 – 16:24), Sabedoria de Salomão, Eclesiástico, Baruque, I e II Macabeus, Adições ao Livro de Daniel (Os três jovens na fornalha, Bel e o Dragão, História de Suzana, Oração de Manassés e III e IV Esdras.

A maioria deles foram escritos no período Inter bíblico, período onde Deus não se manifestou inspirando ninguém a escrever nada.


II.       O NOVO TESTAMENTO

Idioma: Grego (Comum = Koiné).

Na época de Jesus a língua mais comum entre os Judeus palestinos era o aramaico. Mas nos livros do Novo Testamento foram escritos num dialeto grego comum chamado “Koiné”, falado em todo o leste do Império Romano daquela época.

O Novo testamento contém 27 livros, entre seus autores estão Cobradores de Impostos como Mateus, um médico que é Lucas o único gentio a ter participação para fazer as Escrituras Sagradas, Apóstolos com Pedro, Tiago irmão do Senhor, João o discípulo do Amor, Paulo o Apóstolo dos Gentios e etc.

Vemos a Biografia (parte da história de Jesus) nos Evangelhos, o livro de história que é Atos, as Epístolas que vai de Romanos a Filemom, as Cartas Gerais ou Universais que vai de Pedro até Judas e o livro das Revelações que é Apocalipse.


2.1.  A Formação e Canonização do Novo Testamento

Os escritos do Novo testamento foram terminados pouco depois do início do segundo século, porém a formação que compõem, como Canon ou regra de fé com autoridade divina não foi imediata. Nem todos os livros eram de aceitos em todas as Igrejas, como escritos Inspirados. Alguns deles, especialmente Hebreus, Tiago, 2 Pedro e Apocalipse, eram aceitos no Oriente, porém, durante muitos anos foram recusados no Ocidente. Gradual e lentamente os livros do N.T no qual temos hoje ou usamos, conquistaram a proeminência das Escrituras Inspiradas, ao passo que outros livros foram gradualmente postos de lado e rejeitados pelas Igrejas.

Não é possível determinar a data do reconhecimento completo do N.T, porém sabe-se que não aconteceu antes do ano 300 d.C. Santo Atanásio, Bispo de Alexandria, no Egito no século IV, foi um dos primeiros a fazer uma seleção para a Igreja, os quais compõem o Novo testamento da Igreja Cristã atual. Essa seleção foi posteriormente confirmada no concílio de Hipona na África do Sul (393 d.C Século IV), quando foi chamado de Canon Bíblico.

Deus sempre preservou a sua Palavra, e quer que continuemos façamos o mesmo, pois somente através da Palavra de Deus temos que encontramos motivos para permanecermos de pé em qualquer situação.


III.        POR QUE ESTUDAR AS ESCRITURAS?


3.1.   A Palavra de Deus Vivifica o Espírito

As Escrituras, sem o Espírito de Deus, que sopra onde quer, torna-se letra morta. (2 Co 3. 5b, 6). O espírito traz vida (nos vivifica) às circunstâncias e às necessidades humanas.


3.2.  A Palavra de Deus é Viva e Eficaz


O homem pode examinar-se a si mesmo (1 Co 11:28), porém só a Palavra de Deus penetra até a divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração (Hb 4:12)


3.3.  A Palavra de Deus nos Faz-nos Resistir no Dia Mau


Somente pela Palavra de Deus obtemos autoridade para conquistar, os lugares dominados e assolados pelas hostes espirituais malignas nas regiões celestiais (Ef 6:12).


3.4.  É o Nosso Alimento Espiritual


O Alimento que nosso espírito precisa estar na Palavra de Deus, pois somente ela é a fonte da força, alegria e vida Espiritual. (Jr 15:16).


3.5.  É A Cura Para a Nossa Alma.

Em Provérbios encontramos a cura que nosso, ossos precisam, basta buscarmos estudando com amor a Palavra de Deus. Pv 16:24


3.6.  É a Fonte Inesgotável da Salvação.


Jesus disse: “Eu ou o caminho (a ser seguido), a verdade (a ser pregada e vivida) e a vida (de comunhão), ninguém vem ao Pai senão por mim. Jo 14:6. Jesus estava dizendo eu sou a Salvação, ou só em mim há Salvação para quem precisa.



