sábado, 5 de setembro de 2015

“O LÍDER DIANTE DA CHEGADA DA MORTE”





ADMEP – ASSEMBLEIA DE DEUS MINISTÉRIO ESTUDANDO A PALAVRA

Departamento de Educação Cristã
Escola Bíblica Dominical



“O LÍDER DIANTE DA CHEGADA DA MORTE”


Texto Áureo:

“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.”.
(2 Timóteo 4. 7)


Verdade Prática:

A morte do crente não é o fim, mas a passagem para a glória eterna, na presença de Deus.


Leitura Bíblica em Classe

2 Timóteo 4. 6 – 17



Objetivo Geral: - Desenvolver uma consciência bíblica a respeito da chegada da morte.


Objetivos Específicos: -

1.    Mostrar que, para o crente, a chegada da morte não traz desespero.

2.    Explicar o sentimento de abandono do apóstolo Paulo.

3.    Conscientizar o aluno da certeza da presença de Cristo nas aflições.


Introdução: -   Numa sociedade materialista, evita-se falar sobre assuntos negativos. No entanto, a morte é um fenômeno real que se abate sobre os seres humanos de todas as idades, classes sociais e religiões. Afinal de contas, quem pensa em morrer? Há alguma virtude na morte? Nos dias atuais, o desespero vem tomando conta das pessoas, até mesmo das que professam a fé cristã. É uma pena que alguns púlpitos não estejam preocupados em preparar as suas ovelhas, através das Sagradas Escrituras, para enfrentar essa realidade que pode chegar a qualquer família, sem avisá-la ou pedir-lhe licença.

Por isso, nessa lição, demonstraremos que Deus se preocupa com a fragilidade e vicissitude humanas, principalmente quando se trata de um tema tão laborioso e delicado.


CONSIDERAÇÕES PRELIMINARES


¨      O QUE É A MORTE

1)     Conceito. - Não é tarefa fácil definir a morte. Como fenômeno natural, ela é discutida na ciência, na religião e faz parte de debates cotidianos, pois atinge a todos (Sl 89.48; Ec 8.8). Anteriormente definida como parada cardíaca e respiratória, o consenso médico atual a define como cessamento clínico, cerebral ou cardíaco irreversível do corpo humano. No entanto, a definição mais popular do fenômeno é a “interrupção da atividade elétrica no cérebro como um todo”. A constatação de que a pessoa entrou em óbito é o ponto de partida para a permissão, ou não, pela família, de doar órgãos.


2)   O que as Escrituras dizem?  - “O salário do pecado é a morte” (Rm 6.23). Deus não criou o homem e a mulher para morrer. O Senhor não planejou tal realidade para o ser humano. Mas, conforme descrito em Romanos 6.23, a morte é consequência da queda (Gn 3.1-24). O pecado roubou, em parte, a vida eterna da humanidade. Assim, a Bíblia demonstra que a morte é a consequência inevitável do pecado, e realça esse fato como a separação entre “alma” e “corpo” (Gn 35.18).


3) É a separação da alma do corpo.  - A base bíblica para esse entendimento está em Gênesis 35.18, quando da morte de Raquel: “E aconteceu que, saindo-se lhe a alma (porque morreu)”. Tiago, o irmão do Senhor, corrobora esse pensamento quando ensina: “Porque, assim como o corpo sem o espírito [alma] está morto, assim também a fé sem obras é morta” (2.26). Teologicamente e, segundo as Escrituras, podemos afirmar que a separação da “alma” do “corpo” estabelece o fenômeno natural e também espiritual que denominamos morte. Mas, o que acontece com a alma após a separação do corpo? Há vida após a morte? São indagações que podemos fazer.


¨    A VIDA APÓS A MORTE


1)   O que diz o Antigo Testamento. - “Morrendo o homem, porventura, tornará a viver?” (Jó 14. 14a). Essa é uma pergunta de interesse perene para todos os seres humanos. Indagações como: “Há vida após a morte?”, “Existe consciência noutra vida?” são questões existenciais não muito resolvidas até mesmo para alguns teólogos. Entretanto, as Escrituras têm as respostas a essas perguntas.

a)       Sheol. - Em Salmos 16.10 e 49.14,15, o termo hebraico é “sheol”. Essa palavra aparece ao longo de todo o Antigo Testamento. É traduzido por “inferno” e “sepultura”. Tais expressões denotam a ideia de imortalidade da alma e a esperança de se estar diante de Deus após a experiência da morte. Tal expectativa representa o âmago das expressões do salmista.

b)   A esperança da ressurreição.  - O patriarca Jó, após muito padecer, expressou-se confiantemente: “E depois que o meu corpo estiver destruído e sem carne, verei a Deus” (19.26 cf. vv.23-25,27).