CONCLUSÃO: - Na Palavra de Deus encontramos essas riquezas deixadas pelo nosso Senhor, não somente para o nosso conhecimento, mas nossa nova vida, abundante e com qualidade, equilíbrio.

Independente do processo que tenha passado para ser como é hoje a Palavra de Deus sempre foi preservada, justamente por que Deus se revelou a todos através da sua Palavra e através dela que vidas são transformadas em nova Criatura. Aproveitemos isso, a Palavra ao nosso dispor a hora que quisermos. O Senhor deseja falar com sua Igreja, basta estarmos atentos a sua Palavra.



Comentarista: Pr. Gilmar Chaves
Revista da Editora Gospel.


Presb. Luiz Afonso



                                                     Lição Elaborada
      Pelo Professor, Luiz Afonso
                Superintendente
                       ADMEP


sexta-feira, 2 de outubro de 2015

“OS ATRIBUTOS DE DEUS”


ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA

Departamento de Educação Cristã
Escola Bíblica Dominical



“OS ATRIBUTOS DE DEUS”


Texto Áureo:

“Tua é, Senhor; a magnificência, e o poder; e a honra, e a vitória, e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu é, Senhor; o reino, e tu te exaltaste sobre todos como chefe”.

I Crônicas 29. 11


Leitura Bíblica em Classe
Lucas 23. 44 – 50


Objetivo:


1.           Entender que, se desejarmos compreender verdadeiramente os nosso deveres e responsabilidades para com o Senhor, precisamos estudar com afinco as Escrituras Sagradas para adquirir nelas o conhecimentos sobre Sua pessoa, realizações e caráter.

2.           Conhecer alguns ensinos contrários à existência de um Ser criador e sustentador do Universo.

3.           Saber que, de modo geral, os eruditos costumam dividir os atributos de Deus em duas categorias: naturais e morais.



§    Palavra Introdutória

O conhecimento de Deus é fundamental para que o homem compreenda a si mesmo, ao seu próximo e a sua missão no mundo.

Uma das formas mais objetivas de conhecer a Deus nas Escrituras Sagradas é por meio do exame cuidadoso dos Seus atributos e dos Seus nomes, os quais nos fazem compreender aspectos do Seu caráter, da Sua personalidade e do Seu modo de pensar e operar.


I.         EXISTÊNCIA NEGADA



Há, nos tempos atuais, ensinos contrários à existência de um Ser superior a que se pode atribuir, com segurança, a criação do homem e do cosmos. Vejamos algumas dessas teorias.

1.1.   Ateísmo

Nega a existência de Deus, a veracidade das Escrituras Sagradas e todos os temas da Teologia bíblica que incluam conceitos de uma Pessoa Divina, com poderes de auto existência, onipotência, onisciência, transcendência e imanência.

Jeová, o Eterno, não declarou que Ele existe, mas afirmou que ele é (Êx 3. 14). Antes de qualquer coisa existir, Ele é, de eternidade a eternidade (Sl 90. 2; Ap 22.  13). Os demais elementos da natureza existem, pois surgiram a partir dele, o grande EU SOU (Is 42. 8).

No sentido estrito, ateu é toda pessoa que não crê na existência de Deus (Sl 14. 1). No sentido geral, é todo testemunho sobre Deus que não se encaixa no contexto


1.2.        Gnosticismo


O termo é de origem grega (gnosis) e significa conhecimento. O gnosticismo é um conjunto vasto de ensinos filosófico-religiosos, de natureza sincrética, que encontra raízes no misticismo, na magia negra, no esoterismo e na busca de um conhecimento elevado, por meio do qual a pessoa supostamente alcança a salvação.  - Essa corrente herética infiltrou-se entre os crentes dos primeiros séculos.


1.3.        Agnosticismo

Vocábulo constituído por duas partículas gregas: pelo prefixo a (não) e pelo radical ginosko (conhecer), significando, portanto, não conhecimento.

Esta corrente filosófica, embora não negue a existência de Deus, tampouco afirmar; antes defende ser impossível ao homem chegar a tal apreensão, porque o Ser initio não pode ser abstraído pelo ser finito.