O salmista expressou-se a esse respeito da seguinte forma: “Quanto a mim, feita a justiça, verei a tua face; quando despertar, ficarei satisfeito ao ver a tua semelhança” (17.15 cf. 16.9-11).

Os profetas Isaías e Daniel expõem a esperança da ressurreição como um encontro irreversível com Deus (Is 26.19; Dn 12.2). Esses textos realçam a doutrina da esperança na ressurreição do corpo em glória e denotam, inclusive, a alegria do crente em se encontrar com o seu Deus após a morte.

Logo, podemos afirmar categoricamente que o Antigo Testamento, respalda, inclusive com riqueza de detalhes, que há vida e consciência após a morte.


2)   O que diz o Novo Testamento. - A base bíblica neotestamentária da existência de vida consciente após a morte e a imortalidade da alma está fundamentada exatamente na pessoa de Jesus de Nazaré. Ele foi quem trouxe luz, vida e imortalidade ao homem que crê. As evidências são abundantes (Mt 10.28, Lc 23.43, Jo 11.25, 26; 14. 3; 2 Co 5.1). Essas porções bíblicas ensinam claramente a sobrevivência da alma humana fora do corpo, seja a do crente ou a do não crente, após a morte. Não obstante, a redenção do corpo e a alegre comunhão eterna com Deus são resultados da plena e bem-aventurada ressurreição e transformação do corpo corruptível em incorruptível (1 Co 15. 1-58; 1 Ts 4.16; Fp 3.21).

Definitivamente, e segundo as Escrituras, o dom da vida para os cristãos não é uma existência finita, mas uma linda história de comunhão com o Deus eterno. Foi Ele quem implantou em nós, através de Cristo Jesus, nosso Senhor, a sua graça salvadora enquanto estivermos em nossa peregrinação terrena.


¨    MORTE, O INÍCIO DA VIDA ETERNA

1)   Esperança, apesar do luto. - É natural que a experiência da separação de um ente querido traga dor, angústia, tristeza e saudade. O luto chega de forma inesperada na vida de qualquer pessoa. Mas a promessa do Mestre de Nazaré ainda sobrepõe-se a qualquer vicissitude existencial: “[...] quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá” (Jo 11.25).

2)   A morte de Cristo e a certeza da vida eterna. - O Pai entregou seu Filho em favor da humanidade, e assim o fez simplesmente por amor (Jo 3.16). Esse ato amoroso proporcionou a possibilidade de escaparmos do juízo divino pelo sangue precioso derramado por Cristo Jesus. Isso leva-nos a refletir que sem a morte de Jesus não haveria ressurreição. Logo, não haveria pregação do Evangelho nem salvação. O apóstolo Paulo tinha a convicção de que a Cruz de Cristo é o âmago do Evangelho (1 Co 1.17), do novo nascimento e da vida eterna. Hoje só amamos o Senhor porque Ele nos amou primeiro (1 Jo 4.19). Por isso, pela sua morte, e morte de cruz temos, nEle, a vida eterna.


3)   A morte: - O desfrutar da vida eterna. O fenômeno da morte é para o crente a prova da fé vigorosa revelada em sua vida terrena. Essa fé manifesta-se numa consciência de vitória apesar de a morte mostrar-se como uma aparente derrota. O apóstolo Pedro lembra dessa fé quando exorta-nos: “[...] alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo, para que também na revelação da sua glória vos regozijeis e alegreis” (1 Pe 4.13).

Para o crente a morte não é o fim, mas o início de uma extraordinária e plena vida com Cristo. É a certeza de que o seu “aguilhão” foi retirado de uma vez por todas, selando o passaporte oficial para a vida eterna em Jesus (1 Co 15. 55; Os 13.14). Um dia nosso corpo será plenamente arrebatado do poder da morte (Rm 8.11; 1 Ts 4.16,17).

SINOPSE DO TÓPICO (I)

Tecnicamente a morte é o cessamento clínico, cerebral e cardíaco irreversível do organismo. Biblicamente, porém, é a separação entre o corpo e a alma.


I. A CONSCIÊNCIA DA MORTE NÃO TRAZ DESESPERO   AO CRENTE FIEL.


1)   Seriedade diante da morte. - Não se pode negar que a morte é um duro golpe quando ocorre por medidas violentas e isso era comum nos tempos apostólicos como nos dias de hoje.

Claro que há uma diferença enorme, morrer por confessar a Cristo e morrer vítima da violência urbana.

De qualquer maneira, todos nós temos consciência que um dia iremos e o mais importante é ter a certeza que tivemos uma vida honrada. A ninguém causamos qualquer dano.

Lendo todas as declarações do apóstolo, sabemos o quanto esse momento representava para ele, pelo que declarou: “O viver é Cristo e o morrer é ganho”, (Fl. 1:21) - Sejamos fieis!


2)    A certeza da missão cumprida. - “Combati o bom combate, acabei a carreira e guardei a fé”. (2 Tm 4. 7).

Que missão cumprimos hoje? Somos mais inteligentes que eles, que padeceram pela causa do Mestre?

Vivemos na era do “refri” e da pizza, comemos, nos empanturramos e adoramos ir ao culto de domingo para pregar para crentes, ouvir o coro da igreja ou dele participar. Morremos por obesidade e suas consequências.

Particularmente, há muitos nobres, que dedicam suas vidas a construir outras, evangelizar, ganhar vidas para o reino de Deus, mas,não é a regra geral.

Se quisermos de fato combater o bom combate não poderá ser de tristeza por que o time da nossa preferência foi rebaixado.

Cada uma deve saber que combate quer ter sabendo que Deus dará o galardão aos que forem fieis. Coroas nos esperam.
Veja as Coroas:
1) - A Coroa da Vitória - I Co 9. 25;
2) - A Coroa de Gozo - I Ts 2. 19; Fp 4. 1;
3) - A Coroa da Justiça, 2 Tm 4. 7,8;
4) - A Coroa da Vida - Ap 2. 10; Tg 1. 12;
5) - A Coroa de Glória - I Pe 5. 2 - 4. - Paulo sabia disto.

  
II.       O SENTIMENTO DE ABANDONO

1)  O clamor de Paulo na solidão. - A solidão é um sentimento que apavora. Não sei como se pode viver sem amigos e não sei por que muitos não conseguem fazer amigos.

Os escritos de Paulo mostravam o quando ele valorizava uma amizade sincera vista em Timóteo, Filemom e outros.

Filemom – “Escrevi-te confiado na tua obediência...”, “prepara-me também pousada”.

Timóteo – “Desejando muito ver-te lembrando-me das tuas lágrimas para me encher de gozo”. (2 Tm 1. 4).  Na velhice somos ainda mais carentes de ter bons amigos. Que o Senhor nos dê muitos amigos.
  
2)    A serenidade dos últimos dias. - Os momentos finais da vida de Paulo, trouxe para nós o conhecimento da sua inquietação e das necessidades comuns a todo ser.
Traz a minha televisão, o meu notebook... O meu Celular. Os elementos de convivência eram outros e Paulo queria duas coisas:

§    A capa para encarar o inverno;
§    Os livros para ter a sua mente ocupada na prisão. (v. 13).

Paulo nunca escondeu as suas limitações como homem. “Miserável homem que sou...” Rm 7:24.

A minha pergunta é; com tantas evidências de que o Evangelho não faz de nós um super homem, qual é o motivo de muitos se colocarem diante do povo de Deus como perfeitos, duros, capazes e acima de todas as fraquezas?

Reconhecer fraquezas e limitações diante do povo mostra-lhes como somos iguais na área da vida e isto dá mais credibilidade aos ouvintes.
  
3)    Preocupações finais com o discípulo. - Se eu tivesse tido um Alexandre latoeiro na minha vida, contaria isto ao meu sucessor, mas, jamais daria uma relação de todos os que me importunaram de alguma forma. O ser humano mesmo sendo problemático não deve necessariamente ser um ímpio.

O ímpio é sempre inteligente, sabe onde morder e Deus não aceita sua presença na adoração.  Salmo 50:16 “Mas ao ímpio diz Deus: Que fazes tu em recitar os meus estatutos e em tomar a minha aliança na tua boca.”.

As vezes o ímpio não é importunado por que via de regra é pessoa bem posicionada no meio da igreja e quando é daqueles que tem posses e gosta de fazer presença, fica mais difícil ainda.

SINOPSE DO TÓPICO (II)

No final do seu ministério, estando preso, o apóstolo Paulo sentiu-se sozinho, abandonado pelos seus pares.