II.       O QUE SÃO OS ATRIBUTOS DE DEUS?


Os atributos de uma pessoa são as características essenciais que lhe são próprias. Pode-se afirmar que sem seus atributos uma pessoa deixará de ser o que é, pois, tais individualidades são intrínsecas ao ente, e pertencem-lhe de forma inseparável, qualificando-a como um ser humano. – O mesmo raciocínio pode ser aplicado em relação a Deus: Seus atributos constituem Sua essência; sem estes, YHWH (Jeová) não seria o que a Bíblia afirma a Seu respeito (Ê 3. 14; Dt 6. 4). Será um grande equívoco tentar provar ou definir os atributos divinos por meio de métodos científicos e/ou lógicos.

Gênesis 1.1: A Bíblia começa com Deus, não com argumentos filosóficos de Sua existência.


Necessitamos de algo mais que um conhecimento teórico de Deus. Só conhecemos verdadeiramente a Deus em nossa alma, quando nos rendemos a Ele, quando nos submetemos à Sua autoridade e quando e Seus preceitos e mandamentos regulam todos os pormenores da nossa vida. “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor...” (Os 6. 3). “...O povo que conhece ao seu Deus se esforçará e fará proezas”. (Dn 11. 32).


2.1.        Os Atributos de Deus


A Bíblia não procura comprovar que Deus existe. Em vez disso, ela declara a sua existência e apresenta atributos seus. Muitos desses atributos são exclusivos dEle, como Deus; outros existem em parte no ser humano, pelo fato de ter sido criado à imagem de Deus.


Muitas tentativas têm sido empreendidas no sentido de, pela Bíblia, apresentar uma classificação dos atributos do Criador. Embora não pretendamos exaurir o assunto nesta lição, vale destacar que os eruditos, de modo geral, costumam dividi-los em naturais e morais.


1)       O Primeiro Grupo diz respeito às características exclusivas de Deus: (Atributos Ativos de Deus): Exemplo: (Onipotência; Onisciência; Onipresença; Sabedoria; e Soberania; Transcendente, Eterno, Imutável, Perfeito; Trino e Uno), essas são intransferíveis aos homens.


2)       No Segundo Grupo: encontramos qualidade divinas que são compartilhadas com os mortais; são os atributos Morais: Exemplo: (Deus é Amor; Deus é justiça; Deus é Santo; Deus é misericordioso e clemente; Deus é compassivo; Deus é paciente e lento em irar-se; Deus é a Verdade; e Deus fiel; Deus é justo) – logicamente, em um grau bastante inferior.


Os atributos naturais estão relacionados à Sua essência subsistente, enquanto os morais dizem respeito à Sua volição.


2.2.   Os Atributos Naturais


Os atributos naturais de Deus são características identificadas com a forma da Sua existência. Quando, por exemplo, afirmamos crer em um Ser Onipresente, imutável e eterno, estamos falando dos Seus atributos naturais.


2.2.1. Unicidade ou Unidade


Deus é o Único Deus. (Êx 20. 3; Dt 4. 35,39; 6.4; I Sm 2.2; 2 Sm 7. 22; I Rs 8. 60; 2 Rs 19. 15; Nee 9. 6; Is 44; 6 – 8; I Tm 1. 17). - Era esse um dos fundamentos da religião do Antigo Testamento, sendo também essa a mensagem especial a um mundo que adorava a muitos deuses falsos.


Haverá contradição entre este ensino da Unidade de Deus e o ensino da Trindade do Novo Testamento? É necessário distinguir entre duas qualidades de Unidade – Unidade Absoluta e Unidade Composta.


A qual classe de Unidade se refere Dt 6.4? – Pelo fato de a palavra “nosso Deus” estar no plural (ELOHIM no hebraico), concluímos que se refere à Unidade Composta. A doutrina da Trindade ensina a unidade de Deus como Unidade Composta, inclusive de três Pessoas Divinas unidas na essencial Unidade eterna.


Neste aspecto, afirma-se que Deus é UNO, isto é, UM só Deus, numericamente falando. Mas também ele é um Deus TRINO – Veja as referências dele como Deus UNO. (Dt 6. 4; Is 45. 21; I Co 8. 5,6; Ef 4. 6; I Tm 2. 5), manifesto em três pessoas: Como Deus TRINO: Pai, Filho e Espírito Santo, (Mt 28. 19; 2 Co 13; 14; I Pe 1. 2). Cada pessoa é plenamente divina, igual às duas outras; mas NÃO SÃO três deuses, e sim Um só Deus (ver Mt 3. 17 (nota na Bíblia de Estudo Pentecostal) e Mc 1.11 (Nota BEP).