        III. A CERTEZA DA PRESENÇA DE CRISTO


1)    Sozinho perante o tribunal dos homens. - Nada mais duro para o obreiro que sentir-se sozinho e às vezes isto acontece com qualquer um.

No caso de Paulo, o momento foi muito sério, pois, estava sendo entregue a Corte Romana, sendo julgado e qualquer presença de amigos seria um conforto para ele.

A postura do apóstolo não foi de reclamar e até nisso nos deixou um grande legado, pois, há pessoas que quando se sentem só, resolve falar mau do ministério e dos seus pastores.

Há pastores que são desleixados e interesseiros, só reconhece amigos quando estes estão em evidência; se por saúde ou por idade se afastam, os tais simplesmente os abandonam no ostracismo.

2)       Sentindo a presença de Cristo. - Tudo e todos podem falhar, mas, uma vida sincera aproxima Deus cada vez mais e nessa hora, a sua consolação basta para qualquer um de nós. Paulo se sentiu consolado. Pode haver maior consolação que esta? - Façamos para os outros aquilo que queremos que eles nos façam.

3)  Palavras e saudações finais. - “Fiquei livre da boca do leão”. (v. 17). Certamente Paulo se referia a parte da história que o levaria a Roma.  Quando apela para o direito de cidadania romana, além de evitar ser entregue aos judeus, o possibilita pregar aos gentios em Roma. (Atos 22:27), sem perder a consciência de que a sua vida estava chegando ao fim.

“O Senhor me livrará de toda má obra” (II Tm 4:18) completa o pensamento anterior com relação ao que tinha para fazer em Roma.

Que preciosa lição, com este capítulo usado pelo comentarista Elinaldo Renovato, fomos abençoados. Lição para muito tempo ainda.

Tudo o que lemos na lição bíblica deste trimestre, até aqui e teremos ainda até o final, nos leva a pensar em Paulo com o mais profundo respeito pelo que ele representou para todos nós com seus escritos que certamente foram validados pelo Senhor.

Tudo quanto foi escrito para o nosso ensino foi escrito.  Rm. 15:4.

SINOPSE DO TÓPICO (III)

Sozinho, Paulo se dirigiu ao tribunal para ser julgado, mas com a plena convicção de que a presença de Cristo estava com Ele.


Conclusão: - Precisamos ter consciência de que a nossa vida é semelhante à flor da erva. Ela se esvai rapidamente. Todavia, tenhamos em mente que o “viver é Cristo e o morrer é lucro”. Portanto, não se prenda às questões passageiras e efêmeras. Na peregrinação existencial, preencha sua mente com o Evangelho.

Assim, ao final de sua vida poderá jubiloso, entoar o que o apóstolo Paulo declarou no final da sua carreira: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. Desde agora, a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, justo juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos os que amarem a sua vinda” (2 Tm 4.7,8). Em Cristo, tenha paz e esperança, porque Ele é a ressurreição e a vida. – Amém.


Bibliografia:
Fonte:
http://www.ubeblogs.net/2015/08/ebd-lc-10-o-lider-diante-da-chegada-da.html
Revista Bíblicas – A Igreja e o seu Testemunho
Bíblia de Estudo Pentecostal – CPAD.


 Lição Elaborada pela Professora,
Pastora, Maria Valda
Pastora da ADMEP

OS TIPOS DE TEOLOGIA



OS TIPOS DE TEOLOGIA




Introdução:  - O estudo da teologia pode ser dividido de acordo com a forma que se estuda. Podemos dividir o estudo teológico de acordo com:  - A Época, Por Ponto de Vista e Por Ênfase.



1)           POR ÉPOCA


É a teologia estudada de acordo com os períodos históricos da teologia. Esta teologia é ligada com as disciplinas história eclesiástica ou a história da teologia. Os estudos da teologia por época podem estudar: A Teologia Patrística; A Teologia Medieval; A Teologia Reformada e A Teologia Contemporânea.


1º)      Teologia Patrística


A Teologia Patrística é o pensamento teológico dos discípulos dos apóstolos que na tentativa de fazer uma apologia contra os perseguidores do cristianismo nos primeiros séculos da era cristã sistematizaram as primeiras doutrinas cristãs como a Trindade e a divindade de Cristo.


2º)    Teologia Medieval ou Idade das Trevas


É o período que começa com a “conversão” de Constantino ao Cristianismo e a formação da Igreja Católica Romana. Este período é conhecido comoIdade das trevas (450 – 1500 d.C.). Para a Europa ocidental, a primeira parte da idade média foi um período de tumulto e anarquia, começando com o colapso do Império Romano. Houve sucessivas ondas de invasões Bárbara que não acabaram até que os invasores finalmente se “converteram ao cristianismo” e se estabeleceram. Na maior parte deste período houve pouquíssimos saber, e a herança do passado esteve em perigo de ser perdida.