2.2.2. Eternidade


A divisão humana do tempo (passado, presente e futuro) não se aplica ao tempo divino. De certa forma, a sistematização cronológica limita o nosso entendimento acerca do Criador, visto que Ele é de eternidade a eternidade (Sl 90. 1,2; 102. 12; Is 57. 12; Is 43. 13). Nunca houve ne haverá um tempo, nem no passado nem no futuro, em que Deus não existisse ou que não existirá; Ele não está limitado pelo tempo humano (Sl 90. 4; 2 Pe 3. 8) e é, portanto, melhor descrito como “EU SOU” Êx 3. 14; Jo 8. 58).

                                 
O termo eternidade aponta para a infinidade de Deus em relação ao tempo. O texto bíblico corrobora essa afirmação (2 Pe 3. 8) e assinala a subsistência infinita do Criador (Ap 1. 8). O Eterno é atemporal: Ele não teve começo e não terá fim. O grande EU SOU criou o tempo e o espaço (Jo 1.3); e estes não o podem limitar.


2.2.3. Imutabilidade


Mudanças podem ser positivas ou negativas. Deus, no entanto, não pode mudar em nenhum sentido, porque Ele é absolutamente perfeito, -  sem mudanças ou sombra de variação. Ele é inalterável nos seus atributos, nas suas perfeições e nos seus propósitos para a raça humana (Nm 23. 19; Sl 102. 26-28; Is 41. 4; Ml 3. 6; Hb 1. 11,12; Tg 1. 17). Isto não significa, porém, que Deus nunca altere seus propósitos temporários ante o proceder humano.

2.2.4. Onipotência

Ele é o Todo-Poderoso e detém a autoridade total sobre todas as coisas e sobre todas as criaturas. (Sl 147. 13-18; Jr 32. 17; Mt 19; 26; Lc 1; 37). Isso não quer dizer, jamais, que Deus empregue todo o seu poder e autoridade em todos os momentos. Não há nada que seja equivalente ou resistente ao Seu poder (Is 14. 27; 2 Cr 20. 6). Ele pode fazer o que desejar (Lc 1. 37), pois nada poderá limitá-lo em Seus intentos (Jó 42. 2). - Mas Ele não fará qualquer coisa que seja contrária à Sua essência (santidade, justiça, amor, bondade, perfeição, veracidade, misericórdia etc.).


2.2.5. Onisciência


Deus possui inteligência infinita – o que inclui o conhecimento simultâneo, pleno, absoluto e total de toas as coisas: nada pode ficar oculto aos Seus olhos (Hb 4. 13; 139. 1 – 6; 147.5); ele conhece, não somente nosso procedimento, mas também nossos próprios pensamentos. (I Sm 16. 7; I Rs 8. 39; Sl 44. 21; Jr 17. 9, 10). Quando a Bíblia fala da presciência de Deus (Is 42. 9; At 2. 23; I Pe 1. 2), significa que Ele conhece com precisão a condição de todas as coisas e de todos os acontecimentos exequíveis, reais, possíveis, futuros, passados ou predestinados (I Sm 23. 10 -13; Jr 38. 17-20). A presciência de Deus não subentende determinismo filosófico. Deus é plenamente soberano para tomar decisões e alterar seus propósitos no tempo e na história, segundo sua própria vontade e sabedoria.  – Noutras palavras, Deus não é limitado à Sua própria presciência (Nm 14. 11-20; 2 Rs 20. 1 – 7).


2.2.6. Onipresença

Ele está presente em todos os lugares a um só tempo. Não há lugar no universo para onde se possa fugir da presença de Deus, como também não há lugar que esteja fora do alcance dos Seus cuidados (Jr 23. 23, 24; Mt 18. 20). O salmista afirma que, não importa para onde formos, Deus está ali (Sl 139. 7 – 12; Mt 18. 20). Deus observa tudo quanto fazemos!