Durante este período a teologia ficou confinada grandemente nos mosteiros e por isso é chamada de teologia monástica. Neste período surgiu o maior teólogo da igreja católica Tomas de Aquino, que inaugurou uma nova teologia chamada escolástica que tentava explicar a existência de Deus por meio de provas lógicas chamada de teologia natural.



3º)    Teologia Reformada

O período da teologia reformada foi marcada por controvérsias e grandes disputas, esta época viu surgir dois grandes sistemas a Teologia Reformada e a Contra Reforma da Igreja católica. A teologia Reformada marca o fim do período das trevas e o início de buscar novamente o sentido verdadeiro das Escrituras. O período reformado começou com Martinho Lutero no dia 31 e Outubro de 1517 quando pregou as 95 teses na porta da igreja de Wittenberg na Alemanha.


4º)    Teologia Contemporânea

A teologia contemporânea teve mais erros do que acertos, pois neste período surgiu a Teologia Liberal o teísmo aberto e outras erva daninhas no meio do cristianismo.



2)       POR PONTO DE VISTA

O Estudo da teologia pelo ponto de vista ele analisa os escritos dos teólogos separadamente. As principais correntes estudadas são:


1º)      Teologia Rabínica


Do hebraico rabi (Meu mestre) doutrina formulada pelos rabinos com base no AT e nas tradições talmúdicas. De uma forma geral, acha-se a teologia rabínica contaminada de tantos acréscimos e tradições que, hoje, não passa de uma seita se comparada à religião dos profetas hebreus.


2º)    Teologia Joanina


É o estudo dos escritos do Apóstolo João. A sua teologia enfatiza muito a divindade de Cristo, uma vida de santificação e uma forte ênfaseescatológica. O apóstolo João nos apresenta a Jesus como o Logos de Deus, o próprio Deus encarnado.


3º)    Teologia Petrina


É a teologia que estuda os Escritos dos Apóstolo Pedro, em sua teologia este apostolo faz um conciliação entre a teologia destinada aos judeus e a teologia destinada aos gentios, pois o Senhor Deus quebrou uma barreira no coração de Pedro a respeito dos gentios registrado no livro de Atos, na qual Pedro tem uma visão na qual Deus diz que purificou os gentios.


4º)    Teologia Tiaguina


É o estudo do pensamento do Apostolo Tiago o irmão do Senhor, foi bispo de Jerusalém (Gl 1.19) a sua teologia é mais judaica pois ela foi endereçada aos judeus cristãos que foram dispersos pela perseguição movida pelo império Romano contra os Judeus (Tg 1.1), esta epístola é mais prática do que doutrinária. A teologia de Tiago é mais prática do que ensinamentos a respeito de doutrinas. Este apóstolo dá uma ênfase sobre a tentação, a pratica da Palavra de Deus, na qual os cristãos devem ter uma vida piedosa. (Tg 1.12-27; 3.13-18; 4.4-10).


5º)    Teologia Paulina

A teologia Paulina consiste no estudo das doutrinas dos apóstolo Paulo. Ele é considerado o maior sistematizador da teologia Cristã. Paulo foi escolhido por Deus para levar o evangelho aos gentios pois ele era tanto judeu como cidadão Romano, ele conhecia tanto a lei de Deus como também o pensamentos dos gentios, pois ele era familiarizado com o mundo Greco-romano, assim este apóstolo no seu compendio teológico não havia nenhuma contaminação judaizante na sua proclamação do evangelho.

6º)    Teologia Católica

É o estudo de todo o pensamento da teologia católica. Que começou a florescer com a “conversão de Constantino”, com isto o bispo de Romana começou a pedir a primazia entre todos os bispos da cristandade, com isto ouve uma divisão dentro da cristandade, pois o bispo da igreja grega não aceitou a primazia do bispo de Roma com isto a cristandade ficou dividida em Igreja Ortodoxa (Linhagem Grega) e Igreja Católica Romana (Linhagem Romana).


7º)    Teologia Luterana


É o estudo feito através do escritos de Martinho Lutero, o precursor da reforma protestante no mundo. A Teologia Luterana é estruturada em torno de três doutrinas fundamentais. Sola scriptura (Somente a Escritura), Sola gratia (somente a graça) e sola fide (somente a fé). A teologia luterana tem como premissa fundamental de que a Escritura é a fonte autorizada da teologia e da vida e ensino da igreja. A Escritura é a própria Palavra de Deus por este motivo é a autoridade suprema de todo o cristão. O verso tema da vida de Lutero foi “visto que a justiça de Deus se revela no evangelho, de fé em fé, como está escrito: O justo viverá por fé.” (Rm 1.17).


8º)    Teologia Calvinista

A teologia calvinista é o estudo partindo do ponto de vista de João Calvino o grande reformador de Genebra na Suíça. A teologia Calvinista é conhecida como Teologia Reformada, Calvino ele sistematizou a teologia cristã através de sua obra “A institutas da Teologia Cristã”. A teologia Calvinista dá uma ênfase na Soberania de Deus.


9º)    Teologia Arrminiana

A teologia Arrminiana preocupa-se em perseverar a Justiça de Deus. Como pode um Deus justo considerar as pessoas responsáveis pela obediência a mandamentos que são incapazes de obedecer? Esta teologia da ênfase a presciência divina. O percussor desta teologia foi o teólogo Holandês Tiago Jacó Armínio em 1618.



3)       POR ÊNFASE


O Estudo por ênfase são as disciplinas que são estudadas no seminário ou faculdade teológicas. As principais áreas da teologia por ênfase são:


3.1)   Teologia Sistemática

É a teologia organizada logicamente e ordenada das verdades alusivas a Deus e ao seu relacionamento com o homem, num sistema doutrinário, cultural e historicamente coeso e harmônico com as Escrituras do Antigo Testamento e com o Novo Testamento. A 
Teologia Sistemática é conhecida também como Dogmática ou Teologia Doutrinária. As principais doutrinas estudadas são a Teologia Própria (O Estudo da Doutrina de Deus), a Cristolologia (A doutrina de Cristo), Pneumatologia (A doutrina do Espírito Santo), Antropologia Teológica (A doutrina do Homem), Hamartiologia (A doutrina do pecado), Soteriologia (A doutrina da Salvação), Eclesiologia (A doutrina da Igreja) e a Escatologia (A doutrina das Últimas Coisas).

3.2)    Teologia Bíblica


A Teologia Bíblica é a analise dentro dos textos bíblicos analisados separadamente. Com o auxílio da teologia exegética e da teologia histórica. Podemos dividir a Teologia em à Teologia do Antigo Testamento e a Teologia do Novo Testamento.


3.3)     Teologia Exegética

A teologia exegética se ocupa diretamente do estudo do texto sagrado e assuntos relacionados, tais como auxilio na restauração, orientação, interpretação daquele texto. Inclui o estudo das línguas da Bíblia, da Arqueologia Bíblica, Hermenêutica.
A exegese do grego Exegese consiste em extrair de um texto qualquer mediante legítimo método de interpretação que se encontra ali. A palavra exegese. A palavra exegese ela é oriunda de duas palavras gregas ek (arranco para fora) + egnomai (penso, interpreto), portanto segundo a origem da palavra exegese é arrancar para fora do texto. A Teologia Exegética extrai os conteúdos da Teologia Bíblica e da Sistemática.


3.4)   Teologia Apologética



A teologia Apologética é aquela que procura defender a fé com as armas da razão. A teologia apologética estuda as seitas e as heresias e como defender o Cristianismo das Seitas Heréticas e da defesa contra os inimigos do Cristianismo.

3.5)   Teologia Pastoral


A Teologia Prática trata da aplicação da teologia na regeneração, educação e serviço dos homens. Ela busca aplicar à vida prática aquilo que os outros três departamentos da teologia contribuíram. A Teologia Prática abrange as Disciplina Homilética, Administração Eclesiástica, Teologia da Vida Cristã, Educação Cristã e Missões.


3.6)   Teologia Histórica


A teologia histórica traça a história do povo de Deus através da Bíblia e da igreja desde a época de Cristo. Ela trata das origens, desenvolvimento e dispersão da verdadeira religião e também de suas doutrinas, organizações e práticas. Ela abrange a História das Igrejas, História das Missões, História da Doutrina e a História dos Credos e Confissões.


3.7)   Teologia Moral


A teologia moral tendo como base as Sagradas Escrituras e os vários ramos da tradição e jurisprudência cristãs visa resolver os problemas e dúvidas quanto à conduta do cristão em sociedade. As disciplinas estudadas na teologia moral são a ética cristã e a bioética.