III.     OS ATRIBUTOS MORAIS DE DEUS



A Bíblia atribui qualidade morais a Deus, porque Ele não é uma força ou energia impessoal; ao contrário, Ele deseja ser conhecido e amado, e tais características evidenciam a natureza subjetiva do Criador.

Os atributos naturais do Eterno definem o modo como Ele opera em relação ao conjunto da Criação, porém, os Seus atributos morais definem a forma do Seu relacionamento estritamente direcionado ao homem.


3.1.   Amor

A Bíblia diz que Deus é Amor (I Jo 4. 8). Seu amor é altruísta, pois abraça o mundo inteiro, composto de humanidade pecadora. (Jo 3. 16; Rm 5. 8). A manifestação principal desse seu amor foi a de enviar seu Filho, Jesus, para morre em lugar dos pecadores (I Jo 4. 9, 10). Além disso, Deus tem amor paternal especial àqueles que estão reconciliados com Ele por meio de Jesus (Jo 16. 27).


3.2.   Justiça

O Livro dos Salmos diz que Justiça e Juízo são a base do trono de Deus (Sl 97. 2;  89. 14). A retidão do Altíssimo, portanto, está relacionada à essência do Seu caráter e ao Seu modo de agir.


Deus é justo (Dt 32. 4; I Jo 1. 9). Ser justo significa que Deus mantém a ordem moral do universo, é reto e sem pecado na sua maneira de tratar a humanidade (Ne 9. 33; Dn 9. 14).


Da forma de governar o mundo e a Criação, não há equívocos, erros, enganos ou injustiças por parte do Eterno. Tudo o que Ele fez, faz e fará seguem os padrões de justiça e retidão estabelecidos por Ele mesmo nas Escrituras (Is 45. 21; I Jo 1. 9; Ap 15. 3).

A decisão de Deus de castigar com a morte os pecadores (Rm 5. 12), procede da sua justiça (Rm 6. 23; cf. Gn 2. 16,17); sua ira contra o pecado decore do seu amor à justiça (Rm 3. 5,6). Ele revela a sua ira contra todas as formas da equidade (Rm 1. 18). Ele agrada-se da justiça (Jr 9. 24) e com ela, um dia, há de julgar o mundo (At 17.31).

3.3.   Santidade

    Deus é absolutamente santo porque é incondicionalmente perfeito. Assim, Ele não pode cometer pecados ou falhas de qualquer natureza. (Is 6. 3; I Jo 1. 5; Ap 15. 4). Além disso, o Senhor permanece santo, independente das iniquidades humanas. Esse atributo é o que distingue como totalmente separado de Suas criaturas e o exalta sobre elas. A santidade de Deus traz ao cristão o compromisso de buscá-la e vivenciá-la (Lv 11. 44;  19. 2; I Ts 4. 2; I Pe 1. 15.16).

3.4.   Bondade

Tudo quanto Deus criou originalmente era bom, era uma extensão da sua própria natureza (Gn 1. 4, 10, 12, 18, 21, 31). Ele continua sendo bom para sua criação, ao sustenta-la, para o bem de todas as suas criaturas. (Sl 104. 10 – 28;  145. 9). Ele cuida até dos ímpios (Mt 5 .45; At 14. 17), Deus é bom, principalmente para os seus, que o invocam em verdade (Sl 145. 18 – 20). - A bondade de Deus está intimamente ligada à Sua misericórdia.

§    Conclusão: -  O que estudamos nesta lição dá-nos uma boa base para transmitirmos a grandeza do Criador e, se assim fizermos, levaremos as pessoas a reconhecerem Sua majestade e suficiência, por Ele é tudo em todos; Nele vivemos, e nos movemos, e existimos (At 17. 28).

Nossa tarefa primordial, como indivíduos, é conhecê-lo mais a cada dia. Obedeçamos, pois, à conclamação do profeta: “Conheçamos e prossigamos em conhecer ao Senhor; como a alava, a Sua vinda é certa; e Ele descerá sobre nós como a chuva, como a chuva serôdia que rega a terra”. (Os 6 .3).


                                        Aula Elaborada, pela professora,
                                              Pra. Maria Valda – ADMEP




Material Pesquisado:
ü   Bíblia de Estudo Pentecostal
ü   Conhecendo as Doutrinas da Bíblia – Myer Perarlman

ü   Os Atributos de Deus – A.W. Pink